MoonBlack Pack - Interativa
21 Furtivo
Notas iniciais
Moon
Sadie deu as ordens, e, claro, eu ignorei.
Usei meu faro para encontrar a presa, mas depois que vi seu tamanho... melhor deixar Sadie com o trabalho pesado.
Assim que ela percebesse que eu não ajudei na caçada, não me deixaria comer, não importa o que Will dissesse.
Eu precisava caçar minha própria presa.
Além do cheiro da presa primária, havia rastros de lebres.
O Sol já estava se pondo. Eu precisava me apressar. Com a neve congelante roçando no pelo, prossegui atrás do roedor.
Eu tinha uma estranha sensação de estar sendo observada, mas engoli em seco e continuei.
***
Avistei a lebre. Branca como o ambiente ao redor. Uma tentativa obviamente falha de camuflagem.
Estiquei as patas dianteiras e retesei as traseiras. Fazendo menos ruído que um piolho no couro cabeludo. Corpo posicionado contra o vento. A tocaia perfeita.
A criaturinha peluda tentou me farejar, mas o vento não estava a seu favor, então ela não me pressentiu. Saltei em sua direção.
Cravei a mandíbula entre suas orelhas e a lebre deu seu último suspiro. O gosto do sangue quente incitou minha fome. Larguei o cadáver na neve, que ficou manchada de vermelho.
Abri um buraco em suas costas com os dentes e engoli alguns bocados.
Ouvi um som. Rapidamente entrei no estado de alerta e saltei para olhar.
Não havia nada.
Pude jurar que enxerguei um pequeno vulto. Me virei e minha presa havia sumido.
Lati imprudentemente para o nada e bufei.
Senti um cheiro canino — o rastro do ladrão. Hora da vingança!
Segui o rastro por vários metros. Fazia zigue-zagues e rodava em círculos -o ladrão tentara me despistar- mas meu nariz não estava no focinho como enfeite, então segui a trilha sem muitas dificuldades.
Cheguei em uma grande área sem árvores altas, em que só havia neve e arbustos.
Ouvi um farfalhar em uma das plantas e enfiei meu focinho. Sangue. De lebre.
O infeliz já havia terminado a refeição.
Me sentei pesadamente, o que vez a neve voar alguns centímetros acima da grama.
— Tudo bem, — bufei — Você venceu.
—Eu sei. -disse a raposa trinta centímetros acima de minha cabeça.
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