Monsul Academy: Verdades
6 Christabell Holter: 6ºCapitulo
Notas iniciais
“-Não consegues amar ninguém?
–Ninguém até agora se mostrou digno de meu amor.”
6º Capitulo
Minha cabeça estavam nas estrelas no céu e me perguntava se Liam as via também. Não o vi no jantar nem em mais lado nenhum. Talvez ele já seguira em frente. E mesmo que me doesse, era o melhor a fazer. Para todos.
Juliana precisava de alguém ao seu lado para quando for rainha e Liam era perfeito para isso.
–“Minha princesa”
–O quê?
Me viro para trás mas não havia ninguém. Então a porta se abre e Connor entra.
–Estás acordada, princesa. Pensei que já estarias dormindo.
–E ias espiar-me enquanto o fazia hem senhor Connor?- Zombo e ele ri vindo até mim e me abraçando.
–Tenho saudades da minha pequena, não posso?
–Podes.– O abraço com força e volto olhando as estrelas deitando minha cabeça em seu peito.
–Prometes-me uma coisa, Christy?
–O que quiseres, Con.
–Promete-me que nunca desaparecerás da minha vida.
–Atormentarei teus pensamentos até quando morrer, Con.– Sorri-o e ele me afasta segurando meus braços com força.
Me assustei com sua força comigo e seu rosto sério, obscuro.
–Nem penses nisso. Estás a ouvir-me? Acabou de fugas, Christabell!
Connor apenas dizia meu nome inteiro quando estava fulo comigo ou quando não havia meu Connor brincalhão mas o Connor assustador.
Odiava aquele Connor.
Às vezes ele limitava-se a ficar longe de todos e a olhar o horizonte com aquele olhar medonho e horripilante.
–Promete-me!
–Ok! Eu prometo.
Me fasto e esfrego meus braços doloridos. O olho confusa e me encosto á parede apenas para me afastar dele.
–E nem penses em voltar a dizer essa porra!
–Desculpa.– Sussurro e ele esfrega o rosto suspirando antes de se sentar em minha cama.
Fico olhando-o enquanto ele enfrenta o chão num duelo que apenas ele pode ganhar.
–Christy… desculpa. Desculpa, princesa, eu só…
Ele suspira e me olha. Meu corpo relaxou quando olhei seus olhos culpados.
–Não precisavas ser tão bruto, Connor, eu apenas estava brincando.
–Eu sei, meu amor. É só que… o que disseste… foi o mesmo que tua mãe me disse um dia antes de morrer. Exatamente as mesmas palavras. O mesmo …jeito brincalhão.
As lágrimas inundam-lhe os olhos e me sinto culpada de imediato. Vou até ele e me sento ao seu lado.
–Desculpa, Cony. Eu não queria.
Ele sorri e me olha me abraçando. Beija minha cabeça e suspira me apertando com força mas de um gesto que não chega a ser dolorido mas sim protetor.
–Eu sei, princesa. Eu sei. Desculpa—me também. Eu só não te quero perder. Perdi tua mãe e tu sabes que eu a amava muito. Era minha melhor amiga. Perdê-la foi… terrível. E tu te tornaste minha pequena.– O olho e o vejo me olhando sorrindo.- Minha princesinha. Eu sei que não és minha filha, Chrity, mas te criei como tal. Se algum dia tivesse uma filha, eu ia desejar que ela fosse como tu, mas isso é impossível.
–Ora Connor! Tu ainda irás ter teus próprios filhos.
–Eu sei.– Ele ri.- Não é isso que queria dizer, princesa. Acontece que tu és única, Christa. Jamais existirá uma garota como tu. Jamais!
–Eu amo-te seu bobão.
Ele ri e se deita na cama me levando junto.
–Eu também te amo, pequena. E é do jeito mais carinhoso que te vou dizer: Está na hora de dormir ou ficas rabugenta o dia todo!
–Eu nunca estou rabugenta!
–Sei.
–É sério!
Ele ri e reviro os olhos deitando minha cabeça em seu peito.
–Connor, tu nunca me contaste como conheceste minha mãe.
–Não?
–Não.
– Bom, eramos novos. Tínhamos 13 anos. Eu já estava no treino dos Guardiões e a conheci numa vinda do rei até cá. Na altura o rei era Edmund Hamilton. Ainda me lembro da entrada gloriosa dele. Ao lado vinha Christin Hamilton.
–A rainha.
–Sim. Teu pai na altura tinha 17 anos. Faltava um ano apenas para ele ser rei e no entanto já se comportava como um. Tinha a postura dignada de um. Ao contrário do irmão. Nunca gostei de Lúcifer. Sempre arrogante e mal-humorado. Mas enfim, Katerina vinha com eles todas as vezes. Na primeira vez que apareceram apenas me dei da presença dela no final, quando estavam de partida. Ela sempre tentava se manter escondida mas acabei encontrando-a sozinha nas outras vezes. Depois de ela começar a confiar em mim acabou por se abrir mais comigo. Nos tínhamos tornado amigos e sempre que vinham ela me procurava. Por outro lado eu achava-a a garota mais bonita que tinha visto. Ela se tinha tornado empregada da realeza por tua avó sabias?
–Minha avó?
–Sim. Ela morreu quando tua mãe tinha 16. Ficou desolada nesse dia. Tua avó já prestara serviços á realeza á anos, e antes disso tua treta avó. Elas achavam a realeza algo único e queriam ser o melhor para elas. Teu avô tentou que tua mãe desistisse da realeza pois tua avó morreu depois de um ataque ao castelo, mas tua mãe não aceitou. Ela estava determinada em continuar o trabalho de tua avó. Ser leal. Eu mesmo tentei que ela desistisse. Sentir que ela estava em perigo ali era um aperto em meu peito. Mas ela permaneceu. E continuou vindo com a realeza. E acabei me apaixonando por ela.
Levanto minha cabeça espantada mas ele olhava para o teto perdido nas memórias.
–Mas ela o escolheu a ele. Na noite em que me declarei a ela ainda nos beijámos, mas eu sabia que ela estava apaixonada por Leonardo. Sabia-o desde que tínhamos 15. E apenas para melhorar, Leonardo, que já era rei na altura, apareceu e nos encontrou logo no momento em que a beijava. Ele ficou fulo. Claro que ele gostava de Kate. Eu vi-a como ele a olhava quando ela pensava que ninguém a estava a ver. Quando seu noivado foi anunciado ele olhava Kate constantemente. Ele não estava feliz com aquele noivado.
–Mas mesmo assim casou-se.
–Ele não tinha hipóteses, Christy. Era o destino dele. Mas claro que o destino não o impedia de gostar de outra garota que não fosse sua mulher. E foi o que aconteceu. Leonardo proibiu Kate de voltar á Academia. Ele a queria só para ela. Mas nas minhas folgas sempre dava jeito de ir até ao castelo ou me encontrar com ela. Isso até ela… ficar com ele. Parei de fazer o que quer que fosse visto que eles se amavam. Eu queria vê-la feliz, então os deixei. Ela me mandava cartas de vez em quando, sentia-se culpada, abandonada graças a mim. Até que chegou aquela carta. A carta em que ela me dizia que estava grávida.– Ele me olha e acaricia meus cabelos.- De ti. Foi a única carta que respondi de volta lhe dizendo para ir para minha casa. Era longe de tudo e ninguém a encontraria ali. E foi onde tudo começou. Onde tu cresceste.
–Ficaste com minha mãe alguma vez? Tipo, ficar ficar?
–Não. Ela o amava a ele. E eu já estava apaixonado por outra garota. Ali erámos apenas melhores amigos que partilhávamos o mesmo amor pela mesma criança.
–Porque nunca me contaste isso antes?
–Não achei necessário. Eu a amei muito, Chris, mas como minha amiga. Acho que quando eu pensava que a amava, confundi as coisas no amor. Às vezes isso acontece.
–O que o rei achou de te encontrar de novo?
–Não falámos sobre isso. Ele amadureceu desde aquela altura, princesa. E desde que perdeu tua mãe, e depois a mulher dele, ficou mais distante das pessoas. Todos notão isso.
–Achas que faço mal em não o tratar como pai?
Ele se manteve em silêncio então o olhei. Ele olhava em frente perdido nos seus pensamentos.
–Não. Isso é uma decisão apenas tua. Mas devias dar-lhe uma hipótese.
Assinto e me deito de novo em seu peito. Fecho meus olhos querendo dormir, estava cansada. A conversa com Liam e agora com Connor, me cansou mais do que esperaria.
–Tu és o meu pai, Connor. Apenas tu.
–E eu fico orgulhoso por isso.
Sorri-o e o beijo no rosto me deixando levar finalmente pelo cansaço.
“Onde estou?
–Não te lembras, Christabell?
Me viro para trás mas estava tudo escuro. Nem uma sombra ou luz alguma se via. Apenas aquela voz.
–Do quê?
–Ora, minha bela Princesa. Já te esqueceste de mim? Não sei se ficou desolado ou furioso. Eles te estão virando contra mim.
–Eles?
–Eles. Todos eles, minha Princesa. Mas não vão conseguir.
Eu tentava decifrar de onde vinha aquela voz, mas não conseguia. Parecia que ela vinha de todos os lados, de todos os cantos, de toda a escuridão.
–Tu nunca me trairias pois não, Christabell?
–Eu…
–Eles podem ser mais que nós, mas nós dois somos mais fortes, mais poderosos. Basta nos unirmos minha bela, para os derrotarmos a todos.
–Derrotar quem? Do que estás a falar?
–Esqueceste-te do nosso acordo, Christabell? Eles te fizeram esquecer, não foi? Não há problema. Tu ainda és minha. Tu ainda me pertences. Pudemos derrota-los quando eles menos esperam.
–Estás a falar do quê?! Quem são eles?! Quem és tu?!
O silêncio. Nada mais se ouvia. Até que uma luz vermelha me cegou.
–Responderei a apenas uma pergunta tua, minha Princesa. Temos muito tempo para falar, mas agora apenas posso responder a uma pergunta. O que tu queres, Christabell?
O que eu quero…
–Quem és tu?
Uma pessoa se colocou á frente da luz e franzi a testa.
–Connor?
–Queres que eu seja o Connor, Christabell? Ou então ele.- Connor tinha desaparecido e no seu lugar apareceu Cristo.- Ou ele.- Mudou de novo mas para o Jack.- Ou ele.- Liam.- Ou ela.- Mel.- Ou ele.- Joshua.- Ou ela.- Sarah.- Ou ela.- Bia.
Emma.
Ky.
Riley.
Connor.
Kota.
Marissa.
Juliana.
Liam.
Mel.
Mike.
Bia.
Joshua.
Cristo.
Sarah.
Emma.
Ky.
Jack.
Juliana.
Riley.
–PÁRA!
Me deixo cair no chão e tapo meu rosto com as mãos. Meu corpo tremia, minha visão estava buzia. Quem era ele?
–Eu sou quem tu queres que eu seja, meu amor.”
Me sento na cama inspirando com força. Olho Connor que ainda dormia ao meu lado e suspiro me levantando.
–Que porra de sonho.
Esfrego meu rosto e pego algumas roupas antes de ir para o banheiro. Me demoro de propósito deixando a água apagar cada memória daquele sonho obscuro.
Me limpo e visto as calças pretas rasgadas e uma blusa de alça da mesma cor. Quando voltei para o quarto, Connor estava sentado na cama se espreguiçado.
–Ei dorminhoco.- Sorri-o.
–Bom dia.
Me sento na cama e calço minhas botas.
–Vamos comer?
–Não te mudas?
Ele se olha e então me olha de volta.
–É. É melhor. Vemo-nos no refeitório.
Beija minha cabeça e saí me deixando só. O silêncio me perturbava então despachei-me em sair do quarto. Conforme passava pelos corredores as pessoas paravam ou olhavam ou contavam, ou tudo ao mesmo tempo.
Chegava a ser arrepiante.
Mas minha vida era mesmo assim. Arrepiante.
–Ei, Chris.– Joshua é o primeiro a me cumprimentar quando entro no refeitório e sorri-o beijando-lhe o rosto.
–Acordastes cedo.- Digo me sentando ao lado de Emma.
–Não, tu é que te deixaste dormir.- Emma discorda.
–E nós temos aula.– Bia completa e assinto.
–Que azar. É por isso que adoro minha vida. Sem aulas, sem stresse.- Ky se gaba cruzando os braços trás da cabeça.
–Nunca tendes aulas?– Sarah pergunta surpresa.
–Temos, mas são só alguns dias. Desde que passemos nos exames passamos de ano.– Jack explica.
–E nossa marcação para hoje, anjo?– Kota me pergunta.
–Espero que treino, porque estou com vontade de partir alguma coisa.– Ky salta para cima da cadeira e rimos.
–Ainda bem, porque preciso da vossa ajuda.- Connor fala antes de mim e nos viramos para ele.
–Para?- Pergunto roubando uma bolacha a Mel.
–Preciso de vós em minha aula hoje. Pode ser?
Dou de ombros e olho os rapazes que concordam. E foi graças ao Connor que parámos á frente de 3 turmas no ginásio. Connor esqueceu-se de referenciar que a sua aula incluía não só sua turma onde meus amigos faziam parte mas também a turma de Liam e a turma de uns garotos do primeiro ano do meu antigo Campus.
“Perfeito, e eu que fazia intenções de o ignorar o resto da minha vida.”
–Bom turma, já que já estamos todos vamos começar. Todos sabem quem é Christa, mas não conhecem o Jack, o Kota, o Riley e o Ky. Ao contrário de vós, eles já enfrentaram o mundo real e sabem o que os espera. E eu pedi-lhes para vir para vos explicar mais ou menos como é aquele mundo desconhecido para que vos estais a preparar aqui dentro. Pode ser?– Connor nos pergunta e os rapazes assentem visto que eu não fazia intenções de dizer nada.- Muito bem. Podem começar.
–Lá fora temos basicamente apenas uma regra: sobreviver. Se quebrarmos essa regra, estamos mortos.– Riley começou de modo sombrio que fez muitos dos mais novos e não só, assustarem-se.
–Acho que começaste um pouco sombrio demais, Riley.– O aviso sorrindo e ele sorri olhando os rostos assustados.
–Desculpem se vos assustei, mas não pudemos ter medo da morte quando somos Guardiões. Bom, vocês sois, nós apenas fazemos isto por diversão.
–E vingança.- Ky acrescenta cruzando os braços sobre o peito.
–Porquê? Gostais assim tanto da morte?– Um garoto pergunta.
–Pudemos dizer que temos um instinto suicida.- Jack ri.
–Ou parafusos a menos na cabeça.– Resmungo e os rapazes me olham enquanto os restantes riem.- O quê?
–Fala a rapariga mais sanguinária do planeta.– Ky resmunga de volta fazendo-os rir de novo.
–Ei! Não fales assim da minha prima!– Adam reclama e sorri-o olhando o garoto moreno.
–Eu sempre adorei aquele garoto.- Ri-o e Connor me acompanha.
–És primo dela?– Ky pergunta a Adam que assente com os braços cruzados sobre o peito. Sua cara era rígida, e sua postura tensa, tudo aquilo graças ao Connor que achava que seu sobrinho precisava parecer mais assustador.- Coitado de ti.
Cerro meus olhos e cruzo meus braços.
–Adam, mostra-lhe como se faz.
Adam sorri e em menos de nada Ky está espalhado no chão gemendo. Sorri-o orgulhosa de meu primo que continuava em posição de ataque.
–Deixa-me adivinhar. Foi ela que te ensinou isso.- Ky diz do chão e Adam sorri ainda mais.
–Ya. E também me ensinou como paralisar alguém. Queres experimentar?
–Não!– Ky grita se levantando do chão e se afastando de Adam.
Adam vêm até mim e bato minha mão na dele.
–Portei-me bem, Chris?
–Muito bem.
Despenteio-lhe o cabelo e sorri-o olhando Ky.
–Foste derrotado por um garoto de 11 anos, Ky.- Kota ri do irmão que bufa.
–Eu deixei-o deitar-me ao chão.
Adam se coloca em ataque e Ky corre para trás de Jack que ria com Riley. Reviro os olhos e beijo meu primo na cabeça.
–Nunca te metas com um Holt.
Próximo capitulo de Monsul Academy: verdades...
–O Max vai vir amanhã com a Guarda do Rei.
–Eles são incríveis.
–Não temos um método certo apenas lutamos.
–O Concelho quer assim.
–Não posso pensar melhores palavras.
–Não existe livro algum que tenha um feitiço desses.
–É impossível! Tem de haver alguma coisa
–Seu palerma! Eu vou matar-te.
–Jack?
–O que tu fizeste?
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