Monsul Academy: Mentiras

28 Christabell Holter: 27º Capitulo


Há um momento para tudo. Ás vezes pudemos divertimos-nos, chorar, rir, amar, mas toda a gente passa por aquele momento onde apenas temos de parar... e esperar.

27º Capitulo

–O que estás TU aqui a fazer? Devias estar em casa.– Retrocedeu Jack.

Olhei-o com raiva e depois para os outros idiotas.

–Assim como vocês.

–Pequena guerreira, que bom que…– Começou um Strigoi.

–Á, cala-te.– Bufei matando-o.

Riley que ainda estava debaixo do Strigoi despachou-se para sair debaixo dele.

–Que nojo.– Disse limpando-se.- Obrigado, anjo. É sempre bom ver-te.

– Calado!

Riley calou-se e abaixou a cabeça.

–Quereis-vos matar? É isso? Porque se quereis eu posso fazer isso mais rapidamente.

–Christa…

–Poupa-me, Jack! Não comesses com as tuas explicações. Tendes noção no quão, preocupadas as vossas mães ficaram? Quereis matá-las de susto?

–Queríamos vingança, anjo.- Explicou Ky.

Matei outra coisa nojenta e olhei-o.

–Vingança do quê?

–DO QUE TE FIZERAM! ELE QUASE TE MATOU!

–Não me grites, Jack! Eu por acaso estou morta? Estou?

–Tu também irias querer o mesmo.– Resmungou Riley matando um.

"Verdade, mas eu sou eu! Aqueles idiotas…"

–Iria, mas eu sabia como agir. Não ia-me armar em super herói.

–Não foi por mal, anjo.– Disse Kota.

–Eu sei, Kota. Mas bem que podíeis esperar por mim, porra! Perdi a acção toda.- Disse acalmando-me.

Ky e Riley riram, e Riley abraçou-me. Eram idiotas, mas eram os meus idiotas.

–É bom ter-te de volta. Mas devias estar na cama.

–E vocês devíeis estar a encher a pança. Agora vamos!

–Não podemos.- Disse Jack.

–Jack, vamos. Aires é imortal. Apenas magia o mata. Como pensas matá-lo?

–Não tem nada a ver com isso. Bem, não é só isso. Estão a transformá-los. Aos montes.

–Vão matar a aldeia toda, se não fizermos algo.– Continuou Riley sério.

Olhei para cada um deles e depois em volta. Os Strigois mais medrosos tinham saído, mas ainda tinham ficado alguns.

–Todos estes…

–Foram transformados recentemente. – Concluiu Kota por mim.- Não são muito experientes, por isso conseguimos matar alguns.

"Droga! Filho da mãe."

Assenti e com velocidade e agilidade agarrei num Strigoi pelo colarinho. Este também tinha sido transformado.

–Onde?

Ele rosnou.

–Onde?– Repeti.

Ele continuou a olhar-me apenas.

–Sabes que vais morrer de qualquer maneira, então fala.

O Strigoi rosnou, mais com dor do que ódio.

"Ele tinha sido um humano afinal. Algo sempre fica."

–Perto do lago. Ele quer destruir a aldeia devagar. Diz que têm tempo.

–Obrigado. Foste muito útil.

–Mata-me.

Olhei-o surpresa pelo pedido.

–Por favor. Não quero isto. Prefiro morrer nas mãos da pequena guerreira.- Disse sorrindo.

Suspirei com um pequeno sorriso.

–Lamento.

E lamentava mesmo. Aires tinha de ser parado.

Ele deu mais um pequeno sorriso cheio de dentes e então matei-o. Em vez de o deixar cair, apossei-o devagar.

Fiz uma cruz com a adaga na testa dele e virei-me para os rapazes.

–Vamos acabar com esta reunião.

Eles assentiram e seguiram-me.

–O lago fica perto do depósito.– Informou Riley.

Assenti e cerrei o maxilar, preparada para a luta. Ainda sentia a dor, mas a dor de que algo magoasse os que amo, era superior. Imbatível.

O depósito era uma construção alta segurada por postes. Havia uma escada para se chegar ao topo enferrujada. Escondemo-nos atrás dos postes e olhamos para o lago.

Aires vigiava num lado cercado por trás com 3 Strigois, sorrindo. Strigois riam ou bebiam dos humanos que gritavam de dor e terror.

"Estupores!"

–Filhos da mãe.– Rosnou Riley.

– Vou matar sem dó nem piedade.- Prometeu Ky com as mãos serradas.

–Christa…

Começou Jack mas não lhe liguei. Ele podia ter sido morto. Precisa de tempo para o olhar.

–Aires irá embora. Quando acontecer, atacaremos.

–Como sabes que ele irá…

Ky calou-se quando Aires estalou os dedos e dirigiu-se para um carro preto com os 3 Strigois.

–Ela é a pequena guerreira.– Disse Kota sorrindo.

Ficamos a ver o carro a desaparecer no horizonte e avançamos.

–Christa…

Tentou Jack de novo mas interrompi-o.

–Agora não, Jack.

Afastei-me e comecei a matar enquanto Jack suspirava. Este era a minha prioridade. Quando isto acabasse, ele ia ouvi-las.

–Ela está furiosa.- Disse para Kota.

–Claro que sim. Mas ela vai superar.

–NÃO TENHAS TANTA CERTEZA, KOTA!- Gritei enquanto tirava os Strigois de cima dos humanos.

Jack olhou para baixo derrotado e Kota bateu-lhe de leve no ombro.

–Vai ficar tudo bem.

"Eu também esperava que sim."

E também ele começou a luta. Jack inspirou e começou a ajudá-los. Teríamos muito tempo para aquilo depois.

Vinte minutos depois, um filho da mãe tinha-me conseguido atingir no estômago com força fazendo-me gemer. Mas não me iria abaixo. Essa não sou eu!

"A dor é psicológica e este filhos de uma tia vão morrer."

–Christa, pára!

Não liguei a Jack. Meu trabalho apenas agora tinha começado.

–Christa!- Disse irritado. – Christa, pára!

–Nunca!- Rosnei matando um Strigoi com força desnecessária.

Eu apenas estava com raiva de sentir dor… e de Jack. Aquele estupido.

Eu sabia que Jack estava irritado, mas bem, assim já somos dois. Viu livrar-se dos 2 Strigois dele e correu para mim.

–Christa, fica quieta.

Olhei-o duramente.

–Não, Jack. EU preciso acabar com isto.

Comecei de novo mas Jack prendeu-me os braços.

"Mas que…"

–Ouve-me, Christa. TU mal te aguentas em pé. Se continuares farás pior.

–Não me interessa! Eu vou acabar o que comecei.

Ele fez ainda mais força.

–Anjo, … por favor. EU imploro-te. Vais ficar pior. Não faças isso.

–Eu preciso, Jack. Eu preciso.

Jack acalmou-se vendo as lágrimas próximas de abrotarem em mim. Como eu me odiava por estar a chorar tanto. Queria acabar com isto. Queria que Aires sofressem. Queria paz.

–Christa, e eu preciso de que tu fiques bem. Todos nós precisamos.

–Mas é o mesmo que desistir.

"E eu não desisto."

–Não Christa. É pensares em ti primeiro. Deixa-me cuidar de ti. Por favor. Apenas uma vez. Deixa ser mais alguém a cuidar de ti. Não precisas fazer tudo sozinha.

Olhei. Uma lágrima solitária escorrendo pelo meu rosto numa linha perfeita e fria.

Um Strigoi aproveitou e foi até nós devagar.

"Que mal tem em deixá-lo ajudar, uma única vez que seja?

Ele preocupasse Christa. Apenas está preocupado. Que mal é que tem? Estou tão cansada disto."

Dei um pequeno sorriso e abaixei-me na hora deixando Jack matá-lo na minha vez. E pelo sorriso que ele me deu depois do grito do Strigoi, eu sabia que tinha feito a escolha certa.

Por agora.

–Obrigado, anjo.

Assenti e dei de ombros.

–Agora despacha-te. Ainda há muito para fazer.

Ele sorriu, beijou-me na testa e correu para o lado dos restantes rapazes. Eu limitei-me a olhar em volta suspirando.

"Que faço eu agora?"

–Apenas hoje. Apenas hoje.- Sussurrei olhando para os Strigois mortos.

Ajoelhei-me ao lado de um humano e virei-o para cima. A cabeça dele estava ensanguentada. Tinha batido com a cabeça numa pedra.

Morte rápida.

Suspirei e avancei para outro.

"Tem de haver sobreviventes. Tem de haver."

Era uma mulher. Talvez de 20, 24 anos. Os olhos estavam abertos de terror e soluçava irregularmente.

–Está tudo bem. Vou ajudá-la.

Ela agarrou-me com muita força para alguém ferido daquela maneira. Os olhos imploravam por ajuda.

–Vai ficar tudo bem.

Rasguei um pedaço da minha camisola amarrei-o á volta do pescoço da mulher para parar o sangue de sair.

–Calma.

A mulher gemeu e contorceu-se.

–Mamã.

Olhei para trás e vi uma menina de aproximadamente 3 anos abaixada contra um corpo de um rapaz.

A mulher puxou o meu braço.

–Por favor.– Sussurrou olhando a menina.

"Oh."

Assenti e andei até á menininha. O corpo ao lado dela era de um pequeno rapaz de 8, 7 anos.

Ajoelhei-me ao lado dela e dei um pequeno sorriso.

–Olá.

–Olá.- Sussurrou chorando.

O cabelo da menina era cor de mel e os olhos castanhos âmbar. Um pequeno ferimento ocupava a sua bochecha vermelha do choro.

–É teu irmão?

Ela assentiu e olhou para a mulher.

–Minha mãe.

Mordi o lábio e levei a mão ao pescoço do menino rezando.

"Vivo."

Suspirei aliviada.

–Ele vai ficar bem, sim?

A menina assentiu.

–Como te chamas?

–Gemma.

–Bem, Gemma eu sou a Christa. Queres sair daqui?

Gemma assentiu e peguei no menino ao colo e olhei para a mãe das crianças. Ela sorriu um pouco.

–Obrigado.- Disse com os lábios.

Assenti sorrindo e olhei para Gemma.

–Segura-te a mim.

A menina segurou-se no meu grande casaco que Deo me obrigou a trazer, enquanto procurava por Jack.

–JACK!

Jack olhou-me e sorriu quando viu as crianças.

–Eu vou.

Ele assentiu e piscou o olho.

–Vemo-nos em casa.

Hesitei mas assenti.

Andei com a menina segurada em mim e com o rapaz inconsciente nos meus braços. A luta chamava-me, mas a vida de duas crianças estava em jogo.

Aires ia pagar.

Isso, eu tinha a certeza.

Por agora… casa.

"Mas não será para sempre. Prometo"

No próximo capitulo de Monsul Academy: Mentiras...

–O que aconteceu?

–Precisamos ajudá-lo.

–Quem és tu?

–Brade.

–Não tens mais ninguém?

–Não sei.

–Boa noite, Gemma.

Notas finais
Apenas faltam mais 2 capitulos malta!!!! BJ