Monsul Academy
9 Christabell Holter: 9 Capitulo
Não conseguireis desgostar-me da guerra. Diz-se que ela destrói os fracos, mas a paz faz o mesmo.
9º Capitulo
No capitulo anterior de Mosnul Academy...
– Tu vais voltar imediatamente para a Academia. Quanto a vocês ides para o Campus. E contentei-vos por não sereis expulsos.
– Vamos desistir?
–Nós vamos arranjar uma maneira.
– Vais-me explicar?
– Não.
– Sabes que o vou descobrir. Quer tu me digas quer não.
Quando chegamos á Academia, fui recebida com as únicas pessoas que não me apetecia ver no momento. Nem nunca mais.
– Vejam só quem voltou! – Juliana tinha parado de beijar Liam e voltou-se para mim. – Fugindo dos problemas? É mesmo teu.
– Eu respondia-te. Se me importasse com o que pensas. – Disse dirigindo-me para a escadaria com Connor atrás.
– Se tens assim tanto medo de mim, admite-o em vez de fugires. – Ameaçou Juliana.
Virei-me para trás nos calcanhares e depois recuei para trás com as mãos levantadas para cima.
– O que estás a fazer? – Perguntou Juliana confusa.
– A dar espaço ao teu ego.
Podia ver Liam e Connor a conter um riso, enquanto, que Juliana apenas ficou a olhar para mim.
"Christa, Christa, se o olhar mata-se…"
– Vamos Christa. – Pediu Connor empurrando-me para retornar a andar. – Não devias estar a protege-la? Gozar com ela não tem nada a ver com o que combinaste. – Sussurrou.
– Eu tinha decidido protege-la, mas depois conhecia melhor. Ela trata as pessoas como animais. Não posso proteger alguém assim. – Bufei.
– Sim. Já tive o prazer de conhece-la.
•No gabinete eu estava com o segundo sermão do dia. Eu tinha mesmo muita sorte.
– Ficarás a limpar o vagão até ao próximo mês. – Disse a Sra. Ross. – Assim, para a próxima pensas duas vezes antes de escapar. E podes, ter a certeza, que acabaram as saídas. Passarás os fim-de-semana aqui.
" Já estava á espera disso"
– Para não falar que vais ajudar na biblioteca das 6 às 21 todos os dias. – Concluiu Connor.
Uma hora depois estava no meu quarto. Estava tudo como o deixara. Deitou-me na cama a olhar para o tecto.
"Eu estou de volta, Monsul! Pelo menos por agora."
– Christa? – Bia e Emma estavam na porta. – Podemos entrar?
– Claro. – Assentei-me com os pés debaixo de mim.
– Há uma coisa que queríamos-te dizer. – Começou Emma.
– E o que é?
– Eu não queria Christa, acredita. Mas eu sabia onde estavas. E eu vi. Eu vi eles a matarem os teus amigos. E tu ficavas de rastos e voltavas a fugir, nunca mais ninguém te veria. Christa, eu tinha medo por ti. Tu és minha amiga e eu não podia ficar sem fazer nada, então…– Disse Bia sem parar.
– Bia. Espera. Foste tu que disseste onde eu estava?
– Fui. – Admitiu chorando. – Eu não queria, Christa. Mas se eu não o fizesse muita gente ia morrer. Eu não podia deixar isso acontecer. Não podia.
– Foi eu que a obrigai a contar. Não a podes culpar .– Entreveu Emma.
– Desculpa. Desculpa Christa.
– Está tudo bem. Se era o que tinhas que fazer, eu fico feliz por o teres feito. EU acredito em ti. – Acalmei segurando-lhe nas mãos.
– Não estás chateada comigo?
– Não. Se o que tu dizes é verdade, então eu agradeço-te. Salvas-te a vida de muita gente.
Bia sorriu e eu abracei-a apertado. Esta miúda salvou-nos a vida.
– Agora que já está tudo resolvido vamos falar sobre outra coisa. – Sugeriu Emma. – Tu disseste que nos ias ensinar hoje como lutar. Visto que quiseste fazer uma viagem, não podemos treinar. Como é que vai ser?
– Eu vou vos treinar. Amanhã depois das aulas?
– Por mim tudo bem
– Por mim também. – Disse Bia.
– Óptimo. Mas sou posso ficar 1 hora. Visto que depois vou ter que ir ajudar na biblioteca.
– Na biblioteca? – Perguntou Bia.
– Yeap. E aos, fim-de-semana vou para o vagão.
– O vagão? – Perguntou Emma.
– Yeap.
– Não posso acreditar. – Disse Emma.
– Bem, acredita. Vamos jantar? – Perguntei alevantando-me.
–Vamos.
O refeitório não estava cheio para minha felicidade.
– Então. O que estavas a fazer em Detroit? – Perguntou Emma quando poisaram os tabuleiros numa das mesas.
– Nada de mais. Apenas queríamos uma diversãozinha. – Disse encolhendo os ombros.
– Para a próxima conta comigo. Estou morta para sair daqui. – Bufou
Virei-me para o meu comer a pensar no que Bia dissera sobre a sua visão.
"Josh, Mel, Sarah, Cristo, todos eles morreriam por minha causa."
Mal tinha comido e quando as 7 horas chegaram despedi-me de Bia e Emma e dirigi-me para o vagão.
Era uma arrecadação dentro da floresta, um bocado longe do que quer que fosse.
– Quando saíres tranca tudo. – Disse o Guardião que me levou até lá, entregando-me um molho de chaves.
"Só para encontrar a chave certa vou demorar um ano."
Abri a porta do vagão e entrei.
Não havia interruptor de luz apenas candelabros pendurados na parede. Não davam muita luz mas sempre era melhor.
O vagão estava uma completa confusão. Caixas, livros, papéis, objectos, tudo espalhado pelo chão. Não havia praticamente nada nas prateleiras.
– Lá vou eu apanhar bronquite. – Bufei pegando um pano.
Comecei por arrastar uma mesa para o centro da sala e depois limpei-a. De seguida fui para uma das prateleiras desaviando-a dos livros pondo-os em cima da mesa. Limpei o armário de cima a baixo e por assim adiante.
"Se ia passar ali muito tempo, mais valia limpar."
Quando as nove horas chegaram estava exausta. Tranquei tudo e segui para o dormitório. Antes de conseguir ver as luzes da Academia o meu telemóvel tocou.
Melissa.
– Sim?
– Sou eu. Queria saber como estavas.
– Estou bem. Um pouco cansada, mas nada que uma boa noite de sono não resolva.
– Connor contou-nos sobre o teu castigo. Mas olha que nós não ficamos salvos. Vamos ter que ajudar na cozinha, na limpeza das armas, na limpeza dos dormitórios, tudo isto até aprendermos a lição.
– Eu sei o que é. Comecei a limpar o vagão e não vou acabar tão cedo. E depois das aulas vou ter que ajudar na biblioteca.
– Boa sorte para nós.
– Podes ter a certeza.– Disse encostando-me a uma árvore.
– Mas não me arrependo. O objectivo pode ter falhado, mas já sabemos o que fazer da próxima vez.
– Exactamente. É o que eu passo a vida a dizer a eles. Mas não me ouvem.
– Dá-lhes tempo.
– Sim. Tens razão. Estou preocupada com o quê?! Cristo até mesmo admitiu que já teve uma visão de nós, outra vez atrás dele. Portanto não tenho nada com o que me preocupar.
– Cristo disse isso?
– Sim. Ele teve uma visão de nós atrás dos Strigois e a mata-los. Bem, tu matas.
"Estanho."
– Podes chama-lo?
– Claro.
Ouvi a estática antes de Cristo falar.
– Já cá estou.
– Que historia é essa da visão?
– Hmm, á sim. A visão. Não é nada de mais. Eu vi-nos numa caverna com os corpos deles.
– E não viste mais nada?
Cristo hesitou antes de responder.
"Isso não é bom."
– Não,… mais nada.
– Porque será que não acredito?
Cristo não respondeu.
– Cristóvão? O que se passa? O que me estás a esconder?
– Podemos falar depois? – Disse praticamente sussurrando.
– Claro. Vou estar á esperar.
– Eu sei. Xau.
– Xau.
Desliguei e fiquei a olhar o aparelho na minha mão.
"O que será que Cristo está a esconder? O que quer que fosse, não queria que os outros soubessem. Isto não é bom, nada bom mesmo."
– Problemas?
Liam, saiu detrás de uma árvore para a minha enorme sorte.
– Nunca ouviste dizer que ouvir as conversas dos outros é feio?
– Eu não estava a ouvir. – Disse encolhendo os ombros e aproximando-se. – Estava a dar uma volta e vi-te. Acho que acabei por ouvir um pouco. Quem é o Cristóvão?
– E o que estavas a fazer a uma hora destas?
– É o rapaz que estava contigo no café? Ou o outro que depois apareceu com as duas miúdas? – Continuou perguntando.
– Não respondes às minhas perguntas, não respondo às tuas. – Disse cruzando os braços sobre o peito.
Liam, sorriu antes de falar.
"Aquele sorriso idiota."
– Está certo. O meu pai sempre me ensinou a apreciar as estrelas. Sempre que tenho um pouco de tempo ou quero fugir de alguma coisa, venho cá para fora e observo-as.
– Era isso que estavas a fazer no outro dia?
– Se estás a falar do dia em que o javali te assustou, sim.
– Primeiro: eu não me assustei, segundo: era de dia.
– Deixei-me dormir. – Disse andando para se encostar numa árvore.
– Em cima de uma árvore?
Liam, sorriu e encolheu os ombros. No escuro não conseguia vê-lo muito bem, mas ainda me dava impressão olhar para os seus olhos.
"Olhos que tudo sabem."
– Agora é a minha vez. Esse tal de Cristóvão é o teu namorado?
– Eu nunca disse que iria responder.
Dei a volta sobre os calcanhares e sai para o dormitório. Mas eu conseguia sentir os olhos de Liam nas minhas costas, algo que me arrepiava bastante.
"Garoto estranho."
No próximo capitulo de Monsul Academy...
–A miúda prodígio.
– Ouvi falar muito de ti
– A tua nova ajudante.
–E como foi? Divertiste-te.
– Sr. Broner?
– Fechamos daqui a duas horas.
–Onde é que está?
–Não existem exemplares eles são únicos, então protegem-no da melhor maneira possível.
–“A Maldição da Lua”.
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