Monsul Academy
8 Christabell Holter: 8º Capitulo
Só os mortos conhecem o fim da guerra.
8º Capitulo
No capitulo anterior de Monsul Academy...
– Um aluno, Liam Drake, afirma que a viu num café em Portland perto da estação.
– Achas que ela tem alguma coisa a ver com Christa?
– Sra. Ross?
– Bianca? Posso ajudar?
– Eu tenho uma coisa para dizer. É importante.
– Bom dia. – Disse quando Mel acordou.
– Bom dia. Quantas horas são? – Perguntou esfregando os olhos com as mãos.
– 10.
– Já? Nunca dormi tanto na minha vida. – Anunciou levantando-se
– Não te preocupes. Sarah ainda está a dormir. E os rapazes também.
– Foste lá vê-los?
– Yeah. Josh estava atravessado na cama e Cristo no chão. – Confirmei rindo.
"Aqueles rapazes. Não sei como eles não acordam todos partidos."
– Rapazes.– Imaginando a cena, Mel começou a rir também.
– O que se passa? – Perguntou Sarah resmungando.
– Desculpa Sar, não te queríamos acordar. – Desculpei-me parando de rir.
– Tudo bem. – Sarah espreguiçou-se antes de continuar. – Mas qual é a piada?
– Apenas estávamos a rir dos rapazes. Nada de mais. – Disse Mel escovando o cabelo com as mãos.
Sarah assentiu com a cabeça e levantou-se da cama.
– Vamos tomar o pequeno-almoço?– Perguntou
– Sim. – Disse Mel.
– Não esperamos pelos rapazes? – Perguntei colocando o meu casaco.
– Não. Deixa-os dormir. Não vamos sair da pensão. Depois vão lá ter.
Mel e Sarah pegaram os seus casacos e saímos as três.
A sala era pequena, mas muito aconchegante. Havia um bar onde cada um escolhia o que queria e mesas redondas espalhadas pela sala. Escolhemos uma mesa longe da porta e sentamo-nos.
– Ok. O que quereis? – Perguntou Mel.
– Eu quero um enrolado e um sumo natural. – Pediu Sarah
– Eu fico pelo Compal.– Pedi.
– Muito bem. Volto já. – Mel saiu direita ao balcão.
Quando já estava suficientemente longe para não ouvir Sarah disse:
– Ela está melhor não achas?
– Ela tem esperança.
– E achas que Mike é um Strigoi? Eu aceitei vir, porque ela é minha amiga, assim como Mike. Mas não quer disser que acredite que ele esteja vivo.
– Eu não sei. O facto é que o corpo dele desapareceu. – Adverti.
– Mas não quer dizer que ele seja um. Algum animal pode o ter arrastado e comido. Mesmo que seja repugnante. – Disse Sarah fazendo cara de nojo e tremendo. – Mas é bem possível.
Como não disse nada, Sarah falou.
– Tu pensas o mesmo, não é? Não acreditas que ele esteja vivo.
– Eu não sei o que pensar. Mas espero que ele esteja vivo. Mesmo que ele seja um Strigoi. Sempre é melhor do que morto. Mel precisa de o ver. Nem que seja por um ultima vez. – Disse olhando para a irmã gémea de meu ex-namorado.
Ela já não chorava. Agora apenas sorria. E tudo graças a uma simples hipóteses. Ela tinha esperança. Mas se Mike estiver realmente morto, ela ficara de rastos. E isso será pior.
– E tu? – Olhei-a. – Precisas de o ver?
– Gostava.
– Mas não sabes se é possível. – Concluiu Sarah sussurrando. – Então porque aceitas-te fazer a viagem?
– Primeiro: Porque Mel é minha amiga, se Mike estiver vivo eu quero ajuda-la a encontra-lo. Segundo: Mesmo que Mike esteja vivo ou morto. Eu quero matar que fez isso com ele.
Antes de Sarah conseguir perguntar o que quer que seja, Mel apareceu com os pedidos.
– Hora aqui está. – Disse apossando uma bandeja. – O que estáveis a falar? – Perguntou mordendo um folhado.
– Que os rapazes estão a dormir imenso. – Menti.
– Depois de comermos vamos vê-los. – Disse Mel.
Enquanto comíamos combinavam o próximo passo.
Não ficou muita coisa definida, visto que não sabiam para onde ir. E ainda faltava o voto dos rapazes.
Acabamos de comer e fomos ver dos nossos rapazes dorminhocos.
– Se eles estiverem a dormir, vou pregar um murro a cada um.- Advertiu Mel.
Ia a bater á porta, mas estava apenas encostada.
– Estranho. – Estranhou Sarah.
"Mesmo estranho."
– Com as cabeças de vento que tem devem ter-se esquecido de a fechar. – Bufou Mel.
Abri a porta por completo e me xinguei.
– Finalmente. Ides-me explicar qual era a vossa ideia?
Connor estava no meio do quarto com os braços cruzados sobre o peito.
"Oh droga."
Cristo e Josh estavam assentados na cama desfeita como de quem não acordou com a melhor das supressas.
"Estamos todos feitos."
– Tomar o pequeno-almoço – Brinquei, esperando que a expressão de Connor suavizasse.
"Objectivo falhado."
– Tu vais voltar imediatamente para a Academia. Quanto a vocês ides para o Campus. E contentei-vos por não sereis expulsos. – Disse Connor com uma expressão dura.
Pensei em fugir. Sabia que seria capaz de o fazer. Mas então pensei nos meus amigos. Não podia deixa-los para trás. Estávamos todos juntos nisto.
– Temos de ir buscar as nossas coisas. – Explicou Mel.
– Não é preciso. Os Guardiões já as levaram. Agora toca a andar!
Saímos todos do quarto calados. Enquanto Connor estava na recepção nós esperávamos por ele num canto distante.
– E agora? – Perguntou Cristo sussurrando.
Dei de ombros.
– Vamos desistir? – Perguntou Mel espantada e assustada ao mesmo tempo.
– Não. Apenas vamos voltar por agora. Quando tivermos notícias dos Strigois, vamos arranjar outra maneira de escaparmos. – Planejei.
– Não será muito fácil. – Advertiu Sarah
– Mas vamos arranjar maneira. – Encorajei.
"Temos de arranjar."
– Sim. Se for preciso Christa foge esmurrando os Guardas e depois, como a heroína que é, vai até ao Campus e tira-nos de lá. – Disse Josh com voz de desafio saltando por tudo o que é canto.
Todos nós rimos com nosso louco Joshua.
– O mais importante é não dizermos uma palavra porque fugimos. Combinado? – Perguntei.
– Combinado.
– Combinado.
– Combinado.
– Combinado.
Connor acabou de falar com a recepcionista e levou-nos até uma carrinha branca.
– Ainda tendes de me explicar o que estáveis a fazer aqui. – Concluiu Connor entrando no banco da frente da carrinha.
Nenhum de nós respondeu apenas nos olhamos.
O caminho para Portland estava maior do que me lembrava e desejava. Todo o tempo ouvi Connor reclamar. Nunca pensei que o pudesse ver assim. Ele mesmo sendo um Guardião, era muito mais despreocupado que o resto.
Eu e Connor ficamos na Academia e a carrinha partiu para o campus.
Melissa: Vamos voltar a ver-nos.
Christabell: Podes ter a certeza miúda.
Quando entramos no comboio assentei-me num lugar longe da porta olhando pela janela.
"Em breve de volta a onde tudo começou."
– Vais-me explicar?
– Não.
– Ao menos o motivo? – Tentou Connor
– Não.
– Sabes que o vou descobrir. Quer tu me digas quer não.
Não me importei e continuei a olhar pela janela. Se eu achava que a viagem até Portland foi longa, não tinha ideia de como seria até á Academia.
Christabell: Ajudem-me!!!!!!
Sarah: Está assim tão mal?
Christabell: Não fazes ideia. Parece que ele engoliu um radio.
Sarah: Lamento miga. Acredita eu se eu pudesse fazer alguma coisa faria.
Christabell: Eu sei. Não te preocupes. Ei de sobreviver.
Sarah: Ninguém deita Christabell Holter a baixo!
No próximo capitulo de Monsul Academy...
– Vejam só quem voltou!
–Não posso proteger alguém assim.
– Ficarás a limpar o vagão até ao próximo mês.
–Foste tu que disseste onde eu estava?
–Estou morta para sair daqui.
– Que historia é essa da visão?
– Não respondes às minhas perguntas, não respondo às tuas
– Eu nunca disse que iria responder.
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