Monsul Academy

4 Christabell Holter: 4º Capitulo


Não há que ser forte. Há que ser flexível.

Provérbio Chinês

4º Capitulo

Anteriormente em Monsul Academy...

–Meu nome é Sunny, Sunny Ross.

– Eles estão apenas admirados em te conhecer.

– Podemos vê-la em acção?

– Eu avisei-o para trabalharem juntos, em vez disso espalharam-se ao comprido. Não podia fazer mais nada.

– Acho que vais dar-te muito bem aqui, Christa.

Depois de Connor se ter ido embora, fui para o meu quarto. Ia com as intenções de arrumar a roupa, mas quando lá cheguei apenas desabei na cama a ler as mensagens.

Sarah: Devias ter esperado que eu acordasse. Já tenho tantas saudades e ainda só passaram 5 horas. O que será de mim ao fim de um dia? Uma semana? Um ano? :(

Christabell: Vamos voltar a ver-mo-nos. Prometo. :)

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Joshua: Como foste capaz de ir embora sem dizer uma palavra?!!!!! Isto não vai ficar assim. Prepara os ouvidos pork kuando nos virmos vais ouvir das boas.

Christabell: Combinado, Joshy.

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Cristóvão: Ainda não te livras-te de nós Chris, se é isso que estás a pensar podes parar por ai!!!!!!!

Christabell: Tu é que és o Oráculo Cristo, se tu dizes eu acredito. :)

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Melissa: Gostava de estar ai para me despedir de tiL Odeio pensar que nunca mais nos vamos ver :(

Christabell: Então não penses. Ainda temos coisas a tratar lembras-te?

Melissa: Tens razão. Isto ainda não acabou. Mas ainda não tenho noticia nenhuma do paradeiro do Mike :(

Christabell: Nós vamos encontra-lo. Não te esqueças de falar com a Sarah e com os rapazes sobre o plano. Precisamos deles. Bj.

Depois de responder a Mel, ouvi um barulho vindo da sala. Obrigou-me a levantar-me e ir ver o que se passava.

"Será que esta gente não sabe se calar?"

– TU NÃO SABES DO QUE FALAS! – Gritou alguém.

– Sei perfeitamente do que estou a falar. Ela não vale nada, nem o tempo que estou aqui a perder por causa dela. – Respondeu uma rapariga loira.

– Ninguém te chamou. Por mim podias estar em qualquer outro lugar. – Respondeu a primeira rapariga.

Ela tinha o cabelo ruivo e rebelde. Mas mesmo assim, a loira conseguia vence-la no que tocava á beleza. Só por causa da pele dela que parece estar a brilhar. Como se tivesse sido polida.

– Acredita que preferia estar em qualquer outro lugar menos aqui. Mas ao contrário de certas e outras, a minha vida corre perigo, por isso não posso-me expor.

– Só por seres princesa de sei lá do que achas que és melhor do que os outros?

– EU SOU melhor do que os outros. E eu não sou só princesa, eu sou a herdeira ao trono de Árgon. Por isso mais respeitinho.

– Se não ela manda-te enfiar nas masmorras. – Disse uma Rapariga morena atrás de Juliana.

"Ela é que é minha prima? "

– Olha que mendinho. O teu tio é que é o rei não tu. – Continuou a ruiva ainda mais furiosa.

Estava a gostar da pinta daquela garota.

– Por agora. – O olhar de Juliana era de desafio.

"Têm a certeza que é minha prima?"

– Ficas avisada princesa. Se te metes outra vez com a Bianca ….

– O quê? Tu vais fazer o quê? Bater-me? Ahahah, não me faças rir.

– Ela não. Mas alguém vai. – Falou uma rapariga de joelhos no chão. Também ela tinha o cabelo loiro, mas não era tão brilhante como o de Juliana.

– Estou para ver isso rato. Quem teria a insolência de se meter comigo? – Juliana falava de uma maneira que me metia nojo. A rapariga, Bianca, encontrou-se com os seus olhos e segurou-me o olhar por alguns minutos, até eu perceber.

Juliana podia ser uma princesa, mas não tinha o direito de tratar as pessoas como animais.

"Lá se vai a ideia de protege-la."

– Eu! – Cheguei-me mais á frente para que todos presentes pudessem-na ver.

– Tu? E quem és tu? – Perguntou-lhe desconfiada.

Não respondi.

– És surda? Quem és tu? – Voltou a tentar.

– July. É a Christa Holter. – Disse a morena assustada.

"Sempre sou conhecida afinal! Dancinha da vitória!!!!

Não, espera, agora não, Christa, controla-te."

– Já sei. Miúda Guerreira que matou mais Strigois que outro Guardião. Pensei que eras mais… deixa para lá. E o que é que queres?

– Depende.

– Depende do quê?

– De ti. O que estavas a fazer? – Apontei para Bianca.

– A dar uma lição. – Desafiou cruzando os braços sobre o peito.

– Uma lição? Estou a ver.- Continuo cruzando os braços sobre o peito tranquilamente.- É uma lição de “Como ser uma puta cobardolas”.

As raparigas que tinham ficado a assistir riram-se assim como a ruiva e Bianca. Por outro lado, Juliana me fuzilou como se me fosse matar ali mesmo.

– Repete?

– Agora a surda sou eu?! Vamos tentar mais uma vez. Agora de vagarinho. – Gozei. – Estavas a ensinar a ser uma “puta”, sabes o significado desta palavra não sabes? E estavas a ensinar a ser uma cobardolas, por isso tens a tua escolta toda atrás. Percebes-te agora?

– Vais retirar tudo o que disseste. AGORA! – Gritou

Virei-me sorrindo para a ruiva.

– O que achas? Achas que ela entendeu desta vez?

– Acho que não. – Disse aproximando-se de mim devagar. – Mas acho que podemos esclarecer um pouco mais as coisas. Só que com menos palavras. Talvez entenda melhor. Não?

– Sim. Tens razão. O que achas? – Perguntei a minha “prima” Juliana.

Juliana não respondeu logo, mas dava para perceber que estava assustada.

"Desculpa lá priminha, mas ninguém abusa de ninguém comigo a ver."

– Ides ver o que vos vai acontecer. – Disse virando-se para as escadas

– O que vais fazer? Fazer queixinhas, á directora? Força. Isso fazia de ti uma, queixinhas e tu terias de explicar como tudo isto aconteceu. Dois em um. – A avisei.

Juliana não se virou mas ficou lá parada. Aquilo lhe tinha tocado.

– Á, e princesa? Não te esqueças que tens muitas testemunhas aqui. – Concluiu a ruiva.

Juliana lançou-me um olhar gélido e á ruiva antes de descer as escadas com a sua escolta atrás.

Quando já não estava á vista, comecei a ri juntamente com a ruiva.

– Tenho de admitir. Foi muito fixe provoca-la.

– E eu não consigo entender como conseguiste enfrentá-la. Ninguém nunca o faz. – Disse a ruiva ao ajudar Bianca a levantar-se.

– Tu estavas a enfrenta-la.

– Sim, mas ela sabe que eu ladro mas não mordo. Nunca ninguém acreditaria na minha palavra á dela.

– E na minha sim?

– Claro. Tu és uma lenda para todos nós. Tudo o que disseste á Juliana parecia verdade. Fizeste-a ter medo.

– É a primeira vez que provoco alguém. Acho que me sai muito bem.

– Yeah. Bastante. Sou a Emma.

– Christa.

Apertamos as mãos enquanto Bianca nos olhava assustada.

– O que foi Bia? – Perguntou-lhe Emma.

– Não estais a perceber. É a Juliana Hamilton. A princesa de Áragon. Futura rainha. Ela não vai ficar por aqui. Ela vai deixar as nossas vidas um inferno.

– Então temos de lhe retribuir o favor. – Sugeri dando de ombros.

Devia proteger a minha prima, não fazer a vida dela num inferno, mas depois do que vi hoje, era um bocado impossível chegar sequer perto dela.

– Concordo com a Christa. – Disse Emma.

– Vamos acabando sendo expulsas. – Choramingou Bianca.

– Isso quer dizer que topas connosco? – Perguntou Emma animada.

– Parece que sim. – Respondeu desabando num sofá.

– Ainda bem. Então, explicai-me. Porque estáveis a brigar?

– Porque ela acha que os Oráculos não servem para nada. Apenas para infestar o ar. – Resmungou Emma.

– Quem é um oráculo?

– Eu. – Respondeu Bianca timidamente. – Ela acha que só sei ter visões. Não sei fazer mais nada. Mas tem razão. Eu nem me defender sei.

– Tu e ela estão tão erradas e de tantas maneiras.– Bufei cruzando os braços sobre o peito.

– É o que eu passo a vida a lhe dizer. – Resmungou Emma eufórica. – Mas ela não me liga.

– Bianca. Tu és uma mais-valia para os Guardiões. Sem os da tua espécie muitos Guardiões estariam mortos.

– Achas?

– Sim. Eu tenho um amigo, e ele também é um Oráculo, foi ele que nos avisou que a última luta era uma armadilha. Se tivéssemos ficado lá mais um segundo não teríamos conseguido lutar com todos, muitos morreriam.

– Tu conseguirias. – Advertiu Biana e Emma concordou assentindo.

– Sim, bom, talvez. Não sou indestrutível. Mas quanto á parte de não saberes lutar eu posso-te ensinar algumas coisas. – Olhei de Bianca para Emma. – Posso ensinar às duas.

– A sério? Isso seria incrível. – Emma praticamente saltou.

– Eu não sei. – Resmungou Bianca.

– Vá-la Bia. Não tens que aprender todo. Só umas coisas, para te protegeres melhor. – Incentivou Emma.

Bia olhou de mim e depois para Emma e assentiu suspirando derrotada.

– Estás bem.

Eram 6 horas da manhã quando acordei. A esta hora todos no Campus já estavam acordados, mas na Academia apenas precisavam de estar alevantados às 8.

"Que desgraça. O que vou fazer até acordarem?"

Tentei voltar a adormecer mas não adiantou. Hábitos não se mudam de um dia para o outro.

Desisti de tentar, por isso, levantei-me, tomei um duche e vesti-me. A Academia era igualmente silenciosa, mas mais assustadora. Muito, muito maior.

O ar da manhã estava a congelar-me mas não me apetecia voltar para cima e buscar um casaco. E depois de uma corrida, já não teria mais frio. Em vez de ir pelo espaço aberto, decidi ir pela floresta. O cheiro a orvalho era calmante e muito familiar. Como se tivesse no Campus. Com meus amigos.

Quando ia a completar a segunda volta á Academia, fui interrompida por um barulho.

Havia algo lá.

Tirei o punhal da bota e andei até á pedra. Eu nunca saia de casa sem ele. Nunca se sabe quando um monstro pode sair detrás de uma árvore.

Quando ia a chegar ao lado contrário da pedra, um javali saiu correndo detrás dela.

– Javali idiota. – Resmunguei voltando a por o punhal na bota.

"Porque não vão para outro lado?"

– Não o culpes. – Disse uma voz.

Olhei para trás de mim quando um rapaz saltou de uma árvore ficando á minha frente.

–Estás no território dele. Um aviso: Não os ameaces, eles podem virar-se contra ti.– Disse sorrindo.

Tinha o cabelo incrivelmente loiro e os olhos de um verde-esmeralda brilhante. Eu tinha de admitir. Ele era mesmo muito bonito. Mas aqueles olhos…

"Arrepiantes. Como se pudessem ver minha mente."

– Vou ter isso em conta. – Disse voltando para a minha corrida.

Eu queria afastar-me o máximo que pudesse dele e daqueles olhos. Era como se eles pudessem saber tudo e nada ao mesmo tempo.

Depois que consegui tirar aquele rapaz estranho da minha cabeça, voltei para o dormitório.

– Christa! – Emma chamou-me enquanto entrava no complexo.

– Ei!

– Já estás de pé?

– Precisava de apanhar ar.

– Chegaste mesmo a tempo, íamos agora sair para as aulas. Vens?

– Claro.

Enquanto andavam até á primeira aula – Mitologia – Emma perguntava-me algumas aventuras nos combates. Emma era uma miúda sanguinária.

"Cada vez mais gosto desta miúda."

A professora de Mitologia chamava-se Noema. Era uma mulher nova, 30 anos no máximo, cabelo preto curto e olhos castanhos. Já me tinha sentado ao lado de Emma e Bia quando ela me chamou.

– Christa. Podes chegar aqui, por favor?

Levantei-me e fui para o lado dela na frente da turma. Era-mos as duas da mesma altura. Bem, quase, Noema era um pouco mais alta.

– Acho que nenhum dos teus colegas prestará atenção em mim, enquanto não fizerem as suas perguntas.

"Ó boa!"

Para não falar de que Juliana e o rapaz estranho eram da minha turma. E pareciam muito amiguinhos.

"Tenho de admitir que minha priminha sabe escolher… Mas ele não deixa de ser arrepiante."

– Quem é o primeiro?

Muita gente levantou braço, bem toda a gente levantou o braço, menos Bia e Emma. Já tinha respondido a todas as perguntas delas.

– James.

– Quantos anos, tinhas quando mataste o teu primeiro Strigoi?

"Fácil!"

– 11

– Jacinta. – Disse a Professora.

– Eras tu que conduzias as batalhas?

– Não

– Então quem era? – Perguntou um rapaz no fundo da sala.

– Os Guardiões.

– Mas sempre davas as tuas opiniões? – Perguntou o “rapaz estranho”.

– Sim.

– E eles sempre te ouviam? – Perguntou outra vez.

– Sim.

"Não estou a gostar do rimo desta conversa."

– Então o que aconteceu na última vez? Eles não seguiram as tuas “ opiniões”´- Perguntou Juliana com um sorriso sombrio.

"Como eu sabia que vinha dar aqui?"

– Seguiram.

– Então o que correu mal? – Perguntou o rapaz estranho, sério.

– Liam, Juliana já chega. Se quereis perguntar ponde o dedo no ar. – Interferiu Noema.

– Só tenho mais uma pergunta. – Disse Juliana.

"Ai, ai, ai, ai, ai. Manda vir priminha."

– Ouvi dizer que o teu namorado morreu nessa luta. – Jacinta estava mais a afirmar do que a perguntar mas eu não neguei.

Porque haveria de negar a verdade?

– Verdade.

– Porque não o defendeste? Porque preferiste vê-lo morrer?

– JÁ CHEGA! Juliana, Christa têm o direito de responder apenas se quiser. – Resmungou a Noema.

– E isso são duas perguntas. Ou não sabes contar? – Interferiu Emma.

Mal ouvi o que elas diziam. O meu olhar não deixou o de Juliana um segundo. Ela tinha encontrado uma maneira de me ferir, mas eu não me deito a baixo assim tão facilmente.

– Ela pode escolher qual quer responder. Desde que responda a uma delas. – Disse uma das amigas dela.

Sem me dar conta, sorri. Mesmo não gostando dela admirei a pontaria dela.

"Incrível."

– Estás a rir-te de quê? De deixares o teu namorado morrer? – Provocou Juliana.

– Não. Estou a rir-me de ti. Do quão, patética tu és. –Deixei o sorriso de lado enfrentando-a.

"Prima o diabo! Quero que ela se lixe."

– Eu sou patética? – Perguntou levantando-se. – Não fui eu que deixei o meu namorado morrer.

– July senta-te. – Mandou Liam (o rapaz estranho).

– Porquê? Ela é que me está a chamar de nomes. A mim! Eu podia manda-la para as masmorras. – Juliana virou-se para Liam.

"Oh por favor! Não me façam rir."

– Não me digas. E quem me punha lá. Tu? A tua escolta? – Provoquei olhando para as amigas dela. A vontade de rir foi mais forte que eu.

– July senta-te. E tu cala-te! – Liam praticamente gritou para mim.

– Vais obrigar-me? – Bufei.

– SE FOR PRECISO SIM! – Agora estava a gritar.

"Idiota."

Não tinha mexido um único dedo desde que a gritaria tinha começado, o que notei, estava a enervar Juliana.

– São eles os três. – Noema apareceu á porta com 2 Guardiões, nem me tinha apercebido que ela tinha saído.

Os Guardiões seguraram Liam e Juliana. Nenhum deles se atreveu a me tocar. Ás vezes, adorava a minha fama.

– Christa também é. – Avisou Noema.

Mas nenhum deles se mexeu apenas me olharam.

– Eu vou sozinha.

Sai da sala com eles atrás de mim. Cruzando os braços nas minhas costas sorria enquanto andava pelo corredor.

"Segundo dia na Academia e já aprontas bronca. Christa, Christa o que vamos fazer contigo?"

– Já chegaram. – Avisou a recepcionista mal passamos pela porta. – Por aqui.

O escritório da Sra. Ross era maior e bem mais organizado que o da Sra. Fellini.

– Sentem-se.

Juliana sentou-se, depois Liam e por fim, eu.

– Disseram-me que fizestes perguntas inoportunas na aula da Professora Noema.

– Não. A professora pediu para perguntarmos o que quiséssemos á Christa sobre a sua fabulosa vida e nós perguntamos. – Desculpou-se Juliana.

"Minha vida fabulosa? Essa é boa."

– A vida fabulosa de Christa? – Perguntou a Sra. Ross para mim. Apenas dei de ombros e cruzei os braços sobre o peito.– Não sabia que Christa tinha uma vida assim tão fabulosa. Podes contar-nos a vida dela Juliana?

– O que quer que lhe diga? Já viu como todos a tratam? Para eles ela é uma heroína. Basta estalar os dedos para ter tudo o que quer em segundos.

Suspirei um sorriso.

"Se fosse assim tão simples…"

– E não achas que ela merece?

– Não! Eu sou a princesa. Eu devia ter direito a essas prioridades, não ela.

"Eu nunca me opus a isso, ou já?"

– Prioridades? Juliana tens noção que isto é uma Academia de treinamento. Qualquer Guardião ou outro estudante, tem mais prioridades do que tu.

– Eu sei. E acho isso uma estupidez.– Resmungou cruzando os braços indignada.

– Se achas uma estupidez ou não, não me importa. Eles estão aqui para treinar. Para protegerem pessoas como tu dos inimigos. Não são teus criados. Por tanto não os distraias das obrigações deles.

Juliana bufou antes da Sra. Ross continuar.

– Vamos passar ao tema que vos trouxe aqui. A morte de Michael Towner.

– Não precisamos de saber nada sobre o namorado dela. Ele não é nada meu, nunca o conheci.

"Droga."

– Então não tinhas o direito de falar daquilo que não sabes.

– Mas eu sei o que preciso. Ele morreu, e ela não fez nada para o salvar. Ela. Deixou-o. Morrer.

Foi a gota de água. Eu sempre fui muito controlada. Se há algo que eu me orgulho e não explodir facilmente, mas desta vez, não adiantou. Eu me fui. A cadeira caiu mas não me importei de a apanhar.

– JÁ CHEGA! TU NÃO SABES DO QUE ESTÁS A FALAR! O Mike morreu ao SALVAR-ME. E tu não tens o direito de falar nele. Achas que por mim ele estaria ali? Ele deveria estar no Campus, no quarto dele a jogar á sueca com o Cris e o Joshua, mas ele era uma cabeça dura. Eu não sabia que ele tinha vindo atras de nós. Mas ele conseguiu passar pelo portal sem o verem. – Parei um pouco antes de continuar. A dor mal me deixava falar.– Por mim ele nem punha o olhar no portal. Mas quando ele veio ter comigo já era tarde de mais para o mandar embora. Eu pedi-lhe para ficar atras de mim, para não sair de perto de mim, mas… ELE ERA UMA CABEÇA DURA, DROGA! Quando fui a correr atras dele, um Strigoi veio contra mim e deitou-me no chão. Eu consegui sair debaixo dele e por sorte Mike matou-o, mas antes de me levantar outro veio por detrás dele e … era tarde demais. PORTANTO SIM! EU DEIXEI QUE ELE MORRESSE. Por minha causa ele morreu. Se eu nem sequer tivesse ido com os Guardiões ele estaria vivo e eu não estaria aqui. Mas eu não posso voltar atrás. E ACREDITA. Eu faria qualquer coisa, qualquer coisa …para voltar atrás.

Lágrimas escorriam pelo meu rosto. Ela tinha conseguido. Tinha acertado no meu ponto fraco e ganhado. E finalmente, eu estava a chorar por Mike.

Ia a abrir a porta mas antes de sair virei-me para trás.

– Parabéns. Ganhaste. …Por agora.

Sai e fechei a porta atrás de mim com um estrondo.

Já nada importava. Apenas queria ir para o meu quarto e com sorte, me afogar nas próprias lágrimas. Lágrimas que devia ter deitado no dia em que ele morreu. Mas mais vale tarde que nunca.

Quando cheguei ao quarto o meu telemóvel tocou.

Melissa.

– Christa?

– Sim. – Disse enxugando as lágrimas.

– O que se passa? A tua voz parece abatida.

– Não é nada. O que querias?

– Cristo teve uma visão de Strigois no Sul. Achamos que Mike pode estar entre eles. O que dizes?

– Foi o Cristo que teve a visão, então eu acredito.

– Então sempre alinhas em irmos dar uma olhada.

Mesmo que Mike não esteja entre aqueles Strigois, talvez o que o matou esteja. Mais do que nunca eu quero matá-lo.

"E tudo graças a Juliana. Obrigado priminha."

– Podes ter a certeza.

No próximo capitulo de Monsul Academy...

– Ei! Onde vais?

–Não te esqueças que domingo, vamos começar com os treinos.

– Vai passear, a belezura?

– Temos um pequeno problema.

– São alunos da Academia.

– A Taylor Smith cortou o cabelo!

– Alguém tem um mapa?

– A que horas actuamos?

– Em breve todo vai voltar ao que era

Notas finais
Mais um capitulo dado, espero que gostem. Comentem!!! Beijos Meus!