Monsul Academy
2 Christabell Holter: 2º Capitulo
Notas iniciais
Os poetas odeiam o ódio e fazem guerra à guerra.
2º Capitulo
No capitulo anterior....
– Mike, o que fazes aqui?
– Vim ajudar-te.
– Temos cerca de 10 lá dentro. Estávamos á tua espera para avançar. Alguma dica?
– Muito bem. Towner, se saíres de perto da Holter, ficarás a limpar o vagão até acabares o semestre.
– Mike? Mike? Mike, por favor acorda. Miky!?
– É a tua vez de perder Holter.
– Vai! Por favor. – O olhar de Mike era cortante. Era muito gélido. Nunca o tinha visto assim.
Mas apenas continuei a olhá-lo o que fez Mike olhar para Connor.
– Não te preocupes. – Connor levantou-me e me pôs sobre o seu ombro antes de eu me dar conta do que se passava. Por mais que gritasse e lutasse não conseguia que ele me libertasse.
Estava muito exausta. Então desisti e apenas fiquei a olhar para trás. Mike olhava-me sorrindo. Um sorriso que me quebrou o coração.
"Idiota! Idiota! Idiota! Idiota!"
Connor apenas me largou quando chegamos ao ponto de encontro. Directora Fellini já tinha aberto um portal para nos levar de volta para a Academia.
Apenas os Viajantes podiam abrir portais — por isso o nome Viajantes. Eles podem abrir um portal para qualquer lado que queiram, apenas precisão de ter uma ligação com esse local – um fotografia, qualquer outro objecto ou simplesmente o nome – os leva directamente para lá. No Campus Monsul apenas existe uma mão cheia deles e nem são muito poderosos.
Dirigi-me para o portal sem falar o que quer que seja, deixaria essa parte para Connor. Esse era o seu trabalho, não meu.
Do outro lado do portal estava a enfermaria do Campus. Muitos Guardiões estavam lá a serem cuidados. Conhecia o local só de vista. Nunca precisara dos serviços, para nada. Nunca nenhum Strigoi me conseguiu ferir, apenas arranhões que desapareciam 2 dia depois.
Neste momento estava mais ferida como nunca estive. Mas não acreditava que a dor que sentia, uns simples remédios pudessem ser úteis.
Fui para o meu quarto tornando-me surda e cega para as pessoas á minha volta. Desaparecer. Era a única coisa que eu queria.
Se um buraco negro me aparecesse mesmo á frente eu não hesitaria em me lançar lá para dentro.
Por fim, no meu quarto desabei na cama. Estava á espera que as lágrimas aparecessem, mas nenhuma se atreveu. O que se passava comigo? Porque não chorava? Chorei quando esteva com Mike. Porque não agora que estava sozinha?
"Odeio-me! Como posso ser tão bruta?"
Onde supostamente havia de haver tristeza, nem que fosse um pouco, apenas existia raiva. Raiva de todas aquelas criaturas nojentas e desprezíveis.
– Christa? – Sarah apareceu á porta do quarto.
Queria mandá-la embora para poder odiar-me em paz, mas este também era o seu quarto. E talvez estivesse a precisar de uma amiga.
– Já sei o que aconteceu. – Disse assentando-se na sua cama. – Estava com a Mel á tua espera no quarto dela quando foram lá e a chamaram. Ela foi ligar aos seus pais. Está arrasada. E tu? Estás bem?
Sentei-me virando-me para ela. Melissa e Sarah eram as minhas melhores amigas. Partilhávamos tudo. Sabia que sempre que quisesse podia contar com elas. Mas agora era diferente.
A dor que sentia, Sarah não compreenderia ao contrário de Mel, mas ela estaria arrasada demais para falar sobre o irmão.
"Deus, Mel deve estar derrotada."
– Eu…
Não foi preciso dizer mais nada. Sarah levantou-se e abraçou-me. Era disso que gostava dela. Não era preciso falar muito, ela percebia, talvez o facto de ser uma Viajante ajudasse a perceber quando deve falar ou apenas abraçar.
Não importava. Ela estava ali. Era o bastante.
Afastámos e Sarah pôs uma madeixa do seu cabelo loiro morango atrás da orelha. Ela era muito bonita. Cabelo loiro, olhos azuis, lábios vermelhos, uma pele incrível e uma grande amiga.
– Lamento. – Foi tudo o que disse. Mas foi o bastante.
– Estou a sentir-me uma pessoa horrível. Nem chorar consigo. Será que tenho algum problema?
– O quê? Não! Talvez só não gostasses dele tanto assim. Tu não ias acabar com ele?
– Obrigado por me fazeres sentir pior. Por me fazeres pensar que eu ia acabar com ele se ele estivesse aqui .– Disse sarcasticamente.
– Desculpa, Christa. Não era o que queria dizer. É só que… tu gostavas dele, mas apenas como amigo. Talvez gostasses um pouco mais do que eu, visto que vocês passáveis a vida a trocar saliva, mas não é isso que eu quero dizer. – Ajeitou-se antes de continuar. – Christa. Como tua amiga tenho de te dizer. Tu és uma óptima pessoa, uma óptima lutadora e Mike sabia disso. Mas vocês não vos amáveis de verdade, talvez vos tenhais amado antes, mas agora, apenas vos conseguia ver como amigos. E tu sabes.
– Eu sei. Mas doeu eu não poder fazer nada. Eu não gosto de ficar imponente.
Sarah assentiu sem poder dizer mais nada. Horas depois estávamos no quarto de Mel á espera que ela regressasse mas nunca chegou.
Fomos até á secretaria perguntar por ela.
– Melissa apenas voltará para a semana.
Foi, a única coisa, que nos tinham dito. Sarah estava a queixar-se de que tinha o estômago a roncar, eu disse para ela ir pois estava muito cansada. No meu quarto deitou-me a olhar para o tecto branco. E por acaso a raiva começou a diminuir.
Mas talvez não fosse para sempre.
– Posso? – Connor estava a espreitar pela porta.
– Já não se bate?
– Eu bati. Tu não disseste nada eu entrei.
– Oh! Então entra.
Puxei as pernas para baixo de mim dando espaço para Connor se assentar á minha frente.
– Estás bem?
– Dentro dos possíveis.
– E nesses possíveis não entrava um duche?
Tinha-me esquecido de que ainda estava coberta de sangue, mas sempre tinha desculpa.
"Porque Sarah não me avisou que cheirava pior que uma lixeira?"
– Esqueci-me. Mas o que queres? Não vieste aqui só para me lembrares de que estou a cheirara mal.
– Não. Vim chamar-te. A Sra. Fellini quer falar contigo.
– Para quê?
– Á algumas coisas que precisam de ser esclarecidas.
Não precisava perguntar para saber do que se tratava.
O escritório da Sra. Fellini não era muito grande, as paredes estavam cobertas por armários. Havia uma pequena secretaria no centro que estava repleta de papéis.
– Senhorita Holter sente-se por favor.
Sra. Fellini era uma mulher de meia-idade com os cabelos pretos até aos ombros e uns grandes óculos.
Sentei-me olhando para Connor que ficou atrás de mim de pé.
– Vamos só esperar pelo … Mesmo a horas.
Sr. Wagner e Bree entravam pela porta enquanto Sra. Fellini falava.
– Bem. Vamos começar. Christabell, mandei chamar-te por causa dos teus resultados. – Pegou nuns papéis e continuou. – São resultados incríveis. Não á outra palavra para descrever. Tu tens muito potencial. Ajudaste-nos muito. Mas acontece que tu ainda não te formaste. Apenas tens 16 anos. Ainda és muito nova. Nenhum outro Guardião com a tua idade ou até mesmo antes de se formar entrou nas batalhas, mas abrimos uma excepção a ti. – Fintou-me por cima dos óculos. – Mas acho que já estás farta de ouvir tudo isto. Saltando para o ponto. Nós, todos nós aqui presentes, pensamos que as tuas habilidades seriam mais uteis na Monsul principal. Lá poderias aprender mais, é uma escola maior, tem melhores condições que nós e tu não precisarias de ir para as batalhas. Eu quero que saibas que…
– Pare! Eu já percebi. – Sra. Fellini olhou-me com atenção. – O que está dizer, é que acheis que é mais seguro para mim.
– Exactamente.
– Deixai-me acabar. Podeis estar a dizer isso, mas os motivos são outros. Vocês, estais a pôr-me fora daqui por causa do que aconteceu com o Mike, não punhais a minha segurança neste assunto. Sabeis perfeitamente que eu sou a única que sai sempre sem me ferir gravemente.
– É verdade. O Sr. Towner também tem a ver com este assunto, mas não é só isso. És menor de idade Christabell e o teu tutor autorizou.
– O meu tutor? Autorizou?
Olhei para Connor, acusadora.
– Fiz isso para o teu bem. Como teu tutor tenho de pensar na tua saúde. Tanto física, como psicológica.
– E como meu mentor? Onde fica essa parte?
– Christa, como mentor, eu penso da mesma maneira. Tu tens capacidades incríveis, mas ainda precisas de saber mais sobre os nossos inimigos. Na parte de combate não tenho duvida que não precisas, mas se usares a força sem saber qual os pontos fracos e as capacidades dos teus adversários, fica mais difícil para ti. É tudo para o teu bem.
Olhei para as minhas mãos.
Ele tinha razão, mas não quer dizer que eu fosse gostar.
"Strigois estúpidos."
– Terei de recorrer a outros recursos Christabell? – O olhar de Connor não era duro mas também não era meigo.
"Ele não se atreveria, atreveria?"
– Não. Eu vou.
– Holter! – Virei-me para Bree. – Não será a única vez que nos vemos. Ainda iremos combater muitas vezes lado a lado. Podes contar com isso.
Assenti com um sorriso, antes de me virar para a Sra. Fellini que estava a sorrir. Todos eles estavam contra mim. Que hipóteses é que eu tinha?
– Quando irei?
– Depois de amanhã.
– Posso ir ao funeral do Mike?
Via-a hesitar e olhar para Connor antes de falar de volta para mim.
– Sim. Estás autorizada.
"Ai deles se não me deixassem."
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•
Depois da reunião, fui para o meu quarto. Sarah e Josh já lá estavam. Sarah a ler e Josh no chão, provavelmente a dormir.
– Ei! Onde estiveste? – Perguntou Sarah largando um livro que estava a ler e olhando-me.
– No escritório. – Desabei na cama suspirando.
– Uh! E como correu? – Perguntou Josh sentando-se.
"Afinal estava acordado."
– Mal. Bem. Não sei.
– São palavras muito diferentes sabes Chris. – Disse Josh encostando-se a cama de Sarah.
– Eu sei Joshua. Mas por um lado é bom, por outro é mau.
– Certo. Então o que te disseram mesmo?
– Que depois de amanhã vou para a Academia.
Sarah e Josh olharam um para o outro e sabia o que eles pensavam.
– A Academia? A Academia Monsul? – Perguntou Sarah.
Assenti cruzando as mãos atrás da cabeça.
– Isso é incrível. – Falou Josh antes de Sarah poder falar. – A Academia é a melhor coisa que podia acontecer a qualquer Guardião. Tu tens tanta sorte.
Sarah mandou-lhe com uma almofada á cabeça.
– Cala-te seu idiota. Ela vai-se embora. Daqui. Para longe de nós. Entendeste agora?
– Hmm, sim. Essa parte é uma merda.
"Ia ter saudades destes doidos."
– Olha a linguagem. – Reclamou Sarah.
– Pelo menos vou ao funeral do Mike.
– Ao funeral? – Perguntou Josh e eu assenti.– Então também vou.
Isto era mesmo do Joshua. Falar sem hesitar. Eu amava aquele garoto por sua espontaneidade. Se ele queria, ele dizia. Simples.
"Gostava que minha vida fosse tão simples."
– E como vais? Nãos estás autorizado. – Resmungou Sarah.
– Achas que isso pode-me impedir? Mike era meu amigo. Eu vou nem que tenha que lutar contra os Guardiões todos.
– Ele tem razão Sarah. Ele era nosso amigo. Mesmo se não me deixassem ir, eu arranjaria forma.
– Bom… Se vocês vão eu também vou.
– Convidamos o Cristóvão? – Perguntou Josh.
– Claro. Sempre fizemos tudo juntos. Sempre faremos. – Advertiu Sarah.
Assinto e olho meus amigos. Aqueles rostos com a qual treinei durante anos e me iria afastar por um tempo.
"Não será para sempre."
– E Mel precisa de nós lá.
O Funeral de Mike foi feito em Sydney, onde estava a sua família. Vesti um vestido preto simples que, como Sarah disse, combinava perfeitamente com o meu longo cabelo preto brilhante em cascata, e umas sabrinas da mesma cor. Por mim, minhas botas e umas calças serviriam mas, Sarah é Sarah.
Assim que Mel me viu, correu até mim a chorar. Abracei-a durante um tempo até arranjar coragem para começar a falar.
– Lamento, Mel, eu devia …
– Não. Eu lamento. E não me venhas dizer que a culpa é tua. Porque não o é.
Queria recusar, mas ao olhar para minha melhor amiga, para o seu rosto cheio de lagrimas, as suas feições eram tão parecidas com as do Mike, que não tive coragem sequer para continuar.
– Ei, Mel! Como estás? – Cristóvão, Josh e Sarah apareceram por detrás dela e abraçaram-na um a um.
– Mais ou menos! Mais para menos do que para mais.
O funeral passou mais depressa do que imaginava. Ao ver os pais de Mike a chorarem o tempo todo fez-me ter ainda mais remorsos. Eu gostava deles. Apenas tínhamos almoçado juntos uma vez, mas foi o suficiente para os conhecer e começar a gostar deles.
O corpo de Mike não foi encontrado, por isso, apenas havia uma lápide com o seu nome e a sua data de nascimento.
– Christa? Á uma coisa que tenho de te dizer. – Mel apareceu por detrás de mim, timidamente.
– Ok. Anda! – Levei-a para longe das pessoas para que conversarmos melhor. Sentámo-nos num banco de pedra longe de todas as lápides.
– Chris, o que eu quero dizer é que… é tudo culpa minha.
– O quê? Não é nada. Tu nem se quer lá estavas. Eu estava. – Disse segurando-lhe as mãos.
– Não, tu não estas a perceber! – Mel alevantou-se andando de um lado para o outro, até para e ficar á minha frente. – Eu ajudei-o a sair do Campus.
– O quê?!
Esta eu não esperava.
– Eu ajudei-o. Uma hora depois de tu teres partido, ele veio ter comigo e convenceu-me a ajudá-lo. Eu primeiro recusei, mas ele depois veio com aquelas coisas de que eras minha amiga, que devia-me preocupar contigo, se não me importava que tu morresses. – Mel enxugou as lagrimas e assentou-se ao meu lado no banco. – E Chris, eu senti-me tão mal. Ele me fez sentir tão mal, que eu acabei por ajudar. Quando ele já estava a entrar no portal eu ainda lhe perguntei se queria mesmo fazer aquilo. Mas ele disse-me que se preocupava contigo,… que te amava. Então deixei-o ir. E agora ele esta morto e é todo culpa minha.
Mel pôs a cabeça entre as mãos.
– Lissa. – Aproximei-me dela esfregando-lhe as costas. – Não é culpa tua. Não tens culpa que ele sempre ter sido uma cabeça dura. Ele devia ter ficado atras de mim. Em vez disso armou-se em herói. Mas nós amávamo-lo na mesma e ele amava-nos. E onde quer que esteja agora, tenho certeza que ele não se arrepende do que fez. O sonho dele era matar Strigois. E ele concretizou-o.
– Tens razão. Ele era mesmo uma cabeça dura. Uma cabeça dura que eu amava imenso. E por fim lá acabou por concretizar o seu sonho. Só que dói. Gostava que ele estivesse aqui.
Abracei-a fortemente recebendo o mesmo carinho. Era tão bom dar em vez de receber.
– Ainda tenho esperança que ele esteja vivo, Chris.
Afastei-me olhando entre o espantada e o incrédula.
– Não encontraram o corpo dele, Christa. Ele pode estar vivo.
– Mel, não sei se é possível. E mesmo que ele esteja vivo…, provavelmente já não seria humano…, mas sim um Strigoi.
Mel alevantou-se e começou a andar de novo.
– Eu também já pensei nessa hipótese. E se for mesmo verdade, e se ele for um Strigoi?
– Ele não será o mesmo Mel. Será um deles.
– Eu sei. Apenas gostava de vê-lo uma última vez. Gostava de lhe dizer tanta coisa, antes de o deixar ir.
Eu queria ajudá-la. Também havia uma coisa que gostava de dizer ao Mike antes de o deixar ir.
"Mas um Strigoi?
É possível."
– Mel? Se tiveres noticias ou alguma ideia de onde está, podes contar comigo para ir ter com ele. Também gostava de o ver uma última vez. Eu vou estar um bocado longe, já que vou para a Monsul principal, mas, tens o meu número. Se souberes de algo liga-me, que eu vou dar um jeito de vir ter contigo.
Pela primeira vez hoje, Mel sorriu. Era um sorriso triste, mas sempre sorriu. Sabia que ela nunca iria desistir de encontrar Mike, então eu iria ajudá-la. Durasse o quanto durasse. Desde que ela ficasse feliz.
– Estas a falar a sério? Obrigada, Chris. Vou manter-te informada. Alguma noticia e ligo-te.
Levantei-me com ela e abraçámos-mos de novo.
– Podes sempre contar comigo, Mel.
– Eu sei. Tenho tanta sorte em te ter. A ti e á Sarah. Só é pena que tenhas de te ir embora, miga. Vou sentir tantas saudades.
– Eu também. Mas vamos nos ver novamente. Prometo.
– Jura?
– Jura!
Então voltamos para o campus deixando Mel com os pais. Nesta hora precisavam uns dos outros.
Eu por outro lado apenas queria adormecer, assim como Josh e Sarah, mas não conseguia. Sempre que fechava os olhos perguntas me invadiam.
"Mike estaria mesmo vivo?"
– Sem sono? – Perguntou-me Cristóvão no banco da frente da carinha do Campus. O seu cabelo loiro estava todo bagunçado e tinha os olhos azuis vermelhos de cansaço.
– Yah!
– Francamente não sei como aguentas. Ontem passaste o dia todo a lutar e estás aqui fina, eu apenas tive de ter umas visões e ainda estou de rastos. Qual é o teu segredo? – Deu um fracos sorriso que me fez sorrir também.
Cristóvão sempre sabia como fazer as pessoas rir. Eu não era impune.
– Muitos anos de prática, meu caro amigo.
– Sim. Imagino que sim. Mas agora dorme Chris, porque eu vou fazer o mesmo. – Cristóvão voltou-se de novo para o seu lugar.
Ia a fechar os olhos até Cristóvão falar de novo sem se virar para me olhar desta vez.
– Óh e Chris?
– Diz.
– Não penses que te vais livrar de nós assim tão facilmente. Vamos arranjar uma maneira de voltar a juntarmo-nos. Estejas onde estiveres.
– Espero que sim.
Por fim, depois de lágrimas derramadas, de palavras tocadas, esperanças aberta, sorriso trocados, juras feitas, consegui fechar os olhos e envolver-me na bem-vinda escuridão.
No próximo Capitulo de Monsul Academy...
– Pronta?
– Eu não estou Connor.
– Eles vão encontrar-te Christa. Não te podes esconder para sempre.
– Juliana está na Academia
– Eu fui feita para ser uma Guardiã, não uma princesa.
– Ainda bem que chegastes. Meu nome Sunny, Sunny Ross. Sou a directora da Academia.
– Apenas queria mante-la segura.
–Tens a certeza que não tenho nada na cara?
– Atenção! Quero todos calados. Se alguém falar vai correr vinte voltas á Academia toda.
–Alguém tem algo a dizer?
– Acho que vais dar-te muito bem aqui, Christa.
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