Monsul Academy
1 Christabell Holt: 1º Capitulo
Só os mortos conhecem o fim da guerra.
1º Capitulo
- Christa, cuidado!
Um Strigoi lançou-se a mim com toda a raiva possível… não que eles alguma vez foram mansos mas… vocês entenderam.
Virando-me depressa, apunhalei-o no coração com a espada sentindo a força dele. Era o décimo sétimo apenas hoje. Deixei-o cair e virei-me para o idiota que não devia estar aqui.
— Mike, o que fazes aqui? – Levei-o para trás de umas das árvores.
— Vim ajudar-te. – Desculpou-se tentando beijar-me mas desviei-me a tempo.
-Eu disse-te que não preciso de ajuda. Pensei que isto já estava resolvido.
Tinha-me oferecido para lutar nas lutas á 4 meses. Normalmente os alunos apenas entram depois da formação mas eu derrotara todos os Guardiões do Campus, por isso fui autorizada a participar. O que era incrível porque não vejo minha vida sem elas já.
- Nós não chegámos a acordo nenhum. Eu não posso ficar lá no meu quarto, enquanto, que a minha namorada vai em direcção á morte.
— Mike, eu sei cuidar de mim. – Olhei para as minhas mãos cheias de sangue. Não era uma visão muito boa mas sempre era melhor que olhar nos seus olhos.
Pretendia acabar com ele apenas estava á espera de arranjar força para o fazer. Ele era tão meigo, doce e importava-se comigo mais do que alguém na vida fez pois era inevitável já que eu sabia-me defender melhor que ninguém. O que tornava as coisas ainda mais doces. Mas a paixão, essa já não existia mais.
— Eu sei. Tu és uma óptima lutadora. – Suspirou com sorriso antes de continuar. – És a melhor lutadora que eu alguma vez vi, mas eu preocupo-me contigo. – Ele levantou-me o queixo com a mão obrigando-me a olhá-lo nos olhos. – Eu amo-te.
E lá se foram as forças todas.
Olhá-lo fazia-me sentir pior. Ele era lindo. Disso não tinha dúvidas. Com o seu cabelo castanho desordenado que lhe caia levemente nos esverdeados olhos que sobressaiam perfeitamente na sua pele bronzeada, ele era tão bonito como a primeira vez em que o vi.
Ele ajudou-me imenso quando cheguei ao Campus, foi um dos meus primeiros amigos mas também arranjei vários olhares invejosos por parte das raparigas. Mas não me importava. Pelo menos, não mais.
Antes de dizer o que quer que fosse, Connor apareceu.
- Christa o que… Oh! Michael! O que fazes aqui?
Meu mentor, e também melhor amigo, apenas ele sabia do meu segredo inoportuno. Apenas ele eu confiava por completo.
- Isso queria eu saber. – Bufei afastando-me deles.
Connor olhou para cada um de nós e depois ao redor. A única coisa que viu: árvores e mais árvores.
- Bom não importa. Temos que ir. Encontramos uma célula deles. Se tivermos sorte extermina-mo-los. Michael é tua responsabilidade. – Disse para mim, depois virou-se para Mike. – Não saias de perto dela! Isto é uma ordem. Assim como era não saíres do Campus. Resolvemos isto depois.
Sim!
Connor não gostava de Michael. Provavelmente era o único. Mas ele também não gostou que eu fosse para o Campus e isso também não me impediu.
Assim que Connor começou a andar, segui-o mas Mike segurou-me pela mão puxando-me para um beijo. Um beijo que antigamente eu me derreteria mas agora, simplesmente, … nada.
- Vamos! – Mike continuou a segura-me pela mão e puxou-me pelo caminho onde Connor tinha passado.
A célula que os Guardiões tinham encontrado ficava no meio de rochas gigantescas, tínhamos de escalá-las para conseguirem entrar. Era mesmo a cara dos Strigois.
"Por que eles nunca escolhiam locais com mais flores e menos cheiro a morto?"
Os Guardiões do Campus estavam agachados perto da entrada quando entrámos.
- Finalmente Holter, já estávamos a pens… — Bree parou enquanto olhava para Mike. – Towner? O que diabos, fazes aqui?
- Vim ajudar. – Respondeu escondendo-se ao pé dos outros.
Bree olhou para Connor que retribuiu o olhar, por fim virou-se para mim esquecendo o assunto… por agora.
— Temos cerca de 10 lá dentro. Estávamos á tua espera para avançar. Alguma dica?
Mesmo Bree sendo minha superior, ela sempre ouvia o que eu tinha a dizer, assim como a maioria dos outros Guardiões. Podia ser sempre o mesmo, mas eles sempre me ouviram o que eu agradecia.
— O mesmo de sempre. Nunca enfrentem um Strigoi sozinho. Sempre acompanhados. Assim será mais fácil de derrota-los.
Estava mais a dirigir-me a Mike que aos outros. Eles sabiam o que fazer quando que Mike nem formado era ainda.
— Muito bem. Towner, se saíres de perto da Holter, ficarás a limpar o vagão até acabares o semestre.
— Entendido.
Bree assentiu e dirigiu-se com para a Caverna com 3 Guardiões. Aos poucos, todos foram entrando, nunca sozinhos. Connor ficou comigo e com Mike.
Eu sabia que nenhum Guardião ali aceitava a presença de Mike e quando todos estivessem em segurança e fora de perigo, eu ia ouvi-las. Eu sempre oiço.
A única luz da caverna era a da entrada e as lanternas que os Guardiões usavam á volta da cabeça. Sempre consegui ver bem no escuro, por isso, dei a minha a Mike.
Minutos depois o silêncio foi interrompido por gritos e berros, tanto de Strigois como de Guardiões. Sempre eram lutas difíceis para ambos os lados.
Quando o primeiro se dirigiu a mim o derrotei com apenas 3 ataques. Mais vieram, mais foram pelo mesmo caminho.
Era divertido.
Connor estava rodeado por dois. Notava-se que estava exausto e sangue lhe corria pelo canto da boca. Andei até eles e matei um dos Strigois por trás cortando-lhe a cabeça. Enquanto, que o outro se distraia com o corpo imóvel e sem cabeça do seu companheiro, Connor aproveitou e atravessou a sua espada no coração do Strigoi.
"Lindo menino."
— Obrigada. – Disse Connor recuperando o fôlego.
— Ficas a dever-me esta.
— Em quantas já vamos? – Perguntou-me sorrindo.
Abracei-o recuperando um pouco do fôlego.
- TOWNER! SAI DAI! – Gritou Bree.
Rapidamente olhámos para Mike vendo-o ir para o meio de 3 Strigois que lutavam contra 2 dos Guardiões.
-MIKE! O QUE PENSAS QUE ESTAS A FAZER? – Corri até o outro lado da caverna até ser lançada para o chão.
Olhei para cima para ver um Strigoi com a boca bem aberta para eu puder ver as 3 fileiras de afiados dentes.
"Horroroso."
Soquei-o na cara e com o joelho na virilha fazendo-o gemer.
"Adoro os pontos fracos dos homens."
Empurrei-o para o lado no mesmo instante em que Mike, o acertava no coração.
Mike sorriu-me e pela primeira vez neste mês, consegui retribui-lhe. Só o facto de ele estar bem o suficiente para sorrir. Tirava-me um enorme peso de cima.
Antes de me puder levantar vi um Strigou vir por trás dele e o atacar pelas costas. O único som que ouvi depois e me ficou na memória, foi o gritou de dor de Mike. Era como se todo o resto se tivesse evaporado.
Agarrei-o antes de ele cair no chão como um peso morto. O sangue dele começava a sair-lhe da boca e mesmo que fosse doloroso, mesmo que eu quisesse que aquilo fosse um pesadelo, eu sabia que era tarde.
- Mike? Mike? Mike, por favor acorda. Miky!? – Sussurrei-lhe olhando o seu pálido rosto.
- É a tua vez de perder Holter.
Levantei a cabeça para aquela horrenda voz e olhei-o. Sorrindo com todo aquele cabelo carvão que lhe cobria a cara eu queria matá-lo. Era mais forte que eu. A raiva me tinha preenchido como nunca antes.
Deitei Mike lentamente no chão beijando-o na testa.
– Tu vais ficar bem. – Sussurrei uma última vez a Mike antes de ir até aquela criatura nojenta.
Ele continuava a rir o que fez minha raiva aumentar. Nunca pensei que matar um Strigoi me fosse meter tanto prazer.
Até agora.
Ia a lançar-me a ele quando me pegaram no braço.
— Vamos!
— O quê? Ainda não acabei. – Tentei soltar-me de Connor mas ele era mais forte.
- Já acabaste. É uma armadilha. Eles estavam á nossa espera. Cristóvão informou-nos que á mais deles a caminho. Temos de ir.
Ele estava certo, mas aquela raiva… eu tinha de a deitar fora.
— Eu vou acabar o que comecei.
Virei-me de novo para o Strigoi mas nada encontrei.
"Onde raio ele se meteu?"
- Aquele cobarde! Eu vou mata-lo!
Connor apertou-me mais o braço tentando puxar-me para a saída.
— Larga-me Connor. Eu vou mata-lo!
— Não! Tu …
— Christa…
Ambos nos virámos para Mike. Ele tinha os olhos abertos, mas via-se que estava a fazer muito esforço.
Ambos nos viramos para Mike. Tinha os olhos entreabertos com um forço incrível.
- Ei! – Disse levada pela emoção enquanto em ajoelhava ao seu lado. – Tu estas bem?
Tinha parecido mais uma afirmação do que uma pergunta. E ambos sabíamos a verdade e apenas 1 de nós a estava a aceitar.
- Christa. Vai. Embora. – Ele falava pausadamente.
— Já vamos. Prometo-te. Eu só tenho de…
— Christa. Vai! – Interrompeu Mike.
" Seu idiota! Como consegue se preocupar comigo estando assim!?"
— Eu não vou deixar-te. – Lágrimas começavam a escorrer-me do rosto. – EU não posso.
— Amo-te.
- Agora é que não vou mesmo deixar-te. Devias ter ficado atrás de mim. Porque é que és tão cabeça dura? – Eu batia-lhe no peito apenas para não sair correndo.
Mike tentou sorrir mas fracassou. Só um cego não percebia que ele estava a sofrer.
A caverna foi preenchida por um barulho horrível. Strigois. Montes deles.
"Vou matá-los. A todos eles."
- VAI! – Desta vez Mike praticamente gritou.
- Não!
No próximo capitulo de Monsul Academy...
- Já sei o que aconteceu.
- Melissa apenas voltará para a semana.
-A Sra. Fellini quer falar contigo.
- Para quê?
- Á algumas coisas que precisam de ser esclarecidas.
-Eu não gosto de ficar imponente.
-O Sr. Towner também tem a ver com este assunto, mas não é só isso. És menor de idade Christabell e o teu tutor autorizou.
- O meu tutor? Autorizou?
- Que depois de amanhã vou para a Academia.
– A Academia é a melhor coisa que podia acontecer a qualquer Guardião.
- Quando irei?
- Christa?
-Bom… Se vocês vão eu também vou.
Notas finais
Beijos Meus!
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