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2 Alex por que não me contou?


Notas iniciais
Pessoal esse capitulo é muito pequeno e triste temos ja o mocinho da historia essa parte é importante pois vai ajudar Luna!!!

PN — Noah

Estou em uma floresta... ou seria um bosque? Não sei. É noite. Estou perdido e não faço ideia de como sair daqui. Caminho há tanto tempo que já perdi a noção das horas. O silêncio ao meu redor parece gritar, e uma angústia começa a subir pela minha garganta, sufocando meu peito.


Até que ouço um grito.


— ME SOLTA! NÃO FAZ ISSO! EU VOU PAGAR! NÃO, POR FAVOR!


Aquela voz...

É o Alex.


Meu coração dispara. Corro o mais rápido que posso em direção ao som. Desvio de galhos, pedras, raízes. Preciso encontrá-lo. Preciso ajudá-lo.


Vejo uma luz entre as árvores. Uma fogueira, talvez. Me aproximo, empurrando os arbustos com força.


Mas é tarde demais.


A cena diante de mim me congela.


Alex está ajoelhado, as mãos amarradas. Atrás dele, um homem encapuzado segura uma faca encostada em sua garganta.


— NÃOOOO! — grito, com todas as forças do meu corpo.


Mas já é tarde.

A lâmina desliza.

O sangue escorre.

E Alex... Alex se vai.



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Braços me sacodem com urgência.


Abro os olhos, suando frio, e dou de cara com minha mãe. Ela segura meu rosto com carinho.


— Calma, filho... foi só um pesadelo. — sua voz é baixa, mas trêmula. — Calma, meu amor. Você está chorando...


Ela me puxa para um abraço. Eu me deixo afundar nele.


— Foi o Alex? — pergunta baixinho.


Apenas balanço a cabeça, sem conseguir falar. A dor ainda está presa na minha garganta.


— Eu sei que é difícil, meu filho. Eu também sinto muita falta dele...


Dessa vez, é ela quem começa a chorar.


Ficamos assim por um tempo. Abraçados, em silêncio. Quando percebe que estou mais calmo, ela beija minha testa e volta para o quarto.


Fico ali, sozinho, encarando o teto, afogado nos meus próprios pensamentos.

A vida é mesmo injusta.


Tirar meu irmão assim... como se ele não fosse nada.


Já se passaram dois anos. Duas longas voltas completas da Terra ao redor do Sol. Mas, para mim, parece que foi ontem. Ou pior: parece que ainda está acontecendo, toda noite.


Olho para o criado-mudo ao lado da cama. A foto está lá. Eu e Alex, jogando bola no quintal. Ele sorria. Eu ria. Aquela foi uma das últimas vezes que estivemos juntos.


Sinto tanto a falta dele. Ele era meu melhor amigo.


O que me corrói por dentro é a pergunta que nunca me deixa:


Por que ele não me contou?

Se eu soubesse, teria ajudado. Teria feito qualquer coisa.


Mas agora é tarde.


Fecho os olhos com dificuldade. Os pesadelos me perseguem noite após noite. Tento resistir, mas o sono vem.


E a última coisa que penso é:


Alex... por que você não me contou?


Notas finais
O que acharam me ajudem opiniões são bem vindas!!!Obrigado por leram!!!