Modified - Interativa.
7 Reprogramada
Notas iniciais
Oliver ainda estava encostado no canteiro de flores, seguro nas sombras. Ele odiava ficar no sol. Sua pele ficava vermelha e com bolhas. Então havia se embebido em filtro solar fator 60.
– Hey, fantasminha. – Berrou um garoto ruivo com um nariz enorme, chamando a atenção de Ollie. – Por que é que você está aqui, aberração?
Oliver ignorou o outro garoto enquanto podia. Quase pensou em dar um soco nele, mas o ruivo estava acompanhado de outros três brutamontes. E com certeza eles iriam impedi-lo.
– O mesmo que você, espantalho. A menos que não saiba ler. – Uma garota de olhos verdes, com uma câmera na mão gritou. Charlotte odiava injustiças, de qualquer tipo. E bullying era uma coisa que odiava.
– Sai daqui Charlotte. – O ruivo gritou para a morena, que conhecia desde o pré-escolar.
– Sabe o que falta a você, Scott? – Perguntou Charlotte, irritada. – Bom senso, inteligência e beleza.
Oliver engoliu o riso com muita dificuldade. Scott ficou tão vermelho quanto o seu cabelo e deu as costas a Charlie, furioso.
– Aí, garoto, o Scott te machucou? Ele é um idiota, você pode dar queixa...
– Não, não, eu estou legal. – Respondeu Ollie.
– Ok, se cuida. E olha, é melhor você sair dessa sombra e ir pra um lugar mais escondido, porque o Colégio é Anaximander, mas os da Centaur estão aqui e... E você não está nem aí, né? – Charlotte sorriu, meio vermelha por ter falado sem parar. – Desculpa qualquer coisa.
Oliver acenou, como se dissesse, “não, não foi nada”.
– Você não é muito de falar, não é? – Charlie notou, dando risada. Oliver acenou com a cabeça. – Ah, tchau então.
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Andrômeda, ainda absorta na discussão sobre construção de castelos no Minecraft, filmava o debate com Pietro.
– Isso é ridículo, porque para jogos medievais ou coisa assim existem jogos online pra isso. – Pietro dizia, de frente para a câmera.
– Já eu acho o contrário. – Andy virou a câmera para si mesma. – Cada um faz a construção que quiser. Eu fiz um forte há três semanas, meu exército atacou o de um cara, foi muito louco e... Ai!
– Hei, olha por onde anda! – Gritou Calebe, irritado.
– Foi você que me empurrou, seu brutamontes! – Gritou Andrômeda.
– Ah, não foi não. – Calebe fez um gesto com a mão, irritado.
– Você vai me pedir desculpa ou não? – Andrômeda perguntou.
– Sim, desculpe. – Calebe pediu, com a voz programada que Andy logo reconheceu. Ela deu um passo para trás, assustada, enquanto Calebe piscava, sem saber direito porque pedira desculpas. Ele nunca pedia desculpas.
– O que está acontecendo aqui? – Pietro questionou, desconfiado.
– Nada muito interessante pra você, quatro olhos. – Calebe bufou, irritado.
– Quatro olhos? Quatro olhos é...
– Meninos, meninos, se acalmem! – Andy parou no meio dos dois, enquanto pensava que se Calebe resolvesse dar uma surra em Pietro, o nerd que usava óculos de armação preta não sobrevivesse. Não sabia ela que Pietro tinha força. Muita força. – Que tal você dar o fora e nos deixar em paz?
– Que tal os pouca sombras aqui saírem de perto e me deixar aqui sozinho? – Calebe apertou os olhos. Era acostumado a ter tudo o que queria, e isso não seria uma exceção.
– Que tal você dar meia volta e ir embora? – Andrômeda olhou fundo nos olhos de Calebe.
– Sim. Não, não. – Calebe deu um passo para trás, confuso. – Como você faz isso?
– Isso o quê?
– Como se... Ah, deixa quieto. – Calebe rolou os olhos e saiu de perto, pensando na idiotice que estava prestes a dizer para a ruiva. Poderes? Que tipo de pessoa ainda acredita em poderes?
~~☆★~~
Sem ver nada do acontecimento, Aaron conversava com um garoto chamado Luke. Os dois gostavam das mesmas bandas e tinham a mesma idade. Luke usava uma camisa xadrez, calças jeans e um gorro preto, um visual bem diferente de Aaron, todo de preto e jaqueta de couro.
– Você já ouviu o novo álbum do Linkin Park? – Perguntou Luke.
– Ah, é. Foi muito diferente do estilo deles. Eu estava tão acostumado com o rap do Mike que...
– Oi, vocês viram uma garota ruiva por aqui? Baixinha, olhos verdes, camiseta com a estampa dos EUA. – Uma morena de olhos castanhos se aproximou.
– Ei, você é a dona da Ferrari, não é? – Aaron perguntou.
– Maison Isabelle Drummond. – Ela se apresentou. – E você é...
– Aaron Blackbird. – O loiro se apresentou.
– Luke Finnigan. – O moreno disse, chamando a atenção da garota. – Já que faz tanta questão em saber.
– Na verdade eu só quero saber o paradeiro da Clary, não quero saber seu nome, garoto. – Maison apertou os olhos, cética.
– Mas como eu o disse a você, eu ia gostar se me chamasse de Luke, não de “garoto”.
– Como eu ia dizendo Aaron, você viu uma ruiva de olhos verdes? – Izzy ignorou Luke.
– Acho que você está dizendo aquela com a coruja cinza, bem ali? – Aaron apontou para a esquerda, onde Clary alimentava uma coruja pequenina.
Isabelle andou até aonde a nova amiga se encontrava. Só de curiosidade, os garotos a seguiram.
– Ah, oi Maison. – Clary pegou a corujinha na mão.
– Clary, eu não gosto de ficar falando sozinha. – Maison anunciou.
– Ai, a patricinha não gosta de ficar falando sozinha. – Luke afinou a voz, fazendo piada de Maison.
– Você ainda está aqui, garoto? – Izzy perguntou, irritada.
– Maison, essa é a minha coruja, e o nome dela é “Pequena Izzy”. – Clary apresentou a corujinha.
– Sério que é “Pequena Izzy”? – Maison sorriu. – Meu segundo nome é Isabelle.
– Legal. – Clary riu com a coincidência. Antes que falassem outra coisa, o diretor da Freedom High School, senhor Smith, começou a gritar em um megafone. Aaron, Luke, Maison e Clary (acompanhada da coruja), se aproximaram do diretor para ouvir melhor.
–... Agora entrem nos ônibus ou em seus automóveis e vamos indo. — Gritou o homem. — Os ônibus os conduzirão para a área onde acontecerá o Acampamento. Vão andando!
– Bem Maison, acho que eu vou indo...
– Que indo o quê, você vai comigo! – Izzy afirmou, sem nenhuma sombra de dúvida.
– De Ferrari? – Clary perguntou, abismada. Nunca na vida pensou em andar na Ferrari de uma garota que acabara de conhecer.
– Dã, queria que eu fosse de que? De ônibus? – Maison riu.
– E Aaron vai comigo no Camaro. – Luke disse. – Por que até parece que eu seria tão metido a ir em um ônibus.
– Olha aqui, eu não te chamei nessa conversa! – Gritou Izzy, furiosa. Aaron rolava de rir enquanto Clary engolia o riso.
– Maison, olha o barraco. As pessoas estão olhando. – Clary pegou o braço da amiga e a puxou para o estacionamento.
– Você não vai deixar ela em paz, não é? – Aaron perguntou a Luke, assim que as duas garotas saíram de perto.
– Está brincando? Esse vai ser o melhor Acampamento de todos. – Luke respondeu, indo com o amigo em direção ao carro.
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