Modified - Interativa.
8 Apresentada
Notas iniciais
Allec se sentia como um peixe fora d’água durante todo o tempo que passou naquela fábrica.
– Pai, eu quero ir para casa. – Allec implorava. Uriah nem fazia caso de responder o filho, então Allec continuou parado, olhando para as fotos no Mural. Se aquela era a sala de Controle das Mutações, aqueles bebês teriam sido geneticamente alterados? Que tipos de outras crueldades faziam ali naquele lugar? Será que seu pai também estava envolvido nessas coisas? O que Uriah queria dizer com “a Experiência X-078 foi reativada”? O que significava tudo aquilo?
– Allec, eu preciso falar com você. – Uriah chamou, finalmente. Allec, debruçado nas fotos, se aprumou e virou-se para o pai. – Você tem alguma ideia de como você é poderoso? Qualquer um mataria para ter o que você tem.
– Eu só tenho 17 anos! – Protestou Allec, confuso sobre o que significava “poderoso” para o pai. Era triste pensar no homem que ele convivera desde que nascera era um homem tão cheio de segredos.
– Eu te trouxe aqui com apenas o intuito de te testar, Allec. Mas você me fez perceber, que logo teremos 20 visitantes aqui.
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Maison estava dando a volta com o carro quando quase atropelou Andrômeda, Pietro e Charlotte.
– Ai meu Deus! – Gritou a morena, abrindo a porta do carro e saindo. – Eu machuquei vocês, vocês estão bem?
– Sim, só foi o susto mesmo. – Charlie respondeu, com a mão no peito, assustada.
– Eu também, o carro não nos machucou não. – Pietro respondeu também.
– Vocês vão no ônibus? – Clary perguntou. – Porque se forem, a gente pode dar uma carona de carro a vocês.
– É, isso. – Maison sorriu. – Como uma forma de nos desculpar.
– Eu aceito, aquele ônibus está completamente cheio. – Andrômeda aceitou, indo com Maison até o porta-malas e jogando as malas dentro. Charlotte a seguiu porque não queria ficar sozinha no ônibus, então colocou a mochila no porta-malas e entrou no carro com Pietro.
– Meu nome é Clary. – A ruiva se apresentou, quando todas entraram no carro e ficou um silêncio enorme. – Clary James.
– Andrômeda Alves. – A outra ruiva disse. – E este é Pietro Kennedy. Já a garota morena aqui eu também não conheço.
– Charlotte Rowley. – A morena respondeu, rindo.
– Aliás, porque você estava nos seguindo? – Perguntou Pietro.
– Eu desenho. E fotografo também. – Charlotte respondeu. – Eu estava fotografando vocês.
– Pra quê? – Andrômeda questionou.
– Eu não sei. Tipo, vocês, que nunca se viram na vida estavam jogando videogames como amigos desde sempre. Achei legal e fotografei. – Respondeu Charlie. – Aliás, quem é a nossa atropeladora?
– Maison Isabelle Drummond. – Izzy disse, com os olhos colados no ônibus na sua frente. – Vocês gostam de música? Porque eu vou colocar.
Antes mesmo de Daphne dizer alguma coisa ou Grim protestar, Clary ligou o radio do carro da amiga. A música era “What the Hell” da Avril Lavigne. Como Clary adorava a música, e inclusive fizera uma versão cover, aumentou a música no volume máximo e começou a cantar junto. Os alto-falantes estouravam nas costas do trio no banco de trás, mostrando a todos que estava em carros atrás da Ferrari a música.
– Você devia ser DJ, Maison! – Andrômeda riu.
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15 minutos antes.
Enquanto Maison estava quase atropelando Andy, Pietro e Charlie e de repente tudo ficara bem, Luke e Aaron resolveram chamar outras pessoas para curtir no Camaro. Resolveram pegar no caminho um trio de amigos que ria como ninguém. Lilah, David e Diana Mills.
– Hey, Luke. Esse Camaro aqui é seu ou você pegou dos seus pais riquinhos, Lukezinho? – Lilah perguntou, provocando.
– Ganhei de aniversário de 16 anos, Lilah. – Respondeu Luke. – Junto com um soco do meu pai que havia descoberto que eu havia largado a escola pra tentar me tornar Profissional no Skate.
– Você largou a escola? – Perguntou David.
– Por um mês, sim. – Luke não dava muita importância a isso, sempre fora rebelde.
– Pra se tornar Profissional? Cara, eu queria ter a sua coragem. Minha mãe nem ligaria, mas sei lá, não tenho coragem. Ainda não consegui acertar o 360 Flip. – Contou Lilah, que andava de skate desde criança.
– Pronto, tava demorando. – Diana bufou, encostando a cabeça no banco do Camaro. Quando Lilah começava a falar sobre skate, não parava mais. – É sério, eu não aguento mais você reclamando sobre como não conseguiu fazer o Hardflip ou o 360 e o escambau. Vamos falar de outra coisa, que tal?
– Gostei da camiseta. – Aaron disse, com um sorriso sarcástico a Diana. Diana estava usando uma camiseta que tinha uma flecha desenhada e com os dizeres “A pessoa ao meu lado é gay”. Diana insistira o tempo todo durante a viagem que David se posicionasse ao seu lado direito, para onde a flecha apontava.
– Valeu. Comprada especialmente para a ocasião. – Ela riu, enquanto que David bufou exasperado.
– Que tal uma musiquinha para animar? – Luke sugeriu.
– Que tipo de música? – Perguntou Lilah.
– Ah, Eminem, lógico. – Respondeu o moreno, acelerando o carro e fazendo algumas ultrapassagens. Ele queria emparelhar o Camaro com a Ferrari de Isabelle, dois ônibus à frente.
– Eminem? – Repetiu Lilah. – Ah não. Aprendam a ouvir música boa.
Lilah se levantou do assento da esquerda e se inclinou no meio do carro, para alcançar o fio USB do MP3 no radio do carro.
– Pronto, aperta o play. – Lilah disse, voltando para o assento. Luke apertou o play meio vacilante, e Pitbull começou a tocar nas caixas de som.
– Ok, essa música é realmente boa. – David disse, e todos concordaram.
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Catherine Jones estava no ônibus amarelo que ia à frente da “excursão” até o meio do mato. Estava pensando no que Connor Haynes havia feito com o braço dela. Cath estava quase lhe acertando um tapa na cara e de repente seu braço abaixou sem ela ter feito o mínimo esforço. Isso era digno de atenção.
– Eu acho que te devo desculpas. – Cath se virou e viu Connor se sentando ao lado dela.
– Por?
– Te devo no mínimo explicações. – Connor engoliu em seco. Ele sabia que o que diria para aquela garota era no mínimo loucura, mas tinha eu tentar. Catherine era propensa a muita loucura. – Eu não sei direito como eu fiz aquilo. Mas eu já fiz aquilo antes. Eu sou mais estranho que você, pode se dizer isso.
– Eu acho que não. – Catherine riu, um pouco assustada. Então, pegou de dentro da mochila um compasso.
– O que é que você vai fazer com isso? – Perguntou Connor. Cath pegou a ponta do compasso e fincou no polegar. – Você vai se machucar!
– Olha. – Cath mandou. Connor, contra a vontade, olhou Catherine enfiando o compasso até cortar a pele e sair sangue. Então, como mágica, o sangue estancou e a pele tornou a se fechar. Em um piscar de olhos, o dedo estava como sempre. Connor ficou boquiaberto.
– Como... Como você fez isso? – Gaguejou ele.
– Quando eu tinha cinco anos eu saltei da gangorra em pleno movimento. Era pra mim ter quebrado minha perna, mas quando eu fiz raio-x, a perna estava perfeita e eu não tinha nem o mínimo resquício de corte ou até mesmo cicatriz. – Contou ela.
– Quando eu tinha dez eu fiz meu pai quebrar a perna. – Connor desabafou. – Era o dia do meu jogo de futebol e ele não iria, porque tinha uma reunião. Eu fiquei furioso e quando eu o vi indo para o trabalho, eu desejei que ele não fosse. No meio da caminhada, a perna dele torceu horrivelmente para a direita. Como se tivesse sido puxada por um fio imaginário. Foi horrível. Eu nunca mais desejei nada pra ninguém. E nunca mais fiz isso. Até aquela hora que eu abaixei seu braço.
– Ok, admito que talvez a sua história seja mais emocionante que o meu braço. – Catherine sorriu, tentando dar uma leveza ao assunto. – Sabe o que temos que fazer agora? Colocarmos fantasias de super-heróis e salvarmos o dia. Isso é impossível. Eu sempre me considerei única. Agora descubro que somos dois esquisitões. Será que existem mais?
– Acho que não. – Connor respondeu. – Você acha que somos os únicos?
– Não. Eu acho que somos muitos! Aposto que somos milhares. – Cath riu.
Não viram eles que alguém ouvia a conversa. Oliver Sonenclar, paralisado no lugar. Era impossível ter encontrado alguém como ele.
Calebe estava no carro quando percebeu as duas músicas diferentes que tocavam nos carros a frente. Cinco minutos depois, todos os carros colocaram músicas e virou uma grande competição de que som era mais alto. Era realmente chato isso.
Mas ele não ligava. Revivia o momento em que ele fora confrontado por Andrômeda milhares de vezes. Ela havia falado de forma normal, mas era como se ao invés da frase ter entrado por um ouvido e sair por outro, entrou no seu cérebro, como se ele tivesse tomado altas doses de uísque e de repente, estivesse enrolado em palavras bonitas.
– O que foi que aconteceu lá... – Calebe repetia, batucando os dedos no volante. Sem conseguir se controlar, pegou o Malboro que escondia no guarda-copos e acendeu. Abriu a janela também. Fumar era a única saída. Ele estava tentando ao menos diminuir a quantidade de cigarros, mas não conseguia. Era muito difícil parar quando a sua única opção. Todos temos uma válvula de escape, algo que pode nos tirar da órbita da Terra. E a válvula de escape de Calebe era o cigarro.
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