Notas iniciais
Olá pessoas queridas! Demorei um pouquinho pra postar (demorei nada :v ) mas eu teria postado antes, porém a maioria das pessoas não tinha comentado, então esperei um pouco. Até perceber que: 1 - Pra que caralhos eu estou esperando? 2 - Vou postar agora mesmo, acabou o melodrama. Então, aqui está:

Allec sonhou com bebês. Um sonho estranho, mas levando em conta o que havia visto, não era tão estranho assim. Ele via tudo de um jeito diminuto, como se fosse uma miniatura de si mesmo. Estava sendo carregado para uma sala branca, com caixas de vidro em que ele estaria encubado. Um som era turvo, parecia mais como uma língua estranha. O homem que o carregava usava óculos escuros. Ele pegava Allec gentilmente no colo. Allec olhava para os lados, sem saber onde estava.

Então, rápido como um borrão, o homem que o segurava no colo sacou uma arma no bolso da camisa e atirou nas pessoas a sua frente. Allec ouviu choro de criança por toda a parte. O homem de óculos pegou Allec e o pôs gentilmente em uma espécie de estante de vidro. Dez minutos depois, já haviam muito mais crianças naquela “estante”. O homem os levou para fora do complexo, sacando a arma diversas vezes ao longo do percurso. Logo depois, colocava os bebês em uma espécie de van.

Uma dor de cabeça lancinante fez Allec acordar. Ele ainda estava no carro, mas sentia como se o cérebro – ou uma parte dele – resolvesse fazer uma aposta de “quem traz mais dor a Allec Campbell?”. De súbito, a imagem de alguns jovens fazia peregrinação pela mente de Allec. De instinto, pulou do seu banco para o banco de motorista do carro e começou a dirigir, para onde sabia que tinha que ir: San Francisco.

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– Você só pode estar brincando, com todo este poder e você nunca visitou o Egito? – Connor perguntou, horrorizado.

– Não uso meus poderes a não ser que seja realmente necessário. – Oliver, já cansado de tanto repetir isso, estava sentado em uma pedra, enquanto que Cath estava dependurada de cabeça para baixo em um galho e Connor se sentava um pouco abaixo dela.

– Eu acredito que você não possa nos levar pra Nárnia, não é? – Cath suspirou.

– Não. E nem pra Hogwarts, nem pra Idris e nem pro quinto dos infernos. – Ollie bufou.

– Eu hein. Até seria legal dar uma visitada no quinto dos infernos. Será que é melhor que o “primeiro dos infernos”? – Cath gargalhou. Os dois garotos olharam pra ela, como se dissessem “RA-RA”, e ela se calou. – Vocês não tem o mínimo de senso de humor?

– Não quando eu descubro acidentalmente que existem além de mim outros dois adolescentes super poderosos. – Connor encarou Cath. Ela sentiu os membros do corpo inteiro se congelar, e sem nem ousar se mexer, ela pulou do galho em que estava e pousou lentamente no chão.

– Usar maestria corporal comigo é sacanagem, sabia? – Ela suspirou e sentou em uma pedra de frente para os meninos. – Mas e então, o que faremos agora?

– Eu não sei. – Connor deu de ombros. Ollie calado, consentiu.

– Vocês, garotos, sempre complicando coisas que não são nem um pouco complicadas. – Cath bufou, cruzando os braços. – O que o Super-man fez quando descobriu que tinha poderes? E o Homem-Aranha? Eles salvaram o mundo.

– Isso aqui não é um de seus livros de ação, Catherine. – Oliver exclamou. – Isso não é um livro, são as nossas vidas. Nossas vidas em jogo! O que eu queria fazer era me enfurnar na minha casa e não sair nunca mais. Agora tudo o que eu quero é comer o meu chocolate.

– Eu quero ganhar um milhão de dólares, mas nem sempre temos o que queremos. – Cath rebateu.

– Cath, seja razoável. – Connor parecia implorar com os olhos. Cath ficou chocada, era a primeira vez que ele a chamava pelo apelido. Com um pouco de esforço ela retomou a compostura.

– Tudo bem, ok. – Disse ela. – Se não formos super-heróis, seremos o que então?

– Colegas. – Oliver respondeu. – Se me dão licença, o diretor deve estar falando, eu preciso acompanhar o discurso.

– Espera! – Cath pediu. – Pra onde você vai?

– Pra qualquer lugar. – O albino respondeu. – Eu sei que é um pouco indelicado, mas eu preciso pensar sobre o que rolou aqui.

Oliver fechou os olhos, se concentrando, e antes que Catherine falasse algo, ele sumiu. Na sequência, o que aconteceu foi realmente bizarro. Até mesmo para os padrões dela. Uma dor de cabeça lancinante a atacou, bem na fronte, de ambos os lados, e ela começou a ver tudo turvo. O chão se aproximava rapidamente. Como em um filme antigo, sua visão se apagou, e ela mergulhou para o chão, no exato momento em que Connor a agarrava, milímetros antes de atingir os galhos quebrados embaixo dela, a impedindo de quebrar a cabeça. Mas mesmo assim, a dor lancinante o engolfou e ele caiu ao lado dela, igualmente inconsciente.

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Daphne e Grim caminhavam na direção de um dos professores, quando Grim soltou um berro de dor e caiu de joelhos no chão, tonta. Daphne só não caiu porque cambaleou na direção de um rapaz de cabelos castanhos que estava de costas para ela. O garoto era Calebe. Que também sentia a pior das dores de cabeça da sua vida. As pernas dele bambearam, e ele quase cedeu quando o peso da ruivinha o atingiu pelas costas. Ele conseguiu dar um passo vacilante à frente, mas ela caiu no chão. Ele se virou de instinto. Teve a ousadia de olhar para baixo e ver a garota. Os cabelos ruivos, presos em um laço branco e com a roupa mais simples que ele já havia visto. Sentiu outra pontada de dor de cabeça, ao olhar para uma pequena pinta que a ruiva tinha na dobra do pescoço. Parecia que já a tinha visto em algum lugar. Viu-se então em um momento memorável: a cabeça martelando como se Mjolnir estivesse acertando sua cabeça, a visão da pequena pinta no pescoço da garota e cabelos ruivos esparramados na terra seca. Sentiu algo que nunca sentira antes: compaixão. Tentou de todo o jeito fechar-se disso, se virar para o outro lado, continuar a vida e tomar uma aspirina, mas a visão da garota o deixara paralisado. Com muito cuidado, ele a pegou nos braços, a cabeça dela despencando no antebraço dele.

– Hey! – Berrou ele. – Ela está desmaiada aqui! Me ajudem! – Em poucos segundos, uma multidão se reuniu ao seu redor, professores, alunos, diretores. O mandaram deitar a garota em um colchonete, que estenderam encima do capô de um carro. Viu seu rosto quando ela abriu os olhos verdes, que brilhavam como faróis. Antes de dizer algo, a multidão ao seu redor o empurrou. E logo ele foi deixado para trás, com apenas uma dor lancinante queimando na sua cabeça.

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Diana se sentiu horrorizada com a profundeza da dor que sentira. Ela queria arrancar os miolos e atirá-los no chão, de tanta dor. Vagava pelo lado azul das barracas, tentando achar o irmão. Mas tropeçou em uma pedra e caiu como ferro na “porta” de uma das barracas. Tinha uma pessoa lá dentro, com as mãos na testa e o notebook jogado em um lado, que parecia atormentado. Ela caiu de quatro, batendo a testa contra a dele.

– Ai! – Ela gritou. Isso era duas vezes pior. Primeiro a alfinetada com uma espada de três metros no crânio, e agora uma batida direta na testa de uma pessoa, era pior que a morte. Quando viu em que batia a cabeça (esperava que fosse uma árvore, ou algo parecido), apenas viu um imenso mar azul envolto em cabelos castanhos emaranhados.

Sentiu uma descarga de energia fluir por todos os membros que tinha.

– Ai. – Ele reclamou. – Você me deu um choque.

– Desculpa. – Ela se levantou, quase rapidamente demais. A dor na cabeça a deixava lenta e descuidada. Hugo também estava vermelho de vergonha, com a cabeça estourando e sentia que estava sumindo. Literalmente. Baixou o olhar para a mão. A pele estava quase tão translúcida que podia se ver o sangue correndo.

– Não, não foi nada. – Ele se apressou em dizer. – Você poderia... Sair?

– Ah, claro. – Diana corou violentamente, e saiu sem dizer nada.

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Lilah estava dormindo quando a dor chegou em ondas ao seu cérebro. Era uma escala, fraco no inicio, até finalmente começar a perturbar. Quando acordou, soando frio e com lágrimas de dor nos olhos, tinha apenas três palavras na boca que precisava dizer a algumas pessoas. Vira todos os rostos no sonho. Precisava encontrá-los.

– Eles estão chegando.

Notas finais
Apresentações Visuais: Clary James: http://i.imgur.com/ADVYaYH.jpg Fala aí, vomitaram arco-íris ou cuspiram o chiclete? Ficou bom? Gostaram? Hein, hein, hein??? Não sei se ficou bem o "romance" neste capítulo, eu não sou boa nessa seção (meu negócio são as tretas), então se fiz algo errado, me avisem pra mim tentar melhorar! ;) Explicações do Capítulo: Eu até gostaria de revelar os spoilers da fic pra vocês, dizer o que aconteceu com o Allec, quem é o homem de óculos (e que relação tem ele com os Campbell) e o traidor que estará no meio deles, e também, é claro... MDS, é melhor eu parar por aqui. Já disse a vocês que spoilers é o meu nome do meio? Fora isso, não há muito o que explicar. Vou dizer apenas uma coisa, que não é considerado um spoiler tão grande assim: o Allc tem um neurochip a mais no cérebro, o que permite o Laboratório controlá-lo, enviar imagens, sons, vídeos e é claro, contém um GPS. Então, se você acha que algum deles vai ter chance de fugir e ajudar o Allec, vá tirando o seu cavalinho da chuva, vai ter que abrir a cabeça dele, e mesmo isso pode matá-lo (AVÁ) Bjos e até próximo!