Modified - Interativa.
20 Foi mal mesmo
Notas iniciais
– Você só pode estar brincando comigo. – Calebe reclamou, ao ser acordado por Daphne mais uma vez batendo no vidro do carro. — Pensei que o combinado era nunca mais me procurar.
– Desculpa, mas eu vou ter que quebrar nosso acordo. — Daphne abriu a porta do carro e se sentou no banco da frente.
– Vou contar pra todo mundo que você é telepata. — Calebe ameaçou.
– Eu não me importo. — Disse ela.
– O que é que você quer? — Ele perguntou.
– Preciso de uma carona. — Respondeu ela. — Eu prometo que eu nunca mais vou te incomodar.
– Você já prometeu isso antes. E olha só: aqui está você. — Ele se endireitou no banco, completamente desconfortável com a invasão de Daphne.
– Olha aqui Calebe. Eu salvei sua vida. Você estaria agonizando com um tiro na testa se não fosse eu impedir e mandar você correr. E graças a isso três pessoas foram jogadas dentro do porta malas daqueles homens. — Ela despejou. — Eu preciso de ajuda. Nem é pra mim, é pra três pessoas que eu nem conheço, mas por nossa causa estão sendo sequestrados. Por favor.
Calebe olhou no fundo dos olhos dela. Não sabia se ela estava lendo sua mente ou não, mas claramente seus olhos verdes estavam suplicantes.
"Você realmente só pode estar brincando comigo"
Daphne sorriu como nunca.
– Muito obrigada. — Ela se inclinou na janela do carro. — Podem entrar.
Pietro, Clary e Andrômeda entraram no carro suando frio. Calebe trincou o maxilar, mas girou a chave e o carro ganhou vida.
"Eu vou cobrar essa ajuda, pode apostar" pensou. Daphne abriu um meio sorriso e o carro começou a se mover.
~~☆★~~
– Eu tô com fome. — Reclamou Diana.
– Cala a boca, Diana. — David rolou os olhos.
– Olha como fala comigo, querido. — Diana cruzou os braços no peito. — Não sou tuas negas.
– Ai, não é minhas negas. — David imitou o tom de Diana, que deu um olhar torto na sua direção.
– Aliás, ninguém é tuas negas, você não tem nenhuma. — Diana mostrou a língua ao irmão, que parou de rir.
– Como se você tivesse algum namorado. — David sorriu. Diana trincou o maxilar e apertou os olhos.
– Vamos parando que se isso continuar do jeito vai acabar em tragédia. — Lilah os impediu.
– Encalhada. — Ele resmungou.
– Baitola. — Cantarolou Diana.
Luke, que estava calado durante toda a discussão levou um chacoalhão de Lilah.
– Luke, se você não meter um sorriso nessa cara vai se ver comigo. — A loira disse.
– Desculpe. — Pediu ele. Mas mais uma vez olhou para trás.
– Vai atrás dela cara. — Hugo mandou.
– De quem? — Luke olhou para ele, meio perdido.
– Da minha mãe. — Rafael riu. — Da Maison, idiota.
– Mas... — Luke olhou ao redor, tentando se decidir.
– Vai de uma vez. — David empurrou Luke. — Você é super rápido, consegue chegar nela em dois tempos.
– E além do mais, é lógico que Maison estará perdida. — Grim falou.
Luke assentiu. Maison era muito avoada, não ia conseguir sair da floresta sozinha.
– Se você não for atrás dela eu vou. — Rafael sorriu, recebendo um olhar sinistro de Luke. — Cara, eu tô brincando.
Luke assentiu, nervoso e saiu correndo. Primeiro lentamente, depois com toda a velocidade que podia.
– Aposto dez pratas que ele não chega a tempo. — Rafael riu.
– Apostado. — David e Hugo apertaram as mãos.
– Ele recém conheceu aquela patricinha, como vocês podem gostar desse casal? — Lilah se irritou.
– Acho que existe choque... amor a primeira vista. — Hugo sorriu para Diana, que percebeu do que ele estava falando e começou a dar risada.
– Do que você está rindo? — David perguntou, sendo solenemente ignorado pela irmã. — Do que vocês estão sabendo que eu não sei?
– Eu nunca vou te contar, acostume-se a isso. — Diana se divertiu, rindo com Hugo.
Grim que estava apenas observando a situação começou a pensar que poderia ir embora dali se quisesse. O acampamento ainda estava ali perto, mas mesmo assim ela tinha um pressentimento de que ainda não era a hora de ir embora. Muitas águas iriam rolar.
– Hey, olha o que eu posso fazer. — Rafael chamou a atenção de todos. Ele estava com a mão direita brilhando como se fosse luz pura. De repente a mão esquerda se acendou como um farol também. — Uou, o que será que isso faz?
De repente o brilho subiu para os braços, se estendendo até o tronco e se espalhando para todo o corpo. Tão rápido quanto se espalhou, ficou tão forte que era difícil de ver direito.
– Droga. — Praguejou Rafael. — Isso é estranho. E incômodo. Que cara é essa Li...
– Todo o mundo para o chão! — Berrou Lilah, se jogando. Os seus amigos ficaram parados, na mesma hora em que Rafael emitiu um som como se estivesse puxando ar para respirar e explodiu, a luz varrendo todo o lugar, cinco vezes mais clara que o sol daquela tarde. A explosão jogou todos longe. Grim caiu em arbustos. Diana e David foram de encontros com as árvores, e Hugo caiu de costas dois metros de onde estava. Lilah, que antecipou a explosão estava no chão, mas perfeitamente bem.
– Merda. — Rafael, no centro da explosão exibia um sorriso constrangido. — Foi mal galera, eu juro que não faço de novo.
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