Modified - Interativa.

4 Clary James, Hugo Bennett, Grim Kinuyt e Charlotte Rowley


Notas iniciais
Boa tarde (ou boa noite) pra todos vcs! Fiquei acordada até as cinco da manhã fazendo esse capítulo, mas valeu super a pena (é tão bom estar de férias)! Nestes capítulos teremos a apresentação de quatro personagens divônicos, que eu adorei escrever. Bem, vamos ao capítulo!

– Sinceramente, eu acho que vai ser legal. – Clary dizia ao telefone, falando com a tia, Rose. – Vai ser um Torneio bem maneiro. É, eu sei, titia. Mas é claro que eu vou treinar... Aquela coisa, que você sabe que eu posso fazer.

– Clary James, não me diga que você está falando com a minha irmã. – Sua mãe, Hanna, chegou à cozinha e pegou leite na geladeira.

– Estou, mamãe. – Clary continuou a falar com a tia, que tanto gostava. – É, tchau tia.

Clary desligou o celular e mordiscou uma fatia de bolo de chocolate.

– Olha a cárie, Clary James! – Hanna apontou para o bolo de chocolate nas mãos da filha. Clary só rolou os olhos, e sem apetite, largou o bolo e subiu para o quarto. A mãe, Hanna James, era o ser humano mais racional do mundo. Junto com o pai, George. Sabia o dom que a filha tinha e mesmo assim repudiava qualquer tipo de “anormalidade” com a filha. A tia da garota, Rose, irmã de Hanna era a única além dos seus pais que sabia do poder que Clary tinha e a apoiava a seguir seus sonhos. Mas, infelizmente a tia não morava com ela. Morava em Nova Iorque, onde tudo é alto e bonito, e não havia descriminação do tipo: “minha filha quer ser heroína de mangá, o que eu faço?”. Mas Clary ainda não tinha 18 anos para resolver ir morar com a tia, então por enquanto, ela ainda morava com Hanna e George.

Revistando a mochila que ia levar ao Torneio da sua escola, Kansas High School, mais uma vez, Clary, sem nada para fazer, sentou-se na frente do notebook e começou a escrever uma nova música.

E nós pulamos como se o dia não fosse acabar, curtimos o...

– Curtimos nossa ignorância em fazer músicas. – Clary, estava com um bloqueio para fazer canções desde a ultima semana, quando os pais a pegaram praticando o dom que tinha. Clary podia controlar a água. E, isso a fez ficar de castigo por duas semanas. Tia Rose havia feito o possível para tentar salvar a sobrinha, até tentar levá-la para morar com ela, mas Hanna e George, seus pais, não permitiram. Fora o dia mais triste da vida de Clary.

– Clary, dá pra tirar essa coruja daqui? – Gritou seu pai, George, surgindo no quarto da filha com uma coruja cinzenta, pequenininha.

– Onde é que ela estava? – Clary se levantou da cadeira num pulo e pegou a corujinha que piava descontroladamente. – Ahn, pequena...

– Você sabe que não vai poder levá-la junto, não sabe? – George perguntou, erguendo uma sobrancelha.

– Mas... Mas por quê? – Clary ficou indignada. Odiava ser reprimida, odiava ter todas as coisas que gostava de fazer proibidas, odiava morar com os pais. Ela só queria ir embora com a tia, se ver livre para praticar o dom que tinha.

– Clary James, pare de fazer isso agora mesmo. – George vociferou. Clary não entendeu do que ele estava falando, mas o banheiro, na frente da porta do seu quarto, estava com a pia transbordando água. – Limpe o chão daquele banheiro e vamos conversar sobre esse seu... Problema.

Clary, com ódio, começou a chorar, as lágrimas quentes rolando pela bochecha rosada. Ela sabia o que viria a seguir. Os pais a poriam de castigo e não a deixariam ir ao Torneio. Eles sabiam que este torneio era uma chance para ela praticar, e com certeza não a deixariam. Engolindo as lágrimas, andou até o banheiro, colocou o MP3 encima do vaso sanitário, torcendo para que os pais fossem enganados e pensassem que ela estava limpando o chão. Dentro do quarto, começou a fazer as malas loucamente. Tirando o pijama, colocou uma blusa com a estampa da bandeira dos EUA. A calça jeans skinny azul marinho, bota de montaria preta, e o chapéu Fedora preto. Jogando a mochila pela janela, se concentrou até ouvir um estampido nos ouvidos e ouvir o grito da mãe, tentando conter o vazamento de água na torneira da cozinha. Ela adorava poder controlar a água, mesmo de tão longe.

Tomando coragem, Clary passou a perna na trepadeira que tinha na parede da casa e começou a descer. Estava pronta para sair de casa por duas semanas. Resolveu sair andando até o Anaximander High School, eram apenas quatro quadras dali. Coragem era o que não faltava à garota de olhos verdes vívidos.

Agora sim sua história iria começar.

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DAY: 5985

NAME: HUGO BENNETT.

AGE: 16

LIVE IN: -------------------------------

Hugo Bennett. Alto, magro, pele branca e olhos azuis. Trabalhava em meio período numa lanchonete e era invisível em período integral. A não ser que se concentrasse.

– Hugo, você não vai mesmo nesse Torneio? – Perguntou sua mãe, Maisie, batendo com força na mesa.

– Por que eu iria? – Hugo perguntou, irritado. Ele odiava que o contrariassem, era muito teimoso.

– Porque vai ser bom para você, por exemplo. – Maisie deu uma bocada no bacon e olhou fixamente para o filho. Hugo podia ser um bom filho, claro. Mas o que Maisie mais queria era um filho mais extrovertido, que se animasse com qualquer coisa, menos com o seu autografo do Matt Smith.

– Esse Torneio não vai ser bom pra mim nem aqui e nem na China. – Teimoso, Hugo pegou o café da manhã e resolveu comer no seu quarto. Péssima ideia. O quarto do garoto estava todo bagunçado, com a televisão ligada no Doctor Who, o computador baixando novas músicas e livros espalhados na cama.

Parte do motivo que Hugo não queria ir para o tal Torneio era que era tímido. As vezes até demais, mas a timidez não era bem o motivo para não querer ir. O motivo era outro: Sarah Campbell. Sua ex-namorada que o dera um chute recentemente. Sarah fingia que gostava de Hugo enquanto ele consertava seu PC, instalava softwares contra vírus e baixava músicas novas da banda que ela gostava. Depois de ter terminado as mordomias, Hugo descobriu que ela estava saindo com o capitão do time de basquete da escola. E a pior parte era: Hugo jogava basquete nesse time. E o capitão era seu amigo.

Hugo não estava preocupado com a atitude de Sarah em si – ele quase nem gostava dela – mas era de ser trocado pelo capitão do time. Ele era tudo o que Hugo certamente não era, e com certeza estaria neste Torneio. Então, a outra parte do motivo, era a vergonha mesmo.

Ouvindo o apito do chat soar, Hugo correu até o notebook e leu a mensagem:

“Hugo, boa noticia: o seu falso amigo acabou de postar no facebook que está no Hospital e vai se operar. Então meu caro, arruma essas suas malinhas porque você não tem o direito de me deixar sozinho naquele acampamento. Do seu amigo: Rafael Williams”.

Seria tarde demais para ele ir ao Acampamento? Olhou para o relógio. Sete e vinte e cinco. Se fosse rápido... Talvez pudesse ir.

Puxando a mala de cima do guarda roupas, começou a jogar todas as camisetas com estampas que ele achava maneiras e todas as calças jeans que não estavam sujas ou amarrotadas. Os tênis ele colocou em um saco e jogou dentro da mala também. Quando terminou, já haviam passado dez minutos. Indo ao banheiro correndo e escovando os dentes, já estava se vestindo também, ao que acabou caindo, porque colocara as duas pernas no mesmo lado da calça.

– Hugo, é melhor você ir a esse Torneio ou então eu vou...

– Eu já estou indo, pai. – Hugo abriu a porta do banheiro para o pai, Elliot, e saiu correndo para o quarto.

– Quem foi a alma que conseguiu mudar a cabeça de Hugo Bennett? – Perguntou-lhe o pai.

– Agradeça a Rafael Williams Reinholz! – Hugo berrou, jogando mais tranqueiras do que podia carregar dentro da mochila. Com muito cuidado, colocou o autógrafo de Matt Smith dentro do bolso da jaqueta, onde o pedaço de papel estaria bem protegido.

Com impulso, jogou a mochila no ombro e desceu as escadas da casa correndo, indo até a garagem e pegando a moto. Acenando para os pais que estavam na porta, ele deu a partida na moto, pegando a estrada para a Anaximander High School.

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DAY: 5985

NAME: GRIM KINUYT.

AGE: 16

LIVE IN: -------------------------------

– Senhorita Kinuyt, o café da manhã está pronto. – O mordomo dos Kinuyt bateu na porta do enorme quarto de Grim.

– Obrigada pelo aviso, Wey. – Grim pulou da cama de dossel e andou calmamente até o closet. Passando pela ala dos vestidos de festas, foi até as roupas para usar durante o dia. Infelizmente o dia do Torneio era hoje e ela não gostava muito de se aventurar no meio do mato. Mas os Kinuyt nunca recusavam um convite, e assim ela aceitou.

Caseira e amante de livros, Grim parecia uma personagem de desenho japonês. Rica, de cabelos negros com mechas vermelhas de comprimento que iam até os joelhos, a única mulher da família Kinuyt era uma garota fria e quieta. Educada e sempre de bons modos, mas tinha um jeito distante.

Por fim a garota escolheu uma saia preta um pouco acima dos joelhos e uma camiseta vermelha. E, é claro, as tradicionais luvas, que escondiam marcas que desde que Grim se entendia por gente tinha. Deixou a jaqueta preta de couro sobre a mala, que estava encima do baú em que mantinha alguns livros.

A mansão dos Kinuyt era parecida com um pequeno castelo. Repleto de pinturas de grandes artistas como Picasso e Van Gogh – uma bela herança da mãe adotiva – e de vasos de plantas exóticas. Ao chegar à sala de jantar, seus irmãos, Ketho e Ichiro, já a estavam esperando. Sentando-se a enorme mesa, observou que Ketho se lambuzava tomando sorvete.

– Sorvete de café da manhã? – Perguntou ela, dando uma colherada no seu sorvete.

– Pedido especial de Ketho. – Ichiro, seu irmão mais velho respondeu. – Ele disse que iria gostar, Grim.

– E acertou, eu adorei. – Grim disse. – Obrigada, pequeno Ketho.

– Grim, você realmente precisa ir? – Perguntou Ketho, com a expressão triste.

– Preciso, querido Ketho. – Grim se entristeceu ao ver o irmãozinho daquela maneira. – Lembre-se, os Kinuyt nunca recusam um convite.

Com esta frase, os três começaram a comer em paz. Logo ao terminar o sorvete, percebeu Wey esperando o final da refeição dos Kinuyt para avisar que o carro da família estava pronto para levar Grim até o Colégio Anaximander. Subindo até o quarto para pegar as malas, Grim puxou o medalhão em formato de hexágono, que brilhava em preto e ouro que ganhara da mãe adotiva no seu leito de morte. A senhora Kinuyt havia dito: “veio com você quando eu a adotei. Guarde-o bem”. E até quando morresse, Grim cumpriria a promessa que fizera a mãe. Finalmente pegando a jaqueta de couro e entregando as malas a Wey, ela entrou na limusine, acenou para os irmãos e foi embora.

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DAY: 5985

NAME: CHARLOTTE ROWLEY.

AGE: 16

LIVE IN: -------------------------------

No mundo que Charlotte Rowley desenhava, existiam monstros e fadas, seres místicos e magia. Era só encostar o lápis em uma folha de papel que já saía um desenho completamente novo. Ela se entretinha por horas apenas com uma folha de papel e um lápis.

– Charlie, você vai ficar aí desenhando? – Jenna, sua mãe, surgiu no quarto, com um copo de leite com chocolate. – E o Acampamento?

– Duas semanas no meio do mato sem uma mesa para mim apoiar o meu caderno de desenho! – Bufou ela, pegando o copo e tomando alguns goles.

– Duas semanas no meio de plantas que você vai poder fotografar e depois desenhar. – Jenna sorriu, vendo o interesse súbito da filha.

– Aí eu posso até pensar em ir... – Charlotte começou a pesar os pontos negativos e positivos da viagem. Charlotte Rowley, ou simplesmente Charlie, tinha os cabelos negros que desciam cascateantes pelas costas, a pele tão branca e lisa que parecia porcelana e olhos verdes sombreados, como duas grandes esmeraldas. Não era chamada de perfeitinha à toa.

– Você vai gostar, querida. – Jenna tomou o copo vazio da mão da filha e andou até o seu quarto para acordar o marido.

Charlie continuou a desenhar. O desenho, ela tinha que admitir, estava um pouco sombrio. Desenhava rostos estranhos, símbolos, números. E ultimamente, havia acordado no meio da noite e escrito os números “X-078” na parede do quarto. A tinta era permanente e como não podia simplesmente repintar a parede, ela tapou os números com um pôster qualquer.

Ignorando esse fato, Charlie continuou desenhando firmemente uma rosa. Quando terminou o sombreado, umedeceu uma esponjinha em tinta vermelha e começou a dar passadelas na folha, deixando pequenos borrões.

Novamente, ela começou a pensar no que não desenharia se não fosse ao Torneio. Seria legal, as amigas provavelmente iriam e ela podia fotografar tudo o que visse. Bufando, começou a preparar a mala para a viagem. Vestidos, camisas, algumas poucas calças jeans e sapatilhas, tênis, sandálias, três cadernos de desenho e duas caixas de lápis. Calmamente enfiou a câmera com flash automático dentro da mochila.

– Mãe, me dá uma carona? – Gritou ela. Jenna deu risada, já prevendo que a filha iria querer uma carona.

– Seu pai daqui a dez minutos sai para o trabalho, vá com ele. – Jenna respondeu.

– Ok. – Charlotte pegou o celular e ficou jogando até o pai a chamar.

– Charlie, vamos? – Caius, seu pai, apareceu na porta, ainda colocando a gravata.

– Vamos. – Charlotte pegou a mochila, desceu as escadas e deu um abraço na mãe.

– Você vai adorar essa viagem, tenho certeza! – Jenna acenou para a filha, que entrava no carro do pai, uma SUV preta.

Mal podia esperar pra ver quantas fotos iria tirar nesta viagem.

Notas finais
Bem, eu particularmente gostei desse capítulo. Percebi que todos os quatro tem características diferentes, poderes diferentes. E eu tenho que dizer que a "Sarah Campbell" não estava na ficha do Hugo (mil desculpas à LucyTheDreamer). Eu dei essa aumentadinha porque acho que toda fic precisa de treta, então vamos apresentar a primeira. P.S. Eu estou começando a achar algumas fotos legais para "representar" os personagens. Não de atores famosos nem coisa assim, mas tipo, fotos de algo que eles gostem muito de fazer, e eu quero colocar o link aqui nas notas finais do próximo capítulo. Eu vou enviar pra vcs os links das fotos em resposta aos reviews, se quiserem ver :) Até o próximo!