Notas iniciais
Hãã acho esse capitulo bem curto, mas necessário /ounão. Acho que a partir daqui dá pra entender qual é a da Iullia e fazer uma segunda parte extremamente grande apenas para encher linguiça seria desnecessário, mas enfim, boa leitura ~

Eu estava caindo. Para ser mais exato, afundando e afundando até o fundo escuro daquele mar turvo e frio. A água fria parecia paralisar meu corpo, eu não conseguia voltar para superfície e eu sentia pequenas bolhas de ar sair pelo meu nariz, denunciando que me restava pouco oxigênio.

Um impacto forte ocorreu na água, os longos cabelos pretos foram a primeira coisa que eu reconheci, e estendi os braços, quando percebi que minha mãe vinha até a mim, nadando desesperadamente. Ela abriu a boca, como se estivesse dizendo algo, mas invés de som, ficou saindo vários bolhas de ar, mas seu desespero em me puxar de volta era mais importante do que seu oxigênio.

Nossos dedos se encostaram, mas eu já estava fundo demais e ela não estava mais suportando a falta de oxigênio e seu corpo voltou para a superfície contra gosto. Aquele foi o primeiro momento da minha vida que eu realmente desejei minha mãe.

Sentia uma quantidade absurda de água entrar pelos meus pulmões, senti minha cabeça latejar desesperadamente e minha consciência desaparecendo aos poucos. Antes de tudo se apagar, vi o rosto desesperado da minha mãe, implorando para que eu voltasse.

- Sebastian... Ou devo te chamar de Sebby?

Abri meus olhos, eu não estava mais na água e sim no alto do precipício onde tudo recomeçava sempre. Eu estava dormindo, não me lembro como, mas sabia que estava, olhei para o lado e seus cabelos castanhos estavam completamente bagunçados pelo vento forte e sua expressão era de quem estava incomodada com alguma coisa.

- Pra falar a verdade, pra você é Senhor Kluivert. – fechei os olhos novamente.

- Muito piadista você. Sabe por que eu te chamei pra cá?

- Muita falta de sexo – continuei sentindo o vento no meu rosto despreocupado.

- E pelo visto pra você é o que não falta, né?! Você é um promíscuo.

Deitei na grama, sentindo-a levemente molhada, causando arrepios na minha pele.

- Por que você não me deixa? – abri os olhos e ela abaixou a cabeça – Não lhe devo nada.

- Me deve uma vida. — Suspirei; a quem ela queria enganar?

- Precisamos ter o mesmo diálogo sempre? – ela sentou perto de mim – Isso é tipo aqueles filmes de lugares assombrados que os fantasmas dos locais não vão para “a luz” – fiz aspas com as mãos – por que tem algo pendente? – Ela abraçou os próprios joelhos e eu me sentei, olhando-a – o que você tem pendente aqui Iullia?

Ela abraçou ainda mais seus joelhos e abaixou a cabeça. O vento começou a ficar mais forte e os seus soluços quase se tornaram imperceptíveis; eu apenas a observava, não sabia como agir, já que eu nunca tinha a visto chorar.

- Você realmente tem algo pendente aqui?

- Várias coisas – soluçou.

- Só eu posso repará-las?

- Sim.

- E o que eu tenho de fazer?

Tirei aquele monte de cabelo do seu rosto, vendo sua expressão chorosa.

- Rever coisas que fez no passado.


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Abri os olhos e vi que havia várias pessoas no meu quarto; meu pai suspirou aliviado e passou a mão nos cabelos compridos, um sinal que ele queria manter a calma. Minha mãe que estava sentada ao meu lado colocou a mão no peito e fechou os olhos, deixando uma lágrima escorrer. O que aconteceu?

- Sebastian... Meu Deus, que susto – meu pai se agachou perto de mim e passou a mão nos meus cabelos.

- O que houve? – disse sonolento, minha mãe pediu para as empregadas se retirarem.

- Você parou de respirar – minha mãe respondeu rapidamente – Você tem apnéia do sono?

- Como ele tem apnéia do sono se ele não dorme? – meu pai arqueou a sobrancelha.

Tive rir dos dois e me sentei na cama, notando seus olhares preocupados e receosos. Puxei os dois, abraçando-os; depois que Iullia se foi, eu me tornei a única coisa importante para os dois e não poderia reclamar da preocupação/proteção excessiva.

- Eu estou bem, seus bobos. Eu estou bem. Só tive um pesadelo e... Foi só. Vocês sabem como é. Não se preocupem comigo.

Depois do nosso pequeno diálogo, os dois me arrastaram até a cozinha e me fizeram comer metade da dispensa. Pais...

Notas finais
Gostaram? (; ~