Notas iniciais
Capitulo que fez Gaeul morrer de chorar ♥ hahaha ela diz que eu escrevo as coisas para fazê-la chorar, pior que ela já sabia que esse capitulo necessitava de tristeza, já que foi ela quem escreveu a primeira parte! Enfim, boa leitura ~

Louise cozinhava o banquete tradicional de 4 de Julho, enquanto uma criança estava na sala com brinquedos espalhados à sua volta, animado pela data comemorativa, Connor brincava com peças de Lego. Estava um ambiente descontraído, até a porta ser aberta violentamente, e toda alegria ali ser transformada em medo. Bruce entrara com caixas de cerveja na mão, lançando um olhar de reprovação à Connor.

– Connor? Você já tem seu quarto, quer bagunçar minha sala inteira? – Chutou umas peças do brinquedo –

– Desculpa papai. Não vou fazer mais.

– Você tinha que continuar trancado no quarto, assim não teria que me preocupar com você, invencível.

– Eu já pedi desculpa! – Nenhuma criança gostaria de ser tratada assim como Connor era. Um erro dos pais que era descontado no filho, fazia Connor se sentir pior a cada dia, mesmo tão novo, ele já entendia que seu pai não o amava, e nunca o amaria. –

– Não me responda!

Bruce avançou sobre a criança, ignorando as peças de lego que quebravam à medida que Bruce arrastava o frágil garoto pelos fios castanho-claro, ignorando os gritos e súplicas de Connor para que parasse; Tomado pela ira de estar preso àquela mulher e àquela criança, descontou toda sua frustração de punhos fechados no rosto do pequeno Connor num movimento repetitivo, deixando roxa sua pequena face. Connor tentava se desvencilhar, e tentou levantar por muitas vezes, e em uma delas esbarrou numa pequena mesa, onde haviam garrafas vazias de cerveja, que quebraram-se ao entrar em contato com o chão. Pro seu azar, caiu em cima dos cacos do vidro, deixando vários cortes espalhados por seu corpo, deixando o sangue escorrer por seus braços e pernas. Bruce continuava à surrá-lo, distribuindo socos por sua barriga e face, sem parar ou respirar, descontando tudo o que sentia na criança à sua frente. Louise ouvindo todos os barulhos e gritos, saiu da cozinha e foi de encontro ao dois, e encontrou Bruce curvado sobre Connor, que não esboçava nenhuma reação, era apenas um corpo mole com sangue e hematomas.

– BRUCE, PARE! – Louise avançou em Bruce, puxando-o pelos ombros e retirando-o enfim, de cima de Connor. – Connor está desmaiado, olha o que você fez! Você é um monstro, Bruce, como pode fazer isso com seu próprio filho? – Louise ajoelhou-se ao lado do corpo frágil, pequeno e marcado do menino, chorando, tomou-o em seu braços. – Vai ficar tudo bem, meu pequeno príncipe, vai ficar tudo bem... – Distribuía beijos por cima dos hematomas, como se beijo de mãe pudesse curá-los. –

– Não sei por quê me interessei por você, Louise. Você e esse moleque são um peso na minha vida. São dois inúteis.

– Pare, Bruce. Eu cansei de você. Cansei de ser tratada como um lixo e de ver meu filho ser surrado por um bêbado idiota que são sabe fazer nada direito! Chega Bruce, acabou aqui. – Bruce, não conformado com toda a situação, deu um tapa no rosto de Louise, que levantou na mesma hora, deixando o corpo de Connor no chão, desviou de Bruce e se dirigiu até uma caixa de madeira que estava escondida do próprio Bruce, tirando dali uma 9mm que nunca fora usada. –

– Você não tem coragem, Louise. É só uma mulherzinha que engravidou e agora é minha escrava.

– Está enganado, Bruce, eu cansei de você. Você vai pagar tudo o que fez contra mim e Connor. Você não é digno do amor de ninguém. – Bruce riu, e antes de respondê-la, um estrondo foi ouvido, o carpete branco da sala agora tomava uma cor mais escura, um vermelho sedutor, que era a liberdade de Louise, em pleno feriado nacional.

Nenhum 4 de Julho seria o mesmo.

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Quando o pequeno Connor acordou, tentou focar sua atenção nas borboletas coloridas penduradas na parede, já que sua cabeça pesava demais e não conseguia sentir seu corpo que estava altamente sedado. Sua visão embaçada foi melhorando conforme o tempo, mesmo sentindo seu estomago revirar sem motivo algum, parecia que tinha alguém sentado nele.

- Connor? – uma voz que não conhecia o chamou, porém ela parecia longe demais para os pequenos ouvidos – você está bem?

Connor virou o rosto devagar, vendo uma médica ruiva, com os óculos de armação quadrada e pequena olhando para ele de forma preocupada, ele não sabia quem era a mulher. Ele sentia que ia vomitar a qualquer momento, sentia que os remédios estavam fazendo um efeito pior do que a surra.

- Cadê minha mãe? – disse baixo e direcionou seus olhos cansados à mulher – quero a minha mãe...

- Ela não pode vir agora Connor – fez uma leve pausa – mas você vai ficar bem aqui...

- Não vou não – sentiu o suco gástrico na sua garganta, iria vomitar – mamãe...

Connor jogou o corpo um pouco para fora do leito, virando a cabeça para o chão e vomitando todos os biscoitos que sua mãe tinha lhe oferecido antes de parar naquele hospital. A médica fez uma expressão de nojo e se levantou da cadeira que estava, indo chamar uma enfermeira. Sua cabeça rodava junto com a sua visão, causando mais enjôos; a médica ruiva entrou acompanhada com uma enfermeira e um médico loiro, Connor sentiu medo por ver aquele homem se aproximar de si.

- Não – seu corpo estava pesado demais para reagir – Eu não fiz por querer, eu estou enjoado.

- Sim, isso acontece Connor – o médico disse tranqüilo, mas ele ainda estava com medo – Está tudo ok

- Não me bata – o garoto soluçou e a médica ruiva olhou preocupada para o médico loiro – por favor, eu não faço isso nunca mais – sentiu o suco gástrico novamente, traindo suas palavras.

Connor vomitou novamente e o médico tirou o medicamento da sua veia, colocando apenas o soro, tentar parar com os enjôos de Connor antes que ele vomitasse toda a sua bile.

- Ninguém vai te bater aqui Connor, fique tranqüilo – a médica ruiva foi para perto dele – Meu nome é Annete, eu sou médica e cuidarei de você durante esse período que você vai ficar aqui, tudo bem pra você? – ele negou com a cabeça lentamente – Mas você vai precisar Connor...

Durante vários dias Connor ficou no hospital por causa das sérias fraturas no rosto. Ele havia deslocado o maxilar por causa dos socos do seu pai, mas em dia nenhum sua mãe havia o ido visitar; Annete, a psicóloga infantil, conversava com ele sempre tentando entender o pequeno garotinho de olhos brilhantes e cílios compridos, que nunca chegava perto das coloridas peças de lego para não bagunçar a sala.

- Você precisa se distrair Connor – estendeu uma caixa com as peças dentro, ele virou a cara.

- Eu não posso bagunçar nada, Annete – ele era o único paciente que não a chamava de “tia”.

- E por que não? Depois eu arrumo sem problemas...

Connor abaixou o olhar, mas acabou pegando as pequenas peças coloridas da mão da psicóloga; ele virou a caixinha na pequena mesa vermelha de plástico no canto da sala, espalhando-as e montando habilmente uma casa de tamanho médio em pouco tempo, de tanto que era acostumado fazer pequenas cidades naquelas peças de lego. Annete observava os olhos atentos do garoto em todas as peças, botando as verdes por baixo, como se fosse grama, as amarelas como as paredes e as vermelhas, o teto. Connor sorriu para psicóloga, mas a expressão não durou por muito tempo.

Annete sempre trancava a porta durante suas sessões, pois todos sempre tinham o costume de bater na porta antes de entrar, exceto Lucas, o médico que havia atendido Connor junto com ela. A porta fora forçada pelo costume de não conferir se havia alguém na sala, assustando Connor, que jogou a pequena casinha no chão e correu para o outro canto da sala, sentando no chão e agarrando-se aos seus cabelos.

- Por favor...


Notas finais
Até quinta feira (: