Mizpá
28 Destroy Yourself
Notas iniciais
Se eu choro minha vida toda nesse capítulo? É obvio.
Esse sofrimento todo do Connor, me atinge de uma forma que.. Seilá. Eu chorei na revisão do capítulo, cara. Mas enfim, leiam. ♥
Eu não consegui dizer nada, Jolene estava no chão do corredor, encostada na parede e com a mão na boca, tentando abafar seus ruídos. Eu andei alguns passos à frente, tentando entrar no quarto, mas aquela situação era demais para mim; inutilmente caí de joelhos no chão, encarando meu Connor com todo o meu medo e assombro, como ele havia ficado daquela forma?
Eu fiquei de joelhos, encarando-o mais e mais e meu estômago se revirava, sem que eu percebesse, minha boca abriu inconscientemente, junto com uma lágrima; eu parecia estar esperando um tiro de misericórdia.
Meu coração continuava a querer sair pela boca, mais e mais lágrimas desceram, não estava conseguindo suportar ver Connor daquela forma, era algo... triste demais, ele havia se destruído enquanto eu tentava de todas as formas melhorar, tanto para os meus pais quanto para ele.
Connor estava completamente amarrado na cama; seus pulsos, seu pescoço, suas pernas e seus quadris. Seu rosto antes perfeito estava magro, eu poderia facilmente achar sua clavícula e as olheiras tão pretas me deixavam perturbado. Na sua boca, havia um pano que eu entendi muito bem porque estava ali, já que ele estava manchado com um líquido avermelhado.
Tentei me levantar, mas minhas pernas não conseguiam sustentar meu corpo, então inutilmente caí de joelhos novamente e tampei meu rosto com as mãos, igualmente como Jolene, Connor, o que aconteceu com você?
– Ele entrou em depressão – ouvi a porta se fechar – parou de comer e se comunicar, imediatamente começou a ter seguidas crises e para que ele parasse de bater a cabeça, foi pra camisa de força – choramingou – durante um tempo ele parou, mas parou de tomar os medicamentos e começou as tentativas... Cortou os pulsos três vezes, conseguimos impedir o sangramento todas as vezes, foi pra camisa novamente, mas ele ficava agitado... – ela fez uma leve pausa – então o amarram na cama e ele começou a morder a língua...
Aquilo me deixava perturbado demais, me arrastei até perto da cama, me apoiando nela e me levantando, vendo ainda mais os detalhes do sofrimento de Connor. Afrouxei um pouco as correias de couro de seu pulso esquerdo e pude ver as cicatrizes dos pontos que ele levou no pulso, que eram um pouco mais escuras, quase avermelhadas em sua pele.
– Enquanto eu estava fora ele provavelmente tentou novamente – disse baixo – o pano era para estar limpo...
Eu fiquei de joelhos, botando a cabeça perto do seu braço; Queria tanto que ele acordasse, mas provavelmente estava sedado e não acordaria nas melhores condições. Eu havia destruído meu pequeno, ele estava sofrendo a ponto de não querer mais viver e eu não queria que ele fosse... não, eu o queria aqui, fazendo suas birras desnecessárias e todas as suas brincadeiras, eu queria o seu sorriso e seu rosto gordinho novamente. Jolene revirou a cômoda dele, tirando um papel dobrado de lá.
– Ele falou que se um dia você voltasse a se importar com ele, era pra lhe entregar isso... Perdoa-me Sebby, mas eu a li. – eu apenas estendi a mão e peguei o papel que estava marcado pelo tempo dobrado, não me importei de Jolene tivesse lido ou não.
“Eu sonhei com um lugar para você e eu, ninguém sabe quem somos lá, tudo o que eu quero é dar minha vida apenas a você eu sonhei por muito tempo, não posso mais sonhar vamos fugir, te levarei lá. Ah Sebby, pensei que você nunca me esqueceria, mas pelo visto você esqueceu, mas infelizmente, eu amo e dependo de você, não poderia ficar aqui.
Connor ^^”
Eu apenas gritei, em plenos pulmões e com o rosto lavado de lágrimas, o nome de Connor.
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