Mizpá

29 Bad Mommy


Notas iniciais
[Duality]
Capitulo não betado pois dei descanso pra Gaeul e eu sou preguiçosa demais para isso, então joguei nas mãos do Word e tá aí. Percebi que as coisas estão paradas aqui, sim? Estranho... Enfim, boa leitura ♥

Eu havia dado azar de dar de cara com Louise quando estava saindo da King London, ela me olhou com certo desprezo e eu somente me esforcei a devolver o olhar, mesmo estando com os olhos pesados e doloridos de tanto chorar. Jolene que ainda me acompanhava, cumprimentou a progenitora de Connor apenas por educação, entretanto ela não parecia querer deixar passar a oportunidade de me encontrar novamente.

– Connor precisa de mim e eu preciso dele – recitou minhas palavras com total sarcasmo – estou vendo como precisa... Kluivert, você é tão destruidor quanto ao falecido Bruce.

– Não me compare a ele, Louise – tentei passar, mas ela se pôs na minha frente.

Nós continuamos nos encarado, criando um clima de quase rivalidade no local; Jolene fez um som com a garganta, chamando a atenção para ela, quebrando levemente o clima.

– A situação de Connor e seu relacionamento com o Senhor Kluivert não há muito haver, Senhora Muller. – nos olhou rapidamente – Connor apenas teve uma recaída, pois está disposto que seu pai voltará do mundo dos mortos.

– Vulgo inferno – disse rapidamente — você deve pensar que eu sou idiota Jolene, em pensar que eu não sei que esse traste não destruiu meu filho – eu apenas ouviria o que Louise tinha a dizer – ele estava em uma fase mágica, que só lembro-me de ter visto ele daquela forma quando criança, quando ganhava algum brinquedo ou doce. – fez uma leve pausa e suspirou – e do nada ele volta à estaca zero; voltou a imediatamente aquela criança que morria de medo de tudo, que não tinha mais vontade de viver.

Não pude deixar de ouvir aquelas verdades “pesadas” e na cara dela, desmentir tudo; Eu realmente havia destruído anos de tratamento de Connor, mas eu precisaria, acima de tudo, o perdão dele. A encarei com confiança, eu realmente estava querendo reconquistar meu pequeno e se fosse preciso, a mãe dele.

Mesmo que ele não goste muito dela.

– Jamais deixarei isso acontecer isso novamente, Connor ficará melhor, até mesmo melhor que antes.

– Claro que isso jamais irá ocorrer novamente, você não o verá mais.

Nossos olhos soltaram das orbitas, literalmente.

– Senhora Muller, você não pode proibir visitas...

– Se meu filho estiver incapacitado, posso sim – Louise respondeu mais rápida – e se, se impuser Jolene, você deixará de atendê-lo também, não quero meu filho perto de quem o fez tanto sofrer.

Nós estávamos incrédulos; não acreditávamos que ela realmente estava fazendo isso.

– Agora as coisas funcionaram do meu jeito.

E entrou na psiquiatria, nos deixando sozinhos. Desde sempre, Connor dizia que gostava muito de sua mãe, mas sabia que ela era uma megera, uma cobra venenosa e por isso, evitava contar algumas coisas para ela, isso incluía sobre nós.

Ele não sabia como ela agiria mesmo nós dois sabendo que ela já tinha uma idéia da nossa relação, ela nunca reagiu de forma diferente ou coisa parecida, mas o medo de Connor não era que ela tivesse uma crise como meu pai... E sim que ela o deixasse para sempre.

Não há coisa pior do que saber que a pessoa existe, mas ela não quer saber de você.

Sim, ele tinha uma relação estranha com a mãe, mas mesmo não tendo um dos melhores relacionamentos com ela, o medo de ser esquecido era muito maior que as desavenças.

Jolene me olhou preocupada, não esperava que Louise fizesse algo daquele tipo.

– Eu tentarei dar noticias, fique tranqüilo.

– Eu queria estar aqui quando ele acordasse.

Ela apenas sorriu levemente me abraçou, entrando no prédio.

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A música estava um pouco alta demais, mas tanto para mim quanto para Oliver estava relativamente agradável; ele colocou o CD que não sei como não estava desgastado de tanto que ouvíamos quando éramos mais novos, mas enfim, eu tentava falar com a minha mãe no telefone, que estava cismada que eu estava fazendo algo além do que primos deviam fazer com Oliver.

Não que isso não seja a vontade dele.

- Mãe eu realmente quero vencer o apelão do Oliver, poderia desligar? – ele riu.

- Sebastian, eu vou confiar em você! – ele me deu um combo, filho da puta – Você sabe como estão às coisas e...

- Porra Oliver! Para de apelar! – ele gargalhou relativamente alto, eu sabia que havia uma possibilidade perder no momento que ele escolheu a porra do Smoke, minha mãe me chamou a atenção – Desculpe mãe, diga, continue...

Minha mãe continuou falando várias e várias coisas que eu realmente não prestava atenção, da minha boca apenas; sim, aham e hum e às vezes, o que ela dizia nem era necessariamente uma pergunta. Quando ela finalmente percebeu que eu estava realmente ocupado, desligou, alegando que tinha que voltar a trabalhar.

- Que maneira horrível de tratar a sua mãe, Sebastian! — ele tentou me dar um especial e eu pulei, haha loser! – Você está desesperado, é? – gargalhou.

- Me recuso a perder, sabe disso.

Havia conseguido tirar sangue o suficiente para nocauteá-lo, fazendo um belíssimo babality. Ele soltou o controle e pegou um pouco de salgado que estava perto dele, colocando todos de uma vez na boca.

- Me chama de apelão, mas estava jogando com o sub-zero. – nós rimos – podemos conversar agora?

- Posso dizer que ganhei por sorte, sério mesmo – fui em direção ao videogame para desligá-lo. – sim.

Ele foi até o rádio, abaixando o som e invés de voltar para o puff, deitou na minha cama, pude ouvir sua coluna estalar pelo alivio de finalmente ser esticada. Eu me virei e o observei; seus cabelos compridos estavam espalhados pelos cobertores brancos, estava de olhos fechados escondendo suas íris azuladas e por estar deitado de forma completamente desajeitada, sua blusa estava levemente levantada, mostrando um pouco do cós de sua cueca.

- Cara, me conta essa parada da Iullia, esse lance de incesto e tudo mais... – disse ainda de olhos fechados.

- Não tem muito que contar, eu precisaria lhe dar o diário para você entender – me sentei ao seu lado, observando suas feições tranqüilas – e posso lhe falar do fundo do meu coração, aquilo foi realmente demais para mim.

Ele abriu os olhos lentamente e me encarou cansado; Oliver havia acabado de chegar dos Estados Unidos, estava terrivelmente cansado, pois já que a sua curiosidade era maior do que qualquer coisa, nem sequer dormiu ou passou em sua casa, veio direto para cá para saber o “rolo com Iullia”.

- Você está cansado, deita aí e dorme, depois eu te acordo.

- É por isso que nem a sua irmã conseguiu escapar de seus encantos, Sebastian – ele bocejou e subiu um pouco mais, conseguindo por a cabeça no travesseiro – você é uma dualidade tão perfeita que chega a ser sinistro, mas não estou aqui para ficar mostrando meus sentimentos estúpidos – ele riu irônico e fechou os olhos, ele realmente estava sonolento – não me moleste enquanto durmo, não tem graça fazer sexo com pessoas desacordadas.

Ele basicamente havia desmaiado de tanto sono; tirei seus sapatos e o cobri, deixando-o na cama. A música que Oliver gostava começou a tocar e vi a tela do meu celular acender, mostrando a foto de Jolene; peguei o celular antes que o toque ficasse alto demais e despertasse Oliver, apesar de que ele e uma pedra eram exatamente a mesma coisa.

- Sebby, você terá que entender rapidamente – eu nem sequer havia conseguido dizer um “alô” – Louise realmente disse ao Dr. Theo que não o quer mais aqui, enfim, toda vez que eu for ao quarto dele eu vou ligar para você apenas para que ouça um pouco da voz dele, ou da tentativa dela... – ela pausou rapidamente e ouvi alguns ruídos – O celular vai estar no bolso da blusa, talvez fique um pouco abafado, enfim, estou entrando.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, comecei a ouvir Jolene cumprimenta Connor e pelos ruídos metálicos, ela estava mexendo na bandeja.

- Sebby veio aqui, querido.

- O... Sebby? — a voz dele era lenta e baixa, quase não conseguia ouvir, mas ele parecia falar um pouco enrolado, provavelmente por causa dos pontos na lingua – como ele vai?

- Morto de saudades de você, meu amor... Ele me explicou porque teve de sumir...

- Então... Ele não me esqueceu? – tampei a boca para abafar o meu soluço de choro, como ele teve a idéia estúpida de que eu havia o esquecido? Oh Connor... – por que ele sumiu... Então?

- Ele foi se tratar, querido, ele disse que queria estar curado para você e para os pais dele, já que parece que ele sofreu um acidente nas escadas, foi o que Mei me contou, pelo visto.

- Ele já está bem? – sua vozinha parecia preocupada – Se vê-lo novamente, diga que eu o amo?

- Oh querido, eu tenho certeza que ele já sabe disso... Mas direi sim.

Mais alguns ruídos e o som da porta de Connor se fechando foi a única coisa que eu ouvi em seguida, eu não me agüentava de tanto que estava segurando o choro, tanto para Jolene, tanto para Oliver. A voz de Jolene tomou conta novamente e ela percebeu que eu provavelmente estava chorando.

- Agora você percebeu o quanto você o ama, Sebby?

- Eu nunca duvidei que o amasse, Jolene. – solucei – Como ele está?

- Por causa dos pontos na lingua não vai poder conversar muito, mas acho que agora ele vai ficar realmente bem, precisava ver o rosto dele quando eu disse que você veio. Bom, preciso desligar...

Eu comecei a chorar; ele estava em uma situação tão triste, só de pensar o que ele havia feito no último mês, meu coração parecia se torcer inteiro, causando uma dor imensurável. Desliguei o celular e chorei com a mão na boca, tentando realmente não acordar Oliver, mas todo o esforço foi em vão; senti seus braços rodear minha cintura e me puxar para cama, me abraçando.

- O que está acontecendo, Sebastian? – ele afagou os meus cabelos, com a voz carregada de sono.

- Connor fez besteiras Oli; mesmo que esteja arrependido e feliz porque eu estou preocupado com ele, se ele não sobreviver a tudo que ele fez? – dizer aquilo tudo me deixou completamente sem fôlego, me fazendo soluçar alto demais.

- Você algum momento deixou de se preocupar com ele? Por favor... – bocejou e me jogou na cama, deitando do meu lado – se acalme ok? Não somos mais Sebastian e Oliver, somos os primos, melhores amigos desde sempre e agora eu peço que durma, pois ficar nesse estado vai adiantar nada.

Ele me abraço e continuou afagando meus cabelos levemente, enquanto tentava me acalmar. Aquela rampeira me conhecia tão bem que eu posso considerá-lo como a melhor companhia que poderia ter.

Notas finais
Tá aí, podem colocar o nome da Louise na primeira encruzilhada que quiserem, haha.
Até segunda~