Mizpá

8 Crying In the Rain


Notas iniciais
O-M-G! Meu capítulo favorito! Amei tanto escrevê-lo que só de ler o título dá vontade de chorar.
Capítulo baseado na música Crying in The Rain, A-ha.
Recomendo ouvir enquanto lê. ;3
Agora vamos ao capítulo sz

"I'll never let you see, The way my broking heart is hurting in me..."

Fazia três dias que eu estava longe deles. Aaron me proibiu e fazia de tudo para que eu ficasse ainda mais longe, alegando que, eu queria ficar lá por Connor, e que eu não tinha nada em meu psicológico abalado pra que continuasse na clínica. Por partes, ele estava certo. Minha mãe, pelo contrário, fazia de tudo pra convencer Aaron de ir visitá-los. E eu iria, com o consentimento dele ou não.

"I've got my pride and I know how to hide, All my sorrow and pain, I'll do my crying in the rain"

– Sebastian, não saia nessa chuva! – Minha mãe parecia uma criança fazendo birra – Você pode ficar resfriado!

– Eu não vou ficar resfriado, gripado, constipado e quaisquer outros derivados de doenças do tipo – Ela soltou uma pequena risada – Eu vou ver Connor.

Era o melhor dia pra eu visitá-lo; Connor, como eu, adorava chuva. Por muitas vezes eu ia para o quarto onde ele ficava, Jolene trazia chocolate quente pra nós, deixando-nos sozinhos, abraçados, olhando pra janela com a chuva caindo lá fora. O ambiente em volta de nós nem parecia uma Clínica Psiquiátrica, todo o quarto era tomado pelo silêncio e cheiro de chocolate.

"If I wait for stormy skies, You won't know the rain from the tears in my eyes"

Nada em minha casa chamava minha atenção. Apesar de morar lá desde quase sempre – exceto os últimos anos da clínica –, nada era comparado à como tudo tomava cor quando a criança que Connor era estava comigo.

– Sebastian Kluivert! – Ela aumentou o tom de voz, estalando os dedos frente à meu rosto, tirando-me de meus devaneios – Não vai adiantar o quanto eu fale, você vai visitá-lo, não é?

– É por isso que eu te amo, Senhora Mei.

Beijei a testa de minha mãe, pus um sobre-tudo preto, e passando a mão na chave do carro, saí de casa, enfrentando a forte chuva que caía lá fora.

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"You'll never know that I still love you so, Only heartaches remain, I'll do my crying in the rain"

Estacionei o carro em frente à entrada da Clínica, suspirando longas e repetidas vezes, temendo a reação de Connor; Se iria e bater, me xingar, me comer vivo, ou me abraçar como se me impedisse de voltar pra casa. Finalmente, desliguei o carro e saí, apertando o botão do controle, com um pequeno susto pelo barulho do travamento – que nunca vou me acostumar – e adentrei àquele lugar. Não precisava de identificações, de passar na recepção ou qualquer outra coisa do tipo, todos me conheciam por ser o paciente mais calmo dali, e alguns me perguntavam todo santo dia o porquê da minha permanência; Muitas vezes à noite eu vagava pelos corredores guardando cada pedaço de lá, ajudando os faxineiros e até mesmo os enfermeiros de plantão. Cumprimentei todos com que passavam por mim. Reconheci a silhueta de Jolene, aquela morena tinha um corpo inconfundível, que o uniforme de enfermeira realçava, qualquer homem poderia ter desenvolver uma fantasia apenas de olhá-la. Assim como eu fiz. Voltei à caminhar em direção à ela, aproveitando que ela estava de costas pra mim, abracei-a por trás e me curvei, para que pudesse depositar um beijo em seu pescoço.

– Luc, eu já disse pra você parar de fazer isso – Ela bufou impaciente – Eu não quero... – Ela parou subitamente e virou, quando reconheceu meu rosto ficou parada, estática, me encarando. –

– Já está me traindo, Jô? Que feio da sua parte. – Fingi desapontamento e ela riu, abraçando-me bem forte e distribuindo beijos pela minha face, ignorando o fato de que eu estava ensopado pela chuva –

– Meu Deus, Sebby! É você? Que saudade! – Depois de me babar todo com tantos beijos no meu rosto e vários selinhos, ela me soltou, olhando em meus olhos – Connor sentiu sua falta. Ele ainda está abalado com a sua ida.

– Eu sei, Jolene. Por isso estou aqui. Onde ele está?

– No quarto. Chorando, provavelmente. Ou dormindo. Vai lá ver.

"Raindrops falling fron heaven, Could never take away my misery.

Since we're not together I pray for stormy weather, To hide these tears I hope you'll never see"

Parecia que quanto mais eu andava em direção àquela porta branca de madeira, mais longe ela ficava. Meu coração batia descompassado, minha respiração estava acelerada e eu me sentia um nerd virgem no primeiro encontro. Enfim, estava frente à ela. Respirei fundo incontáveis vezes, para enfim bater três vezes na porta.

– Sai Jolene. Não quero ninguém aqui hoje. – Ele respondeu com a voz trêmula. Bati de novo. – VÁ EMBORA JOLENE, QUE DROGA! – Escutei o barulho de algo metálico cair no chão com o barulho de vidros quebrando. Não me aguentei e abri a porta na mesma hora, temendo que Connor estivesse machucado. Ele estava encolhido no canto do quarto, com as mãos na cabeça chorando compulsivamente. Não se deu nem ao trabalho de levantar a cabeça pra ver quem era. – Eu disse pra sair, Jolene... – Ele repetia, entre soluços – Eu sinto falta dele... Eu quero ele aqui... Traga ele de volta, Jô, por favor... – Não aguentei e me aproximei dele bem devagar sem fazer barulho, desviando da bandeja caída no chão com um copo de suco de maçã quebrado, me abaixei frente à ele e passei a mão em seus cabelos -

– Eu estou aqui, Connor, eu estou aqui pra você... – Ao reconhecer minha voz, seus olhos grandes, vermelhos e com pequenas olheiras encontraram os meus e eu senti uma parcela de culpa pelo estado em que ele se encontrava. Passei o dedão na área abaixo de seus olhos limpando todo o vestígio de lágrima que havia ali, com um sorriso em meu rosto. Era impossível não sorrir para Connor, mesmo estando naquele estado. –

– Não sorria torto pra mim, você sabe que eu não resisto...

Aproximei meu rosto devagar, meus lábios tocaram os seus em um beijo carinhoso, apenas tentando matar a saudade incontrolável que sentíamos um do outro, aprofundamos o beijo e Connor tirou meu sobre-tudo encharcado e passou de leve suas unhas curtas no meu abdômen por debaixo da blusa.

– Eu... – sua respiração estava um pouco alterada – pensei que nunca mais o veria, pensei que nunca mais o teria sorrindo para mim, no dia seguinte eu acordei e fui para o seu quarto, você não estava lá e era como se tivessem arrancado um braço meu, alguma coisa faltava dentro de mim e só poderia ser preenchido por você – seus lábios foram em direção ao meu pescoço, depositando leves beijos – você não me deixaria, não é Sebby?

Ele encaixou suas pernas na minha cintura e me levantei, levando-o até a sua cama.

– E por que eu faria a asneira de te deixar? – mordi seus carnudos lábios inferiores.

Retirei sua blusa revelando seu corpo alvo e magro, enquanto ele dava atenção ao cinto da minha calça apressado. Connor abriu as pernas e eu me encaixei entre elas, apertei com força suas coxas e ele gemeu baixo em resposta. Comecei a distribuir beijos em cada pedaço de sua pele que encontrei seu pescoço, seus ombros, seu peitoral. Ele respirava de forma engraçada, já que seu nariz estava completamente congestionado pelo choro. O som da chuva e os baixos gemidos de Connor eram as únicas coisas ouvidas, com ele o mundo parecia desmoronar lá fora, restando apenas nós dois.

– Eu jamais – beijei seu abdômen alvo – deixaria você, Connor.

“Someday, when my crying is done I'm gonna wear a smile and walk in the sun, I may be a fool but 'till then darling, you'll never see me complain, I'll do my crying in the rain”


Notas finais
Ai gente eu choro com esse capitulo ):
Yaoi, inicio de lemon e tal...
Mas enfim. Ficou ruim? Ficou bom? Ficou péssimo? Te deu câncer? Review!!