Mizpá
3 Connor's Attack
Notas iniciais
E agora, vamos ao capítulo~♥
Boa leitura~!!♥
Deixei minha mãe chorosa no corredor da saída da psiquiatria e corri o mais rápido que pude para a sala de lazer, onde estava Connor. Quando cheguei, a movimentação estava intensa; vários enfermeiros tentando controlar Connor e outros tirando os outros doentes de lá, para que não ficassem agitados como ele.
Connor estava encolhido em um canto, gritando. Vi um dos enfermeiros pegarem os sedativos e me desesperei, Connor sabe-se lá o porquê, passava muito mal com os sedativos, tanto que depois sempre tinha de ficar no soro.
– Não, me deixe tentar acalmá-lo. – segurei a mão do enfermeiro e ele me olhou com certo desprezo.
– Me solte ou então será você quem vai levar isso aqui. – soltou a minha mão da dele.
– Me deixe tentar! Ele passa muito mal com isso! Há uma enfermeira que sabe disso! – Cadê a vagabunda da Jolene quando eu preciso dela! – Por favor, se eu não conseguir, podem sedá-lo.
Theo havia ouvido o meu pedido, mandou todos saírem da sala, ficando apenas eu, ele, um enfermeiro e Connor. Connor não parava de gritar um minuto sequer, estava começando a puxar seus cabelos que eu sinceramente tanto gostava e a bater a cabeça levemente na parede em que estava encostado. Cheguei perto dele com uma certa cautela, eu não sabia se ele ficaria violento caso eu chegasse perto dele rápido demais, me agachei e fui de joelhos até ele, tirei as suas mãos dos cabelos rapidamente, ele começou a querer me chutar – e ele acertou.
– Connor, pare. – disse com a mais calma possível, odiava vê-lo daquele jeito.
– ELE ESTÁ AQUI! ELE IRÁ ME PEGAR! – ele começou a chorar – S O C O R R O!
– Ele não está aqui meu bem – eu o abracei, imobilizando seus braços e sentando em cima de suas pernas, para que ele parasse de me chutar – Ninguém está aqui para te pegar e se vierem, irei te socorrer, mas, por favor, Connor, pare. – disse baixo em seu ouvido, apenas para que ele ouvisse – eu imploro...
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Connor estava dormindo e sua mãe, uma mulher de talvez cinquenta anos, não muito conservada, cabelos grisalhos e cansados e olhos escuros ficou ao lado dele o tempo todo, na poltrona do quarto. Eu apenas estava olhando para a janela, estava começando a anoitecer e eu já podia ver o vulto dela pelo quarto de Connor.
– O que aconteceu com ele? – disse ainda olhando para a janela.
– Se ele não te contou, não vai ser eu que vou contar. – respondeu seca.
– Ele tem vergonha – as cortinas começaram a balançar, mesmo sem vento –
– O que aconteceu?
Ela ficou um tempo calada e levantou-se da cadeira, vindo em minha direção.
– Connor está ferido – Ela me encarava como se, o motivo de Connor estar naquela situação, seria apenas eu. – E não há nada o que você possa fazer.
– Como vou saber se não tentar? – Desviei meus olhos da janela para os seus, passando as mãos nervosamente em meus cabelos azuis-piscina – Todos viram como eu controlei Connor. Tudo o que eu preciso é Connor, e tudo o que ele precisa sou eu. Não vejo problemas nisso. Que aliás, são fatos mais do que concretos. – Se ela pudesse, me matava com os olhos – Algo de errado você fez pra ele ficar assim, hm?
– A culpa não é minha! – Ela aumentou o tom de voz – Eu não tenho culpa de que Connor presenciou momentos ruins da vida dele e se impressiona facilmente!
– O que aconteceu? – Eu estava realmente preocupado com Connor, queria o melhor pra ele, e infelizmente não poderia fazê-lo, pois a própria mãe não cooperava. Assim não dá. – Eu sei o que você fez, Louise. Connor não me contou, mas eu não sou tão criança quanto ele. De mim, você não esconde nada. Ou você acha realmente que o tiro que o pai de Connor levou foi acidental? Ah, faça-me o favor, Louise. – Diminuí meu tom de voz, realmente, ninguém precisaria ficar sabendo daquilo. –
Antes que eu pudesse falar mais algo, senti apenas uma ardência no meu rosto em questão de segundos; Minha mão esquerda foi de encontro ao local, que ficaria vermelho mais tarde, eu tenho certeza. Me controlei por dez segundos, respirando fundo e torcendo pro meu ódio não subir à cabeça e a matá-la com as minhas próprias mãos; A culpa de Connor estar aqui, nesse estado – que me faz sentir um inútil, por não ajudá-lo, e muito menos ajudar a mim mesmo – é toda a culpa dela. Da própria mãe. Se é que assim, ela pode ser chamada.
– Ele tem vergonha da mãe que tem. E se sente culpado pelo motivo de minhas brigas com Bruce serem ele.
– E ele tem muita razão em sentir vergonha de você, Louise. A única pessoa que tem de se sentir culpada aqui é você. Você destruiu a vida do próprio filho. Não vê como ele está agora? Provavelmente não, não é? Se ele está nesse lugar, a culpa é completamente sua. Você é um monstro.
A enorme repulsa que eu sentia por aquela mulher era enorme. Saí daquele quarto, deixando-a a sós com Connor, ainda inconsciente. Eu precisava me controlar, ou Connor dessa vez ficaria órfão.
Notas finais
Reviews? ;3
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