Mizpá

13 Go Away, Ugly Ghost!


Notas iniciais
Olá fofos ;3
Enfim, acho que já tava na hora de falar do CONNOR LINDO s2.
Boa leitura ~

Minhas visitas à Connor eram cada vez mais frequentes, quase diárias, e suas crises eram raras, aconteciam vez ou outra, mas sempre eu estava lá para acalmá-lo. Cada dia que eu ficava longe de Connor era como se eu ficasse doente, e só a presença dele poderia me curar, e assim era com ele também. Nós nos completávamos, existia um elo inquebrável entre mim e ele, que nos manteria juntos até o fim da vida. E pelas nossas experiências, podemos afirmar que ficaremos juntos, até depois dela.

– Sebby? – Abracei Connor por trás, e sorri, sentindo aquele cheiro de criança que só ele tinha.

– Hm? – Respondi totalmente desinteressado.

– Seu pai concorda de você vir aqui todos os dias? – Ele entrelaçou seus dedos nos meus, e baixou a cabeça.

– Ele não gosta, reclama e dá sermão. Mas ele sabe que no final vai entrar por um ouvido e sair pelo outro, então tudo o que ele diz pra mim acaba sendo desnecessário.

– Ah... – Connor ficou um bom tempo calado, encolhido nos meus braços e com calafrios freqüentes.

– O que foi Connor? – Virei-o pra mim, seus olhos estavam arregalados e ele tremia. Estava evidente que ele teria uma crise. Mas... Depois de tanto tempo?

Connor tremia, parecia que iria ter uma convulsão a qualquer momento, e então, começou a gritar frases desconexas, iria começar a se debater, mas segurei seus pulsos. Cada vez que presenciava uma crise assim, meu coração se despedaçava, eu me sentia um inútil por não poder curar Connor, ou fazer as crises pararem, ou qualquer outra coisa. Ver meu Connor sofrer pra mim me deixava cada vez pior. Eu ficava mais e mais ferido, mais até que ele, por vê-lo e não poder fazer nada. Lágrimas incessantes desciam pelos olhos de Connor, que ele fechava com força pela maior parte do tempo, e eu lutava para controlá-lo.

– Connor, Connor, fique calmo... – Eu tentava tranquilizá-lo, mas era em vão. – Só não grite, ou os enfermeiros virão te dar um sedativo!

A janela fez um estrondo, fechando-se, e a crise que Connor teve parou instantaneamente, fazendo-o procurar meus braços, e agarrando-me fortemente. Seu choro agora era compulsivo, ele sussurrava frases sem sentido como “O que ele quer comigo?” e “Eu não tive culpa!”, o que me deixava confuso. Ele ficou abraçado em mim e molhando minha blusa com suas lágrimas, ficamos calados por meia hora bem longa, por sinal.

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– Connor? – Chamei-o, ele estava tão quieto que eu jurava que estava dormindo, mas não. Seus olhos estavam mais abertos que os de um felino à noite, fitando a janela e a noite escura que caía lá fora. Ele virou sua atenção pra mim, como se dissesse ‘continue’ e eu apenas prossegui. – Por que teve uma crise hoje? – Sei que é uma pergunta totalmente idiota a fazer. Ele teria que me dizer pelo menos o por quê das crises.

– Não sei – Ele suspirou derrotado, levantou do meu colo e sentou-se de frente pra mim na cama. – Meu pai não cansa de me perturbar. Eu o amei tanto, Sebby, tanto, apesar de tudo o que ele fez... Eu não tive culpa de nascer.

– O que ele fez? – Apesar de eu já ter deduzido metade da história e ouvir os lamentos de sua mãe ao pé do leito de Connor quando ele tinha uma crise e desmaiava, tinha muita coisa na história que eu não sabia.

– Pelo visto eu vou ter que te contar tudo, não é? – Ele sorriu torto, exatamente como eu fazia. Convivência é isso. Eu só assenti com a cabeça para que ele prosseguisse – Meus pais casaram forçado. Era um namorico adolescente de colegial, até que minha mãe ficou grávida, e o pai dela a fez casar. Como a gravidez não era planejada, Bruce passou a ficar violento, não me chamava pelo nome, nunca me chamou, muito menos como filho. Eram apelidos de mal gosto como ‘projeto de gente’ e ‘invencível’, o que era uma ironia, por que depois de tantas tentativas de aborto, eu nasci. Bruce me espancava todos os dias, alegando que eu acabei com sua vida prendendo ele à Louise, que ele também espancava cada vez que ela iria me defender. – A cada palavra de Connor a vontade de matar Bruce em mim aumentava, o que não era possível, por que ele já está morto. – Um dia, Bruce me espancou até que desmaiei. E no dia seguinte, eu não tinha mais pai. Ele sempre me culpou por tudo. Principalmente, por sua morte.

Notas finais
Bueno, HÁ diferenças entre Connor e Sebastian em relação aos seus ~ espíritos. Uma delas é que Iullia REALMENTE está lá, atormentando ele, como todo mundo pôde vê nn e Bruce é apenas fruto da imaginação perturbada de Connor. Enfim, até segunda ~