Mistery In The City

11 o proprietario


_ ele ainda é o ser mais misterioso que conheço... dizia Cêbola.

_ nem tanto agora... respondia a garota sorrindo.

(...)

Eu realmente sai muito apresado precisava voltar, antes ...

_ ufs... ufs...

_ parece cansado beba um pouco de água! dizia a recepcionista.

_ obrigada...

_ pode subir garoto! dizia o detetive que aparecia de surpresa.

E eu apenas sorria enquanto subia as escadas.

E ele logo entrava e como sempre me oferecia uma xícara de café.

_ quer?

_ obrigada... eu tomava um gole enquanto ele adoçava seu café.

_ vamos voltar hoje ?

_ o que... na quele lugar sujo? é tão... fedido...

_ precisamos voltar!

As vezes Douglas surtava.

_ me desculpe ... você tem razão... mais leve um prendedor...

_ para que?

_ tampar o nariz...

_ o senhor assisti desenhos animados demais...

_ o que disse?

_ nada não senhor , eu disse que ... a que horas vamos ir?

_ bom , depois que tomarmos café... ele pegava uma enorme caixa.

_ o que é isto ?

_ bolachas , quer?

_ não ...

(...)

_ entra ai guri...dizia senhor Douglas para que eu entrasse no carro.

_ o que disse?

_ guri , menino...

_ ah...

_ pegou os prendedores? dizia ele enquanto colocava o cinto de segurança.

_ peguei...

_ acalme-se , você parece nervoso...

_ pareço? dizia eu enquanto ruia as unhas.

_ tudo dará certo ... mesmo que demore a algum tempo...

dizia ele por fim antes de dar a partida.

(...)

Logo , logo chegamos ao ponto, o depósito parecia ainda mais sujo do que antes.

_ não consigo respirar , passe os prendedores...

_ aqui senhor...

_ ah , obrigada...

Eu Logo abria a porta e saia correndo até aonde queria chegar.

_ espere menino... ah , não tenho todo este pique...

_ me desculpe... venha vamos envestigar...

_ ai , isso ai...

(...)

Entramos pela segunda vez naquele depósito a poera logo se aproximava , vindo com muitos acaros nos fazendo espirrar.

O local já estava mais sujo do que antes , e tudo dificultava ainda mais a nossa procura .

_ vamos começar...

_ vamos sim , só espero que não caia bicho do teto...

_ bicho do teto? eu ria.

_ não ria , ai , eu só tenho nojo , não tenho medo... dizia ele colocando seu chapéu em cima da mesa.

_ ta bom... vamos logo começar... dizia ele.

_ sim...

Começamos a procurar em todos os lugares e nada encontramos , antes de que pudessemos mexer em tudo logo ouviamos passos.

_ o que foi isto?

_ não pode ser...

_ este lugar está abandonado? não está?

_ eu já não sei Hector... mais se esconda-se...

Logo uma pessoa aparecia e olhava de longe:

_ quem é você , e o que faz aqui? dizia o velho todo rabujento.

_ eu vim envestigar!

_ um envestigador , quem lhe mandou aqui? dizia ele dando voltas em Douglas.

_ ninguém, vim por conta própria...

_ ah , ninguém lhe mandou aqui , é? ele fitava.

_ isso mesmo que ouviu...

_ o que seria esse seu ... trabalhinho... ou seu caso a resolver? dizia o velho sentando -se em uma cadeira suja.

_ o que o senhor faz aqui?

_ nada , não é da sua conta ... respondia ele raivoso._ eu quero saber o que você...

_ senhor Douglas ...

_ sr Douglas faz aqui?

_ já disse vim envestigar...

_ não foi isso que perguntei... seus olhos pareciam guspir fogo._ você sabia que é feio envadir a propriedade dos outros?

_ não quando é por uma boa causa...

_ uma boa causa?

_ não sabia que haviam moradores por aqui...

_ já sabe agora! dizia ele ainda raivoso. _ agora por que não da o fora, e leve também o seu amiguinho...

Ele se aproximava.

_ não toque nele!

_ vai gritar comigo? dentro da minha propriedade? ele pegava um pedaço de vidro e ameaçava Douglas.

_ não tenho medo...

_ o que você pensa que está fazendo?

_ quieto, o sobrará para ti , também... dizia o velho enquanto se aproximava de mim.

_ Hector?

_ como sabe meu nome?

_ como sabe o nome dele?

_ não , não pode ser , maldito, está morto!

_ o que está falando? eu perguntava ainda sem entender , enquanto ele se virava para Douglas.

_ não vai ter nada ... nada... do que veio buscar...

_ eu não desisto...

_ valente? ora , ora... ele debochava.

_ acha que não consigo?

_ não! você não consegue... você é fraco...

_ o que está acontecendo , como assim? eu dizia.

_ ora , menino , fique quieto... antes que eu...

Agora os olhos de Douglas se enchiam de dor e raiva um sentimento que se misturava enquanto eu ficava confuso e meu coração batia forte com medo:

_ eles estão mortos não seja tolo , detetive...

_ não , eles estão vivos! eu gritava ainda escondido naquele canto.

_ não estou me referindo a ti... ele segurava meu braço com força e me jogava sobre o chão.

_ eu disse para não tocar...

_ o que você vai fazer? me bater? me chutar? ou me...

_ se é a mim a quem se refere... venha até a mim ... mais deixe o garoto... dizia o detetive com firmeza.

_ não quero você... e nem o garoto... quera que suma ... e nunca mais volte ... ou de você não vai sobrar mais nada... dizia ele olhando para Douglas enquanto ele me ajudava a me levantar.

_ no final tudo dará certo... ele dizia ao velho enquanto ria de sua cara para provoca-lo mais logo desapareciamos deixando irritado.

(...)

_ você é mais maluco que ele... dizia eu dentro do carro._ como consegue estar calmo , e ainda rir da cara dele?

_ é meu trabalho , não posso ter medo...

_ eu ainda estou assustado...

_ assustado? quantos filmes de terror lhe assustam?

_ mais neste caso eu estava dentro do filme...

_ você se acustuma... isto é tão engraçado...

_ o que?

_ eu também era assim quando era mais jovem...

_ nostalgia...

_ mais com um tempo passou...isso é tão divertido... dizia ele com cara de aloprado.

_ pensei que não iria sair vivo... eu pensei que era o fim...

_ não , você ainda é muito jovem para morrer...

_ senhor , por que ele disse aquilo aquilo?

_ aquilo o que?

_ maldito , está morto... e como ele sabe meu nome?

Ele brecava o carro com tudo.

_ ele é muito suspeito...

_ por que parou?

_ garoto , ele sabe de algo...

_ como pode ter tanta certeza?

_ é claro , ele pode até parecer maluco... mais toda malucagem tem um fundo de verdade...

_ tem?

_ neste caso , esta frase se encaixou...

_ o que pretende fazer agora?

_ seguir?

_ seguir? mais como assim já não se arriscou demais? ele disse que não sairia vivo da proxima vez , nem toda vez ele te dará chance...

_ ele não vai saber...

_ e se ele ver... ele me viu nem sei como...

_ eu enfrento assim como o enfrentei hoje... assim como você esperou a 18 anos eu espero também a muitos anos... para tirar isto a limpo!

_ eu o sigo! dizia eu determinado.

_ você? perguntava ele assustado.

_ não quero que se arrisque ...

_ não vou deixa-lo fazer isso ... você não vai conseguir se virar sozinho... quase se ralou inteiro hoje , olhe só os seus cotovelos! ele colocava o dedo em meu machucado.

_ ai...

_ você não durará nada... ele é um homem muito violento... não o subestime ...

_ mesmo que eu fique todo ralado... eu não me importo... eu consigo sair vivo!

Ele começava a dar a partida.

_ se quer ir ... você vem comigo... não pense em andar sozinho...

_ está bem...

_ amanhã vamos começar... afirmava.

Enquanto o carro começava a pegar novamente.

(...)

" Casa dos detetives"

_ boa tarde , senhor Douglas! dizia a moça.

_ boa tarde... dizia nos ambos.

(...)

Entravamos em sua "sala" e logo acomodavamos , mais o dia já estava partindo e Douglas ia se despedindo de mim :

_ já estou indo... tranque a porta!

_ está bem...

_ não esquece de acordar cedo ... na hora certa...

_ mais...

_ você dormi demais as vezes... sua professora reclama!

Eu arregalava os olhos para ele:

_ soube também que perdeu a namorada...isto você nem me conta ... eu sou um ótimo conselheiro, sabia?

_ mais... quem lhe contou isto?

_ uma menina muito simpática amiga de minha filha...

_ você tem filha?

_ como era mesmo o nome dela , ah , Denise...

_ Denise?

_ você também conhece? perguntava ele sentando se na cadeira todo empolgado.

_ mais... eu ... ah ... agora eu sei...

_ sabe o que?

_ não é isso ela entendeu tudo errado... dizia eu encostado no travesseiro.

_ ela disse também que o nome do namorado dela é Cebola e ele sentiu muito ciumes de voces...

_ é ele sentiu...

_ não fique chatiado com isso...

_ ela é só minha amiga ...

_ talvez o seu jeito confuda as pessoas eu sei o que é isso... eu me sentia muito ... imcompreendido!

_ você?

_ eu nunca queria nada com nada apenas me formar e ser detetive...

_ eu também quero isso...

_ bom tenho que ir ... dizia ele se levantando de sua cadeira.

_ até mais...

(...)

Noite...

Linda perfeita harmonia...

assim como um perfeito solo...

_ iluminada... contenplo o seu brilho...

destacada aqui neste céu já tão vazio.

continua...