Douglas começava a se chacoalhar de tanto nervoso.

_ pare... assim me dá agonia... dizia ela assustada.

_ me desculpe...

_ aonde ? mais...

_ ali, ali está uma caixa... ela apontava mesmo com dificuldade ainda com suas mãos presas em uma corda.

_ você tem certeza? perguntava o detetive sem pensar direito.

_ claro...

_ mais como vamos pega-lá? eu perguntava logo ao detetive quando uma corda se soltava.

_ quase...

_ o que você está...

_ vamos comecem a se mecher...

A menina ria enquanto olhava para nós dois pensando em ser brincadeira.

_ comecem a se mecher... dizia ele novamente enquanto caia a nossa ficha todos se moviam rapidamente se chacoalhavam de todos os lados.

Quando todas as cordas se soltavam com muita dificuldade.

_ deu certo... a menina logo dizia.

_ pensou que era brincadeira?

_ bem...

_ não precisa me responder...

_ vamos logo Hector... pegue a caixa...

_ sim senhor...

_ olhe o que há ai?

_ deixe me abrir senhor... me deixa nervoso...

_ me desculpe...

Eu logo abria a caixa no entuito de que tivesse algo por lá.

_ papéis... papéis...

_ procure menino!

Eu continuava a procurar mais tudo que eu encontrava era somente papéis.

_ escute... alguém está vindo ai... dizia Douglas desesperado.

_ meu pai?

_ o que eu faço?

_ rápido ajude a guardar isto...

_ não sei se dará tempo eles já estão descendo senhor...

_ vai... vai... seja rápido...

_ se esconda-se...

_ o que o senhor...

_ vai...

Ele subia com muita agilidade até o teto da parede.

_ mais como?

_ se esconda-se aqui comigo...

Eu logo me escondia atrás de tudo , quando o velho descia , e logo levava um susto:

_ impossivél... mais como? ele olhava com raiva ao local aonde lhe restavam apenas cordas.

_ incopetentes...

Quando Douglas pulava sobre o velho o noucateando o fazendo cair sobre o chão.

_ acredite em mim... pelo menos uma vez... dizia ele ainda com o pé sobre o velho o fazendo permanecer ali.

_ você... nunca... vai...

_ eu disse que você vai me chamar de fracassado na cadeia...

_ desencana... dizia eu ao detetive._ ainda com este papo?

_ não me avacalha ajudante... aonde eu estava... ah... você vai me chamar...

_ tá você já disse isso ... dizia o velho.

_ me avacalhou de novo!

_ não quero saber tire logo este pé de cima de mim ou eu...

_ você acha mesmo que eu vou tirar?aceite sua derrota coroa...

_ coroa? dizia ele raivoso._ nunca!

_ teimosia...

_ por que quer que eu diga que eu fui derrotado... você pode ter me nocauteado mais nunca vai descobrir este caso...

_ o que você... ele parecia arregalar seus olhos contra o velho, quando ele se levantava o fazendo desequilibrar e cair sobre o chão o velho ainda ferido se afastava e em nanos segundos pegava a caixa e caia fora.

_ você não é tão esperto assim , não é? dizia o velho saindo para fora do depósito.

_ Douglas... eu corria para ajuda-lo junto com a menina.

_ você está bem...

_ estou... dizia ele ainda pensativo.

_ vamos atrás dele!

_ não sei...

_ o que senhor?

_ tolo...

_ mais o que que?

_ eu sou um tolo... dizia ele ainda sentado sobre o chão.

_ senhor...

_ como foi que eu o deixei sair?

Eu me sentia comovido com esta situação os olhos castanhos claros da menina parecia se encharcar.

_ não desista... dizia ela._ eu sei... que ele... pode até ser... meu pa... não posso deixa-lo solto... ele é mal! dizia ela caindo a primeira lágrima em sua face.

_ não chora... eu dizia.

_ não vou desistir... por que prometi a ti Hector... eu prometi a mim que iria resolver este caso de uma vez por todas... dizia ele com firmeza._ eu não quero voltar ao passado no futuro... mais uma vez...

_ nem eu... ele me olhava por baixo do chapéu.

_ se não corrermos logo ele pode estar saindo do país...

_ você tem razão , garota... vamos hector...vamos envestigar...

(...)

Todos do lado de fora.

_ ei , Hector... o que acha deste carro? ele me olhava com cara de louco.

_ o que você vai...

_ hm... beleza... tá aberto e com uma chave...

" com certeza o dono tinha aminésia."

Ele nos olhava mais uma vez com os olhos arregalados com cara de aloprado que me fazia rir.

_ entre... dizia ele abrindo a porta a moça.

_ você ficou maluco senhor?

_ não Hector eu sou maluco...respondia ele logo me empurrando para dentro do carro para que eu entrasse.

_ ligando lá vamos nós , segurem-se...

(...)

Escola Limoeiro.

_ hmm... o Hector não veio hoje... dizia a professora.

_ é mesmo você viu ele hoje?

_ não, e você Cê?

_ pla que você quer saber deste cara?

_ Cê!

_ já faz dias que ele não vem , mais que estranho...

_ é mesmo Magá...só espero que ele esteja bem...

_ calem-se! dizia a professora, todos se calavam menos Do Contra que falava sozinho.

(...)

Dentro do carro era tão fantastíco , tão moderno , sentiria mais emoção em dirigir um ,aquele som super alto que relachava mais ainda me dava uma sensação de culpa roubamos a um carro.

_ uhu! gritava o detetive como se estivesse esquecido de tudo até de quem ele era.

_ isso é tão legal... dizia a menina , ela parecia não estar preocupada._ eu nunca andei de carro... ela dizia ainda olhando do lado de fora da janela.

Eu dava um sorriso falso mais ainda continuava tenso.

_ o que foi?

_ nada senhor!

_ parece não estar se divertindo , vamos lá olhe só isto... ele pulava uma lombada com tudo fazendo o carro quase "voar".

_ não se empolgue...

_ ah vamos lá... deixa disso garoto ...

Ele colocava o cabo do meu celular sobre o rádio moderno do carro e colocava música.

_ opa... música?

_ deixe que eu coloco...

_ ah , pode deixar... não quer que eu veja as suas músicas?

_ senhor precisa prestar atenção ... você está dirigindo...

_ olha música romántica... que fofo...

_ o que?

_ ai que lindo... dizia ele me zuando enquanto eu ficava vermelho.

_ não é isso... é só...

_ brincadeirinha... ficou vermelho de novo, e não é o tapa...

_ valeu por lembrar...

Ele voltava a dirigir , e a prestar atenção ao transito.

_ coloca ai um som...

_ está bem...

(...)

Dentro do meu mar é onde ela está
Presa nos meus pés, ela não quer me ver partir
Dentro do meu mar, onde ela está
Tão profundo, tão escuro que eu não quero ir...

(...)

_ que coisa mais escura... comentava ele sem querer._ isso me faz até me lembrar ao passado...

_ passado...

_ essa música... tem ... a sua cara! dizia ele por fim.

_ tem? mesmo?

(...)

E eu já sinto meu corpo afundar
E eu me esforço para não me afogar
Cada vez mais no fundo do mar
Com ela...

(...)

Enquanto o som rolava , via lágrimas que escorriam pela sua face , por meio de seus cabelos escorridos, observando-a pelo espelho.

_ você tá...

_ eu estou bem... dizia ela tentando disfarçar ao máximo.

_ então tá...

Quando de repente o telefone tocava Douglas aumentava a velocidade do carro cada vez mais.

_ que horas de alguém me ligar!

_ que boa hora não é senhor...

Ele parava o carro e logo atendia.

_ pai!

_ fala coisinha mimada!

_ aonde você tá?

_ pelo menos não é a sua mãe...

_ o que?

_ nada... não querida diga... ei, vocês dois parem de rir...

_ o que disse pai?

_ nada ...

_ ah deixa para lá... a mamãe está zangada e você quero que volte logo...

_ ah minha menininha... a ligação tá pessima ... alô... alô...

tu... tu... tu...

_ super cara de pau, né senhor?

_ ai... eu sou o maluco...

_ to vendo ...

Depois de muita correria logo chegamos ao aeroporto.

_ vamos... vamos logo...

_ ele não deve estar longe...

E ele realmente não estava assim tão longe , mais quase tudinho estava a perder enquanto ele corria para pegar o avião nós corriamos atrás dele e ele mesmo com todo o esforço ainda estava ferido por isso não conseguiu chegar a tempo a fugir.

_ idiotas... como...

_ eu sou esperto...

_ tolo...

_ agora você não me escapa...

Quando a policia chegava de surpresa.

_ mais como...

_ bem na hora...

_ ufa...

_ eu não quero ver...dizia a garota se jogando contra ao chão chorando.

_ não...chore... eu a abraçava enquanto ela se escondia.

A policia se aproximava.

_ tire as mãos de minha filha seu...

_ agora você se lembra dela?

_ eu nunca vou me lembrar desta ingrata!

_ pai...

_ traira... você devia ser má...

_ pa... dizia ela com um pouco de voz de que lhe restava.

_ vamos logo levem o velhote! dizia o policial.

_ vai ficar bom no xadrês... dizia um deles o segurando.

_ você não é minha filha... nunca foi...dizia ele antes de desaparecer no carro.

_ não escute nada do que ele diz... dizia senhor Douglas a ela que ainda estava de joelhos sobre o chão que cada vez caia as suas lágrimas.

_ pegue a caixa senhor...

Ele abria aquela caixa vermelha , e agora mais uma vez achava o diario de minha mãe .

_ ela o escrevia todos os dias... mais no dia... ele abria._ não tem mais nada...

_ no dia em que sofreram um acidente...

_ não há mais nada... escrito nele...

_ posso ver?

_ sim...

Flash Back

Dia 22 de Fevereiro.

" È hoje o dia em que vou me casar diário eu não quero me casar , eu não o amo , e tudo o que tenho é apenas meu filho que vive ainda dentro do meu ventre , não quero mais viver aqui , não sou feliz aqui, eu amo o... "

fim do flash back.

_ continue garoto...

_ está rasgado...

_ bem no nome do fulano?

_ ela não amava meu pai... o diário caia das minhas mãos.

_ mas como sabe , vai ver não é isso... você precisa ler inteiro... dizia a menina agora tentando me acalmar.

_ esse paragrafo diz claramente...

_ não sei o que pensar...

_ não pense , não diga nada...

continua...


Notas finais
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