Mistery In The City
15 o diário
Douglas começava a se chacoalhar de tanto nervoso.
_ pare... assim me dá agonia... dizia ela assustada.
_ me desculpe...
_ aonde ? mais...
_ ali, ali está uma caixa... ela apontava mesmo com dificuldade ainda com suas mãos presas em uma corda.
_ você tem certeza? perguntava o detetive sem pensar direito.
_ claro...
_ mais como vamos pega-lá? eu perguntava logo ao detetive quando uma corda se soltava.
_ quase...
_ o que você está...
_ vamos comecem a se mecher...
A menina ria enquanto olhava para nós dois pensando em ser brincadeira.
_ comecem a se mecher... dizia ele novamente enquanto caia a nossa ficha todos se moviam rapidamente se chacoalhavam de todos os lados.
Quando todas as cordas se soltavam com muita dificuldade.
_ deu certo... a menina logo dizia.
_ pensou que era brincadeira?
_ bem...
_ não precisa me responder...
_ vamos logo Hector... pegue a caixa...
_ sim senhor...
_ olhe o que há ai?
_ deixe me abrir senhor... me deixa nervoso...
_ me desculpe...
Eu logo abria a caixa no entuito de que tivesse algo por lá.
_ papéis... papéis...
_ procure menino!
Eu continuava a procurar mais tudo que eu encontrava era somente papéis.
_ escute... alguém está vindo ai... dizia Douglas desesperado.
_ meu pai?
_ o que eu faço?
_ rápido ajude a guardar isto...
_ não sei se dará tempo eles já estão descendo senhor...
_ vai... vai... seja rápido...
_ se esconda-se...
_ o que o senhor...
_ vai...
Ele subia com muita agilidade até o teto da parede.
_ mais como?
_ se esconda-se aqui comigo...
Eu logo me escondia atrás de tudo , quando o velho descia , e logo levava um susto:
_ impossivél... mais como? ele olhava com raiva ao local aonde lhe restavam apenas cordas.
_ incopetentes...
Quando Douglas pulava sobre o velho o noucateando o fazendo cair sobre o chão.
_ acredite em mim... pelo menos uma vez... dizia ele ainda com o pé sobre o velho o fazendo permanecer ali.
_ você... nunca... vai...
_ eu disse que você vai me chamar de fracassado na cadeia...
_ desencana... dizia eu ao detetive._ ainda com este papo?
_ não me avacalha ajudante... aonde eu estava... ah... você vai me chamar...
_ tá você já disse isso ... dizia o velho.
_ me avacalhou de novo!
_ não quero saber tire logo este pé de cima de mim ou eu...
_ você acha mesmo que eu vou tirar?aceite sua derrota coroa...
_ coroa? dizia ele raivoso._ nunca!
_ teimosia...
_ por que quer que eu diga que eu fui derrotado... você pode ter me nocauteado mais nunca vai descobrir este caso...
_ o que você... ele parecia arregalar seus olhos contra o velho, quando ele se levantava o fazendo desequilibrar e cair sobre o chão o velho ainda ferido se afastava e em nanos segundos pegava a caixa e caia fora.
_ você não é tão esperto assim , não é? dizia o velho saindo para fora do depósito.
_ Douglas... eu corria para ajuda-lo junto com a menina.
_ você está bem...
_ estou... dizia ele ainda pensativo.
_ vamos atrás dele!
_ não sei...
_ o que senhor?
_ tolo...
_ mais o que que?
_ eu sou um tolo... dizia ele ainda sentado sobre o chão.
_ senhor...
_ como foi que eu o deixei sair?
Eu me sentia comovido com esta situação os olhos castanhos claros da menina parecia se encharcar.
_ não desista... dizia ela._ eu sei... que ele... pode até ser... meu pa... não posso deixa-lo solto... ele é mal! dizia ela caindo a primeira lágrima em sua face.
_ não chora... eu dizia.
_ não vou desistir... por que prometi a ti Hector... eu prometi a mim que iria resolver este caso de uma vez por todas... dizia ele com firmeza._ eu não quero voltar ao passado no futuro... mais uma vez...
_ nem eu... ele me olhava por baixo do chapéu.
_ se não corrermos logo ele pode estar saindo do país...
_ você tem razão , garota... vamos hector...vamos envestigar...
(...)
Todos do lado de fora.
_ ei , Hector... o que acha deste carro? ele me olhava com cara de louco.
_ o que você vai...
_ hm... beleza... tá aberto e com uma chave...
" com certeza o dono tinha aminésia."
Ele nos olhava mais uma vez com os olhos arregalados com cara de aloprado que me fazia rir.
_ entre... dizia ele abrindo a porta a moça.
_ você ficou maluco senhor?
_ não Hector eu sou maluco...respondia ele logo me empurrando para dentro do carro para que eu entrasse.
_ ligando lá vamos nós , segurem-se...
(...)
Escola Limoeiro.
_ hmm... o Hector não veio hoje... dizia a professora.
_ é mesmo você viu ele hoje?
_ não, e você Cê?
_ pla que você quer saber deste cara?
_ Cê!
_ já faz dias que ele não vem , mais que estranho...
_ é mesmo Magá...só espero que ele esteja bem...
_ calem-se! dizia a professora, todos se calavam menos Do Contra que falava sozinho.
(...)
Dentro do carro era tão fantastíco , tão moderno , sentiria mais emoção em dirigir um ,aquele som super alto que relachava mais ainda me dava uma sensação de culpa roubamos a um carro.
_ uhu! gritava o detetive como se estivesse esquecido de tudo até de quem ele era.
_ isso é tão legal... dizia a menina , ela parecia não estar preocupada._ eu nunca andei de carro... ela dizia ainda olhando do lado de fora da janela.
Eu dava um sorriso falso mais ainda continuava tenso.
_ o que foi?
_ nada senhor!
_ parece não estar se divertindo , vamos lá olhe só isto... ele pulava uma lombada com tudo fazendo o carro quase "voar".
_ não se empolgue...
_ ah vamos lá... deixa disso garoto ...
Ele colocava o cabo do meu celular sobre o rádio moderno do carro e colocava música.
_ opa... música?
_ deixe que eu coloco...
_ ah , pode deixar... não quer que eu veja as suas músicas?
_ senhor precisa prestar atenção ... você está dirigindo...
_ olha música romántica... que fofo...
_ o que?
_ ai que lindo... dizia ele me zuando enquanto eu ficava vermelho.
_ não é isso... é só...
_ brincadeirinha... ficou vermelho de novo, e não é o tapa...
_ valeu por lembrar...
Ele voltava a dirigir , e a prestar atenção ao transito.
_ coloca ai um som...
_ está bem...
(...)
Dentro do meu mar é onde ela está
Presa nos meus pés, ela não quer me ver partir
Dentro do meu mar, onde ela está
Tão profundo, tão escuro que eu não quero ir...
(...)
_ que coisa mais escura... comentava ele sem querer._ isso me faz até me lembrar ao passado...
_ passado...
_ essa música... tem ... a sua cara! dizia ele por fim.
_ tem? mesmo?
(...)
E eu já sinto meu corpo afundar
E eu me esforço para não me afogar
Cada vez mais no fundo do mar
Com ela...
(...)
Enquanto o som rolava , via lágrimas que escorriam pela sua face , por meio de seus cabelos escorridos, observando-a pelo espelho.
_ você tá...
_ eu estou bem... dizia ela tentando disfarçar ao máximo.
_ então tá...
Quando de repente o telefone tocava Douglas aumentava a velocidade do carro cada vez mais.
_ que horas de alguém me ligar!
_ que boa hora não é senhor...
Ele parava o carro e logo atendia.
_ pai!
_ fala coisinha mimada!
_ aonde você tá?
_ pelo menos não é a sua mãe...
_ o que?
_ nada... não querida diga... ei, vocês dois parem de rir...
_ o que disse pai?
_ nada ...
_ ah deixa para lá... a mamãe está zangada e você quero que volte logo...
_ ah minha menininha... a ligação tá pessima ... alô... alô...
tu... tu... tu...
_ super cara de pau, né senhor?
_ ai... eu sou o maluco...
_ to vendo ...
Depois de muita correria logo chegamos ao aeroporto.
_ vamos... vamos logo...
_ ele não deve estar longe...
E ele realmente não estava assim tão longe , mais quase tudinho estava a perder enquanto ele corria para pegar o avião nós corriamos atrás dele e ele mesmo com todo o esforço ainda estava ferido por isso não conseguiu chegar a tempo a fugir.
_ idiotas... como...
_ eu sou esperto...
_ tolo...
_ agora você não me escapa...
Quando a policia chegava de surpresa.
_ mais como...
_ bem na hora...
_ ufa...
_ eu não quero ver...dizia a garota se jogando contra ao chão chorando.
_ não...chore... eu a abraçava enquanto ela se escondia.
A policia se aproximava.
_ tire as mãos de minha filha seu...
_ agora você se lembra dela?
_ eu nunca vou me lembrar desta ingrata!
_ pai...
_ traira... você devia ser má...
_ pa... dizia ela com um pouco de voz de que lhe restava.
_ vamos logo levem o velhote! dizia o policial.
_ vai ficar bom no xadrês... dizia um deles o segurando.
_ você não é minha filha... nunca foi...dizia ele antes de desaparecer no carro.
_ não escute nada do que ele diz... dizia senhor Douglas a ela que ainda estava de joelhos sobre o chão que cada vez caia as suas lágrimas.
_ pegue a caixa senhor...
Ele abria aquela caixa vermelha , e agora mais uma vez achava o diario de minha mãe .
_ ela o escrevia todos os dias... mais no dia... ele abria._ não tem mais nada...
_ no dia em que sofreram um acidente...
_ não há mais nada... escrito nele...
_ posso ver?
_ sim...
Flash Back
Dia 22 de Fevereiro.
" È hoje o dia em que vou me casar diário eu não quero me casar , eu não o amo , e tudo o que tenho é apenas meu filho que vive ainda dentro do meu ventre , não quero mais viver aqui , não sou feliz aqui, eu amo o... "
fim do flash back.
_ continue garoto...
_ está rasgado...
_ bem no nome do fulano?
_ ela não amava meu pai... o diário caia das minhas mãos.
_ mas como sabe , vai ver não é isso... você precisa ler inteiro... dizia a menina agora tentando me acalmar.
_ esse paragrafo diz claramente...
_ não sei o que pensar...
_ não pense , não diga nada...
continua...
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