_ todos sempre me dizem isso... eu dizia para ela enquanto continuava a rir.

_ sério?

_ é... mais eu realmente não ligo...

Ela olhava para mim ainda rindo.

_ o que foi?

_ está falando normalmente agora... não parece mais calado...

_ as vezes sou um pouco quieto...

_ percebi...

_ mais é porque não gosto de falar muito...

agora nos dois ficavamos quietos por alguns instantes , eu ainda continuava olhando para cima assim como todas as noites ,

até que eu pegasse no sono.

_ não vai dormir? ela me perguntava.

_ ainda não estou com sono...

_ precisa acordar cedo... dizia Douglas me assustando._ já são 5:00... dizia ele ainda sonolento.

_ então tá eu vou me arrumar...

_ se arrumar? mais está maluco? depois de eu bater o carro você ainda quer ir...

_ eu estou bem...

_ está? mais quero ter certeza...

_ estou sim...

" ás vezes ele era preocupado demais..."

_ não se preocupe... eu dizia antes de sair.

_ espere... não quer nada? toma um café...

_ estou sem fome... dizia eu pegando minha mochila e logo saindo.

(...)

Escola Do Limoeiro.

Logo quando entrava na sala desta vez não era aquela professora que nos daria aula e sim o Louco.

_ louco... quem me chamou de louco?

" sempre isto..."

Eu logo me acomodava em meu lugar, desta vez sem magoas cíumes ou até mesmo provocações.

_ ai mano... dizia o garoto de cabelos espetados ._ beleza?

_ estou bem... obrigado...

_ ai maluco... gente boa... dizia Cascão que sentava atrás de seu melhor amigo.

Tudo parecia esclarecido.

_ oi... dizia a menina dos cabelos curtos.

_ oi Mônica...

_ me dizem quem... quem... é louco? perguntava o novamente furioso se aproximando de nós.

_ ninguém professor...

_ eu ouvi...

_ o Cêbola...

_ A Mônica...

_ O Cascão...

_ O senhor Dark...

_ ele ... ela é louco(a)... todos apontavam um para os outros.

_ mais hein? o Ligurco parecia confuso.

_ eu sou normal... gritava Do Contra lá do fundo enquanto todos riam.

_ eu também sou normal... mais que coisa de louco... dizia ele antes de sair e sentar-se em seu lugar.

_ abram os cadernos , alguém pode me dizer que dia é hoje?

O dia parecia passar cada vez mais rápido por isso logo dava o sinal e todos iam embora :

_ Hector... gritava a menina dos cabelos pretos curtos.

Eu me virava para trás para ve-la:

_ sim?

_ você vai me contar o resto de sua história?

_ com mais tempo eu lhe conto...

_ por que não me conta tudo? eu quero lhe ajudar...

_ olha eu sei que a sua intenção é a melhor eu agradeço...

_ por favor...

_ uma pessoa já me ajuda com este caso... e para você isso pode ser arriscado... se já é arriscado para mim...

_ mas...

_ valeu por querer me ajudar... eu dizia antes de sair.

(...)

E eu voltava para a casa dos " detetives",e eu subia direto a escada ao escritório de senhor Douglas.

_ senhor... abria a porta com tudo , mais para a minha surpresa quem se sentava a cadeira dele era sua filha.

_ meu pai , não está...

_ não?! para onde ele foi?

_ eu não sei...

_ você tem certeza?

_ tenho...

_ aonde vai?

_ eu não sei...

Descendo as escadas correndo.

_ boa tar... dizia a moça que atendia mais eu nem havia percebido.

Já estava na rua pensando aonde ele havia de estar.

flash back

_ você não durará nada... ele é um homem muito violento... não o subestime ...

_ mesmo que eu fique todo ralado... eu não me importo... eu consigo sair vivo!

Ele começava a dar a partida.

_ se quer ir ... você vem comigo... não pense em andar sozinho...

fim do flash back.

_ será? eu ainda continuava parado quando via que Cecília saia correndo de dentro da casa.

_ aonde vai? ela me perguntava novamente enquanto eu sem pensar direito saia andando a deixando totalmente de lado.

_ eu quero ir...

(...)

Andando por todo bairro Limoeiro , por todos os bairros sem descançar em nenhum instante, sem saber aonde estaria, sem ter a miníma certeza de nada.

_ por que ele voltaria?

Eu realmente não queria voltar , no fundo ele tinha razão, o que vimos procuramos , já não havia mais nada , mais algo estava escondido e confuso.

Não iria sobrar nada , não iria restar mais nada , minha tentativa iria sair vivo de lá , eu nunca iria conseguir sem a ajuda dele.

Ainda andando por todo aquele lugar sem parar, eu me sentava em uma praça púbrica e ficava a pensar, resava agora para que sua filha não me encontrasse aqui.

_ eu devo voltar?

_ ou ficar...

Depois de muitos minutos a pensar , decidi voltar , eu saberia que não era uma boa idéia isto mais, mesmo que eu morresse morreria a tentar...

(...)

Casa dos detetives.

_ pai... dizia a menina , ao ligar.

_ o que?

_ aonde você está?

_ para que quer saber?

_ por que ele foi atrás de você...

_ Hector?

_ é pai... ele ...

tu... tu... tu...

_ caiu?

(...)

Por impulso , seguindo todo o percurso longo até que eu chegasse ao depósito , não queria me arrepender de nada, antes até mesmo de que eu chegasse, quando pisei sobre aquele chão , agora eu já havia chegado , eu já estava lá , meu coração batia forte agora , não queria encontra-lo novamente , mesmo sabendo que teria de superar até por que ele me jogou no chão , mais desta vez ele iria fazer algo de pior.

Respirei fundo e entrei, quando me assustei ao ver uma mão em meu braço.

_ o que é isso a familia Adams? disse eu sem pensar olhando para trás.

_ o que pensa de que está fazendo ? dizia o detetive.

_ eu lhe procurar, achei de que estava aqui...

_ eu poderia estar mesmo...

_ você estava aqui?

_ não , mais depois que recebi uma ligação...

_ uma ligação?

_ quer dizer... eu estava levando meu carro ao concerto... e eu imaginei mesmo de que estava aqui...

_ eu também...

_ vamos logo embora...

_ para que a presa? dizia o velho aparecendo de surpresa._ não contava com a sua visita ... mais sempre soube de sua ... falta de noção ao perigo...

_ eu não tenho falta de noção...

_ eu já havia lhe avisado... o velho se aproximava._ não tem desculpas... ele o ameaçava.

_ o que vai fazer?

_ por que tenho de lhe dizer?

O detetive ficava mudo por alguns instantes.

_ faça o que quiser comigo ... mais deixe o garoto...

_ não quero saber... dizia o velho, quando vários capangas apareciam.

_ peguem-nos tranque os no calabolço... ordenava.

Quando Douglas dava um Strike em todos na tentativa de fugir , mais eu logo havia desmaiado apenas com socos e pontapes que havia levado em minha tentativa de fracassada de tentar me soltar.

_ hei... garoto , reage...

Eu nada ouvia , apenas perdi todos os sentidos , tudo que tentamos fazer nada adiantou quando acordei eu já estava no calabouço com correntes em volta de mim.

_ o que... o que aconteceu? perguntava eu ainda tonto.

_ estamos presos...

Eu olhava em toda a minha volta, e via que havia mais uma pessoa que estava presa, estava fraca e toda suja.

_ há quanto tempo está aqui? perguntava senhor Douglas a menina .

_ desde que nasci...

_ como?

_ eu fui abandonada pela minha mãe e moro com meu pai...

_ quer dizer que...

_ é... meu pai me tranca aqui...

_ mais que absurdo... dizia ele enconformado.

_ eu ainda tenho de lhe agradecer muito... dizia ela com olhar triste._ ele me sustenta.

_ agradecer?

_ sim...

_ você nunca sai?

_ não posso...

_ não...

_ não tenho aonde ir... se eu sair... é melhor que eu fique por lá...

_ você tem...

_ 16 anos... dizia a garota dos cabelos enorme.

_ eu tenho que pensar...

continua...