Aquele olhar triste realmente me cortava o coração.

_ não pode ficar aqui... agora eu me levantava e olhava em seu olho.

_ não tenho escolhas...

_ você tem... você não quer dizer ... abandonar o seu pai...

_ Hector... não fale assim com ela... ordenava o detetive.

_ a 16 anos sofre aqui... está na hora de abandonar tudo isto... eu dizia com firmeza mais estava muito nervoso.

_ ele é meu pai! ela me dizia com firmeza, enquanto eu me calava por alguns instantes._ me desculpa eu não quis...

_ me desculpa eu ... eu abaixava a minha cabeça tentando me acalmar, enquanto ela ainda tentava se desculpar ambos.

_ acalme-se... dizia por fim o detetive.

Todos se calavam agora e olhando para o chão para o teto, amarrados por correntes de aços, ela se escondia por meio de seus cabelos escorridos , sua face machucada assim como sua roupa rasgada.

_ eu só quero lhe ajudar... dizia o detive._ quando sairmos daqui ficarei mal se não leva-la comigo...

Ela olhava para ele mais nada dizia como se estivesse confusa, ela abaixava sua cabeça novamente.

_ entenda... continua Douglas que pedia sua atenção.

_ não posso ser tão ingrata , eu sou uma inútel... ela dizia ainda com a cabeça abaixada.

Ele ficava surpreso com sua resposta, enquanto eu levantava minha cabeça e olhava em sua direção e pedia sua atenção e olhava dentro de seus olhos espressivos:

_ não pense deste maneira... só queremos que fique bem...

_ Hector...

_ não sabemos nada sobre você... mais sei que aqui você não pode ficar...

_ Hector nem parece você... dizia o detetive.

_ eu não me importo... dizia ela me surpreendendo cada vez mais, e eu me sentia desafiado._ se eu for eu não terei aonde ficar.

eu me calava por alguns instantes quando o detetive começava a falar:

_ não se preocupe com isto... eu darei um jeito... você pode ficar na casa dos detetives, se quiser pode se tornar a mais nova agente com um tempo... ele sorria.

Ela sorria de leve mais ainda continuava triste.

Quando ouviamos passos pela escada era ele que estava descendo.

_ ora ... ora...

Douglas parecia se enfuriecer.

_ por que me olhas assim , detetive?

_ senhor pra você...

_ acha mesmo que lhe devo respeito? ele provocava._ ainda mais o que você poderia fazer contra mim? ele ria em sua cara, enquanto sua filha permanecia com a cabeça abaixada.

_ você vai estar aonde merece estar...

_ isto é uma ameaça?

_ entenda como quiser...

_ valente... valente Douglas isto o que pensa?

_ o que você...

_ tolo... ele dava-lhe as costas, e se virava para sua filha, e a olhava com desprezo.

_ olhe para mim... ele ordenava, isto me deixava com o sangue fervendo, ela obedecia.

_ istupida... ele dizia isto sem mais sem menos.

_ não...

_ Hector... dizia o detetive, ele se virava para mim.

_ fala... ele se aproximava e gritava.

_ fala moleque insolente... ele me dava um tapa sobre a minha face que o deixava vermelho.

Enquanto a menina se assustava.

_ maldição... ele ainda me fitava._ você é um atraso... um atraso... dizia ele antes de se virar mais a voz de Douglas lhe chamava sua atenção.

_ sei que esconde algo... eu sei que você sabe...

Todos olhavam para ele quando finalmente a menina abria a boca.

_ do que ele está falando?

_ não é da sua conta sua pirralha...

ele se aproximava do senhor Douglas:

_ fala agora... o que eu sei... ele cada vez mais aumentava sua voz , mesmo preso Douglas o provocava.

_ o que sabe? é para isto que vim aqui... afinal eu sou um detetive... quando eu descobrir...

_ DESCOBRIR? DESCOBRIR? VOCÊ ACHA MESMO QUE VAI...

_ acalme-se por que ficaste tão nervoso? sinal de que ...

_ NÃO ME FAÇA PERDER A...

_ oras... descobrir o que tramas... ou melhor, quero ver você me chamar de fracassado na...

_ CHEGA! CALA A SUA BOCA! dizia ele saindo e batendo a porta com tudo.

(...)

_ você é louco? perguntava ela.

_ não... respondia Douglas com cara de santo.

_ você ainda não viu nada... eu dizia rindo.

_ olha só quem fala o louquinho ai ia envestigar este caso sozinho... ele apontava para mim.

_ você queria envestigar tudo sozinho... agora eu apontava para ele, mesmo com dificuldade.

Finalmente ela abria um sorriso cinsero:

_ vocês são muito engraçados...

_ ainda está com os cinco dedos... ele ria enquanto falava de mim, enquanto eu fazia cara " pô eu estou sendo zuado, o que dizer agora?"

_ aí eu to ralado mais to vivo...

_ ah , não tente dizer mais nada... ou pode acabar ficando com o outro lado da cara com 10 dedos... dizia o detetive no sentido de alerta.

_ eu estava nervoso...

_ você é corajoso... dizia ela por fim, me fazendo não ter mais nada a dizer.

_ vo... vo... cê acha?

_ acho... ela me olhava calmamente agora, mais logo se escondia em seus cabelos.

_ ficou todo bobo... o detetive ria.

" corta clima, não fala mais nada."

_ aí parece que ele finalmente gostou de alguém...

" ele provoca até seu ajudante?"

Eu ficava tão vermelho como um pimentão ela fingia não entender ainda com os cabelos sobre a sua face.

_ olha tá vermelho...

_ s... s... são a marca... eu tentava disfarçar.

_ marca da vergonha?

" por favor, eu quero um buraco para enfiar a cara."

_ dos cinco dedos... eu dizia ainda tentando disfarçar.

Enquanto ele ria.

" sérinho detetive, você gosta de provocar?" pensava.

Ela olhava agora em nossa direção tão vermelha quanto a mim.

_ não fica com vergonha não, querida... dizia o detetive._ você sabe que é brincadeira , sabe como eu sou louco isso é somente para passar o tempo...

" brincadeira? eu quase morri de vergonha."

Ela sorria mais não dizia nada, enquanto eu o encarava ele parecia pensativo.

Tudo parecia estar em silêncio com todos pensando, quando Douglas finalmente parecia acordar de sua transe e olhando para nos dois e dizia:

_ todos pensando? isso parece até brincadeira...

_ ás vezes eu fico mudo... mais isto é normal... dizia eu.

_ eu sei garoto ... eu também tenho esta mania...

_ as vezes eu penso demais... dizia eu.

_ sabe... ficar trancada neste porão até que não é tão mal quanto pensava...

_ outra louqinha? perguntava Douglas.

_ não , ela só quis dizer que estamos nos divertindo...

_ ah... qualquer lugar , é divertido mesmo , quando se tens os amigos... dizia com cinseridade agora Douglas.

_ eu também acho... ela dizia.

_ minha sorte foi ter conhecido vocês...

_ deve ter sido somente solidão a todos estes anos ... eu dizia a ela.

_ não é fácil ...

Ela sorria:

_ você não sabe o que é o vazio...

_ eu sei... eu dizia a ela._ eu vim atrás de meus pais...

_ atrás?

_ este é o caso a se envestigar...

_ aqui?

_ aqui meus pais estavam pela última vez...

_ então...

flash back.

_ o que é isto papai?

_ nada... não mecha em nada...

_ para que esta caixa?

_ já disse não me faça mais perguntas ou...

_ tá bom eu não fasso mais...

fim do flash back

(...)

_ o que meu pai escondia? dizia ela em auto pensamento.

_ o que? eu ficava curioso quanto como Douglas e arregalava seus olhos.

_ caixa ... uma caixa aqui... bem ao canto...

_ otimo...

_ otimo nada Douglas... nem podemos nos mover...

_ não pense assim... dizia ele me encorajando.

_ nós vamos conseguir... dizia ele por fim.

continua...