Notas iniciais
Heeey meus cupcakes! Este capítulo é curto, só tô postando pq acho que fiquei muito tempo sem postar, tô perdendo a prática. Eu quase esqueci de escrever pq esses últimos dias foram feriado, então eu fiquei lendo, ou se não estava lendo, esta assistindo Supernatural, vcs sabem. Então aproveitem esse capítulo enquanto o outro não sai, ou enquanto eu não terminar de ler Cidade do fogo Celestial, pq conevenhamos, QUE LIVRO FODA! ('3')/

POV'S ANNE

Eu queria saber onde eu estava quando abri os olhos. Um quarto meio frio, com a janela aberta. A única coisa que eu sei é que Josh estava lá comigo. Quando me levantei ele estava lá, sentado em uma cadeira de espaldar alto, me observando.

– Josh? — Engasguei. — Onde...

– Num lugar seguro.

– Quando...

– Você ficou dormindo por um dia inteiro.

– Então como...

– Poupe suas acusações. — Ele levantou um braço. — Eu salvei sua vida.

– Mas não tinha nada do que me salvar. — Insisti.

– Eu a protegi de si mesma, Anne. — Disse ele. — Você liberou a metade Luz do seu poder. Teria ficado só com Trevas. E isso eu não poderia permitir.

– Por quê? — Indaguei, querendo realmente saber o objetivo por trás de tudo.

– Porque ter só Trevas é horrível. É como um buraco negro que te puxa pra baixo. Você só consegue ver a Escuridão. — Josh tinha lágrimas nos olhos. — Eu não quero que isso aconteça com você.

Ele soava tão amargurado que comecei a chorar.

– Eu te trouxe aqui pra me despedir. Eu preciso ir embora. — Avisou ele, secando o rosto.

– Não! — Gritei, desesperada. Eu estava chorando ainda mais. Abracei Josh com força, como costumava fazer quando eu ficava triste. — Eu não vou deixar você sozinho. Lembra quando Ed me trouxe para o Vale da Luz? Você veio junto comigo. Eu perdi tudo, não posso te perder também.

– Você nunca vai me perder. — Ele me acalmou, acariciando meu cabelo. — Eu vou te ver quando menos esperar.

– Não vá embora, por favor. -Implorei. Notei o quanto Josh estava tenso.

– Eu tenho que ir. — Ele ficou firme, afastando meu rosto do ombro dele. — Olha Anne. Eu perdi minha conexão com você. Eu preciso que você vá, antes que seja tarde demais. Mas... eu posso te pedir uma coisa?

– Qualquer coisa. — Chorei. Josh apertou os olhos fortemente, deixando algumas lágrimas livres para correr.

– Tome. — Ele tirou do bolso da capa negra um anel. Um anel duplo, lilás e cinza escuro. — Esse anel era da sua mãe. Meu pai me entregou para que eu pudesse dar pra garota que eu... que eu...

– Não diga nada. — Me inclinei e o beijei. Eu não pensei em coelhinhos, ursinhos cor de rosa nem nada assim, apenas em não perdê-lo. Foi como despertar de um sonho direto pra realidade. Tinha gosto de hortelã. Mas Josh parou o beijo antes mesmo que eu sentisse a falta do ar.

– Isso não é justo comigo. — Protestou ele.

– Você vai embora de casa, me deixando sozinha, volta em um estado chocante, tenta pular a janela e me leva pra este lugar e eu é que não estou sendo justa? — Perguntei, com uma leve irritação na voz.

– Você sabe disso.

– Eu realmente sei? — Ironizei.

– Você é impossível. Vou sentir falta disso. — Ele sorriu, triste.

– Josh, por favor. — Implorei novamente.

– Nunca vou te esquecer. — Ele aproximou a mão da minha testa e a tocou. Senti minhas pernas fraquejarem e minhas pálpebras fecharem. — Vou estar observando quando você menos esperar, eu prometo.

POV'S ED

Um dia. Um dia e eu não conseguia respirar sem sentir uma agulha no meu peito.

– Ed, ela vai voltar. — Joe tentou me acalmar. Mas ele também roía as unhas de nervoso.

– Josh quase matou Millena, Anne liberou o poder e os dois sumiram. — Falei, contando o que havia acontecido nos dedos.

– Anne é forte, vai conseguir. — Millena sorriu. Ela havia quase sido aspirada por Josh. "Aspirada" é uma expressão dos feiticeiros das Trevas quando "aspiram" a luz dos seus oponentes. Ele estava roubando a magia de Millena, se fortalecendo. Eu não tinha a mínima ideia de como o garotinho que segurara o braço de Anne pra protegê-la, tentou me matar.

– Eu sei. — Respirei. Ainda estava anormal. — Eu vou subir pra ver se o Josh deixou alguma pista.

Mentira. Eu ía era subir para o quarto da Anne, me jogar na cama e chorar como um bebêzinho. É, isso é muito másculo. Mas não posso evitar. Andei até o quarto dela e quando ia abrir a porta, ouvi passos lá dentro.

– Eu te amo, minha Anne. — A voz era indiscutivelmente de Josh. Abri a porta com um estrondo. Josh colocava Anne para dormir, a deitando na sua cama. A capa negra ondulava. Ele se virou para mim, segurando a mão de Anne. — Frederick Dellarge, seu mundinho vai acabar.

– Não ouse me ameaçar. — Levantei a voz.

– Faço isso e muito mais. — Josh sorriu. E de repente, sumiu.

Corri para Anne, que estava deitada. Ela parecia bem. A pele pálida, mas ela sempre fora assim. A única coisa diferente era que em seu dedo estava um anel lilás e cinza, as duas pedras entrelaçadas. Eu conhecia um anel de casamento quando via um.

– Joe! — Berrei. — Millena!

Os dois chegaram correndo para ver. Joe engasgou quando viu Anne e Millena tropeçou para trás.

– Como? — Perguntou Joe, meio engasgado.

– Nem me pergunte. — Respondi.

– Nós precisamos avisar o Conselho, avisar alguém! — Millena soava desesperada. — Josh tentou me matar. Vai saber o que ele pode fazer com a Anne também? Ele está se transformando em um monstro... e não tem ideia de que está.

– Millena, Anne nunca vai nos perdoar se fizermos algo com Josh. — Joe disse, tirando as palavras da minha boca. — Seja o que for que Josh é agora, Anne ainda pensa nele como o garotinho que ela conhecia. Não podemos fazer isso com ela.

– Ele vai voltar. Vai voltar por ela. — Millena disse, convencida disso.

– Eu sei. — Falei. — E não vou ficar longe dela nem por um segundo. Nem que eu precise acampar na janela dela, Josh não vai tocar em nenhum fio do cabelo dela.

Notas finais
Comentem sábagaça, okay?