Missão Titã - O plano de Hyperion
9 Sacrifício de sangue
Notas iniciais
O cabo de minha espada acerta a Deusa dos Fantasmas, tirando sua concentração, agora todos os fantasmas desaparecerão, mas será que cheguei tarde demais? Vejo Alice investindo sua própria espada contra seu peito, o tempo começa a correr muito devagar.
–Não posso perdê-la... Suportar sua perda... Não! Alice não, por favor, não a Alice. – Esses pensamentos passam pela minha cabeça enquanto eu corro, sei que não há como salvar minha pobre Alice, a espada está perto demais e eu muito longe, Não! Não posso desistir...
Continuo correndo, estou chegando perto dela, mas a espada também, consigo vê-la encostar na sua pele e o surgimento da primeira gota de sangue, que rola em um risco vermelho pela lamina, seguro a espada.
Sim, eu sei que segurar a lamina de uma espada, ainda mais no momento que ela está sendo usada como ataque, é idiotice, mas o que mais eu poderia fazer? Alice me olha com seus tristes olhos azuis que sempre me lembram duma tempestade.
–Por quê? — Ela balbucia me odiando por ter interrompido o processo da lamina, que não chegou a perfurar nem um centímetro de sua pele.
–Era só um fantasma. – Consigo dizer, apesar da dor que eu sentia, meus dedos que apertavam a lamina tinham um risco que chegava ao osso, meu sangue escorria livremente pela lamina, encontrando com o pouco que havia do dela. – Não tema... – Caio no chão sem forças e começo a não sentir os dedos, Bruno corre me trazendo néctar enquanto a deusa nós olha, desinteiriçada, esperando a sua vez nessa trama.
–Você não entende... Seria melhor que eu tivesse morrido *Alice levanta o braço direito a fim de me dar um soco com todas as suas forças, direto em minha cara, mas para a um centímetro do objetivo. – Como pode?
O corte dos meus dedos se fecha e eu volto a corar um pouco, mas ainda não sinto minha mão direita, como se os nervos ainda não houvesse se religado, Bruno enfaixa minha mão, ignorando Alice me volto a Melinoe.
–Sua... Sua... – Antes que eu consiga encontrar palavras para expressar o ódio que sinto naquele momento a deusa solta um risada de gelar a alma.
–Bem, heroizinhos, vocês conseguiram chegar até aqui, o que querem? — Ela diz sorrindo ironicamente, nós não parecemos nada heroicos daquele jeito, sinto-me envergonhado, porem Bruno saca sua Espada de ferro Estígeo e aponta pra ela.
–Cale a boca – Ele diz com veneno na voz e caminha até ela, com a espada em riste, pronto para ataca-la, vendo isso eu, mesmo com toda aquela raiva que to sentindo ergo as mãos para acalmar a todos.
–Ela está do nosso lado. – Declaro.
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