Missão Titã - O plano de Hyperion
10 Pão e vinho
Notas iniciais
A deusa que gargalha maldosamente me olhando.
–Espertinho você, semideus, sim,... Estou do lado dos titãs e tenho isso aqui — Ela coloca uma mão dentro do seu vestido e, sorridentemente, pega algo, retirando vagarosamente até mostrar-nos uma chave cinza e azul escuro, tão pequena e preciosa — É isso que vocês querem, certo? Mas terão que fazer algo pra provarem que são capazes de tal objeto. — Ela maliciosamente me olha como se estivesse me vendo como um de seus fantasmas e isso me arrepia, percebendo isso ela ri ainda mais — Vou lhes mandar para os campos de punição, lá vocês pegarão uma maçã da árvore de Tântalo e devem encher esse pote — Um pote surge nas minhas mãos — Com água do seu lago.- Ela completa triunfante.
Bruno suspira e da para ver em sua postura medo e derrota — Não temos escolha, vamos logo então.
A deusa se delicia do nosso medo e tudo a nossa volta começa a tremular, a ultima imagem que vejo é da cara da deusa olhando no fundo dos meus olhos com um sinal de mal preságio e o som de sua gargalhada maldosa, tudo em volta está preto, mas as coisas começam a tomar forma, ouço gritos de dor e raiva, chicotadas e opera, estamos nos campos de punição.
–Santo pai, como encontraremos Tântalo? — pergunto.
Eu poderia usar meus poderes para localizar Tântalo? — Bruno pergunta sem conhecer como funcionam seus poderes no Hades, ele da um passo a frente se concentrando — Sinto a presença dele por ali — diz apontando para um bosque de árvores traquictídeas e cheias de espinhos.
–Vamos logo, esse lugar me dá arrepios — tremo ao ouvir um uivo de dor agudo, Alice se agarra ao meu braço, o que é reconfortante para mim, mas me deixa encabulado, Bruno olha isso e revira os olhos dizendo enquanto caminha em direção ao bosque.
–Sigam-me não sejam medrosos — Vamos atras dele e eu acendo as minhas mãos em duas bolinhas pequenas de fogo para dar iluminação então entramos em um bosque de árvores mortas, são árvores grandes, secas e de aparência assustadora, nunca uma árvore me pareceram tão tenebrosas, seguimos por uma trilha estreita por entre as árvores e vemos fantasmas nos olhando mas eles não se mexem, continuamos em frente e escutamos gritos de dor cada vez mais altos, ficamos temerosos, mas continuamos até chegar em uma clareira conde há um homem, uma macieira e um laguinho negro, na macieira há somente duas maças e vemos o homem tentar pegar uma delas, porém a árvore recolhe o galho deixando a maçã inalcançável, ele se enfurece, resmunga algo e se vira para o lago, podemos vê-lo com perfeição agora, ele é um homem magro, sujo e que se veste com farrapos, sua cara é de alguém capaz de tudo e que fez coisas terríveis, quando ele chega no lago ele seca, só voltando a se encher depois que o homem se senta entre a árvore e ele.
– Bem...chegamos — Bruno fala melancolicamente
–Vamos conversar com Tântalo? — Respiro fundo.
Bruno começa a sussurrar — Que tal se enganarmos ele?
–Como? — Digo apreensivamente
–Pense você, Cello, não es o Stratego? — Alice fala debochando, é impressionante como ela consegue ser sarcástica mesmo nas situações mais tensas.
–Tenho uma ideia. — Falo, após pensar um minuto, emburradamente para eles — Bruno, você consegue ficar invisível?
–Bem eu posso me misturar as sombra tornando invisível aos olhos mas nao a mente.
–Ótimo, vá até a macieira escondida enquanto eu e a Alice conversamos com ele. -Ele assente e se mistura as sombras, se tornando invisível e Alice caminha para mais perto do fantasma para falar com ele.
–Você é o famoso Tântalo? — Ela pergunta mostrando um pouco de adoração na voz, eu fecho a cara, enciumado, mas entendo seu jogo. Tântalo a olha com um olhar malvado e responde grosseiramente.
–O que quer de mim? — Bruno aproveita que ele está focado em nós agora e caminha até a macieira passando por ele.
–Calma, só queremos conversar — giro casualmente o pote na mão.
–Sempre ouvi tantas historias suas...... você realmente foi muito corajoso em ter feito aquele jantar.... Que magnifico poder te ver de perto.. — Alice fala o que me faz trincar os dentes, mas Tântalo a ignora e se vira pra mim.
–O que fara com esse pote? — Ele pergunta ameaçadoramente e Bruno começa a andar vagarosamente até a árvore.
–Está com sede? Posso pegar um pouco de água pra você — Sorrio inocentemente e caminho para o lago, Alice está brava pelo fantasma a ter ignorado, nisso nosso ajudante invisível chega em baixo da árvore e percebe que ela não recuou sobre sua presença, ficando um segundo a admirando. Eu sinto Tântalo lambendo os beijos com a possibilidade de beber algo e pego a água negra do rio, vendo que mesmo dentro do pequeno pote ela continua negra e fico impressionado, caminho lentamente na direção de Tântalo com a mão estendida oferecendo o pote, torcendo para que Bruno entenda a deixa, o que graças ao Pai ele faz, me percebendo e
pegando rapidamente a maçã, fascinado pela sua cor vinho escuro até envolve-la na mão e colhendo-a.
O antigo rei da um grito de estourar o tímpano e que faz Bruno ficar visível — Miseráveis, vocês estão tentando me enganar. — Ele rosna enquanto se poe a correr até Bruno, eu fico com medo pelo meu amigo enquanto fujo com a filha de Cronos de volta pela floresta o amaldiçoado ser o estava quase agarrando Bruno quando ele desaparece, Tântalo urra de raiva e nos olha com um ódio profundo, vendo-me com o pote de água na mão, ele se aproximando muito rapidamente apesar de eu e a Alice estarmos correndo o máximo que conseguíamos quando tudo de novo fica preto, gritamos desesperados sem entender o que está acontecendo e logo nos vemos na caverna de Melinoe, a deusa ri de nosso medo e sinto vontade de jogar a água na cara dela.
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