Missão
21 O Parque.
Notas iniciais
Pov. Heloisa.
–vamos lá vai ser divertido. — passei os braços pelos ombros de Draco.
– não sei... Esses brinquedos trouxas não são muito confiáveis.
–claro que são, é mais fácil você cair três vezes seguidas da vassoura do que se arranhar neles.
O loiro se limitou a me olhar com cara de sim, com certeza. Comprei algumas fichas dos brinquedos, seguimos ate um dos brinquedos mais temidos do parque. A garganta do diabo, não precisava de apresentações. Era uma montanha russa com 30 metros de altura, e um demônio abrindo a boca na entrada, os dentes de isopor já estavam perdendo a tinta vermelha. Não era muito arrepiante, já avia andado nas montanhas em vários parques temáticos. Mas aquela era uma que não andaria nem morta a noite.
–tem certeza que quer ir? Podemos ir primeiro nos que não tem fila. – disse o loiro.
–vamos nessa, — sorri- afinal o que pode dar errado?
Pov. Isabel.
Quando acordei percebi que Heloisa já via saído, me levantei e cambaleie ate o banheiro. Ali percebi o quanto dormir ao lado dela me custava, ela se mexia muito durante a noite e não consegui pregar os olhos.
O cheiro de café acabou atiçando a minha fome, desci sentido o cheiro muito familiar de torradas e suco de laranja. Esse era o café da manha que meu pai fazia toda a vez que o ia visitar, ate podia o imaginar com o seu pijama azul marinho. O que estaria fazendo agora? Com certeza mergulhando com os dragões do Gelo, jantando com índios canibais da indonésia ou país distante.
–bom dia, — Tom serviu uma xícara de café.
–bom dia, — peguei a xícara, — onde foram parar os loquinhos?
– falaram alguma coisa sobre uma montanha russa, muito legal, e os dois se foram.
Terminei de tomar o café, comi algumas torradas. Enquanto passava manteiga em uma delas narrei os horrores que estava sofrendo, sobre as vezes que Heloisa me esmurrava durante a noite. Ele estava de costas lavando um pouco da louça, não sabia se estava sorrindo.
–sei com se sente, — secou as mãos em uma toalha, — seu primo é terrível. Ele fala enquanto dorme. Já percebeu isso?
–nunca. — senti medo, o que Draco falava durante o sono?- sobre o que aquele idiota fala?
– não dá para entender, no inicio faz algum sentido. Mas, depois fala coisas absurdas sobre esmurrar a cara de uma nascida trouxa, e um ruivo.
Arrumei a pequena bagunça que fiz na mesa, e continuei a conversar.
–quais são os seus planos para a manha? – ele perguntou.
–podíamos ir ate a praia, — disse – o sol esta ótimo. Também podemos ir comprar bugigangas, ouvi falar que tem uma rua cheia de lojas por aqui perto.
–parece bom.
Eu ainda estava de pijama, Tom já estava vestido casualmente, mas muito vestido para o clima quente. Como tinha planejado andar muito, optei por um par de chinelos confortáveis, um vestido rosa claro solto, terminei com uma bolsa de lado.
–vamos?
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Avia uma loja de sorvete no fim da rua. Tinha janelas enormes que davam para um parque de crianças, elas brincavam enquanto a maioria dos pais conversava.
–você realmente gosta de sorvete, — constatou o sonserino.
– não diga muito, — dei a primeira colherada, — quantas bolas tem ai?
A taca dele era o dobro da minha, e tinha todas aquelas coisas coloridas, canudos de chocolate e cerejas.
O sorvete era ótimo, não muito doce.
– só achei bom, afinal eu também gosto muito.
Concordei com a cabeça.
Era fim da tarde, tínhamos passeado por quase todo o bairro. O sol estava se pondo rapidamente. Logo a maioria das crianças foi para casa.
– você já sabe o que vai fazer depois de hogwarts?- ele perguntou.
– ainda tenho muita certeza. — ate por que nunca acreditei que haveria algum futuro. — talvez uma professora.
– talvez de poções?
– por que acha isso? — indago com curiosidade.
– percebi que procura mais livros desse assunto do que qualquer coisa.
Tom me observava, e isso ficou bem claro. Mas o que mais sabia?
– e você? Alem de viajante vai ter que ser algo.
– um professor, — fala seriamente, — quero influenciar as mentes.
– eu acho que poderia ser um ministro da magia, — brinco, — assim mandaria em todo mundo.
Riddle sorri.
– boa ideia, vou pensar nisso.
Decidimos caminhar pela praia. De lá pude ver as luzes do parque de diversão.
Pov. Heloisa.
Sabe quanto tudo que você vê esta andando em círculos, e a sua cabeça dói de tanto vomitar? Era assim que eu estava.
– você não tá legal. – o loiro constatou.
Eu gostaria muito de responder ele, mas, mais uma vez vomitei.
Isabel chegou praticamente depois disso. Ela e Tom pareciam bem próximos.
– o que aconteceu?- bateu em Draco.
– andamos em todos os brinquedos desse parque, comemos muito. Acho que tudo isso contribui para ela passar mal.
– está tudo bem? — a loira se preocupou.
– bem, pelo menos acabou, — limpei a boca e sai do banheiro, — eu oficialmente não tenho mais nada no estomago. – passei a mão pela barriga.
Draco me ajudou a chegar a casa. Sentia-me muito fraca depois de tudo.
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