Missão

22 As coisas não andam muito bem.


Notas iniciais
Nota das autoras. O ultimo capitulo das férias, o próximo já será os preparativos para o baile. Gostamos de escrever apenas o necessário, até por que vocês iriam ficar com tédio se descrevêssemos cada pequeno momento, colocamos o que julgamos ser importante. Sem mais nada a comentar, Boa Leitura!

Pov. Isabel.

Sai do banheiro e rumei ao quarto; já fazia duas semanas que estávamos no Brasil.

Heloisa ainda estava passando mal, vomitava quase todas as manhas. Não importava o que fizéssemos era uma rotina. Draco quase não saia do lado dela, mas nada melhorava.

– se isso continuar — disse para o loiro, — devemos voltar para Londres.

Ele me ouviu quieto, apenas acenou positivamente.

– acha que ela vai ficar bem? -Antes de sair da sala murmurou.

– é claro, — sorri, — ela é forte, deve ser apenas uma virose.

Tínhamos conversado ainda no inicio da tarde. Desde então os dois dormiam juntos.

Entro no quarto.

Meu primo tinha um dos braços envolto na cintura da morena, ela a respiração calma. Chegava a ser bonito eles desse modo. Puxo um dos travesseiros de cima do armário, e acabo fazendo um ruído mais alto que imaginava. Um par de olhos azuis se abre.

– foi mau, — ele se desculpa, — acabei caindo no sono.

– fique tranqüilo, — digo, — ela parece dormir bem, fique ai.

–e aonde você vai ficar?

– vou dormir em outro lugar, não se preocupe.

O loiro me olha.

– o que foi?

– vai dormir com ele?- faz uma voz macabra.

– você diz com Tom? Talvez. – O Malfoy ergue as sobrancelhas, fazendo uma carranca.

– faça o que quiser, — fecha os olhos, — só lembre-se por que estamos aqui.

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Avia uma montanha de almofadas, não, uma muralha de travesseiros.

– para que tudo isso?

– uma divisão, — explica do outro lado da “parede”.

–você está agindo como a virgem do quarto.

Ótimo, penso, depois de dividirmos o mesmo dormitório por mais de três meses, de sermos parceiro de baile, e de quase tudo ele me evita?

Retiro algumas das almofadas, Riddle apenas me observava.

– não me olhe desse jeito, me faz parecer um daqueles vilões de filme.

– sabe que Dumbledore me mataria se visse isso?

– claro que não, -sorriu – afinal você é o aluno modelo, com certeza faria alguma falta.

Deito-me ao seu lado. Fazia muito tempo deste que estávamos na mesma cama, não?

A partir daquele dia que ele me beijou não aviamos ficado tão próximo, toda a vez alguém nos observava ou estava por perto.

– o que você pensa tanto? – sussurrou.

Riddle era cuidadoso, percebia cada pequeno detalhe.

– estou com um pouco de saudades de casa, — ri, — eu sempre imaginei que ficaria bem se estivesse longe.

– a liberdade parece assustadora?

– pode ser, — me viro, — já pensou que poderíamos ser tudo que quisemos?

– tipo o que? – ele pergunta.

– sei lá, políticos, astrônomos ou andarilhos. Tudo é permitido.

– isso ainda depende do resultado do exame final de Hogwarts. E que eu saiba você ainda não estudou. – repreendeu.

– estudar? –me aproximo, — para que? Tenho Tom Riddle para me passar cola.

– isso foi terrivelmente arrogante! Estou orgulhoso, — se aproxima mais ainda.

Beijamos-nos, pela terceira vez em que pus os pés no passado. Foi diferente das outras vezes, mais profundo, tanto que eu quase esqueci onde estava. E por que.

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Pov. Narradora.

Snaper caminhava pelos corredores de Hogwarts, e seus passos ecoavam pelo corredor vaziou. Sem alunos, sem Dumbledore, e sem o trio de ouro aquele lugar avia ficado sem vida.

–Severo! — grita uma voz feminina.

Ele vira e encontra um dos seus pesadelos acompanhado por mais dois. Maysa era uma mulher beirando aos trinta anos morena, John seu marido tinha aqueles traços comuns aos franceses olhos escuros e cabelos lisos, avia ainda Hugo loiro com olhos azuis.

– Pode parar ai já virmos você!

– boa noite, — se vira seguindo rapidamente para a sala, — o que fazem aqui?

– acabamos de voltar de Paris, — responde o loiro.

O ex-professor de poções tem um mau pressentimento.

– e como foi a viagem?

– muito boa, -, John circula pela sala, ele ainda usava a roupa de couro aquela de caça a dragões, — mas não achamos nossos filhos lá, o mais louco é que nem uma Heloisa ou Isabel foi matriculada lá esse ano.

–eu posso explicar, se tiverem tempo para ouvir.

Os três sentam então o novo diretor começou a contar a historia.

Depois de terminar de falar o professor suspira.

– quer dizer que você mandou o meu bebe para uma missão?- a morena grita, — e se aquele demônio tenha pegado ela? O que vamos fazer sem Heloisa?

– fique calma querida, afinal tem algum modo de trazê-la de volta, não é?

O diretor apenas negou. Contou que a poção de energia tinha um preparo muito complexo, demoraria a ser feita.

– se é assim- Hugo, o único loiro dali levanta, — vamos de ajudar. Leve Maysa para escolher os ingredientes, — se dirige a John, — Snaper, eu te ajudarei no preparo.

– ótimo, — os dois saem.

– existe alguma forma de realmente trazê-los de volta?

– pode ser que sim, ou talvez não. Muitas vezes o tempo não ajuda como queremos.