Missing
1 Prologue
[cena, Once Upon A Time
Season 3 ep 9 — Save Henry]
Storybrooke, Maine — 2001
— Queria me ver? — Archie indagou a prefeita.
— Sim, eu queria — a morena respondeu sem tirar os olhos dos papéis que assinara.
— Se é pela licença do Pongo, acredito que ainda está na validade — o homem respondeu sentando-se à frente de Regina.
— Não tem nada a ver com o seu cão — respondeu deixando a caneta que estava em mãos, cair sobre a mesa.
— Prefeita, está se sentido bem?
— Estou bem.
— Desculpe dizer isso, mas não parece nada bem — disse meio sem jeito.
— Não admito esse tipo de franqueza. Sou a ra... A prefeita — Regina disse irritada.
— E eu sou psicólogo. Foi por isso que você me chamou, não foi? O que está lhe preocupando? O que está sentindo?— enquanto Archie falava, Regina permanecia o encarando de forma fria.
— Nada! — exclamou. — Não estou sentindo nada — falou tentando se acalmar.
— Meu palpite é que você é uma mulher determinada. E, às vezes, isso pode deixar um vazio.
— O quê? — Regina indagou. Nunca havia lhe passado pela cabeça aquilo.
— Um vazio. Um buraco. A vida é mais do que só trabalho. Talvez seja por isso que esteja insatisfeita — Archie comentou.
— Não estou insatisfeita. Eu adoro minha vida — a prefeita disse aumentando o tom de voz.
— Não há sentindo se não tem com quem compartir.
— De novo com essa franqueza — Regina gruiu com raiva.
— Houve alguma época da sua vida em que não se sentisse assim?
— Quando aquele garotinho visitou aqui. Owen — a morena sorriu ao lembrar-se do garoto.
— Uma criança — Archie concluiu. — Isso da muito sentido à vida.
Enchanted Forest, muitos anos atrás
— Vamos Rainha, empurre — ouvia-se gritos de Regina por todo a extensão do quarto, talvez em até outros cômodos do castelo.
Por sorte o rei estava em mais uma de suas viagens, e sua filha, Snow White, estara tendo aula de equitação.
— Mais forte, vamos lá você consegue — a parteira deu mais uma palavra de incentivo.
— Estou fazendo o máximo que eu consigo! — Regina gruiu, enquanto contorcia-se de dor.
— Só mais um empurrão vossa majestade, já está dando pra ver a cabecinha do bebê.
— Aaaaaaa — a morena gritou, ao dar mais um empurrão.
E em questão de segundos ecoou pelo quarto o som de choro de bebê.
— É uma menininha, Vossa Majestade! Uma linda menininha — a parteira exclamou sorrindo, olhando para a bebezinha em seus braços.
— Tragam-na para mim! — exigiu Regina.
— Claro, Rainha — a velha parteira enrolou a bebê em um lençol de seda branco, e entregou para a Rainha.
Ao pegar a filha nos braços, por um momento Regina sentiu-se bem. Naquele breve instante, tudo parecia não importar mais. Sua vingança, ser rainha, o rei descobrir que ela teve um filho de outro. E isso era o que ela temia, ser fraca. Não ter poder, um reino todo em suas mãos. E aquela criança fazia isso, com que ela fosse fraca.
— Chame meu pai — a Rainha ordenou, e um dos guardas saiu do quarto e retornou com Henry.
— Ore, pare de chorar — Regina pensou alto, encarando o serzinho em seus braços que não parava de chorar.
— Regina — Henry foi até a filha. — Quem é ela?
— É a minha filha papai — a pequena se acalmou, parou de chorar, e segurou um dedo da mãe, o que fez Regina sorrir por impulso com o ato. — Preciso que a leve daqui — olhou para o pai.
— Por que Regina? E o rei?
— O rei? Ele não sabe de nada. Pela minha segurança e a dela, você deve levá-la para o mais longe possível — Regina sabia que estava fazendo aquilo, e não era por uma questão de segurança, isso sabia muito bem. Era uma questão de estar escolhendo o poder. Mas Henry não poderia saber, se não nunca ele atenderia o pedido de Regina.
— Tem certeza que quer fazer isso minha filha? — perguntou na esperança que Regina mudasse de ideia.
— Tenho — a morena respondeu olhando para Henry de conto de olho, e voltou a observar a filha. — Você merece alguém melhor do que eu — Regina sussurrou e deu um beijo a testa da pequena.
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