Missing
2 Cry Baby
Notas iniciais

Storybrooke, Maine — dias atuais
— Henry, você e Esther farão o trabalho juntos — Mary Margaret avisou, e o sinal soou, avisando que a aula acabara.
Poucos minutos antes do sinal tocar, Mary Margaret estara avisando sobre um trabalho que a turma teria que fazer sobre os seres vivos, e em seguida já aproveitou para separar as duplas.
Enquanto arrumava o material, Henry olhara de canto a garota com quem faria o trabalho. Esther não era uma garota, digamos, sociável, pelo contrário não tinha muitos amigos, como Henry, ele sorriu ao pensar que assim poderia ser amigo da mesma.
— Olá — ao recolher o material, o garoto pegou a mochila e foi em direção de Esther.
— Oi — a garota disse seca. Henry pensou que talvez fosse somente timidez.
— Mary Margaret disse que vamos ter que fazer o trabalho de ciências juntos — Henry disse animado, enquanto saiam da sala.
— Sim, eu estava na sala quando ela disse — lembrou, Esther.
— Se você quiser podemos fazer hoje na minha casa — o menino deu os ombros.
— Na sua casa? — indagou angustiada.
— Sim. Se você não quiser podemos fazer na sua casa, por mim tudo bem — disse enquanto andavam pelos correios do colégio.
— Que horas posso ir a sua casa?
— Pode ser às quatro. Eu moro na...
— Rua Mifflin, nº 108 — Esther cortou o garoto.
— Isso — Henry disse estranhando, como diabos Esther sabia onde ele morava?
Algumas horas depois...
Regina havia saído a outra reunião da câmara, ou era isso que Henry acreditava. Já se passava das três da tarde, faltava pouco para as quatro, o garoto estava na sala enquanto jogava seu vídeo game à espera de Esther.
Em uma distração com o som da campainha, game over, havia perdido em seu joguinho. Henry levantou, deixando o jogo sobre o sofá e foi atender à porta.
— Olá Esther — Henry deu espaço para que a garota passasse.
— Oi — entrou, e ele fechou a porta. — Que casa grande. Você tem quantos irmãos? — Indagou Esther, com os olhos vidrados ao redor da casa.
— Nenhum. Somos só eu e minha mãe — o garoto veio em seu direção.
— E sua mãe? Não está em casa? — perguntou enquanto explorava a casa.
— Não, teve que sair — falou seguindo a garota. — Vou pegar o material para começarmos o trabalho, pode deixar suas coisas lá na sala — Henry saiu, deixando Esther sozinha na cozinha.
Sem nada pra fazer, Esther saiu perambulando pela casa, até dar de cara com uma porta, muito curiosa para saber o que havia dentro, abriu a porta e entrou sorrateiramente.
A primeira coisa que se deparou no que parecia ser o escritório da prefeita, foi uma prateleira. Esther caminhou até mais próxima da mesma, e pegou um quadro que estara nela em mãos. Era uma bela foto de Henry e Regina.
Por um momento um vazio tomou conta de si, e seu peito apertou.
— Era pra eu estar no lugar dele — Esther jogou o quadro contra a parede.
Storybrooke, Maine — 2001
Granny's Dinner
— Ela me trocou por um bebê chorão? — Esther murmurou para si mesma com uma certa indignação ao ver Regina com um bebezinho.
A garota observava a mãe conversando com Granny, a senhora parecia estar dando conselhos para a prefeita acalmar o bebê.
— Esther, anda logo, vamos nos atrasar para a escola — Daniel, seu irmão, praticamente a puxou para fora do restaurante.
Discretamente, Regina observou atentamente todos os passos de Esther para fora do restaurante.
Storybrooke, Maine — dias atuais
— Esther! — Henry gritou ao descer as escadas.
Ao ouvir a voz do garoto, rapidamente Esther saiu do escritório de Regina, e correu até a sala.
— Onde estava? — indagou Henry, enquanto colocava o material que usariam sobre o chão da sala.
— Cozinha — sorriu fraco. — Vamos começar por onde o trabalho?
Granny's Pension
— Tenho que ir! Henry está me esperando às 17h — Regina disse enquanto subia o zíper de seu vestido. — Nos vemos na próxima reunião da câmara — calçou seus sapatos, e deu uma arrumada em seus cabelos.
Em questão de dez minutos Regina já estava estacionando o carro em sua garagem.
Ela pegou sua bolsa do banco do passageiro e desceu do carro.
— Henry! — chamou pelo filho, ao entrar em casa.
Ao chegar na sala, arregalou os olhos ao notar que Henry não estava sozinho e sim com... Ela.
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