Notas iniciais
Seguindo o conselho da querida Juria, estou aos poucos tentando prolongar os capítulos. Espero que eu esteja me saindo bem! Boa leitura...

Taurus foi mais do que suficiente para espantar todos aqueles homens enxeridos e agora Lucy estava a sós com o suspeito de antes. Ele permanecia amarrado aos pés de uma árvore encarando a loira de forma sarcástica.

– Ora, me poupe da sua ladainha moça. – Disse, sorrindo. – Até parece que você vai conseguir me fazer falar.

Irritada, a maga estalou o seu chicote ao lado do corpo. Pensara em chamar Leo ou Virgo para lidar com a situação, mas aquele homenzinho já tinha a importunado o suficiente. Umas boas lambadas não fariam mal a ninguém e se ele não falasse, podia usar os seus espíritos para intimida-lo um pouco mais. Erguia o chicote no ar, olhando-o como quem diz “Você ainda tem uma chance” quando ouviu um grito feminino vindo de dentro da casa. Olhou para lá, aflita, mas sabendo que com seus amigos podia contar.

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Titania Erza não era o tipo de mulher que costuma gritar em momento de surpresa ou susto, mas diante daquela imagem, essa foi a primeira coisa que fez. Logo depois virou as costas, tapando os olhos de forma envergonhada.

Depois de sair da cozinha, a ruiva seguiu para o segundo andar afim de informar aos outros que não encontrara nada de especial. Achou o grupo em um quarto estranho, parados de forma embasbacada em frente a uma das paredes. Gray parecia confuso ou enojado, Natsu meio bobo e Happy se recusava a olhar novamente. Ela se aproximou para ver do que se tratava apenas para dar de cara com um enorme quadro com a pintura de uma mulher nua em posição ridiculamente sugestiva. Depois do susto, ela imediatamente fechou as cortinas que ali estavam e deu um tabefe em cada um dos garotos.

– Vocês deviam estar procurando a Juvia! – Gritou vermelha de vergonha.

– Mas eu não olhei! – Happy choramingou, apalpando o galo que se formara em sua cabeça.

– Ei, tem alguma coisa na sua boca. – Natsu estreitou os olhos. – Isso é bolo?

Ainda mais vermelha Erza simplesmente cobriu a boca com umas das mãos, negando com a cabeça veementemente.

Gray que já estava suficientemente irritado, começou a caminhar pelo quarto e olhar atrás de todas as cortinas. Havia quadros e mais quadros de mulheres posando de forma sensual e algumas até muito absurdas. Frustrado, ele rasgou um dos quadros e o tombou no chão. A moldura de madeira robusta fez um baque alto que assustou o resto do grupo.

– Não tem nada nessa droga de casa. – Resmungou. – Esse cara é só um retardado pervertido. Vamos embora daqui e aproveitar o resto de luz do dia que nós temos para procurar em outro lugar.

– Mas não temos nenhuma pista... – Erza comentou, preocupada.

– Não importa! – Gray quase gritou. – Vamos encontrar alguma coisa. – Ele caminhou em direção à porta, com a cabeça baixa e uma sombra sobre os olhos cansados.

Em qualquer outra circunstância, Erza jamais deixaria que ele gritasse com ela dessa maneira. No entanto, ela podia ver o quão preocupado ele estava e ela mesma sentia-se frustrada e incomodada com a falta de informações que tinham. Os três que ficaram seguiram Gray com o objetivo de abandonar a casa.

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– Está bem! Está bem! – O homem choramingou, evitando olhar para Lucy. Estava com tiras lanhadas nas pernas das chicotadas que a moça lhe dera. Que diabos tinham com as mulheres naqueles tempos? Eram todas loucas, concluiu.

– Ótimo! – A loira guardou o chicote, já se sentindo um pouco mal pelo que fizera. Mas era preciso, pensava. Precisavam encontrar Juvia e aquele homem podia ser a chave para isso. – Desembucha.

– Nós estávamos observando a casa, esperando o dono aparecer para podermos interroga-lo. – Ele falou pausadamente. – Todo mundo sabe o quão estranho ele é. Ele nunca sai e sempre tem alguma mulher diferente por perto. É um pervertido. – Suspirou. – Achávamos que ele era o culpado pelo desaparecimento das moças por aqui.

– E...? – Lucy interrogou já impaciente.

– Ficamos dias observando o ninguém aparecia. – Continuou. – Aí apareceu aquela mulher, aquela maga estranha. Com cabelo azul e aquela cara de frieza. Na hora concluímos que ela estava envolvida também. – Agora ele parecia bravo. – A pegamos de surpresa e usamos uma espécie de algema que a impedia de usar magia. – Sorriu. – Uma invençãozinha muito eficiente que um de nós conseguiu furtar do conselho. Pelo menos eles servem para alguma coisa.

Lucy estava quando espumando de raiva. Aqueles malditos, como puderam fazer isso com a Juvia? Tratava-se de uma mulher absolutamente doce. Sim, ela podia ter seus momentos e ser muito paranoica, mas todos sabem como a Juvia é de verdade. Ela não merecia esse tipo de tratamento! A loira estava prestes a dar uma boa surra nele, quando o resto do grupo saiu de dentro da casa.

– Pessoal! – Chamou – Ele sabe! Ele sabe onde a Juvia está!

Eles se aproximaram a passos rápidos, e Natsu riu ao ver o estado que estavam as pernas do homem.

– Você cuidou bem dele Lucy! – Happy riu também. Com um olhar mortal de Erza, os dois se calaram.

A Titania imediatamente lançou o mesmo olhar sobre o homem que logo continuou a falar.

– Há! – Disse, com um sorriso para tentar disfarçar o medo. – Ela disse que não sabia de nada, e que mesmo que soubesse nada diria, pois precisava manter sigilo para o seu cliente. Ai tivemos certeza de que ela era cúmplice. Fizemos de tudo, mas a vaca não quis abrir a boca, então nós...

– Já chega! – Erza deu uma bofetada na cara do homem, que por pouco não tirou a cabeça da criatura do lugar. Ele a olhou, apavorado e começando a tremer. – Onde ela está?! – A ruiva gritou, pondo todo o seu desprezo e raiva combinado com a de seus amigos que se controlavam com muito esforço. Aquele maldito estava falando da Juvia. A Juvia da Fairy Tail! Não importa o que o cliente tenha feito, ela jamais estaria relacionada a algo assim e aqueles homens iriam pagar por trata-la daquela forma.

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O quarto era escuro, abafado e úmido. A maga da água não conseguia contar a quantos dias estava ali, nem quantas eram as feridas espalhadas por seu corpo. Estava cansada e cheia de dores. Algumas lágrimas insistiam em rolar por sua face, e ela se culpava por ter sido surpreendida daquela maneira. Era uma maga da Fairy Tail, como pudera ser tão fraca..?

Não havia como enxergar um palmo no escuro a sua frente e seus pulsos estavam quase em carne viva de tanto que forçara as algemas que lhe prendiam de forma tão injusta. Ouviu som de passos distantes e vozes masculinas em uma discussão acalorada. Eles tinham voltado. Viriam para machuca-la de novo? Já nem mesmo conseguia entender o porquê de tudo aquilo estar acontecendo. Seria mesmo o seu cliente um homem tão ruim? Ela tinha dito tantas vezes que não sabia de nada, porque eles não deixavam que ela fosse embora? Suspirou, quase voltando a chorar.

Bem, nada disso importava. Ela sabia que viriam busca-la. Não deveria demorar muito, seus nakamas iriam busca-la. Gray com certeza viria busca-la.

Notas finais
Isso aí! Não fiquem bravos comigo! hihi Espero que tenham gostado, obrigada por ler e por favooor, comentem! s2 s2