Miss You Love

4 Chapter 4: Feel It


Notas iniciais
Wow, a fanfic já passou de 2 mil visualizações, isso é incrível. Muito obrigada á todos que acompanham, favoritam e comentam na fanfic é muito gratificante. Eu vou começar a me organizar melhor e não demorar tanto para postar. Vamos á trilha sonora do capítulo, hha. All We'd Ever Need - Lady Antebellum: https://www.youtube.com/watch?v=Ypjo9PESHRE Style - Taylor Swift: https://www.youtube.com/watch?v=-CmadmM5cOk

Depois de Cristina afirmar que não deixaria a presidência da Império e contar com o apoio dos Medeiros que mesmo com um pé atrás da orelha a apoiaram em sua decisão e ficaram contra Maurílio, a reunião foi encerrada e Maria Marta pode voltar para casa descansar, afinal o dia tinha sido cheio de emoções e surpresas. Ao entrar no apartamento e ter um simples diálogo com Silviano sobre coisas da casa ela se permitiu ir ao quarto e deitar-se na cama pensativa.

Seus pensamentos voltavam-se para a ligação de mais cedo em que tinha falado com José Alfredo, e sim tinha certeza de que era ele quem estava do outro lado da linha. Conhecia o jagunço que era seu marido mais do que ninguém e sabia do que ele era capaz, apenas não entendia o porque dele ter contado seus planos para Cristina e não para toda a família. Afinal, eles sempre estiveram juntos mesmo quando a maré não estava á favor.

Bufou ao se pegar novamente pensando nele, mas era inevitável não pensar. Pensava em como ele estaria neste momento, como estaria se virando e o principal onde estaria morando. E isso ela iria descobrir, e então ele teria de á ouvir nem que batesse o pé. Se permitiu perder em pensamentos sobre ele, em um tempo anterior de muito tempo atrás, quando ainda eram felizes.

(Dê o play na música)

Boy it's been all this time
And I can't get you off my mind
And nobody knows it but me
I stare at your photograph
Still sleep in the shirt you left
And nobody knows it but me
Every day I wipe my tears away
So many nights
I've pray for you to say

(Menino durante todo este tempo
E eu não posso tirar você da minha mente
E ninguém sabe disso, além de mim
Fico olhando a sua foto
Ainda durmo com a camisa que você deixou
E ninguém sabe, mas eu
Todo dia eu limpo minha lágrimas
Tantas noites
Eu rezo para que você diga)

"Era o aniversário de casamento de Maria Marta e José Alfredo, faziam cinco anos que eles estavam casados e podia-se dizer que felizes. Claro que ainda brigavam por futilidades e também em razão do jeito bronco de Zé, mas sempre arrumavam uma maneira de se reconciliar e tudo voltava a ficar bem. Neste aniversário Zé finalmente resolveu levar Maria Marta até Paris, claro que após a insistência da mesma que sempre pedia nos primeiros anos de casados.

Marta com o tempo até desistiu da ideia em relação a empresa que pedia uma atenção redobrada. No entanto neste ano José Alfredo conseguiu uma folga de uma semana para comemorar ao lado da esposa e finalmente pode cumprir a promessa feita logo após o nascimento de Maria Clara no segundo ano de casamento.

Nos dois primeiros dias da viagem os dois ficaram o dia todo trancados no quarto 'comemorando' a tão esperada segunda lua-de-mel do casal. Mas no terceiro dia a Imperatriz resolveu arrastar o marido para conhecer a cidade e passearem um pouco, prometendo recompensá-lo mais tarde pelo esforço de acompanhá-la no shopping.

– Maria Marta, tem certeza que a gente tem que ir? – perguntava José Alfredo pela milésima vez abraçando a esposa por trás e depositando alguns beijos no pescoço da mesma com o intuito de fazê-la mudar de ideia. – Tá tão bom só nós dois aqui neste quarto, se amando... Vamos ficar aqui, amanhã a gente vai hm? – continuava ele, lhe falando ao pé do ouvido.

– Ai, Zé... Não faz assim, Zé. – dizia Marta já ficando mole em seus braços e ao perceber no mesmo momento o empurrou para longe podendo vê-lo com um sorriso sacana nos lábios. – Qual o ponto de vir comemorar nosso aniversário de casamento e passar a nossa segunda lua-de-mel em Paris se a gente nem colocar os pés para fora do hotel? – disse ela terminando de se arrumar em frente ao espelho e virando-se novamente para ele que estava sentado no pé da cama a observando. – E depois vai ser só algumas horinhas, ainda temos mais alguns dias para aproveitar antes de voltarmos para o Brasil, e eu prometo que o Imperador vai ser muito bem recompensado por todo esse esforço, tá? – completou Maria Marta se aproximando dele e colocando os braços em torno de seu pescoço depositando um selinho nos lábios do marido.

– Muito bem recompensado, é? – perguntou ele roçando os lábios no da mulher e sorrindo enquanto passava os braços em torno da cintura dela. – Olha que eu vou cobrar, e os meus juros são altíssimos. – continuou ele e logo lhe deu um beijo, que foi quebrado por Marta avisando que quanto mais tarde eles fossem mais tarde o Zé teria a sua ‘recompensa’, e ele mesmo contrariado a seguiu."

I should have been chasing you
I should have been trying to prove
That you were all that mattered to me
I should have said all the things
That I kept inside of me and maybe
I could have made you believe
That what we had was all we ever need

(Eu devia ter te perseguindo
Eu deveria ter tentado provar
Que você era tudo que importava para mim
Eu deveria ter dito tudo o que
Que eu guardei dentro de mim e talvez
Eu poderia ter feito você acreditar
Que o que tínhamos era tudo que nós sempre precisamos)

"– Marta, você tem certeza que isso tudo aqui é mesmo necessário? – dizia José Alfredo após a esposa entregá-lo a décima sacola para ele segurar. Era a sexta loja que eles entravam e Maria Marta fazia questão de examinar cada peça mostrada á ela minuciosamente, tornando o ‘passeio’ mais longo do que o previsto.

– Mas é claro, mon amour. Você acha que eu iria levar algo por esse preço todo se não fosse realmente necessário? – questionou ela o olhando pela primeira vez desde que entrou naquela loja. José Alfredo a olhou seriamente fazendo a esposa bufar – Tá bom, talvez algumas coisinhas daqui não são tão necessárias assim. – se justificou e logo pode ver Zé arquear as sobrancelhas como quem dizia “algumas coisinhas?” e ela revirou os olhos – Tá, tá. Tudo bem, praticamente tudo aqui é completamente desnecessário e talvez eu nem tenha ocasião para usar tudo isso, mas isso por acaso é um crime? As coisas aqui são... – sua explicação foi interrompida pela risada de Zé que era contagiante, ela parou de falar e o olhou séria enquanto ele continuava rindo – Você está achando isso aqui engraçado? – disse ela forçando um tom bravo fazendo ele miseravelmente tentar conter as gargalhadas – Para, Zé. Para de rir agora, para ou vai quando chegarmos no hotel nada de recompensa – neste momento Zé parou de rir imediatamente fazendo a sua melhor cara de cachorro pidão. – Ótimo. Pourriez-vous me passer ce chapeau, se il vous plaît? – pediu Marta á vendedora e a acompanhando até uma das prateleiras a frente podendo ouvir seu marido bufar atrás de si e a seguir."

My friends think I'm moving on
But the truth is i'm not that strong
And nobody knows it but me
And I've kept
All the words you said
In a box underneath my bed
And nobody knows it but me

(Meus amigos acham que estou seguindo em frente
Mas a verdade é que eu não sou tão forte
E ninguém sabe disso, além de mim
E eu tenho mantido
Todas as palavras que você disse
Em uma caixa debaixo da minha cama
E ninguém sabe além de mim)

"José Alfredo e Maria Marta estavam no táxi voltando para o hotel após um longo dia no shopping, José Alfredo pacientemente esperou a esposa comprar tudo o que queria desde coisas para os dois até presentes para os filhos que haviam ficado no Brasil, mas que mantinham contato com os responsáveis por eles enquanto não estavam lá á cada duas horas, ou seja Josué e um grupo de babás.

O fiel escudeiro de Zé havia recusado no começo mas finalmente acabou aceitando para não empatar as férias do casal imperial e resolveu cuidar das pestinhas por uma semana. O Imperador olhava distraidamente para a janela e segurava a mão da esposa que olhava a janela oposta, de repente Zé falou alto para o motorista:

– Pare! Arrêtez cette voiture, se il vous plaît. – disse ele um pouco atrapalhado no francês, ele ainda não havia aprendido completamente a língua apesar das ‘aulas’ de Maria Marta que sempre tentava o ensinar corretamente. O motorista parou o carro sem compreender o motivo e José Alfredo logo tratou de sair do carro o mais rápido possível, deixando a esposa alarmada.

– Zé? Que é que você tá fazendo Zé? – questionou ela confusa com a reação do marido saindo do carro também e se aproximando dele. – O que aconteceu para você sair do carro daquele jeito? – continuou já próxima a ele. O marido apenas fez um gesto com as mãos pedindo para o taxista esperá-los e logo puxou a mulher pela mão.

Ele atravessou a rua com ela e foi em direção a um parque que ficava do outro lado, era o Parque de Buttes-Chaumont. Ainda de mãos dadas com Maria Marta ele foi andando pelo parque como se tivesse um plano em mente, a mulher ainda confusa tentava acompanhar os passos rápidos do marido.

Ao chegar ao parque se depararam com algo que lembrava os típicos jardins ingleses, a superfície acidentada devido a uma pedreira de gesso que havia ali no passado. No parque havia uma gruta, um rio e uma cachoeira. Havia também tulipas brancas e lírios cor-de-rosa espalhados pelo gramado.

No entanto José Alfredo estava á levando para o pico que havia no parque, o famoso pico onde se encontrava o Templo de Sybil. O templo possuía um estilo Coríntio que lembrava em muito os templos italianos, dele dava para ver o rio que cercava e também uma ótima vista do parque e de uma parte de Paris. Era um lugar romântico e belo, e o pôr-do-sol apenas reforçava isso ainda mais.

Maria Marta olhou para a vista encantada e nem viu quando Zé se aproximou dela e a abraçou por trás – Je te aime, ma reine. – sussurrou ele em seu ouvido em um francês atrapalhado, mas que Marta nem ao menos se importou. Ela simplesmente virou-se de frente para ele com um sorriso nos lábios.

– Você nunca havia falado isso antes, apesar de eu já saber disso há muito tempo. – disse ela sorrindo abertamente para ele e colocando os braços em torno de seu pescoço. José Alfredo deu uma leve risada, era verdade. Ele jamais havia dito que a amava antes, não com palavras ao menos.

– Avez-vous amour, de tendresse, d'admiration, de vénération. – dizia ele entre beijos que dava nela, e apesar de seu forte sotaque nordestino ainda estar naquelas palavras Maria Marta achou que era a mais bela das melodias.

Logo depois de finalizar o beijo, José Alfredo tirou do paletó uma caixinha retangular azul e abriu revelando uma pulseira de brilhantes. Ele a pegou e então colocou no braço da mulher. – É para você não se esquecer mais disso. – disse ele cochichando em seu ouvido, como se fosse um segredo."

But if you're happy
I'll get through somehow
But the truth is that
I've been screaming

(Mas se você está feliz
Eu vou superar de alguma forma
Mas a verdade é que
Eu tenho gritado)

Naquele momento Maria Marta já com os olhos marejados olha para o seu braço aonde estava a pulseira de brilhantes que Zé havia lhe dado no dia em que ela pensou que jamais conseguiria ser tão feliz, dando um longo suspiro ela pega sua bolsa que estava em cima da poltrona e resolve sair de casa, sem querer incomodar Briguel ela decide dirigir.

I should have been chasing you
You should have been trying to prove
That you were all that mattered to me
You should have said all the things
That I kept inside of me and maybe
You could have made me believe
That what we had, girl
Was all we ever need
Was all we'd ever need

(Eu devia ter te perseguindo
Você deveria ter tentado provar
Que você era tudo que importava para mim
Você deveria ter dito tudo o que
Que eu guardei dentro de mim e talvez
Você poderia ter me feito acreditar
Que o que tínhamos, garota
Era tudo que nós sempre precisamos
Era tudo que tínhamos que nós sempre precisamos)

***

– E você acredita que aquela bastardinha me desafiou? – disse Maurílio pelo telefone em um tom alterado. – E o pior conseguiu fazer todo mundo ficar do lado dela. – continuava e logo pode ouvir a resposta do outro lado.

– Parece que eles resolveram deixar as diferenças de lado, você não acha isso lindo? – não era uma pergunta, era um deboche. Maurílio então deu uma risada sádica e pode ouvir mais instruções do outro lado da linha – Pode deixar, quando eu acabar não vai sobrar pedra sobre pedra. Eu irei destruir não só a bastarda de Santa Tereza mas como todos aqueles mimadinhos. Eles vão pagar muito caro pelos erros do papaizinho, vão desejar ter morrido no lugar dele! – e então encerra a ligação.

***

Cristina, Maria Clara e João Lucas finalmente chegaram ao apartamento dos Medeiros, haviam ficado na empresa após a reunião para terminar alguns relatórios como o de costume, mas interromperam o trabalho após receber uma mensagem de José Pedro informando que havia feito uma descoberta que poderia ajudá-los com a empresa.

Maria Clara havia desmarcado o seu compromisso com Vicente, João Lucas teve de adiar seus planos em ficar um tempo á mais com Du e os lekinhos e Cristina teve de dar uma pausa no trabalho que é onde havia se jogado de cabeça nesses últimos meses, já até poderia ser chamada de workaholic como diria o Comendador. Desde á morte do Comendador, Cristina já poderia ser considerada “uma das pessoas da casa”, passava um bom tempo ali e já chegou até a dormir no apartamento algumas vezes por ser mais perto da empresa.

Sua relação com os meios-irmãos havia melhorado bastante nos últimos meses, principalmente com José Pedro e Maria Clara. Claro que ainda trocavam farpas de vez em quando, mas já era algo cômico e não mais com o objetivo de insultar como costumava ser antigamente. Imaginava se algum dia poderiam conviver pacificamente, mas a resposta era tão clara quanto seu nome: nunca. Eram diferentes demais e apesar de terem certos objetivos e metas em comum haveria o momento em que as diferenças sempre falariam mais alto e iriam se desentender.

Em passos largos eles cruzaram a sala e subiram as escadas em direção ao quarto de José Pedro, entrando logo em seguida e se surpreenderam com a visão. Encontraram o quarto com as cortinas semi-abertas, cama desarrumada e os móveis todos empoeirados. Claramente fazia um bom tempo que ninguém fazia uma faxina ali, na mesinha poderiam encontrar várias xícaras de café vazias e atrás dela José Pedro. Totalmente desengonçado, nem de longe pareceria com o mesmo Zé Pedro orgulhoso e mal-humorado de sempre. Cabelos bagunçados, roupas amarrotadas, olheiras profundas e cara amassada. Parecia que não dormia há tempos, seria até cômico se a situação não fosse outra.

– E então qual é a novidade? – perguntou Maria Clara.

– É fala logo que eu ainda quero ficar um pouco com a Du e os lekinhos– diz João Lucas com um sorriso nos lábios.

– Eu vou ser o mais breve possível – disse Pedro terminando de tomar o café da xícara. – Eu estava tentando rastrear o nosso dinheiro e eu descobri que primeiro o dinheiro das contas bancárias da Império e as nossas contas pessoais foi mandada para uma só conta na Suíça e de lá ele foi transferido para uma conta fantasma, irrastreável. – contou José Pedro levantando-se e sentando da beirada da sua cama enquanto os irmãos se ajeitavam nas poltronas e nos pufes que havia no quarto ou até no chão como foi o caso de João Lucas.

– E isso quer dizer o que exatamente? – perguntou Cristina.

– Isso quer dizer Cristina que essa pessoa antes de mandar nosso dinheiro para uma contra fantasma ela teve que ir até Genebra para poder transferir esse dinheiro, ou seja, ela teve que aparecer por lá. Ela teve que mostrar a cara e um caso de roubo dessa quantia nos permite ver as imagens de segurança, só temos que dar um jeito de consegui-las. – explicou José Pedro com uma calma que ele desconhecia fazendo com que todos ficassem pensativos em uma maneira de colocar as mãos nas fitas de gravação.

– Espera um pouco, como é que você conseguiu descobrir isso tudo? – perguntou o caçula confuso, afinal se nem a polícia havia conseguido ir tão longe como seu irmão havia conseguido isso.

– Você não é o único que teve direito a ter uma fase rebelde, João Lucas. – respondeu Pedro com um sorriso nos lábios. Fazendo os irmãos sorrirem também.

– Então a gente vai ter que ir até a Suíça, é isso? – questionou Cristina um pouco pensativa.

– É o jeito. Eu já liguei no banco e eles disseram que só poderíamos ver as imagens de segurança caso estivéssemos no banco, já que as fitas das câmeras não podem sair de lá. – respondeu José Pedro.

– Mas como é que a gente vai ir até Genebra com os cofres zerados gente? – perguntou Maria Clara após pensar por alguns instantes.

– Eu tenho guardado algumas economias desde que pedi o divórcio para a Danielle, pode ajudar com alguma coisa sem contar que eu tenho um amigo da faculdade de já morou em Genebra e tem um apartamento lá, posso ligar para ele e pedir as chaves. – falou José Pedro se lembrando do dinheiro que ainda tinha guardado no cofre e de seu amigo Joshua com quem fez faculdade em Boston e que disse que caso ele precisasse do apartamento era só pedir as chaves.

– Isso é ótimo, Pedro! – exclamou Maria Clara. – Eu também tenho algumas jóias exclusivas que eu posso vender e acho que isso é mais do que o suficiente para irmos para Genebra. – continuou ela dando um suspiro de alívio.

– Então tá fechado, a gente tá indo pra Switzerland! – exclamou João Lucas.

***

(Dê o play na música)

A viagem até São João Del Rey não foi um fracasso por completo, afinal ele acabou por descobrir que Maurílio ou seja lá qual for o verdadeiro nome era um impostor que estava mancomunado com seu verdadeiro inimigo, Fabrício Melgaço. E ele certamente iria descobrir de quem se tratava. Josué o deixou na frente do bar de Manoel e foi para casa afirmando que não poderia ficar muito tempo afastado afinal, ninguém poderia desconfiar que José Alfredo estava vivo.

Maria Marta que havia acabado de chegar em Santa Tereza parou o carro imediatamente ao ver o carro de Josué deixando o local, ao olhar para a calçada ela pode ver um homem usando um chapéu e vestido com uma roupa preta, inteira preta. Ela só conhecia uma pessoa que se vestia daquela forma e seria brega o suficiente para colocar um chapéu daqueles de caipira e sair andando pelo Rio de Janeiro, seu marido José Alfredo. Imediatamente ela tratou de sair do carro e andar sem tentar fazer muito barulho afinal ela não queria que ele fugisse novamente. E aos poucos foi se aproximando dele até que parou ao chegar em uma distância suficiente podendo observá-lo de costas, ela já não tinha mais duvidas, era o Imperador do monte aquele.

José Alfredo estava tão distraído olhando para o céu e pensando na longa jornada que tinha pela frente que nem notou que havia alguém se aproximando. Então ele resolveu se virar para entrar no bar e levou um susto com quem viu. Maria Marta Medeiros de Mendonça e Albuquerque ali, parada bem na sua frente.

Os dois ficaram se olhando por alguns minutos, que faziam parecer uma eternidade para ambos. Maria Marta sentia um turbilhão de sentimentos: a raiva por ele ter mentido todo esse tempo, a mágoa por ele não ter confiado nela para lhe contar qualquer plano que fosse, a felicidade por ele estar realmente vivo e a saudade tal qual José Alfredo mesmo mascarado também sentia. Ele gostava de seus amigos Josué, Antoninho e Manoel mas ficar apenas vendo os três durante dois meses inteiros desde que voltou do garimpo era cansativo. Ele precisava de alguém familiar, que o conhecia melhor do que ninguém e esse alguém sem dúvida alguma era a Imperatriz que estava na sua frente agora.

E assim como ela o conhecia melhor do que qualquer pessoa, ele também o fazia e pode ver todos os sentimentos passarem pelos olhos da mulher, e então a culpa bateu e dessa vez foi mais forte do que esperava. Ele sabia que uma hora ou outra ele teria de enfrentar a família mas não achou que seria tão difícil como estava sendo enfrentar Marta naquele momento.

– Marta?! – disse ele após despertar do choque em que havia se encontrado após reencontrá-la e pode ver ela fazendo o mesmo ao ouvir sua voz.

You got that James Dean daydream look in your eye
And I got that red lip classic thing that you like
And when we go crashing down, we come back every time
'Cause we never go out of style
We never go out of style

(Você tem aquele olhar dos sonhos do James Dean
Eu tenho os clássicos lábios vermelhos que você gosta
E quando terminamos, voltamos todas as vezes
Porque nós nunca saímos de moda
Nós nunca saímos de moda)

Notas finais
Então é isso gente, espero que tenham gostado desse capítulo e comentem o que achou dele já que é super importante pra mim saber o que vocês estão achando do capítulo. No próximo capítulo tem personagem novo chegando e vai ser um pouquinho diferente dos capítulos (dramáticos) que eu costumo fazer, hha. O próximo também vai ser um pouquinho longo e apesar de eu já ter ele meio que pronto ainda falta acrescentar várias coisas portanto pode demorar um pouquinho. Beijos e até o próximo capítulo, @noveleiradaily. Eu vou deixar aqui as fotos do parque do flashback para quem se interessar nele: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ab/070421_Parc_des_Buttes_Chaumont_002.jpg http://www.localnomad.com/pt/blog/wp-content/uploads/2012/08/Parc-des-Buttes-Chaumont.jpg