Miss You Love

2 Chapter 2: Millionaire.


Notas iniciais
Ei, ei, ei. Mais um capítulo da fanfic aqui, desculpem se demorei. Estou muito orgulhosa dessa fanfic e emocionada também, em apenas quatro dias ela teve mais de 330 visualizações. Queria agradecer á todos que acompanharam, favoritaram e comentaram a fanfic. Boa leitura, e nos vemos nas notas finais! MÚSICA DO CAPÍTULO: https://www.youtube.com/watch?v=lJqbaGloVxg

Já era de manhã na casa dos Medeiros de Mendonça e Albuquerque, e como sempre já estavam todos reunidos na mesa para o café da manhã.

– Mãe, você tem alguma idéia do motivo dessa reunião tão cedo na Império? Tem algum problema com a empresa? – perguntou por fim José Pedro quebrando o silêncio que havia no recinto e fazendo a tão temida pergunta que todos estavam fazendo a si mesmos.

– Eu não tenho idéia do porque dessa reunião, meu filho. E para ser sincera de uns tempos para cá já não tenho mais idéia de muitas coisas. Em todo caso logo nós vamos descobrir o que aconteceu. – responde Maria Marta ainda pensativa. Tudo o que a família sabia era que haviam ligado da empresa avisando que havia sido marcada uma reunião logo de manhã muito importante que requeria a presença de todo o conselho da Império das Jóias. Porém, não disseram nem o motivo e nem quem havia solicitado a reunião.

No mesmo momento que haviam recebido a ligação, o medo de que a situação da empresa havia piorado cresceu. A verdade era que o Império da família estava por um triz, com muito custo haviam conseguido pagar o salário e o décimo terceiro dos funcionários, mas ninguém sabia mais por quanto tempo iriam agüentar segurar as pontas.

Todos terminaram o seu café em silêncio e se dirigiram para a empresa. Chegando na empresa foram recebidos com cumprimentos de funcionários como “Bom dia” ou “Como vão?”. Logo que chegaram na sala de reuniões encontraram com Cristina esperando na sala.

– Espero que tenha sido um motivo muito importante para ter nos tirado de casa á essa hora da manhã. – disse Maria Marta sentando-se no seu lugar.

– Sinto muito em lhe desapontar dona Marta, mas não fui eu quem chamou vocês até aqui. – respondeu ela em um tom um pouco confuso – Pra falar a verdade eu achei que eram vocês que haviam marcado essa reunião. – completou Cristina franzindo o cenho, achando a situação estranha.

– Então espera um pouco, se não foi você e nem nenhum de nós que marcou essa reunião, então quem foi? – perguntou Maria Clara visivelmente confusa com a situação. Mas foi apenas ela terminar de falar para que o barulho da porta abrindo ser ouvido.

– Fui eu! – disse Maurílio com um tom vitorioso, como se estivesse esperado muito tempo para fazer isso. Naquele momento todos os presentes da salva voltaram-se para eles, ainda mais confusos e descrentes do que antes.

– E que direito ou poder tem você para fazer isso? Nem sócio da empresa você é. – disse José Pedro irritado e inconformado com a presença de seu futuro padrasto. – Não passa de um malandro que tá tentando dar um golpe na Império. – continuou alfinetando. A verdade era que ele odiava Maurílio, e odiava ainda mais a idéia de que sua mãe teria de casar-se com ele para salvar o patrimônio da família.

– Eu tenho até mais direito á estar aqui do que todos vocês. O pai de vocês que tanto idolatram roubou e matou o meu pai, ele não teria construído nada disso aqui se não fosse pelo meu pai. – retrucou Maurílio bravo, os outros presentes iriam protestar mas ele continuou a falar. – E sem contar que agora é o meu dinheiro que mantém isso aqui funcionando, aliás era exatamente sobre isso que eu queria tratar. – terminou ele sorrindo descaradamente.

– E eu posso saber o que exatamente você quer tratar? – questionou Marta já cansada da confusão que estava se iniciando.

– Bem, agora que eu sou o principal investidor da Império eu acho justo que tenha o direito de fazer parte desse conselho e de ter mais poder nessa empresa, afinal das contas sou eu quem financia tudo aqui. – disse ele apontando para a sala.

– Mais isso é ridículo. – exaltou-se José Pedro.

– Você não tem direito á nada. – disse Cristina.

– Ele tá zoando né gente, é brincadeirinha de mal gosto? – se pronunciou João Lucas.

– Você só pode ter enlouquecido. – apontou Maria Clara. Naquele momento todos estavam chocados, Maurílio definitivamente estava disposto a se infiltrar na empresa e em suas vidas.

– Também acho que está na hora de falarmos sobre a biografia que o Teodoro quer fazer sobre o homem de preto. – continuou Maurílio ignorando as acusações de seus futuros enteados, e olhando diretamente para Maria Marta que ainda estava quieta e estática após ouvir a notícia.

– E eu aposto que você vai dar um fim nisso só para que as pessoas esqueçam o Zé, não é? – disse Maria Marta o olhando.

– Mas é claro que não. Eu acho fundamental deixar que o Teodoro escreva essa biografia. Sem contar que eu já combinei tudo com o Teodoro, logo ele vai vir aqui recolher o depoimento de vocês. E para mostrar que eu sou bonzinho eu até consegui uma porcentagem das vendas que vai ajudar vocês a sair dessa pindaíba. – alfinetou Maurílio.

– Isso é um absurdo! – exclamou Maria Clara perdendo a paciência e levantando-se de pé sendo seguida por seus irmãos.

– Quem você pensa que é para fazer isso? – perguntou Cristina já exaltada.

– Eu não concordo com isso, acho que nenhum concorda. Quero vem quem é que vai me obrigar a dar depoimento sobre o meu pai pra um fofoqueiro mequetrefe feito o Téo Pereira. – resmungou José Pedro.

– NÃO ME INTERESSA O QUE VOCÊS ACHAM! Já está tudo decidido, e quem não gostar que ponha-se pra fora. – gritou Maurílio.

***

– Então ele quer que façam uma biografia não-autorizada minha? – questionou José Alfredo, logo após Josué lhe dar a notícia.

– Pelo menos foi o que a Cristina me disse quando ligou. Parece que ele também quer mais poder dentro da empresa. – continuou Josué contando sobre o telefonema que Cristina havia feito assim que a reunião havia acabado.

– E o que os meus filhos acharam disso? – perguntou José Alfredo com certa curiosidade. A verdade é que ele queria muito saber sobre como estavam seus filhos, já faziam mais de seis meses que não os via e estava morrendo de saudades dos dois. E apesar de saber que o que ele fez foi muito errado e os fez sofrer não via outra maneira de os manter seguros se não os fazer acreditar que ele estava realmente morto.

– Parece que todos eles foram contra, inclusive a Maria Marta. O João Lucas quase o agrediu assim como o José Pedro. Mas no final eles não disseram nada para ganhar tempo. Todos eles estão tentando achar uma forma de conseguir salvar a Império sem precisar do Maurílio, e para evitar que a dona Maria Marta se case com ele. – respondeu Josué.

– Good. E como eles estão? – quis saber. A última notícia que teve de verdade sobre eles foi quando seus netos nasceram e isso já tinha um tempo. Ele evitava pensar na família e nos filhos, ele precisava manter seu foco que era descobrir uma maneira de derrubar Maurílio, e pensar neles o deixava vulnerável e propício a agir por impulso.

– Estão todos bem na medida do possível, ainda abalados pela sua morte e preocupados com a situação na empresa. Mas tentam se manter fortes para conseguir salvar o patrimônio da família, nos últimos tempos quase não brigam, arrisco dizer que até começaram a se entender. – disse Josué lembrando-se de como os quatro irmãos pareciam decididos a reerguer a Império, e estavam trabalhando juntos desde então. Os quatro resolveram deixar as picuinhas de lado e focar naquilo que interessava. – Bom, Comendador eu preciso ir para que eles não dêem por minha falta, eu volto mais tarde. – disse Josué retirando-se do quartinho que José Alfredo estava escondido, deixando o homem de preto sozinho.

Zé Alfredo tinha um sorriso mínimo nos lábios em uma mistura de alegria e saudade. Ficou feliz por saber que os filhos começaram a se dar bem e estavam finalmente crescendo, entristeceu-se em perceber que foi preciso ele ter ‘morrer’ para que isso acontecesse. E saudades, tinha saudades de sua família, de sua empresa e seus filhos. Estava doido para conhecer seus netos, de quem até agora apenas havia ouvido falar. Permitiu-se perder em lembranças sobre sua família:

(Dê o play na música)

I remember years ago
Someone told me I should take
Caution when it comes to love, I did
And you were strong and I was not
My illusion, my mistake
I was careless, I forgot, I did

(Eu me lembro de anos atrás
Alguém me disse que eu deveria ter
Cuidado quando se trata de amor, eu tive
E você foi forte e eu não
Minha ilusão, meu erro
Eu fui descuidado, eu esqueci, eu esqueci)

– SHIT, João Lucas. Quando é que você vai crescer, não vê que já tá na hora de parar de agir feito criança. Hell! – falava o Comendador mais uma vez ao encontrar o filho chegando em casa cambaleando pela manhã, após mais uma de suas noitadas.

– Para com esse inglês de puteiro. Chega de dar lição de moral, é sempre o mesmo blábláblá de ‘você tem que ser mais responsável’, ‘não faça mais isso’ e ‘não faça aquilo’. Será que dá pra parar de encher o saco e me deixar em paz? – retrucou João Lucas querendo que o sermão acabasse logo. Achava um saco ter que ficar ouvindo isso toda hora de seus pais e até dos irmãos.

– João Lucas... Eu quero que você saiba que tudo isso é pro seu próprio bem, um dia quando você tiver os seus filhos você vai entender...

And now, when all is done, there is nothing to say
You have gone and so effortlessly
You have won, you can go ahead, tell them

(E agora, quando tudo está feito, não há nada a dizer
Você se foi e tão sem esforço
Você ganhou, você pode ir em frente, diga a eles)

– Olha aqui pai, esses foram os últimos desenhos que eu fiz para a nova coleção, vê se você gosta – dizia Maria Clara mostrando os croquis novos que havia desenhado.

Wonderful, está maravilhoso como sempre minha filha. Eu tenho certeza que essa coleção vai ser um sucesso como todas as outras. – falava José Alfredo admirado com o talento da filha e orgulhoso da mesma...”

Tell them all I know now
Shout it from the roof tops
Write it on the sky line
All we had is gone now
Tell them I was happy
And my heart is broken
All my scars are open
Tell them what I hoped would be
Impossible, impossible
Impossible, impossible

(Diga a eles tudo o que eu sei agora
Grite isso de cima dos telhados
Escreva isso no horizonte
Tudo o que nós tínhamos se foi agora
Diga a eles que eu era feliz
E meu coração está partido
Todas as minhas cicatrizes estão abertas
Diga a eles que o que eu esperava seria
Impossível, impossível
Impossível, impossível)

– Olha aqui José Pedro esse balanço tá ótimo, a única coisa que faltou foi fechar com o valor total dos lucros, tirando isso tá perfeito. – dizia José Alfredo para seu filho mais velho, José Pedro quando ele havia acabado de começar a trabalhar na empresa e lhe mostrava o seu primeiro balanço.

– Deixa eu ver isso aqui pai... – disse José Pedro pegando o balanço das mãos do pai e analisando onde estava o erro. – Ah, sim pai. Eu resolvi colocar o total dos lucros aqui junto com as despesas e o salário dos funcionários para ficar mais fácil de fazer as contas no final do mês, tá aqui olha: – disse ele apontando para o local aonde havia colocado o total dos custos e lucros da empresa.

Essa foi uma boa ideia, excelent. Você tem futuro meu filho, estou orgulhoso de você...

Falling out of love is hard
Falling for betrayal is worse
Broken trust and broken hearts, I know, I know
And thinking all you need is there
Building faith on love and words
Empty promises will wear, I know, I know

(Desapaixonar é difícil
Se apaixonar por traição é pior
Confiança partida e corações partidos, eu sei, eu sei
Pensando que tudo o que você precisa está lá
Construindo fé sobre o amor e palavras
Promessas vazias serão desgastadas, eu sei, eu sei)

– Essa é da boa mesmo – disse Maria Marta após virar a segunda dose da cachaça “Bafo da Onça” no bar do seu Manoel enquanto esperava José Alfredo terminar de se arrumar para ir para a festa da Império.

– Bravo madame, só faltou jogar pro santo. – afirmou Antoninho.

– É isso é que é rainha! – exclamou Juju.

– Me lembrou até a antiga Marta – disse José Alfredo depois de passar um tempo observando a esposa com seus amigos tão á vontade, como há muito tempo não via.

– Houve um tempo na minha vida que eu era bem mais selvagem. De vez em quando eu tenho uma recaída, mas agora... – Maria Marta perdeu a fala assim que viu José Alfredo, já pronto. Ao observá-lo notou que a gravata estava desarrumada e tratou de arrumá-la. – Você ficou muito bem Zé, pra comparecer ao seu evento. – disse ela terminando de arrumar a gravata e logo se virando para os demais presentes. – Foi um prazer, obrigada á todos.

– Prazer! – responderam todos.

– Vamos embora, Zé! – disse Marta virando-se para sair do recinto com José Alfredo a acompanhando logo atrás...”

And now, when all is done, there is nothing to say
And if you're done with embarrassing me
On your own you can go ahead, tell them

(E agora, quando tudo se foi, não há nada a dizer
E se você terminou de me envergonhar
Você pode ir em frente sozinha, diga a eles)

[...]

I remember years ago
Someone told me I should take
Caution when it comes to love, I did

(Eu me lembro de anos atrás
Alguém me disse que eu deveria ter
Cuidado quando se trata de amor, eu tive)

José Alfredo sem nem ao menos se dar conta percebeu que seus olhos estavam úmidos, morria de saudades de sua família. Sentia falta dos sermões que dava em João Lucas, de ver todos os novos projetos de Maria Clara, das ambições de José Pedro, das brigas com Maria Marta. Sentia falta de sua vida, e agora mais do que nunca estava disposto a recuperar tudo o que era seu!

Notas finais
É isso gente, mais uma vez obrigada pelo carinho. Não esqueçam de deixar um comentário sobre o que está achando da fanfic, é muito importante pra mim. Um beijo e até o próximo capítulo.