Miss Sazume - Daichi e suas seis quase esposas

6 Capítulo 6 – A Primeira Festa: Os Preparativos


Notas iniciais
As meninas estão se preparando para seu primeiro baile de alta sociedade como pretendentes do Daichi!

Passadas quatro semanas desde a última ilustre visita dos Sazume à mansão, as meninas estão ainda curiosas por saber quem seria o mais novo morador da mansão, mas não comentam muito sobre o assunto, pois estavam bem “atarefadas”. Mr. Sazume mandou sua secretária avisar as meninas que em breve receberiam uma espécie de “carta”, que as orientaria a respeito de um evento importante que estava por vir. A primavera estava no fim e já se podia sentir o calor do verão. O sol brilhava ainda cedo e quando se punha, encantava até o mais frio coração de tamanha sutileza. Enfim, com esse clima é que aconteceria o primeiro grande evento da alta sociedade, do qual o Mr. Sazume era moderador e promotor, e do qual as meninas haviam recebido um convite formal.

Ainda era cedo, mas todas as moças já estavam acordadas. Então, a campainha toca. Emi desce as escadas correndo e esbarra na porta. Logo quando abre nota que não há mais ninguém do lado de fora, mas quem esteve ali, deixara um envelope. Ela, ainda com roupão de dormir e máscara de pepino no rosto, se abaixa e pega aquele envelope. Antes de Emi abrir, Harumi, que também veio correndo, esbarra nela, e as duas vão ao chão. Logo atrás, caminhando lentamente, vem Chun, dando um sorrisinho tímido e constrangido.

– Meninas, para quê tanta confusão?! – Chun pega o envelope, que havia caído no chão – Deixe-me ver para quem está endereçado...

Num gesto rápido, uma mão tira-lhe o envelope e o abre selvagemente.

– Bem, aqui está escrito “Sazume’s”, então sugiro que é para mim... – Kin “sugere” – hã, deixe-me ver...

– Ei, só um momentinho, — Emi interrompe já com o rosto transtornado de raiva – seu nome não é Sazume, então “sugiro” que este envelope não está endereçado a você, “querida”...

– COMO SE ATREVE?! – Kin revolta-se – MAIS RESPEITO COM A FUTURA SENHORA DAICHI SAZUME!

– Erh, meninas, vamos ser educadas umas com as outras... Emi, já que você atendeu a porta, por que não lê para nós o que está escrito?! – Chun tenta acalmar as meninas, mas nota que seus esforços não as segurarão por muito tempo.

– Então, deixe-me ver... – Emi abre o envelope – “Prezado (a) amigo (a), você está oficialmente convidado (a) para participar da FESTA ALA REQUINTE, promovida pela família Sazume para comemorar o aniversário das empresas Sazume’s e também se confraternizar entre amigos e família. Seu ticket de entrada está incluso neste convite e sem ele, sua entrada será dificultada. Esperamos que compareça, ASS: Família Sazume”.

– O que isso quer dizer?! – Hana pergunta, obviamente porque não prestou atenção durante a leitura.

As meninas olham para Hana sem ação. Ficaram se perguntando se ela não sabia mesmo ou se estava empolgada.

– Bem, — Harumi comenta ironicamente, olhando para Hana, mas depois desviando o olhar para as outras meninas – parece que fomos convidadas para uma festividade formal...

– FOMOS?! – Kin não se convence que o convite servia para todas elas – Acho que houve um pequeno engano aqui... Somente uma foi convidada e, sugiro que fui eu...

– Hã, “sugiro” que fomos TODAS convidadas – Emi revida, balançando os seis tickets que vieram grampeados ao convite.

– Ah, que ótimo! Agora convidam qualquer um para uma festividade dessas?! Aff... – Resmunga Kin, ainda inconformada.

– Meninas, acho melhor nós nos apressar-nos, pois o convite sugere que cheguemos às 19h amanhã, e não temos nada pronto... – Comente Chun, preocupada com os preparativos que se seguiriam.

Logo depois desse comentário, a campainha toca novamente. As meninas se olham, perguntando-se quantas vezes mais a campainha tocaria. Dessa vez, Kin abre a porta.

– Com licença, senhorita! Chamo-me Dana, sou a costureira da família Sazume e vim ajuda-las com os preparativos da festa!

– Você?! Nos ajudar?! Você é que precisa de ajuda... – Kin olha Dana de cima a baixo, reparando nos poucos detalhes de sua vestimenta.

– Erh, na verdade – Harumi empurra Kin da porta – nós vamos precisar sim, de MUITA ajuda...

– Bom, — responde Dana — estou aqui pra isso! Então, não vamos perder tempo! Vamos tirar medidas, desenhar modelos, escolher tecidos...

Dana entrou e foi logo encaminhada ao ateliê/quarto de hóspedes para começar a trabalhar. Ela também havia trazido amostras de adornos, jóias e outros adereços para complementar o visual das meninas. Kin foi a primeira a escolher as jóias e o tecido. Dana, rapidamente, tirou todas as medidas das quais precisaria e estava a desenhar os modelos. Eram absurdamente diferentes uns dos outros, em tecido, corte, caimento, modelo, enfim, completamente distintos, principalmente o da Kin. Era o mais “simples”, mas também o mais elegante. Hana, como não sabia o que queria, disse que mandaria um bilhete avisando o que decidira mais tarde. Todas haviam se resolvido, menos Hana, que ainda não tinha decidido o que usar. Kin aproveitou que Hana estava indecisa e deu a “ideia” dela usar um vestido tomara-que-caia com caimento aberto e saia com forro de tule (altamente volumoso, mas Hana não sabia), e ela aceitou.

Quando todos os vestidos ficaram no ponto de experimentar, as expectativas das meninas estavam nas alturas. Cada vestido estava embalado em uma caixinha azul bebe e fechada com um laço branco de bolinhas escuras, acompanhados com sacolinhas rosas, onde se encontravam as jóias e adornos escolhidos. Todas pegaram suas caixas e correram para os banheiros a fim de provar o modelo por elas escolhido. Um vestido era mais deslumbrante que o outro; altamente elegantes e até um pouco reservados. Todas já haviam saído do banheiro com seus vestidos, menos Hana.

– Hana, — grita Emi do outro lado da porta — está tudo bem aí?!

– HANAAAA! SAI LOGO DAÍ! QUEREMOS VER O SEU VESTIDO! – insiste Mai.

Kin era a única que não chamava Hana e que não se preocupou com o acontecera dentro do banheiro.

– Hum, aposto que ela deve ter rasgado o vestido ou coisa assim... – resmunga Kin.

Logo depois de cessar toda aquela gritaria, ouve-se, de longe, uma vozinha parecendo sufocada.

– Ouwn! Socorro –resmunga Hana baixinho — não consigo sair! Tem muito pano aqui!

– SAIAM DA FRENTE! – exclama Harumi (ainda usando o vestido da festa) segurando uma cadeira – EU VOU ARROMBAAAAAAR!

Quando Harumi estava prestes a jogar a cadeira contra a porta, a mesma se abre, e de dentro saem camadas e mais camadas de tule, porem, ninguém avista Hana.

– Hana – Chun procura em meio àquele tecido todo — onde você está?!

Bem baixinho, ouve-se um sussurro: “Aff! Estou aqui!”

De repente aquele tecido todo cria vida e começa a se erguer. Harumi, ainda com a cadeira na mão, ergue-a com medo de ser algo “sobrenatural”. Enfim, daquele prédio de tule, surge o rostinho de Hana, vermelho de tanto calor.

– Consegui colocar! – ela afirma com tom de alívio.

As meninas ficam sem ação. Hana parecia um bolo de casamento. A circunferência do vestido era exageradamente maior do que qualquer coisa que elas já haviam visto em matéria de vestido. Hana aparecia em 15% do visual por inteiro, o resto era tule. Como ela mal conseguia andar, as meninas resolveram encontrar uma forma de ajuda-la. Cada uma pegou uma tesoura e puseram-se a “podar” o vestido. Não conseguiram tirar tanto quanto queriam, mas agora se podia enxergar metade de Hana, e isso já era um começo. Kin foi à única que não colaborou, então, por lógica, foi acusada de ter arquitetado essa artimanha.

As horas corriam e o relógio não perdoou. Já eram 18h.

Notas finais
O que acharam? Leitores fantasmas, apareçam! Vamos compartilhar o que estamos curtindo na história! ainda tem muuita confusão pela frente pras meninas! aguardem! ;)