Notas iniciais
Espero que vocês gostem. Escolhi fazer uma fanfic sobre a minha "main" Miss Fortune, não apenas por ela ser minha main, mas porque já havia planejado fazer esta fanfic há tempos e só agora tive tempo

As águas de Bilgewater estavam agitadas. Dava-se para ouvir tiros em um navio pirata no meio do mar. Era Sarah, uma hábil caçadora de recompensas que só buscava uma coisa:

— Onde está Gangplank? — perguntou ela apontando uma arma para a cabeça de um dos piratas.

— Ele não está aqui, senhora! — disse o homem com toda a coragem que reuniu.

Ela não se importou em dar um tiro no homem após derruba-lo no chão. Saqueou todos os baús de tesouro que encontrava pela frente naquele navio imundo. Ela tinha quase certeza de que Gangplank já havia fugido faz tempo, mas não queria perder a viagem e aproveitou para pegar algumas coisas de valor. Sarah subiu as escadas do navio e escalou até o mastro, empurrando outro pirata que já estava lá. Ela via pelo telescópio toda movimentação de Bilgewater. De repente, ela é pega de supetão. Quando se dá conta de si, um pirata a fizera de refém e apontava uma faca para seu pescoço.

— O que vai fazer agora, gracinha? — ele perguntou baforando aquele cheiro inconfundível de laranja.

— Gangplank?! — Sarah disse chocada, largando suas armas.

— É o fim da linha, gracinha!

Ela fechou os olhos, esperando a morte certa. De repente, um barulho. A pressão dos braços sob seu pescoço havia acabado e ela podia ouvir o baque surdo do pirata caindo no chão. Sarah abre os olhos e vê Gangplank no chão, com uma carta alojada em seu olho direito. Ela olhou o trajeto que a carta levara para chegar até lá, mas, até então, não havia visto ninguém.

— Estou bem aqui! — disse uma voz masculina.

— Então você é o famoso Twisted Fate, de Bilgewater? — ela disse em um tom irônico — Esse é meu território, rapaz. Sai fora!

Twisted Fate estava sentado em cima do telescópio do mastro. Ele tinha um longo cabelo negro coberto por um chapéu e uma barba um tanto curta. Ele pulou de onde estava e chegou bem perto de Sarah.

— Nem um obrigado por ter salvado sua vida, senhora Fortune? — ele disse.

— Eu não preciso ser salva — ela disse encarando fundo em seus olhos — Isso foi só um golpe de sorte!

— Tá. Agora que eu fiz o favor de matar seu arqui-inimigo de toda a face de Runeterra, para onde você vai?

Aquilo acabara de acertar Sarah como se tivesse levado um tiro da realidade. Aonde mais iria agora que seu único objetivo, que era destruir Gangplank, havia sido completado? Por um lado, ela se sentia muito feliz por ter se vingado, mas por outro, não fazia mais sentido ela ser Miss Fortune.

— Vou seguir meu caminho — ela falou virando as costas.

— Mas, e se eu tivesse uma proposta? — ele a puxou de volta — Eu estou saindo da cidade. Fui chamado para um trabalho em Piltover — ele a puxou para mais perto e começou a mexer em seu cabelo — Aceita vir comigo?

Aquela proposta era tentadora para Sarah, mas ela queria se fazer de difícil para ele. Não queria que ele achasse que podia falar qualquer coisa que a conquistaria. Ela se afastou de seus braços e, por fim, disse:

— Vou pensar!

Dito isso, ela se jogou do mastro e segurou em uma das cordas que segurava as velas do navio, soltando após um tempo no ar e caindo em alto mar.

Após um dia todo pensando, Sarah chegou em casa — a antiga casa de seus pais — e, como sempre, começou a ver o retrato de seus pais ainda vivos. Sua mãe, a dama das armas, sabia fazer armas como ninguém, assim como as que estava nas mãos e seu pai ao lado. Os dois, brutalmente assassinados por Gangplank. Em sua estante, havia um papel. Ela o pegou e leu: Partimos hoje ao amanhecer. Ela rapidamente, pegou uma mala e arrumou com roupas e tudo do que precisava. Só uma coisa ela não confiava o bastante para se colocar dentro de uma mala: suas armas. Suas armas de canos gêmeos construídos por sua mãe, que agora, eram parte dela, não só mais um objeto. Um pedaço da arma estava alojado em seu coração e ela cuidava daquilo com todo o cuidado.

Ao amanhecer, Sarah foi até o cais de Bilgewater esperar por seu companheiro. Ela ficou sentada em um banco com sua mala ao lado. Um navio vinha em direção ao cais onde estava. Era um navio grande e havia um polvo talhado em sua frente. Ele parou bem na frente de Sarah e um homem saiu dele.

— Está pronta, princesa? — perguntou Twisted pegando a mala dela.

Sarah subiu no navio, olhando mais uma vez para sua cidade natal. Ela estava deixando todas as suas lembranças lá, mas, principalmente, estava se livrando de todas as maldições dela.

— Onde conseguiu esse navio? — ela perguntou — E onde você aprendeu a pilotar?

— Peguei de um desses loucos adoradores de Kraken — ele respondeu — E parece ser fácil pilotar uma gracinha dessas!

E, então, os dois saíram rumo à Piltover. Sarah não sabia o que esperar dessa viagem, mas, com certeza, estava preparada para tudo.