Notas iniciais
Espero que gostem deste capítulo. Nem tudo o que eu disse sobre Piltover pode ser real, algumas coisas são fictícias, mas eu dei uma pesquisada. Obrigado!!

Após uma viagem longa, num navio que Sarah já considerava a hipótese de ter sido roubado, os dois chegam a Piltover. Ela dormia no mastro enquanto Twisted Fate tomava o controle do navio.

— Chegamos! — gritou ele. Seu grito foi tão alto que Sarah conseguira ouvir e levara um susto ao acordar.

Um tanto mal-humorada, ela desceu do mastro elegantemente e bem devagar, seu salto fazia barulho a cada pisada nas madeiras que serviam como escada de apoio. Ela finalmente tocou o chão e viu a maravilha que era Piltover. Sarah não via nada de Bilgewater naquela cidade. Era muito evoluída, com vários prédios grandes e brilhantes, sob a luz do sol. Olhando mais de perto, via-se a tecnologia avançada que habitava Piltover. Uma torre chamava atenção por seu relógio enorme e holográfico.

— É linda, não é? — começou Twisted tentando puxar assunto — A cidade.

— Eh... O que viemos fazer aqui mesmo? — Sarah tinha o olhar vago nas construções de Piltover, mas logo voltou à realidade quando tentava lembrar-se de sua missão, que até então não havia sido mencionada.

— Precisamos encontrar um carinha na praça principal atrás da Torre do Relógio — ele fez uma pausa — O codinome que ele me passou é Jinx.

O nome fez Sarah lembrar-se de algo que havia visto nos noticiários.

Jinx? Será que tem relação com aquela lunática que planejou o atentado à Piltover meses atrás?

Pela cara confusa que Twisted havia feito, Sarah notara que ele não havia pensado nisso até então. Isso fez com que ela pensasse na fria que estava se metendo saindo em uma viagem arriscada com Twisted. Logo na entrada da cidade, havia uma placa digital com o mapa da cidade. Uma voz mecânica falava: Olá, seja bem-vindo à Piltover, a cidade do progresso. Onde gostaria de ir?

— Praça principal atrás da Torre do Relógio — disse Sarah.

Ao dizer isso, um papel saiu debaixo da máquina. Era o mapa impresso de Piltover, já rabiscado com o caminho certo para a praça. Sarah tomou a frente de Twisted, desfilando, como sempre fazia. Ela o guiava pela cidade com o mapa nas mãos. Vários locais que passavam, notavam becos escuros com algumas gangues que pareciam estar fazendo atividades ilícitas e olhavam torto para os dois que andavam nas ruas de Piltover. Passaram pela Torre do Relógio, onde viram algumas partes que pareciam danificadas, talvez por algum tipo de bomba ou uma arma muito potente.

— Acho que é ali! — Twisted apontou para uma área verde com algumas árvores e uns bancos espalhados.

No meio da praça havia um indivíduo encapuzado. Ele se destacava entre os demais e estava estático. Não ousava se mexer. Desconfiados, Sarah e Twisted se aproximaram da praça, mandando olhares discretos para o indivíduo, que não parecia se ligar. Entediada com tudo aquilo, ela resolveu puxar o capuz do desconhecido, revelando um cabelo azul longo e trançado em duas pontas. Ela deu um pulo animado para Sarah e começou a mexer em seu rosto.

— Você é mesmo a lendária Miss Fortune? — perguntou a garota — Ai, que máximo! Me dá uma autógrafo?

— Escute, garota... — tentou começar Twisted Fate, mas fora interrompido pela garotinha.

— Garota?! — ela gritou chocada — Que eu saiba, meu codinome é Jinx... que vem do meu nome Jinx, dã! Haha!

Pelo que os dois viam, a garota era totalmente maluca, principalmente, na hora em que ela pegou seu lança-foguetes e mostrou a eles, entusiasmada.

— Ei, Fishbones, estes são nossos novos amigos! — ela dizia apontando a arma para os dois — Puxa, que legal! Será que podemos convida-los para tomar um chá? — ela gesticulava a boca da arma, que tinha um formato de uma boca de tubarão, como se a arma falasse.

— Qual era a missão que você havia me comunicado? — disse, finalmente, Twisted — Você disse que valeria dinheiro.

— Ah, vai valer! — ela finalmente havia lembrado — Bom, a gente tá pegando toda essa tecnologia de Piltover para produzir armas e vender para Noxus e queríamos que vocês entregassem algumas arminhas para mim. Podem? — ela fez um bico e uma feição como a de um bebê quase chorando.

Nem Sarah nem Twisted acreditavam o quanto aquela garota não tinha escrúpulos. Ela estava propondo aos dois que traficassem armas para um dos reinos mais assustadores e assassinos de Runeterra. Aquela proposta fizera os dois dar um passo para trás, principalmente, levando em conta que Noxus estava em guerra contra Demacia e não queriam dever nada aos demacianos.

— Isso é bem arriscado, não é? — disse Sarah — Ainda mais com a xerife Caitlyn por aí...

— Você disse Caitlyn? — Jinx havia se animado — Será que podemos mata-la também no caminho? Sempre quis aquele chapéu maluco dela!

— Aceitamos! — Twisted falou por fim, com medo de encorajá-la a ter outro ataque de emoções e começar de novo a enrolação.

Um tempo depois, Jinx havia os levado para um esconderijo no esgoto da cidade. Nele, havia muito lodo e várias caixas com símbolos explicando qual arma era. Havia muitos explosivos perigosos que, se explodidos, iriam incitar os outros a explodir, resultando na destruição de tudo, mas algo dizia que Jinx não se importaria nada com isso.

— Você faz todas as armas sozinha? — Sarah perguntou andando logo atrás dela no lodo.

— Não, eu tenho uma ajuda! — ela respondeu aponto mais á frente.

Em uma pequena salinha no esgoto, havia um bichinho fofo e peludo. Tinha uma pelugem loura na cabeça e seus olhos estavam escondidos por dois óculos vermelhos.

— Gente, conheçam meu amigo Heimerdinger! — ela apresentou-os batendo palmas rápidas depois.

Na mesa em que estava sentado Heimerdinger havia uma arma já pronta. Era enorme e tinha um cano duplo para disparar dois projéteis de uma vez. Parecia bem perigosa para Sarah.

— Gatinha, sabe que não vai ser barato transportar tudo isso para Noxus, não é? — disse Twisted dando uma olhada em toda a mercadoria.

— Vocês acham que eu sou doida? — Jinx retrucou — É claro que eu sei que não dá para levar tudo. Algumas coisas vamos vender para os demacianos também. Hahaha!

Cada palavra dela os aterrorizava mais ainda. Sarah cogitava até em fazer aquele trabalho de graça para não ter problemas depois. Fora que Noxus era o menor dos problemas. A xerife Caitlyn não iria ser burlada facilmente e necessitava de uma ajuda extra. Twisted começou a dar uma olhada em tudo, checando as caixas para ver se estavam bem fechadas e se o material estava correto. De repente, um estouro tomou conta do ar.

— Eu cuido do caso! — a voz da xerife Caitlyn ecoou pelo ar.

— É a Caitlyn. Droga! — reclamou Sarah.

— O que estão esperando? — Jinx dizia entusiasmada — A diversão acabou de começar, não é, Pow-Pow?

E saiu correndo em direção à voz que ouvira.