Miss Atomic Bomb
7 Capítulo 7 - We are infinite part.2
Notas iniciais
Ela me pegou pela mão e me guiou para fora da clareira.
_Para onde você está me levando? — perguntei.
Ela parou abruptamente ficando cara e queixo comigo.
_Surpresa. — disse ela baixinho e silenciosamente.
_E o Luke? Você não ia dar aula para ele?
_Eu mudei para amanha a tarde.
Hmm interessante, a tarde.
_Na sua casa ou na dele?
_Por que o interesse Bran? — perguntou ela voltando a seguir através da mata.
_Curiosidade.
_Isso não soa como curiosidade, meu caro Watson.
E ela continuo andando e me levando junto. Caminhamos durante uns 10 minutos até que eu começo a ouvir barulho de água. E quando finalmente chegamos era um riacho, aqueles de filmes de romance, lindo, natural, com pedras e uma simples cachoeira. Era o paraíso, principalmente com aquela lunática tentando se equilibrar em uma perna em cima de uma pedra.
_Eae, o que achou?
_Acho que quando e mãe natureza criou esse lugar estava pensando em algo lindo e harmônico, o que me leva a pensar que ela estava pensando em você.
Estou mais que inspirado esses dias.
Tudo culpa da Lola.
Ela riu alto, e riu tanto que escorregou da pedra e caiu na água.
_EU? HARMÔNICA? – e continuou rindo – meu caro Watson, nem Beethoven conseguiria colocar harmonia nessa bagunça que chamo de mente!
Ela saiu da água e começou a se sacudir como um cachorro e para meu pobre e instável coração ela tirou a blusa.
_Lola, o que você está fazendo?
_Medindo minha pressão Bran! O que você acha que eu estou fazendo?!
_Tentando me matar do coração! — respondi tendo palpitações no coração e virei para o outro lado. E Lola começou a rir de mim.
_O que você acha que tem dentro de sutiã Bran? Cães do inferno? — debochou da minha cara – olha para mim Bran! Olha pra mim!
Eu virei e ela já estava no riacho. Ela me olhou de lado com uma meiga coruja e me chamou para desfrutar do riacho com ela.
_Mas e minhas roupas?
_Oh meu caro Watson, tire-as, não faço nenhuma objeção.
_Isso é um convite obsceno minha cara Lola? — perguntei enquanto tirava minha blusa. Tentei fazer da maneira mais sexy o possível, mas tenho quase a certeza que fiquei parecendo o Salgueiro Lutador tentando tirar uma camisa de força.
Antes de tirar minha calça jeans gritei para Lola:
_VIRA PRA LÁ TARADA!
E ela me obedeceu. Tirei a calça e pulei na água que estava bem gelada, mas extremamente agradável. Lola nadou para perto de mim e ficou me encarando naquela intensidade Lola.
_Que foi? – perguntei sem poder conter um sorriso.
_Nada, só te olhando, por quê? Não posso bundão?
_É infalivelmente obsceno o modo que você me olha.
_Eu só acho que estou enriquecendo seu vocabulário. — falou ela se aproximando de mim.
Algum movimento meu e nós nos beijávamos.
Como eu a queria.
Como eu a ambiciono.
Como eu a apeteço.
Como eu a almejo.
Como eu a desejo.
_Você esta enriquecendo muitas coisas na minha vida, não apenas meu vocabulário. — disse a ela encarando seus doces lábios – e eu quero tanto te beijar!
Eu ansiava tanto que falei sem rodeios.
_Eu sei que você quer, por isso estou fazendo cu doce, não gosto de atender imediatamente os desejos luxuriosos das pessoas. — disse ela rindo da minha cara.
Ela mergulhou e desapareceu entre as oscilações da água. Então mergulhei atrás daquela maluca e alcancei seu tornozelo, mas ela conseguiu se desvencilhar.
_Não me pega otário! — e ela começou a nadar e mergulhar fugindo de mim.
Sua risada era uma melodia individualizadora.
Quando sai do Alabama, não esperava desejar tanto a presença de uma insana como Lola, mas aqui estou eu, brincando de pega com a lunática da vizinhança.
Até que consegui por fim, com muito esforço puxá-la para meu encontro. E ficamos ali arfando, pois nadar contra a correnteza da pequena cachoeira não era fácil não, Akash teria morrido ali.
_Eu não nasci para nadar contra correntezas. — disse Lola arfando apoiada em mim.
Ela nadou para a extremidade do riacho e saiu. De sutiã e com o short molhado.
GRAÇASADEUSESTOUNAAGUA.
_Vai sair não? — perguntou ela.
_Acho que vou ficar aqui mais um pouco.
_Okay. — concordou ela dando os ombros e sentou um pouco longe da margem.
Esperei alguns minutos até que sai da água, ela estava ali já de blusa para o meu desalento, deitada no chão, ainda úmida, cantarolando algo. Deite-me ao seu lado e perguntei o que ela estava cantarolando:
_Não sei na verdade, as frases vem em minha cabeça e eu canto com uma melodia qualquer, as vezes é estranho porque não tem sentindo nenhum.
_Você devia cantar para eu qualquer dia desses. — sugeri enquanto virara para ficar olhando para ela de lado.
_Quem sabe um dia. — disse ela olhando para a copa das árvores – não seria formidável se pudéssemos voar? Tipo, abrir os braços e sentir o vento em você, sentir as nuvens. Quando eu era mais nova, jurava de pé junto, que as nuvens eram algodão-doce, e que os moços que vendiam algodão-doce tinham uma enorme escada que os levava até as nuvens e de lá eles tiravam o algodão e vendiam. Só que o magnífico do meu pai me disse a verdade, fiquei 5 dias sem comer em crise existencial. Nós temos que ir, prometi a babicka que chegaria cedo hoje. Meu pai vem nos visitar, e temos que começarmos a nos preparar para a vinda do satã e sua mulher.
_Seu pai se casou novamente? — perguntei enquanto pegava uma mecha de seu cabelo e enrolava em meu indicador.
_Sim, a mulher tem muito peito, as vezes tenho a tênue impressão que se você se enfiar no decote dela, você vai parar em Nárnia.
Ela se levantou e começou a andar pela mata e fui em seu encalce.
Enquanto andávamos ela me perguntou:
_Você gosta de ler?
_Há sete meses atrás teria dito que não, mas meus pais começaram a brigar e um amigo que passou por uma situação semelhante disse que livros era uma ótima terapia para esquecer os problemas de casa, e bum, comecei a ler. Os primeiros que eu li foram o da série Harry Potter, depois Percy Jackson e foi indo.
_Você gosta de Não-Ficção? — perguntou ela se escorando em uma árvore.
_Acho que não, eu prefiro os de ficção. Sei lá, tipo, o modo que nos livros de ficção tem uma escapatória desse nosso rotineiro mundo, e geralmente é para um mundo melhor, cheio de magia e aventura, com exceção de Jogos Vorazes, não sei se gostaria de ir para uma arena e lutar pela minha vida.
_Você não duraria nem um dia. — comentou ela recomeçando a andar.
Nossa, doeu.
_Por que eu não duraria nem um dia? — perguntei acelerando o passo para poder encará-la de lado.
_Você é do tipo afetuoso, o tipo que se apega. Você me conhece a 2 dias? 2 dias né? E tem certos momentos que você me olha, e juro para você, parece que irá me pedir em casamento! Acho que sua única vantagem seria essa cara de cachorrinho que caiu do caminhão de mudança.
E finalmente chegamos na clareira. Lola começou a juntar as coisas e colocar na mochila, tentei ajudá-la mas ela simplesmente me disse para eu sentar em alguma pedra e ficar na minha. Delicada. Quando terminou apenas acenou para que a acompanhasse na oculta trilha que, pelo visto, só Lola via.
_Por que o silêncio? — perguntei.
Eu amo o silêncio de Lola, pois de alguma excêntrica maneira, era o seu silêncio e seu sorriso que mais me atraiam, pois no seu silêncio, talvez, seria quando os gritos de sua consciência tomavam conta de sua mente. Mas naquele silêncio já estava desconfortável e alguma coisa estava errada.
Ela virou abruptamente para mim e perguntou:
_Bran, você está gosta gostando de mim? No sentindo lírico da coisa? — seus olhos suplicavam por uma resposta negativa.
_Eu não sei. — respondi, sincero
_Bran, não. Sério, péssima ideia. Se relacionar comigo é uma péssima ideia. — ela estava nervosa, estava gesticulando demais.
_Você gosta de mim?
_Sim... não, não no sentido lírico da coisa!
_Mas você me beijou! — argumentei.
_Você tem lábios deleitosos, meu caro Watson. E eu sou de lua, as vezes estou alegre, cinco minutos depois estou em prantos, meus sentimentos Bran, são difíceis de decifrar e eu mal te conheço criatura! Bran, você nem deve estar gostando no sentindo lírico da coisa de mim, isso é atração. Você não me conhece direito Bran!
_Então por que me trouxe aqui?
_Achei que você fosse gostar, você é um tipo de pessoa que deve ver coisas legais e lugares maravilhosos.
_Okay Lola, no riacho você ia me beijar, se não está gostando de mim, por que ia me beijar?
_Bran, da minha parte, rolou uma química entre nós, mas acho que tem muitas águas para rolar antes de fazer qualquer afirmação sobre gostar liricamente do outro. Vamos, babicka deve estar nos esperando.
Fomos até o carro, entramos e fomos embora.
Eu estava aborrecido, porque uma parte de mim sabia que ela estava certa. Eu mal a conheço. Como posso sentir sentimentos tão forte?
_Eu não te entendo. — murmurei.
_Não é exatamente uma frase original na minha vida, Bran. Desculpa, mas tenho que te avisar que ainda tenho o intuito de te beijar, mas se você não quiser, entenderei.
Como eu a odiava naquele momento, pelo fato de ela ter razão mas mesmo assim ter sentimentos tão fortes com aquela menina e, pelo visto, não pode fazer nada em relação.
_Nenhuma objeção, minha cara Lola.
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