Miss Atomic Bomb
8 Capítulo 8 - Paris
Notas iniciais
_Eae cara? Como são as chicas dai? — perguntou Josh, o meu melhor amigo, que deixei no Alabama.
_Estou gostando, Lia é ótima, será uma ótima mãe; os professores são legais também, a comida da cantina da escola é boa...
_Eu não estou dando a miníma para os professores manezão, quero saber das minas. Já pegou alguma?
Silêncio, não quero falar sobre minas, porque a mina que de uma maneira inteligível eu quero, não me quer. Só para me beijar, alguns meses atrás teria adorado, mas não com Lola. Nada é normal com ela.
_OH MEU DEUS, PEGOU!
_Eu não disse nada!
_Teu silêncio te entregou babaca. Fala ai, ela é gostosa? Pegou aonde? Banheiro? Vestiário? Debaixo da mesa do refeitório?
_Só dei um beijo de leve, e acho que ela me deu um fora. Josh, vou me jogar da sacada. Não gosto de levar foras. — eu realmente estava para me jogar da sacada mesmo.
Rob estava em coma já, podia ouvir seus roncos da sacada do meu quarto, pobre Lia. Meu café fumegava deixando minha caneca da Corvinal extremamente fotogênica.
_Por que você acha que ela te deu um fora? — perguntou Josh.
_Cara, ela disse que era para eu ir devagar, e que os sentimentos dela são uma bagunça e resumindo ela é uma bagunça, mas eu quero que seja minha a minha bagunça.
_Cara, cê andou lendo Nicholas Sparks?
_Você é um péssimo amigo para consolar. — disse para ele enquanto me jogava no puf que tinha na sacada.
_Cara, não estou acostumado a consolar quando algum dos meus amigos esta realmente apaixonado, se você tivesse pegado sífilis, herpes, hemorroidas, eu sei o que fazer, onde levar e tals. Mas isso, sei lá. Como assim ela é bagunçada? Ela não se veste bem? Ela é feia?
_Não cara, ela é bagunçada mentalmente. Ela é aleatória, lunática. Sei lá, ela disse que meu nome é de cachorro! Meu nome é de cachorro Josh? Meu nome te lembra labradores?
Josh ficou alguns segundos em silêncio até que respondeu:
_Isso parece familiar, esse comentário...
_Como assim familiar?! — interrompi Josh.
_Droga, minha mãe chegou e eu nem tirei o lixo! Desculpa cara, tenho que ir. E essa mina parece... JOSH SEU FILHO DA PUTA! NÃO TIROU A PORRA DO LIXO QUE EU MANDEI! VOU METER UMA BOFETADA NESSA SUA...
E ele desligou. Viado.
Com suspiros e dentes batendo de tanto frio entrei e me joguei na cama. Crises existenciais não são legais. E revendo todas as minhas conversas com Lola eu cai no mundo de Morfeu e sonhei:
Eu tinha 7 anos e estava no parque brincando com os meus carros, meu pai tinha ido trabalhar e minha mãe estava em casa fazendo bolo, pois era meu aniversário. Estava sozinho no parque porque meu amigo Josh estava terminando o dever de casa antes de vir brincar comigo.
_Hola. — era a voz de uma menina.
Virei assustado, pois meninas não falavam comigo, eu era estranho e catarrento como elas diziam. Ela devia ter a minha idade, com cabelos longos e castanhos, com um vestido azul, e grandes olhos amêndoas vermelhos, ela estava chorando.
_O-oi. — eu sempre gaguejava quando estava nervoso.
_Você se importa de eu brincar com você? — perguntou ela apontando para os meus carrinhos.
_Anh... claro.
Ela pegou um dos meus carrinhos e começou a desenhar com os dedos linhas para fingir que eram estradas.
_Você sabia que as nuvens não são feitas de algodão-doce, mas sim de gotas de água e gelo? — perguntou ela para mim tristemente.
ANH?
_Não, não sabia – ela começou a chorar e eu a entrar em desespero– não chora! Por favor. eu compro algodão-doce para você.
Ela me olhou com os olhos cheio de lágrimas.
_O problema não é esse, é que eu nunca vou conseguir ir até lá em cima e comer algodão-doce das nuvens, é triste.
_PARIS! — um homem, alto, assustador, moreno, assustador, com terno e assustador veio em nossa direção – Paris, isso é jeito de me deixar! Sabe o quanto de procurei?
Ela se levantou rapidamente e enxugou as lagrimas e disse:
_Pai, eu tenho 7 anos, quando sair correndo achei que estava subtendido que eu viria para o parque. — e ela se virou para mim e disse– obrigada, qual o seu nome?
Eu ainda estava tentando entender o que ela tinha falado para o pai assustador dela.
__Bran, eu me chamo Bran.
Ela me olhou de cima a baixo e disse:
_Você tem nome de cachorro. — e saiu correndo atrás do pai que já tinha saído do parquinho.
E eu fiquei lá, olhando na direção que Paris foi, e aquilo só me deixou com uma certeza:
Meninas são estranhas.
_Uh cheguei, quase apanhei da minha mãe, aprender a tabuada do 5 não é legal e feliz aniversário — disse Josh sentando ao meu lado e pegando um carrinho.
_Uma menina veio falar comigo. — disse para ele ainda pensando em Paris.
_UMA MENINA?!
_Sim, e ela disse que eu tenho nome de cachorro.
_Ela tem razão, ah , e tem meleca no seu nariz.
_Sempre tem. — falei para ele limpando meu nariz.
Acordei num sobressalto, Lola era Paris. Vadia, e não me disse nada!
Olhei o relógio e já eram 7 da manha. Tomei banho, vesti uma bermuda jeans com uma camiseta velha e corri para o andar debaixo.
_Oi? — perguntou Rob olhando assustado para mim, provavelmente porque acordei cedo num domingo.
_Vou ali e já volto. — e sai correndo em direção a casa da Lola/Paris.
Quando cheguei na casa dela, eu simplesmente cai na grama. Correr quatro quadras é complicado, principalmente num domingo de manha.
_Bran, você esta bem? — perguntou Katarina chegando perto de mim.
_Eu... só... preciso de … ar. — respondi a ela ofegante.
Depois de ter tomado ar, levantei, abracei Katarina e fui atras de Lola/Paris. Subi as escadas e fui até o quarto dela e parei no vão da porta e disse:
_Paris.
Ela levantou os olhos de uma maquete que estava construindo e me deu um sorriso e disse:
_Estava pensando com os meus gnomos, quanto tempo você demoraria para lembrar. — e ela voltou os olhos para a maquete.
_Por que não me disse antes? — perguntei enquanto me sentava em uma poltrona perto da janela de seu quarto.
_Sei lá, mas te dei pistas, isso você não pode negar. E a culpa não é minha se você tem memória de peixe.
_Okay, então seu pai mora no Alabama, e nós já havíamos nos conhecido, daria um livro da hora.
_Se você for escrever um livro sobre mim, diga que eu tenho cabelos prateados, e olhos cinzas, e diga que sou alta. Odeio ser baixinha e coloque o Legolas, e eu nesse livro eu tenho filhos com ele.
Eu ri, apesar de ela não gostar de seus cabelos castanhos, eu os adorava assim como seus olhos e sua altura. Meninas baixinhas são perfeitas para abraçar.
_O que você está fazendo? — perguntei apontando para a maquete que parecia um castelo e lego.
_É legos do castelos de Hogwarts, quer me ajudar? — perguntou ela me oferendo o manual.
E começamos a montar juntos o castelo. E comecei a pensar, talvez seja o motivo de eu ter gostada dela de primeira, talvez seja o destino dizendo que ela era para mim, ou não. Nunca se sabe quando se trata do destino.
_Você prefere Lola ou Paris?
_Acho que vai da vontade do remetente. Eu não tenho objeções em relações a nenhum dos nomes. Já tomou café?
_Não, assim que acordei vim direto para cá.
_Então meu caro Watson, hoje, você irá experimentar o pão de canela de babicka!
_Eae cara? Como são as chicas dai? — perguntou Josh, o meu melhor amigo, que deixei no Alabama.
_Estou gostando, Lia é ótima, será uma ótima mãe; os professores são legais também, a comida da cantina da escola é boa...
_Eu não estou dando a miníma para os professores manezão, quero saber das minas. Já pegou alguma?
Silêncio, não quero falar sobre minas, porque a mina que de uma maneira inteligível eu quero, não me quer. Só para me beijar, alguns meses atrás teria adorado, mas não com Lola. Nada é normal com ela.
_OH MEU DEUS, PEGOU!
_Eu não disse nada!
_Teu silêncio te entregou babaca. Fala ai, ela é gostosa? Pegou aonde? Banheiro? Vestiário? Debaixo da mesa do refeitório?
_Só dei um beijo de leve, e acho que ela me deu um fora. Josh, vou me jogar da sacada. Não gosto de levar foras. — eu realmente estava para me jogar da sacada mesmo.
Rob estava em coma já, podia ouvir seus roncos da sacada do meu quarto, pobre Lia. Meu café fumegava deixando minha caneca da Corvinal extremamente fotogênica.
_Por que você acha que ela te deu um fora? — perguntou Josh.
_Cara, ela disse que era para eu ir devagar, e que os sentimentos dela são uma bagunça e resumindo ela é uma bagunça, mas eu quero que seja minha a minha bagunça.
_Cara, cê andou lendo Nicholas Sparks?
_Você é um péssimo amigo para consolar. — disse para ele enquanto me jogava no puf que tinha na sacada.
_Cara, não estou acostumado a consolar quando algum dos meus amigos esta realmente apaixonado, se você tivesse pegado sífilis, herpes, hemorroidas, eu sei o que fazer, onde levar e tals. Mas isso, sei lá. Como assim ela é bagunçada? Ela não se veste bem? Ela é feia?
_Não cara, ela é bagunçada mentalmente. Ela é aleatória, lunática. Sei lá, ela disse que meu nome é de cachorro! Meu nome é de cachorro Josh? Meu nome te lembra labradores?
Josh ficou alguns segundos em silêncio até que respondeu:
_Isso parece familiar, esse comentário...
_Como assim familiar?! — interrompi Josh.
_Droga, minha mãe chegou e eu nem tirei o lixo! Desculpa cara, tenho que ir. E essa mina parece... JOSH SEU FILHO DA PUTA! NÃO TIROU A PORRA DO LIXO QUE EU MANDEI! VOU METER UMA BOFETADA NESSA SUA...
E ele desligou. Viado.
Com suspiros e dentes batendo de tanto frio entrei e me joguei na cama. Crises existenciais não são legais. E revendo todas as minhas conversas com Lola eu cai no mundo de Morfeu e sonhei:
Eu tinha 7 anos e estava no parque brincando com os meus carros, meu pai tinha ido trabalhar e minha mãe estava em casa fazendo bolo, pois era meu aniversário. Estava sozinho no parque porque meu amigo Josh estava terminando o dever de casa antes de vir brincar comigo.
_Hola. — era a voz de uma menina.
Virei assustado, pois meninas não falavam comigo, eu era estranho e catarrento como elas diziam. Ela devia ter a minha idade, com cabelos longos e castanhos, com um vestido azul, e grandes olhos amêndoas vermelhos, ela estava chorando.
_O-oi. — eu sempre gaguejava quando estava nervoso.
_Você se importa de eu brincar com você? — perguntou ela apontando para os meus carrinhos.
_Anh... claro.
Ela pegou um dos meus carrinhos e começou a desenhar com os dedos linhas para fingir que eram estradas.
_Você sabia que as nuvens não são feitas de algodão-doce, mas sim de gotas de água e gelo? — perguntou ela para mim tristemente.
ANH?
_Não, não sabia – ela começou a chorar e eu a entrar em desespero– não chora! Por favor. eu compro algodão-doce para você.
Ela me olhou com os olhos cheio de lágrimas.
_O problema não é esse, é que eu nunca vou conseguir ir até lá em cima e comer algodão-doce das nuvens, é triste.
_PARIS! — um homem, alto, assustador, moreno, assustador, com terno e assustador veio em nossa direção – Paris, isso é jeito de me deixar! Sabe o quanto de procurei?
Ela se levantou rapidamente e enxugou as lagrimas e disse:
_Pai, eu tenho 7 anos, quando sair correndo achei que estava subtendido que eu viria para o parque. — e ela se virou para mim e disse– obrigada, qual o seu nome?
Eu ainda estava tentando entender o que ela tinha falado para o pai assustador dela.
__Bran, eu me chamo Bran.
Ela me olhou de cima a baixo e disse:
_Você tem nome de cachorro. — e saiu correndo atrás do pai que já tinha saído do parquinho.
E eu fiquei lá, olhando na direção que Paris foi, e aquilo só me deixou com uma certeza:
Meninas são estranhas.
_Uh cheguei, quase apanhei da minha mãe, aprender a tabuada do 5 não é legal e feliz aniversário — disse Josh sentando ao meu lado e pegando um carrinho.
_Uma menina veio falar comigo. — disse para ele ainda pensando em Paris.
_UMA MENINA?!
_Sim, e ela disse que eu tenho nome de cachorro.
_Ela tem razão, ah , e tem meleca no seu nariz.
_Sempre tem. — falei para ele limpando meu nariz.
Acordei num sobressalto, Lola era Paris. Vadia, e não me disse nada!
Olhei o relógio e já eram 7 da manha. Tomei banho, vesti uma bermuda jeans com uma camiseta velha e corri para o andar debaixo.
_Oi? — perguntou Rob olhando assustado para mim, provavelmente porque acordei cedo num domingo.
_Vou ali e já volto. — e sai correndo em direção a casa da Lola/Paris.
Quando cheguei na casa dela, eu simplesmente cai na grama. Correr quatro quadras é complicado, principalmente num domingo de manha.
_Bran, você esta bem? — perguntou Katarina chegando perto de mim.
_Eu... só... preciso de … ar. — respondi a ela ofegante.
Ela levantou os olhos de uma maquete que estava construindo e me deu um sorriso e disse:
_Estava pensando com os meus gnomos, quanto tempo você demoraria para lembrar. — e ela voltou os olhos para a maquete.
_Por que não me disse antes? — perguntei enquanto me sentava em uma poltrona perto da janela de seu quarto.
_Sei lá, mas te dei pistas, isso você não pode negar. E a culpa não é minha se você tem memória de peixe.
_Okay, então seu pai mora no Alabama, e nós já havíamos nos conhecido, daria um livro da hora.
_Se você for escrever um livro sobre mim, diga que eu tenho cabelos prateados, e olhos cinzas, e diga que sou alta. Odeio ser baixinha e coloque o Legolas, e eu tenho filhos com ele.
Eu ri, apesar de ela não gostar de seus cabelos castanhos, eu os adorava assim como seus olhos e sua altura. Meninas baixinhas são perfeitas para abraçar.
_O que você está fazendo? — perguntei apontando para a maquete que parecia um castelo e lego.
_É legos do castelos de Hogwarts, quer me ajudar? — perguntou ela me oferendo o manual.
E começamos a montar juntos o castelo. E comecei a pensar, talvez seja o motivo de eu ter gostada dela de primeira, talvez seja o destino dizendo que ela era para mim, ou não. Nunca se sabe quando se trata do destino.
_Você prefere Lola ou Paris?
_Acho que vai da vontade do remetente. Eu não tenho objeções em relações a nenhum dos nomes. Já tomou café?
_Não, assim que acordei vim direto para cá.
_Então meu caro Watson, hoje, você irá experimentar o pão de canela de babicka!
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