Miss Atomic Bomb

6 Capítulo 6 - We are infinite part.1


Notas iniciais
Todo o capítulo We Are Infinite vai para Nani Quenga Nanica, obrigada por todas as suas fotos sensuais no Whatsapp e no Snapchat.

Ventos nos seus cabelos, uma ótima música de fundo (nesse momento Sweet Nothing), e uma ótima paisagem. Waterfall of tears era exatamente como eu imagino aquelas pequenas cidades, cheia de lojas simples, população amigável e cheio dos sorrisos.

_Chegamos. — anunciou Lola deligando o carro em frente a uma lanchonete, simples, pintada de verde e com alguns senhores do lado de fora, provavelmente jogando papo fora. — bom dia senhor Mohammed!

_Oh pequena drahý, faz uma semana que você não vem aqui, estava preocupado! — um senhor baixo mas de aparência agradável disse indo abraçar a Lola. — e como vai seu rio minha pequena?

_Estável seu Mohammed. Então uma esfirra, e aquele salgado com goiabada e requeijão e uma coca litro.

Sentamos na mesa e ficamos esperando ele trazer o nosso pedido.

_Lola, o que ele quis dizer com o tal de rio?

_Águas no sentindo figurado representam sentimentos, e quando ele perguntou sobre meu rio estava perguntando do meu psicológico, dos meus sentimentos. — disse ela brincando com os canudos.

_Por que ele estava preocupado com o seu psicológico?

_Lembre-se Bran, hoje somos infinitos, e nada mais importa. — disse ela com um sorriso meigo.

Seu Mohammed trouxe nosso pedido e Lola atacou instantaneamente e fiz o mesmo. E ela como sempre tinha razão, a esfirra estava uma delicia, o que me fez pedi mais duas.

Enquanto comia a última esfirra percebi que Lola olhava fixamente para os canudos em cima da mesa.

_Você, você está contando os canudos?

Ela levantou a mão em sinal de “espere”.

_53 canudos.

_Bom saber, tipo, toda vez que venho em lanchonetes tenho vontade de saber a quantidade de canudos. — falei sarcasticamente.

_Cuidado Bran, você está brincando com uma Targaryen. — disse ela se aproximando mais da mesa em minha direção.

_Minha doce e obscena Lolita, fogo para mim é alimento para minha necessidade de te ter por perto.

_Doce e obscena? — ela riu – você acordou mais que inspirado hoje! Já terminou? — perguntou se referindo as esfirras.

_Sim, drahý.

_Ótimo, vamos! — e ela foi em direção ao carro.

_Ei maluca, vai pagar não?

_Lola não precisa pagar. — disse seu Mohammed.

Ela só deu um sorriso para mim e indicou para eu entrar na Viúva Negra.

_Por que você come de graça ai? — perguntei a ela enquanto arrumávamos nossos cintos de segurança.

_Ele usa as verduras de nossa horta. Zarpar ser infinitos!

_Para onde vamos? — perguntei debilmente.

Ela apenas me olhou feio e disse:

_Nárnia, agora cala a boca e nada de perguntas!

Ela respirou profundamente e saímos em direção a estrada.

Ela dirigia calmamente, com a mão para fora como se pudesse sentir os sussurros dos ventos, como se pudesse fazer parte dos ventos. Ela estava adoravelmente obtusa em algum mundo paralelo, em piloto automático para dirigir, talvez pensando nas possibilidades de nós fugirmos juntos ou apenas como eu a estava encarando debilmente.

_Um dracma pelos seus pensamentos?

Ela sorriu de lado para mim e disse:

_Oh sr. McGraver, acredite em mim, você não quer saber desse turbilhão de pensamentos de ilusões.

_E se eu realmente quiser?

_Então você é um bundão.

Eu ri alto.

_Mesmo eu sendo bundão, o universo sussurra para mim que você terá que me aguentar por muito tempo!

_Vamos ver quem vai ter que aguentar quem. — murmurou Lola – chegamos bundão.

E ela manobrou o carro por uma estrada que só um observador atento perceberia. Ela estacionou entre dois ulmeiros. Descemos do carro, peguei uma mochila que estava lá e segui Lola que já caminhava em direção a mata. Caminhamos em silêncio durante uns cinco minutos até que Lola parou, se virou para mim e disse:

_Bem vindo a minha segunda casa.

A segunda casa de Lola era uma pequena clareira, com castanheiras, ulmeiros e carvalhos ao redor, os raios solares pegavam bem no centro da clareira dando um aspecto terrível, tinha umas pedras com musgos, e tinha cogumelos. Era lindo.

_Lola, sua segunda casa não tem teto.

Ela apenas me ignorou abriu a mochila e tirou de lá uma toalha de praia, estendeu no chão e sentou-se em cima.

_Vai ficar ai só olhando ou irá se juntar a mim? – perguntou ela com as sobrancelhas arqueadas.

Tratei de se sentar logo ao seu lado. E ela deitou e a acompanhei, e ficamos ali olhando para a copa das árvores, respirando fundo o ar puro daquele lugar, ouvindo a melodia dos pássaros. Ela enroscou seus dedos nos meus, sua mão estava quente. Ficamos ali por minutos? Horas? Sinceramente, não sei, a única coisa que tinha consciência era de sua mão na minha, fazendo pequenos círculos.

_Bran, você acredita em unicórnios? — perguntou ela se aconchegando ainda mais perto de mim.

Ehhh vou precisar de um banho gelado mais tarde.

_Acho que não, por quê?

_Acho que você deve saber, eu sou um unicórnio, mas não pode falar para ninguém, pois estamos em extinção. — senti seu sorriso enquanto me revela seu segredo.

_Não se preocupe minha pequena Lola, eu te protegerei de qualquer caçador de unicórnio que resolver te machucar. Posso te perguntar algo?

_Você tecnicamente já está perguntando. — disse ela.

_Posso fazer outra pergunta além dessa que estou fazendo nesse momento?

_Sim Bran, fique a vontade.

_Você é virgem?

Ela riu.

_Essa foi inesperada, e a resposta é não.

Oh.

_Olha Bran, não adianta ficar decepcionado, eu não sou nenhuma princesa do Nichola Sparks, eu sou de lua, tenho mil e um problemas e não sou virgem. E eu tenho quase certeza de que você também não é virgem.

_Não, não sou virgem.

_Viu?! Isso é machismo, eu não fiquei surpresa de você não ser mais virgem, mas tenho certeza de que você ficou quando soube de mim.

Ela se levantou e começou a tirar uns potes da mochila que estava repousada ao nosso lado.

Olhei os potes e eram frutas.

_Frutas? — perguntei a ela.

_Bom, até que eu saiba sim. Abre a boca.

_O que é?

_Abre o caralho da boca Bran!

_Calma querida, precisa bater não.

Abri a boca e ela enfiou uma colher cheia de um troço esquisito. Mas era bom, mais ou menos adocicado.

_É granola, bundão.

_Quero mais. -pedi fazendo bico.

Ela riu do meu bico e negou, e então ataquei e acabei derrubando granola em cima dela.

_Viu o que você fez bundão?! Tem granolas nos meus peitos.

CONVIDATIVO.

_hmmmm – murmurei.

Ela olhou para mim, levantou a sobrancelha direita e disse:

_Eu deixo você tirar.

_Sério?! Com a boca ou mão?

_Com a boca.

Respirei fundo e me aproximei, ela abaixou um pouco mais a regata deixando em evidencia as curvas de seus seios e o sutiã bege. E lentamente fui pegando cada granola, tentei não tocar muito, para não deixar na cara o quão tarado eu sou, mas não pude deixar de depositar alguns beijos e ela começou a rir.

_SAI! ESQUECE! COSQUINHA, SAI BRAN! — e ela começou a rir desesperadamente, enquanto se debruçava de tanto rir e eu apertando sua barriga.

Quando ela ficou vermelha tomate sessei com as cócegas. Ela levantou e começou a chacoalhar a roupa para tirar algumas granolas que ficaram por ali. Levantei-me também e a peguei pela cintura e comecei a rodar através da clareira, em uma sinfonia que só nós dois ouvíamos, sentíamos, composta pelos raios solares e a melodia dos pássaros que presenciavam aquele momento doce e especial de nós dois. Não sei se era amor, mas a atração que sentia por aquele brinquedo defeituoso era inteligível de um modo Lola.

Notas finais
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