Missão Tóquio.
2 Capítulo 1
SHIKAMARU NARA.
A cada passo até a frente da sala eram vários pensamentos que embaralhavam meus planos para aquela missão, meu dever era guiá-los com uma boa estratégia para que não houvesse falhas antes, durante e após todo o processo.
Encarei a todos ali presentes que me observavam ansiosamente. Há anos treinávamos juntos, Sai e Sakura foram deixados na porta da nossa base sem vestígio dos seus pais, visto que acontecera o mesmo com o nosso inspetor chefe Kakashi isso deveria ser comum, Naruto foi resgatado em uma missão ainda criança e ao contrário deles, eu fui o único a ter escolha de entrar para a central.
Esta, pode se dizer que era a equipe especial do A.C.I.I., foram muitas as missões concluída por nós, mas todas eram internacionais, esta seria a primeira no Japão, onde ficava nossa base principal.
Cruzei os braços, o plano enfim estava feito.
— A base de tudo é a coleta de informações. — comecei — não se sabe muito sobre essa facção, a não ser os atos dos subordinados que são peças pequenas nesse jogo, a única certeza agora é que estamos lidando com o núcleo desse esquema de narcóticos.
Para a fase de reunir dados sobre quem estávamos investigando precisávamos dar o primeiro passo, o mais difícil de todos. A aproximação. Pensando nisso, distribui as funções para cada um deles, teríamos três oportunidades e bastava que uma desse certo.
— Um dos herdeiros esta matriculado na universidade Konoha no curso de direito, não há qualquer informação nacional para o segundo herdeiro, Itachi Uchiha, estou contando com o departamento de inteligência em tecnologia para conseguir o seu histórico internacional. — Chouji e Lee acederam com sua nova tarefa — Sakura ficara com a aproximação de Sasuke Uchiha na universidade.
Mostrei na tela para todos a foto de um jovem com cabelos e olhos negros, sua ficha criminal é claro, estava limpa.
— Tentaremos as outras duas aproximações mais diretas, dentro da Sussano's. Um de nossos agentes conseguiu um teste para segurança de serviços pessoais diretamente para o presidente da companhia, Madara. Este ficará a cargo de você, Naruto.
Na tela, a foto de um homem de meia idade com cabelos longos e espetados, havia algumas rugas ao redor dos olhos e nenhum sinal de sorriso nos lábios.
— Sai, use seu chinês para se passar como um empresário estrangeiro interessado nos serviços secretos da Sussano's.
Todos concordavam com o que eu dizia sem qualquer objeção.
— Novamente, Chouji e Lee ficarão encarregados de refazer os históricos de toda a equipe, sem exceções. Não podemos nos dar ao luxo de colocar tudo a perder por uma pequena busca nos arquivos do governo. Reescrevam tudo, como sempre fazem.
— Esse é um ótimo plano. — interrompeu a garota de cabelos róseos — caso fossemos os únicos nesta missão, mas agora temos que trabalhar com a Federal.
Sakura era a única garota da equipe, a central não admitia muitas mulheres no campo, mas crescendo em treinamento ela era mais competente que qualquer homem ali, e o pior, ela sabia disso.
— Enquanto ouvia o que Hashirama dizia a única coisa que pude pensar para que nenhum dos lados se prejudique é um trabalho em duplas e pequenos grupos.
—Isso não atrapalharia o sigilo da missão?
— Pensarei nisso e irei informá-los amanhã quando nos reunirmos com o grupo da Policia Federal.
Só nos restava esperar o dia seguinte.
A reunião acabara e aos poucos todos iam saindo da sala e logo iriam para suas casas se prepararem para começar uma difícil missão e eu como sempre continuaria ali, tentando organizar todas as minhas idéias, sozinho.
— Estamos contando com você! — Sakura apoiava sua mão em meu ombro confiante.
— com essa repentina "parceria" com a Federal, eu não estou confiante. — confessei.
— Seus planos são os melhores, todos aqui arriscam suas vidas todos os dias sem questionar porque confiam em você.
Ela sorriu e se direcionou para a porta.
— Não passe a noite aqui. Vá para casa dormir! — Sakura disse antes de sair.
Ela tinha razão, não adiantava continuar na base olhando para as poucas pistas que tínhamos isso apenas me resultaria em uma forte dor de cabeça.
Sai da sala, estávamos no subsolo de um hotel barato, nossa base ficava ali afinal, sem levantar suspeita. A falta de janelas e luz natural estressava os outros agentes que apenas ficavam ali o necessário, para receber suas missões ou para reuniões de suas operações. Fui até o departamento de tecnologia, uma grande sala escura e fria com monitores espalhados pelas paredes, computadores de alta tecnologia e embalagens de salgadinhos pelo chão, ali ficavam os dois únicos agentes que não se importavam em estar ali, ao contrário, preferiam estar com as maquinas a ficar em campo com os outros agentes em missão.
Chouji e Rock Lee faziam seus trabalhos perfeitamente bem e sem eles nossa base estaria em apuros. Eu iria apenas inspecioná-los antes de ir para casa, mas vendo que estavam ocupados com as tarefas que passei dei meia volta, peguei meu casaco e me dirigi as escadas que davam ao hall de um hotel pouco freqüentado que servia de falsa fachada.
Apesar de aquela ser nossa principal base, havia algumas outras espalhadas usando subsolos das construções de Tóquio que deixam nossa existência sigilosa, até mesmo as moradias dos agentes eram minuciosamente escolhidas para que em uma emergência todos conseguissem se reunir rapidamente em um só lugar.
Para a nossa equipe isso significava compartilharmos um pequeno prédio afastado do centro da cidade onde mais parecia uma pensão de quatro andares, ninguém de fora poderia morar ali e até mesmo os funcionários eram agentes aposentados ou de licença por algum motivo.
— Boa noite agente Iruka! — acenei para nosso porteiro antes de adentrar o prédio.
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