Misery Loves Company
5 Alimente a sua Culpa
[ Na cidade de São Francisco... ]
- Mas que DROGA! Você não mudou nada!
- O que quer que eu faça? – Disse um homem jovem, com cabelos castanhos compridos e olhos bastante esverdeados.
- Obedeça a sua raça! Seu instinto! Você é um de nós há mais de 100 anos. Vai continuar bebendo sangue de ratos e me envergonhando por mais quanto tempo? – Se alterou um outro homem de cabelos loiros, olhos bem azuis e uma pele bem pálida.
- Já te disse que não irei matar pessoas. Tem algum problema viver bebendo sangue de animais? Sou eu quem bebe. – Não fez nenhum esforço.
- Eu diria: sobreviver. – Dizia sarcástico.
- Não importa o que diga, não irei fazer isso.
- Hahaha, ora meu caro... Não seja tolo, lembras de quando disse isso pela última vez? Acabou mordendo uma... Inocente criança? Quer dizer... Nem tão inocente assim.
- Ela era o seu espelho, por isso fez o que fez.
- Humpf... Pobre Claudia... Mereceu seu fim. Lembre-me de agradecer ao Armand qualquer dia que cruzarmos com ele. E diferente dela Louis, eu não fiz isto com você. Pelo contrário, VOCÊS FORAM QUEM FIZERAM COMIGO! – Gritou batendo na mesa que do outro lado, se mantinha sentado o outro vampiro.
- Perdoe-me, mas por isso que o tirei daquele cemitério e estou aqui, lhe dando abrigo e comida. – Continuou indiferente.
- Deixe de cinismo... Sabe muito bem que é o mínimo que faz. E nós vampiros não sentimos prazer mais pela comida, vinho... Apenas...
- Sangue? Quer sangue humano? Terá de sair e procurar sozinho. – Fez um gesto referente a janela.
- Sabe que não é mais como antigamente... AHR! Como sinto saudades de um sangue crioulo.
- Pois saiba agora, que se referir a alguém assim, é preso.
- Ora, ora, ora... Palmas senhoras e senhores! O mais puritano de São Francisco sabe das leis. E quem iria me prender? A justiça? Muito bom Louis, e o que é crime para você? Já te disse que o mal, é apenas um ponto de vista. – Falava ainda com um humor sarcástico.
- Se quiser viver, terá de se modernizar... A começar...
- A começar por estas malditas músicas que tocam naquelas caixas. Mas que absurdo! O que houve com o bom gosto dessa gente?
- Os tempos mudaram, Lestat.
- Humpf... Você me faz rir, Louis. Venha comigo, visitaremos um antigo amigo meu.
[ Em Londres... ]
- Nós queremos que vocês toquem em nossa casa noturna, Simone.
- Na Over Night? – Disse uma mulher linda de belos cabelos ruivos, olhos bem vivos e azuis.
- Sim, por que não?
- Mas... Mas é claro! É que, pensei que lá só tocava músicas...
- EBM? Industrial? Dark Electro? Hum... – O japonês deu um sorriso cínico – Também, mas queremos expandir as músicas. Vimos que a sua voz é maravilhosa, e pensamos em misturar o seu som com a nossa boate. O que me diz?
- Ham... Claro, ótimo! Seria perfeito!
- Muito bom, amanhã um outro homem virá para tomar conta da parte financeira.
- Esta bem, boa noite.
- Ah, uma coisa senhorita Simons... Quando for tocar em nossa casa, peço-lhe que sempre deixe seu cabelo solto, nunca o prenda, esta bem?
- Ham... Certo. – Concordou sem entender o motivo. – Muito obrigada, Senhor...?
- Pode me chamar de Aoi.
Notas finais
http://www.youtube.com/watch?v=zEY6taM15iE
A Simone Simons também não me pertence, ela é a vocalista da banda Epica.
http://personales.ya.com/hijosdecain/media/Simone_Simons_33.jpg
Fale com o autor