Mirrors
10 Sexy Dreams
Notas iniciais
“Ontem a noite você estava em meus sonhos eróticos Fazendo coisas indecentes Droga! Você estava fazendo amor em meus sonhos. Somos dois criminosos condenados por pensamentos. Não podemos esconder as evidências das nossas cabeças.”
— Ainda está nervosa pelo beijo que troquei com aquele rapaz? – perguntei enquanto tentava andar em linha reta, mas parecia que os muros tinham uma atração sobre mim, ou eu por eles já que minhas mãos não paravam de procura-lo.
— Eu não esperava isso de você Maura!!! Espera de todo mundo, menos DE VOCÊ!!
—Jane, não grita, estamos na rua.
— Agora você tem pudor? Na hora que estava indo até o chão naquela pista de dança com AQUELE IMBECIL você não tinha não né!!!
— Foi só uma dança Jane. – resmunguei enquanto tirava os saltos na tentativa de não beijar o chão.
— Daquele jeito sensual e com esse vestido colado?! Você tem ideia do que causou nos caras la?! – parei tentado respirar antes de pisar descalça na rua imunda, o que eu não faço pra proteger meus dentes.
— Não me importo com eles. Eu só estava me divertindo. Não é isso que as pessoas fazem aqui? Divertir?
— DIVERTIDO ATÉ DEMAIS por sinal!! – gritava a plenos pulmões.
— Por que você está tão nervosa?
— Por que tive que assistir VOCÊ BEIJAR UM IMBECIL!!!!
— Isso nunca te incomodou antes.
— MAS INCOMODA AGORA! – Jane passou as mãos pelos cabelos, ela estava nervosa. Fiquei em silêncio sem saber o que falar, o que pensar. Caminhamos em silêncio pelo restante da rua até chegarmos ao Hall de entrada do hotel, que devido a hora tinha apenas um segurança.
— Jane, você foi a um encontro — comecei enquanto esperávamos o elevador– Se divertiu por lá. Talvez tenha até trocado saliva com o detetive Stanley Shark – falei com desprezo — Por que eu não posso fazer essas coisas? Não tenho o mesmo direito que você?
Ela virou-se para mim, seu semblante sério tomou minha atenção. – Eu não me diverti com o Shark, não troquei saliva com ele como você fez com aquele moleque idiota que nem idade para beber deve ter ainda.- respirou fundo antes de prosseguir, pé batendo ansioso no chão. — Eu pensava em você, ta? Em como você estava sozinha naquele maldito quarto de hotel! Me senti mal por isso Porra! – ela cuspiu as palavras e voltou os olhos para os números do elevador.
— Você não pode parar sua vida por mim Jane.
— Por que? Tô gostando bem do jeito que ela está. Tá ótimo pra mim.
— Você tem que se apaixonar. Estar aberta ao amor. E não o encontrará se não sair de casa.
— Não me venha com frases do Dr. Phil. Eu prefiro estar com você. Me sinto mais confortável assim. E se isso me atrapalha encontrar algum príncipe encantado e daí? Nunca fui fã de contos de fadas mesmo.
— Você vai envelhecer solteira então.
— Se você estiver comigo não me importo. Ainda terei você para implicar mesmo.
Entramos no elevador um pouco errando a porta, mas não me importei, afinal em Vegas tudo é permitido, e isso inclui voltar às duas horas da madrugada descalça e bêbada. Ainda estava tão cedo, a noite estava apenas começando e eu já nem sabia aonde tinha deixado meus saltos.
— Maur, já imaginou que lindo a gente andando na praia e dividindo uma bengala. – Jane encostou no vidro do elevador paronâmico, parecia bem mais calma e eu fiquei a cargo de escolher nosso andar — Eu acordando pra te lembrar dos seus remédios. Você implicando com o que como. Nossos netos correndo pela casa nos chamando de vovós e você reclamando que não está tão velha assim. Eu morrendo de dor nas costas e mesmo assim não tirando minha bunda do sofá pra não deixar de gritar nos jogos do Red Sox. Você infernizando a vida da nossa cozinheira e eu contando nossas aventuras para os adolescentes.
— Jane, isso está parecendo futuro de casal, não de amigas.— sorri ao perceber que a raiva dela tinha sumido completamente.
— Tem razão. Então tira a parte dos adolescentes, — gargalhamos— Maura, o elevador já fechou e ainda estamos paradas no mesmo lugar!
— São esses números estúpidos que ficam fugindo de mim. — resmunguei
— Você está mais bêbada que eu! – Jane aproximou e apertou o décimo quinto andar, não com muita facilidade, os números também fugiam dela, não mais do que de mim, claro!
Não sei qual era o problema comigo, meu corpo estava quente. Tão quente! Tudo era mais leve, meu corpo era bem mais leve também. Tudo era mais divertido, tudo me fazia sorrir. E o fogo? Ah o fogo não me deixava em paz.
Assisti uma cena na TV de propagandas do elevador de uma mulher bronzeada em uma espreguiçadeira se divertindo com sei lá quem, na mesma hora apertei o botão da cobertura, que era a área de lazer do hotel. Subimos todos os andares admirando a vista linda da cidade iluminada. Se a energia do mundo acabar, já sabemos qual cidade culpar pelo uso excessivo.
O elevador abriu, e na tentativa de sair graciosamente, tropecei em meus próprios pés quase indo de encontro ao chão. Só não beijei o azulejo em cheio graças aos braços de Jane, mas ela não estava relativamente sóbria e caímos, ela amortecendo minha queda. Gargalhamos demais. Riamos de tudo e de nada ao mesmo tempo.
— Não sei se aquilo no céu são estrelas ou luzes da cidade – Jane disse mirando o céu, eu estava com a cabeça em seus ombros e comecei a olhar as possíveis estrelas.
— Sabe que estou começando a me perguntar a mesma coisa.
— São gazes.
— Ai que nojo Jane!
— Ai você que nunca assistiu Rei Leão, essa é uma das falas do Timão e Pumba
— Você assiste desenhos demais.
— Vou te viciar neles, você verá. Me dê só mais alguns anos e você verá.
— Você já me viciou em tantas coisas que não duvidarei de você. – Jane me olhou, nossos olhos se sustentaram e ficamos não sei quanto tempo apenas olhos nos olhos e sorrisos bobos.E então seus olhos caíram sobre minha boca e me senti mordendo meu lábio inferior, resolvi cortar aquele contato.
Sentei no chão e admirei a espreguiçadeira e a piscina logo à frente. Sei que bêbado e piscina não combinam bem, e sim, sei que estava bêbada, mas seria apenas uma noite. Prometi a mim mesma ser cuidadosa.
Me pus de pé e olhei admirada aquela piscina enorme só pra mim, e admirada também por conseguir ficar de pé. Olhei ao redor, as luzes dos outros prédios estavam todas apagadas. Jane também se sentou e me olhava como se eu fosse sua sobremesa preferida. Adorei esse olhar! Amei ser desejada, mesmo que seja apenas efeito da bebedeira, fui em direção à piscina
— Cuidado com a cadeira! – Jane gritou
— Que cadeira? Nossa, nem tinha visto!
— Você está bêbada Maur. Muito bêbada. – e se levantou trôpega
— Você não está muito diferente, sabia? Acho que comi alguma coisa que me fez mal. Estou um pouco enjoada.
— Ah, os quinze copos de energético com vodca não tem nada a ver com isso?
— Quatorze! Viu como você exagera? Mas talvez eles tenham ajudado no meu mal-estar. E as doses de whiskys que você me fez beber também ajudaram no processo... Não esqueça delas!
— E os dois copos de choconhaque que você roubou de mim pode ser colocado nessa lista aí?
— Você bebeu 4 vodka com energético minhas, nada mais justo!
Jane sentou em uma espreguiçadeira e começou a mexer no celular. Em poucos segundos uma música eletrônica começou a vir do celular... Nesse momento estou gostando da oficial novata.
Sexy Dreams – Lady Gaga
Levantei meus braços e comecei a dançar ao ritmo daquela música, as batidas eram fortes e sentia que me dominava, e a letra.... ah a letra! Jane olhou para mim surpresa, seu olhar logo sendo substituído por um olhar de predador. Nesse momento comecei a lembrar dos sonhos eróticos que tive ao longos dos anos, todos com minha amiga, e apenas dessa vez, dessa única vez não me senti culpada. Retirei devagar meu casaco leve de seda, mantendo meus olhos presos nos dela a cada movimento. Não sei porque, mas era prazeroso seduzir minha melhor amiga agora.
Joguei o casaco para ela, que pegou de imediato e o cheirou, passando levemente pelo rosto. Amei essa cena e me virei para a piscina. Pensei em tirar meu vestido, porém o medo de alguém não convidado aparecer por ali me deixou hesitante.
Pulei na água. Ao emergir do meu merecido mergulho vi Jane dando um pulo digno de medalha. Ela também pulou com roupa, o celular na espreguiçadeira ainda tocava a mesma música quando ela emergiu, vindo em minha direção e me puxando para ela, colocando nossos corpos.
— Você sabe que a pessoa tá bêbada quando pula na piscina com roupa as duas da madrugada. – me provocou, seus lábios molhados juntamente com aquele sorriso safado causou uma séries de arrepios nas minhas costas juntamente com um calor onde não deveria estar tão quente assim.
— Você veio atrás de mim porque quis. — Voltei a dançar um pouco limitada, pois as mãos dela estavam em minha cintura.
— Alguém já falou que você dançando é perturbador?
— Não sei, talvez – mordi meu lábio inferior e a senti respirar mais pesado, voltei meu ritmo. Não resisti uma rápida olhada na boca a minha frente, tão convidativa.
— Aquele idiota de bosta da boate é muito sortudo.
— Por que? – coloquei meus braços em volta do pescoço dela.
— Por ter o que tantas pessoas desejam. – ela me empurrou para a parede da piscina, me prendendo ali com seu corpo, segurando firmes em minhas coxas, me fazendo ficar da sua altura. Retirei o cabelo do seu pescoço e depositei um beijo ali.
— E o que essas pessoas tanto desejam? – ronronei em seu ouvido, ouvindo–a soltar o ar devagar.
— Não se faça de boba Maura. – Olhou em meus olhos, aquele brilho estava bem presente ali
— Não estou me fazendo. – olhei descaradamente para sua boca— me fala o que é. – aproximei mais, meu nariz brincando com o dela.
Ela olhou para cima, fugindo do meu contato. – Não faça isso Maura. Não me faça me arrepender depois.
— Não estou fazendo nada. – beijei seu queixo, e depois dei uma leve mordida ali, descendo devagar para seu pescoço. – Ainda.
— Maura... – a respiração dela estava irregular e pesada.
— Nos arrependemos mais das coisas que não fazemos. – sussurrei próximo ao seu ouvido enquanto brincava com o lóbulo de sua orelha.
Senti suas mãos apertarem mais minhas coxas e ela olhou em meus olhos.— Você quer me beijar Maura?
— Se você quiser eu não me importaria. – dei um leve beijo no canto da sua boca
— Então você quer me beijar? – perguntou novamente, dessa vez mais firme.
— Qual o problema Jane? – disse afastando nossos corpos um pouco
— Meu problema é amanhã acordamos com uma ressaca do car* e a cabeça pesada não pela bebida, mas pela culpa. Ou pior, esquecer tudo.
— Vamos entrar – falei empurrando seu corpo do meu — Estou com frio.
Idiota. É isso que Jane é. Idiota.
Mais uma vez acordei tento sonhos com ela, meu corpo suado trazendo junto uma vontade de chorar. O pior não é o pesadelo que nos assusta, o pior são os sonhos bons que nos enchem de esperança, e esperança é a pior coisa que você pode dar a uma pessoa. Esperança é a utopia que criamos só pra doer.
E o pior ainda é que dessa vez os sonhos foram com et's invadindo a terra e tirando ela de mim, tenho que parar de assistir os filmes que eles passam aqui. O sono correu da cela gritando, e apesar do fato de eu ter ficado ali franzindo a testa e o ameaçando por vários minutos, ele não voltou.Então fiquei deitada teimosamente na cama ouvindo os sons de sono nada baixos e agradáveis de minhas colegas de cela. Ursa, a minha colega de cela que Ruby sempre implica estava deitada de barriga para cima fazendo um som que se tivesse janelas na cela... Elas realmente estariam tremendo agora, talvez por isso o apelido dela seja Ursa, devido ao ronco. Mas eu não seria louca em ao menos pensar em ir lá acorda-la, afinal ela está aqui por ter amaciado o crânio de dois homens com seu pequeno grande punho, e não acho que meus ossos precisem ser amaciados agora. Pensando a respeito, acho bom pedir para a Ruby parar de implicar com ela, não desejo entrar aqui e ver geleia de Ruby no chão, me afeiçoei a essa tagarela com gosto musical duvidoso.
Senti Ruby batucando os dedos na grade do meu beliche. Com certeza ela estava batucando ao som de Taylor Swift ou Katy Perry ou sei la qualquer outra cantora que os adolescentes gostam e que tem mais de 15 ex namorados. Sentei na cama, todas as outras detentas ainda dormiam.
— Ei doc. – Ruby sussurrou.— Insônia?
— Sim – sussurrei no mesmo tom— Havia acostumado a tomar um remédio para dormir
— Por que?
— Por que eu não consigo dormir bem.
— Não, tipo, qual o motivo que não te deixa dormir?
— Pensamentos demais
— Pensamentos é a única coisa que não conseguimos controlar né. Tipo, eles não param de rodar na cabeça da gente e não importa o que a gente faça.
— Verdade. Nesse lugar não consigo meditar. Meditar acalma os pensamentos.
— O que sempre acalmava meus pensamentos era ser um anjo para minhas madrastas.
— Sério? Achei que você não gostasse das suas madrastas.
— E achei que você entendesse sarcasmo.
— Então o que você fazia com suas madrastas?
— Trocava shampoo por tinta verde. Se ela fosse loira eu trocava por preto azulado.
— Meu Deus! Os cabeleireiros que lucravam.
— Com certeza deixei alguns ricos. E também jogava pet pros cachorro brincar às 5 da manhã quando alguma delas dormia lá em casa... e eles faziam um barulho irritante.
— Nossa!
— Brincava com os cachorros na lama e fazia eles pularem nelas quando elas iam sair. Talvez por isso elas odiassem meus cachorros. Eram 2 labradores lindos.
— Que maldade Ruby.
— Adorava ligar o alarme do carro do meu pai durante as sonecas da tarde delas.
— E seu pai não fazia nada?
— Oh Tadinho as vezes acabava sendo vítima também. Às vezes quando alguma delas ia fazer janta na minha casa, tipo, eu colocava quase o saleiro todo na comida... E meu pai comia calado, quase bebendo a água da casa toda.
— E por que ele não largava a comida ou falava que estava salgada?
— E o cavalheirismo? Aquelas mentiras bestas para agradar? Você nunca fez isso pra agradar alguém não?
— Jamais. Se tá ruim eu falo, se tá feio eu falo.
— Tadinha do seu bad romance. Vou ao banheiro. Quer me acompanhar?
— São duas da madrugada, você será notificada.
— Notifiquem meu xixi. – e a doida levantou e foi a passos largos e confiantes.— Já tô presa, o que mais eles podem fazer?
Jane e eu entramos novamente no elevador, deixando um rastro de água por onde passávamos. O celular estava em silêncio. Nós estávamos em silêncio. Eu me sentia um pouco envergonhada, um pouco frustrada e muito rejeitada. Poxa! Custei a aceitar o instinto que eu sentia e ela faz isso?! Custava apenas experimentar?
Chegamos ao nosso andar, eu olhava para o chão evitando encara-la. Vi ela se abaixando e pegando algo.
— Olha o que deixaram para trás. Um cigarro mentolado.
— Você não fuma Jane.
— E também não bebo choconhaque, Whisky e nem vou em boates... e olha o resumo da minha noite.
— Não. Você não vai. Odeio cheiro de cigarro e vai que você vicia. – peguei o março da sua mão, mas antes de desfazer o contato ela segurou a minha.
— Vamos para o quarto, você me prometeu uma dança.
— Não estou lembrada disso. – sorri
— La na boate quando reclamei que você dançava para aqueles moleques idiotas, você disse que dançaria só pra mim se eu quisesse. – sério que falei isso? Estou chocada comigo!
— Estamos encharcadas Jane.
— Só uma dança. – aqueles olhos marrons sempre me convencem a tudo. Peguei em sua mão e ela passou o cartão abrindo a porta.
Ruby entrou na cela me tirando dos meus pensamentos. Quando vi o que tinha em sua mão, não sei como eu fiz... Juro que não sei! Tudo que sei é que em um segundo eu estava no chão e no outro eu estava encolhida no meu beliche... E olha que durmo no segundo andar.
— Parece demais com o Pereba né? — Ruby disse sorrindo para o rato grotesco que carregava na mão, ela precisa tratar essa tara por animais nojentos.
— Quem? – ela é louca
— O rato de estimação do ruivinho da varinha quebrada. — louca
— Desconheço a referência
— Ronald Weasley? Hermione? Harry? Voldemort? Te lembram alguma coisa? – definitivamente louca
— Ainda sem saber.
— VOCÊ NÃO CONHEÇE O HARRY POTTER!???!!! TÔ CHOCADA!
— Deveria? – a chocada aqui sou eu
— O melhor mágico que existe! O rapaz lindo da cicatriz !!! Dava pra ele até entrar em coma.
— Não faço ideia de quem seja. – e prefiro continuar na ignorância
— Nunca viu nenhum filme dele??? Nem leu nenhum livro dele?
— Não. — já disse que ela é louca? Às vezes penso que estou sendo repetitiva aqui, mas fazer o que, ela é louca.
— Você não é desse mundo!!! – tem certeza que eu que não sou?— Li todos os livros e vi todos os filmes no CINEMA! !!
— Bem sua cara.
— Ficava naquela fila enorme no dia da estreia mundial.
— Consigo imaginar essa cena perfeitamente. – vejo até ela carregando um balde de pipoca toda animada, bebendo sua calórica coca cola.
— Fazia o mesmo em todos do crepúsculo também. E depois de assistir saia passando pela fila enorme de espera contando o final.
— Ninguém te xingava não? — eu mataria
— No amanhecer parte 2 tive que sair escoltada do shopping.
— Você é louca.
— Eu sei. Você já disse isso. E mesmo assim me escuta atenta todos os dias, me espera pro café da manhã, almoço e janta.
— verdade, só não te espero pro banho.
— Graças a Deus, ou eu teria que ligar pro seu Bad Romance. E por falar em ligar... – Ruby mordeu o lábio inferior, estava tímida — Pega o telefone daquela moça que te deu o MP4 pra mim.

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