Mirrors

20 I was Here


Notas iniciais
I´m sorry Sei que estou atrasada, então para não enrolar mais, resolvi postar o que eu já tinha pronto. Depois completo o restante e posto, talvez essa semana (maybe!) Venho informar também que a co-autora de "Apenas um sussurro" tomou vergonha na cara e resolveu fazer uma conta, aguarde a finalização da fic. Nota importante no final. Boa leitura

Quero deixar minhas pegadas
Sobre as areias do tempo
Sei que há coisas que deixarei para trás
Quando eu deixar esse mundo
Vou deixar sem arrependimentos.
Eu estava aqui, eu vivi, eu amei
E eu sei que eu fui algo na vida de alguém
O coração que eu toquei será a prova que eu fiz a diferença.
Só quero que eles saibam que dei o meu melhor
Trouxe a felicidade para alguém
Deixei esse mundo um pouco melhor
Apenas porque eu estava aqui.


— Será que agora você pode me explicar o porquê disso tudo? – Jane estava sentada na maca da enfermaria e me olhou, um dos seus olhos mal se abria, estava inchando e roxeando. Ruby estava enfaixando uma das mãos dela, o enfermeiro preferiu ajudar o guarda-mal-humor... E eu estava nervosa demais para fazer alguma coisa, minhas mãos não paravam de tremer.

— Você está brava comigo?— Jane perguntou com olhos tristes, ombros caídos e lábio com um pequeno corte.

— Não sei. – passei a mão pelos meus cabelos na estúpida tentativa de achar uma resposta para tanta confusão dentro de mim. Era como se eu fosse explodir a qualquer momento. Uma mistura de dor, medo, amor... Eu não sei mais de nada! Todos aqueles machucados, e eu não podia fazer nada! Nem uma lidocaína tinha naquele maldito lugar!

— Por que você tá chorando Maura?! Ai! – Tentou levantar da cama e sentiu uma dor nas costelas, me fazendo correr ao seu encontro quase derrubando Ruby no caminho.

— Não levanta, por favor. Acho que você quebrou alguma coisa Jane – Falei ao passar a mão em suas costelas— Você precisa ir ao médico urgente.

— Depois eu vou.

— Isso é urgente Jane!

— Você é mais. – segurou meus braços— Me fala por que você está chorando.

— Eu não sei Jane... Você... Você está toda machucada... E eu... Eu não posso fazer nada. E a culpa foi minha! Droga! – Coloquei minhas duas mãos no rosto e chorei. Jane me puxou e sentei ao seu lado na cama, ela me abraçou e beijou minha cabeça.

— A culpa não foi sua, meu amor.

— É claro que foi! Você veio aqui por mim e brigou com ele... E ele...

— Ele te machucou. Maura entenda... – tirou as mãos do meu rosto e me fez encara-la— Ta tudo bem você se sentir impotente agora, tudo que aconteceu com você... Merda! Se te machucam, machucam a mim também. Eu me senti tão inútil quando você me ligou. Senti que eu falhei com você. Senti tanta dor Maura, você não faz ideia. Gritei a Deus, xinguei... Porque não foi comigo, foi com você, justo com você! – lágrimas rolavam dos seus olhos— Foi você que ele bateu, que ameaçou, foi você quem sentiu medo... Eu ...Eu queria estar no seu lugar só pra você não passar por coisas assim. Me senti a pior pessoa do mundo por não ter estado lá por você.

— Mas você está aqui agora.

— Toda quebrada, mas estou, mesmo que seja só pra dar um abraço meia boca. Não me julgue pelo que fiz. Fiz por você, fiz por mim... E faria quantas vezes mais... Porque eu te amo Maura.

I was Here (versão Glee)

— Eu também te amo, Jane. É claro que eu sinto o mesmo. Você me fez entender que o amor é possível novamente. Com você... Deus, eu vou soar como uma mulher louca, mas eu acho que eu sempre te amei...

— Eu não acho que você é de todo louca. Um pouco talvez, mas uma louquinha que eu amo e muito – Me senti tonta quando ouvi todas aquelas palavras. Seu rosto estava vermelho, e sei que o tom era das palavras que ela tinha falado. O beijo que se seguiu, as palavras que se seguiram ao beijo ou o sorriso que preencheu meu rosto com as palavras dela... Se existe a felicidade, sei que encontrei naqueles braços que agora me apertavam mesmo com tanta dor.

— Vai ser difícil sem você aqui meu amor. — falei

— Vai dar tudo certo Maur, não dá para ficar pior.

— Jane – Ruby chamou, sentando na cama com a gente – Seu irmão vai vir te buscar aqui?

— Não. Vou daqui a pouco ver o diretor desse lugar.

— Que pena... Ele é tão forte e gatinho – Nunca vi Ruby tão vermelha, e olha que o sobrenome dela é Red,... Redwolf – Ele tem namorada?

Ninguém falou nada em princípio. Era um daqueles momentos em que as palavras ficam suspensas no ar e todos sabem o que cada palavra significa, mas não conseguimos juntá-las mentalmente para que signifiquem o que achamos que significam.

Os minutos passaram rápido após um extenso interrogatório que Ruby fez a Jane, ela saiu da enfermaria e piscou para mim, já falei que amo essa louquinha? Entendi bem o que ela quis dizer apenas com uma piscada.

Jane estava em pé em frente ao armário de remédios, me aproximei mais dela e beijei seus lábios, logo ela segurou minha nuca e me puxou para um beijo mais necessitado. Quando dei por mim, já tinha empurrado ela contra o armário.
Beijávamos com desejo, ela chupou minha língua e depois puxou meu lábio com os dentes. Gemi de prazer.

Levei minha mão ao abdômen dela e arranhei por cima da regata

— Deus Maur, você tem que parar, alguém pode chegar— Jane ronronou enquanto eu beijava seu pescoço

— Eu não consigo resistir a você— Falei beijando sua mandíbula — Estou custando aguentar esses dias sem você, todas as noites estou dormindo molhada.

Jesus Maur...- Ela engoliu em seco

— E ter você aqui... Me fez arruinar outra calcinha. — Sorri ao perceber o efeito que eu estava causando

— Oh Deus — Jane falou ficando sem ar. Colei mais nossos corpos— Maur, você me deixa louca falando coisas assim.

— Então não vou falar — Peguei uma de suas mãos e coloquei por dentro da minha calça. Jane respirou o ar com força e me beijou mais forte.

Escutei passos —
Doc, tá vindo gente ai. – Ruby nos informou


Se somos capazes de aprender algo nessa vida, rapidamente
descobrimos que sempre que alguém tem certeza absoluta sobre algo, normalmente está absolutamente errado também. E este caso não é diferente.


Jane e eu conversávamos em outra cena do crime, tanta coisa em dois dias, se eu acreditasse em coincidências, estaria agora me escondendo debaixo da cama com um cobertor na cabeça, porque parecia que aquilo tudo era pra mim, para chamar minha atenção de uma forma hedionda.


— Tecnicamente, ele é seu parceiro. — Falei quando Jane disse que não suportaria trabalhar sozinha com o Rex, quer dizer, Marlon.


— Tecnicamente, ele é um cuzão sem cérebro! — Respondeu ela... Eu que fico presa e é ela que piora o vocabulário.


— Ei! — falou Marlon quando chegava perto de nós. — O tenente disse que tenho de ficar de olho em você pra garantir que não ferre ainda mais com as coisas. – e passou a mão em seus cabelos encaracolados ao avistar um repórter a 10 metros de nós


— E como diabos você vai saber se estou ferrando com algo? — Jane rosnou para ele.


— Ah, bom, você sabe. — Falou ele dando de ombros e arrumou as calças. Depois olhou novamente para a repórter. — Apenas não fale com a imprensa ou algo assim, certo? — Ele piscou para nós duas — Enfim, preciso ficar com você até acharmos o Shark. Manter as coisas nos trilhos e tentar resolver o caso.

Por um momento achei que Jane soltaria um jato com sete comentários matadores diferentes que derrubariam Marlon no lugar onde estava e manchariam a grama impecável aos nossos pes, mas Jane recebera claramente a mesma mensagem do Korsak e ela era um bom soldado. A disciplina venceu, e ela olhou para Marlon por um longo momento e por fim disse:


— Está bem. Vamos checar os outros nomes da lista. — E andou calmamente até seu carro.

Marlon arrumou as calças outra vez e ficou olhando ela ir.

Consegui carona de volta ao DP com um dos carros de polícia dirigido por um policial chamado Willoughby que parecia obcecado pelos Cassinos de Vegas, mesmo sem nunca ter ido lá... Esse lugar me persegue, só pode. Até chegar a central aprendi bastante sobre os armadores no Poker e em como escolher o melhor número na mesa, e como viciar dados. Tenho certeza de que aquelas informações serão muitíssimo valiosas e úteis um dia, mas, por outro lado, fiquei muito grata por sair do carro no calor da tarde e arrastar-me de volta ao meu cubículo.

E lá estava eu, deixada em paz com meus brinquedos pelo resto de míseros 30 minutos. Fui almoçar com Deborah na nova lanchonete do Dp, que é especializada em falafels. Infelizmente, o lugar também era especializado em cabelos pretos nadando num molho estranho, então voltei do almoço com o estômago bem infeliz. Fiz o trabalho de rotina que eu podia fazer para o caso, preenchi alguns formulários e aproveitei a solidão até umas duas da tarde, quando Jane entrou na sala do legista em que eu estava. Ela carregava uma pasta grossa e parecia aflita como meu estômago. Puxou uma cadeira com o dedão do pé e se largou sem dizer nada. Baixei o relatório que estava lendo e dei toda a minha atenção a ela.

— Você parece acabada Jane.

— Obrigada pelo elogio. Queria estar acabada por outro motivo que não fosse trabalho – me lançou um sorriso malicioso que fez minha calcinha dar uma ligeira molhada.

— Alguma noticia nova? – perguntei na tentativa de mudar de assunto antes de agarra-la ali mesmo, Deus! Eu parecia um tigre por dentro

Jane me mostrou seus dentes. Teria sido um sorriso se ela não estivesse tão mal.

— Mais do mesmo... Ou melhor, mais do nada.

— Você sabe que é a mesma coisa?

— Percebi assim que eu falei. — Deu de ombros— Tenho que te levar hoje às 10pm de volta a penitenciaria. Tudo bem pra você participar de uma reunião as 7pm? Será a decisiva e precisamos de seu grande cérebro. — Apenas sorri e concordei com a cabeça.

ok — falei

— Então Maur – sorriu - Podemos ir pra minha casa agora... Preciso de seu belo corpo. – Estou tendo sérios problemas com minha calcinha, é sério.

Tudo bem... Vamos então... Estamos indo... Pensei isso o caminho todo até o apartamento para evitar que minhas mãos atacassem lugares inapropriados... Bem, não vou mentir pra você que está lendo tudo que escrevo há tanto tempo né... Eu passei uma mãozinha, bem de leve na coxa dela... E não foi bem assim na coxa sabe, foi mais, mais... Pra outro lugar... E não foi assim tão de leve também... Quase viramos adesivo de um caminhão na nossa frente, mas valeu a pena. Fiz uma nota mental de me controlar mais no carro nas próximas viagens.

Chegamos ao apartamento de Jane, já na entrada ela atacou meus lábios com tanto desejo que eles queimavam, subimos pelas escadas um pouco atrapalhadas porque ela me agarrava e chupava meu pescoço nos pontos mais sensíveis deixando marcas em cada degrau que subíamos.

Chegamos ao quarto e a empurrei para a cama, virei para fechar a porta, Ângela voltaria hoje e tem as chaves, melhor garantir né?

Assim que fechei a porta do quarto, fui em direção a minha sexy deitada na cama, assim que me aproximei ela levantou, me agarrou e me jogou na cama, abri minhas pernas para que ela se encaixasse melhor ao deitar sobre mim. A troca de beijos era incessante e ela prendeu meu lábio inferior nos dentes enquanto sorria descaradamente.

— Você já está louquinha - Sorriu e pressionou mais seu corpo no meu.

— Sei que você também já está muito louca - E para enfatizar minhas palavras, arranhei seu abdômen e desci minha mão até os botões da calça que ela vestia. Ela segurou minha mão.

— Hey, parece que tem alguém desesperada - Ela sorriu de canto, odeio quando ela me provoca assim, ainda mais quando estou tão louca.

— Cala a boca e anda logo— Soltei de sua mão e tentei abrir sua calça de novo. Jane ficou de joelhos e retirou sua camiseta e tenho certeza que meus olhos brilharam ao ver seu corpo que tanto apreciava, mordi meu lábio e passei minhas mãos em sua barriga.

Loucamente comecei a retirar as minhas próprias roupas também, afinal apenas queria agilizar as coisas para nós duas. Jane atacou meus lábios em um beijo irregular e com dificuldade tirei sua calça.

Jane ficou de joelhos para me olhar embaixo dela. Senti meu núcleo pulsar quando ela lambeu os lábios em apreciação, seus olhos ficaram um tom mais escuro de desejo ao ver a minha forma nua.

— Deus, você é tão bonita, Maur. - ela falou olhando as minhas curvas e sorri um pouco encabulada pelo olhar predatório que ei recebia.

— Vem aqui. — Falei e a puxei sobre meu corpo para um beijo necessitado, onde as línguas brigavam em uma batalha pelo controle.

Minhas mãos pequenas foram para as costas dela, e minhas unhas não muito grande arranhavam de leve a pele do local.

Percebi que Jane já sentia-se completamente excitada só com meus beijos, mas sei que os toques das minhas mãos sobre o seu corpo lhe acendia cada vez mais. Ela distribuía beijos no meu pescoço e descia com uma trilha até o vale dos seios. Tomou um de meus seios em sua boca o chupando com vontade e cuidado. O quanto Jane se dedicava com adoração aos meus seios, fazia meus olhos revirarem a cada sugada ou quando ela brincava com a língua sobre os mamilos já eretos, os mordendo levemente entre os dentes.

Eu já podia sentir o aumento de umidade entre minhas coxas, meus mamilos endurecidos quase dolorosamente, eu estava definitivamente muito excitada.

Mesmo tendo menos força que ela, virei-a e fiquei por cima e ela arqueou uma sobrancelha para o ato.

— Eu quero ficar por cima. - Falei mordendo o lábio inferior, e acho que Jane achou muito sexy, porque até suspirou e passou a língua pelos lábios..

— Você pode o que quiser, minha linda noiva. — Sorriu e colocou as mãos na minha cintura, me puxando um pouco mais para cima me colocando sobre sua intimidade. Fiz uma careta ao perceber que ela ainda usava calcinha.

Ela riu da minha feição, desci meu corpo e puxei sua calcinha, ela levantou o quadril para me ajudar, e sentou mais para a cabeceira da cama.
Subi e sentei em seu colo, uma perna de cada lado do seu corpo. Passei meus braços por seu pescoço e comecei um beijo guloso. Senti sua mão serpentear em minha intimidade, tocando meu ponto sensível, fazendo movimentos circulares. Gemi em sua boca

Ela penetrou devagar dois dedos em mim, sentindo toda minha umidade.

— Ahh Simmm - Minha boca falou por mim enquanto Jane iniciou um movimento com um ritmo suave e lento.

Maur, você é tão gostosa, tão molhada... Delicia - falou em meu ouvido enquanto continuava as estocadas. Levantei um pouco o quadril e comecei a cavalgar em seus dedos, ajudando no movimento e arranhei sua nuca. Ela introduziu mais um dedo e gemi em seu ouvido.

Mais rápido amor— disse em um gemido. E ela prontamente atendeu aumentando a velocidade e profundidade, a ajudei cavalgando mais forte.

O suor já acumulava em sua testa, o cabelo negro grudado no local.

Sentia meus músculos queimando e o suor escorrendo entre nossos corpos.


— Estou perto amor – Gemi em seu ouvido e ela me virou na cama, ficando por cima de mim, colocando uma de minhas pernas em seu ombro e estocando com mais força, o peso do seu corpo ajudando nas estocadas.


— Você quer mais forte? – perguntou com sua voz rouca de desejo, e mesmo sabendo que ficaria dolorida no outro dia...

— Por favor. – choraminguei. E ela se posicionou melhor, me possuindo com mais força e desejo.

Agarrei nos lençóis enquanto tentava movimentar meu quadril de encontro a sua mão, tenho certeza que os vizinhos ouviam meus gritos de prazer e eu não ligava, estava bom demais para me importar.

— Estou tão perto amor – Gemi, a cama rangia com nossos movimentos.

— Goza pra mim. Goza chamando meu nome.

Senti o aperto familiar em meu ventre, ele parecia mais intenso.— Oh Jane... Eu vou... JANE– Me entreguei a convulsão do meu corpo enquanto ela ainda estocava. O suor escorrendo por nossas testas e o sorriso largo em meu rosto.
..
Oh vontade de me bater por ter passado seis anos ao lado dela e nunca ter feito isso antes.



Minha noiva é uma detetive excelente e atira muito bem, e tem várias outras qualidades louváveis, mas se tiver que ganhar a vida como cartomante vai morrer de fome. Porque suas palavras de confiança “ Não dá para ficar pior ainda estavam ecoando em meus ouvidos quando descobri que, na verdade, as coisas poderiam ficar muito piores, e já tinham ficado.

Durante meus anos de trabalho no departamento de polícia, ouvi a expressão “tempestade de merda” ser usada em mais de uma ocasião. Mas, sendo sincera, tenho de dizer que nunca vi de verdade aquele evento meteorológico acontecer até Jane exigir que eu ficasse mais alguns dias fora da penitenciaria após ter agredido um guarda... E agrediu muito bem, tenho que admitir, o (não)coitado guarda mal humor ficou todo machucadinho.
Em cinco minutos, tínhamos três carros de polícia e uma van da TV parando em frente à penitenciaria, e, na marca dos seis minutos, minha noiva já estava ao telefone com o capitão Jeferson. Eu a ouvi dizer
“Sim, senhor. Sim, senhor. Não, senhor”, e não muito mais que isso durante os dois minutos de conversa, e quando desligou o telefone, sua mandíbula parecia fechada com tanta força que achei que ela não conseguiria comer coisas sólidas pelo resto da vida. Então Korsak ligou e ela conversou com o tenente. E pasmem!... Entregaram-me um café! Sim, eu presa recebendo café. Enquanto me engasgava com aquele veneno preto com gosto de esgoto de Manhattan, olhei para Jane que já tinha desligado e agora gritava com o diretor enquanto balançava uma grossa pasta nas mãos.

— Ele é culpado pra car*! — Falou e levantou a pasta em suas mãos. — Ele tem uma ficha inacreditável!… Mesmo sem as coisas bloqueadas de quando era menor de idade.

— Uma ficha de delinquência juvenil não quer dizer que ele é culpado.

Jane se inclinou para a frente e por um momento achei que fosse acertar o diretor com a ficha criminal juvenil do Guarda-Mal-Humor

— O car* que não! — Disse ela e então, felizmente para todos, abriu a pasta em vez de jogá-la na careca brilhante. Incrível como ela esquece fácil a dor, se eu apanhasse como ela apanhou, estaria até agora chorando em posição fetal, mas ela não. Ela estava lá brigando sem nem piscar.




Em certo momento me entediei e parei de prestar atenção. Então levei um susto quando começaram a falar de Ruby, pelo que entendi era a ultima semana dela ali... O que eu faria sem minha louquinha naquele lugar?!


Jane sentou ao meu lado enquanto o diretor fazia algumas ligações.

— Jane, por favor, me fala a verdade... A Ruby vai sair?

Ela expirou longamente e depois colocou as mãos no colo e olhou para elas, o que de algum jeito foi muito pior que a resposta que eu esperava receber.

— Desculpa Maur. Ela pediu para cumprir mais tempo por sua causa, mas ela já cumpriu dois meses há mais do que deveria. Ela vai ter que ir embora.

— Ela não, por favor. Não tirem ela de mim.

Notas finais
Só queria informar que Mirrors está entrando na reta final, e no último cap você vai entender qual filme me inspirou para fazer essa fic, a música do Timbarlake não foi a única coisa.