Mirrors

17 Flashlight


Notas iniciais
Peço desculpa pela atualização errada que diz. Eu estava apenas acertando algumas coisas aqui e atualizei sem querer. Mas ai esta a correta. desculpa o atraso, é que a doida aqui cismou que conseguiria manter 3 fics ativas sabe... Mas já estou terminando "Apenas um sussurro" e "Amores Proibidos" está a todo vapor. Boa leitura, não demorarei a atualizar porque o próximo cap já esta pronto, falta só reler em busca de erros ou pontas soltas

Quando amanhã chegar eu estarei por conta própria
Me sentindo assustada com coisas que eu não conheço

Eu tenho tudo que eu preciso quando tenho a você e a mim

Olho ao meu redor e vejo que é uma vida boa
Estou presa no escuro mas você será como minha lanterna
Você me guia, me guia no meio da noite

Porque você é minha lanterna

Você é minha lanterna

Detetive— disse alguém atrás de nós

Já falei que sou sargento!— Jane resmungou e se virou, pronta pra fuzilar com os olhos quem a chamara de detetive.
Marlon surgiu numa onda de loção pós –barba Aramis, o que queria dizer que os jornalistas estavam chegando.

Rizzoli, dá pra você parar de ficar passeando com a Maura por ai. Alguns policiais estão lá dentro prontos pra levar ela embora por descumprir uma ordem judicial. Esqueceu que é casa dp x dp casa?

Os dois se encaravam, e a cena me lembrava muito um filme que vi, um que um homem grandão verde encarava um loiro com um martelo. Pretendo esconder os martelos de Jane só por precaução.

— Não precisa me lembrar Marlon, afinal fui eu que consegui a licença dela. E ela me ajudou, coisa que você não esta fazendo. Estou tendo muito trabalho nesse caso que você não conseguiu resolver em Vegas e trouxe pra ca.— Os dois se olhavam de uma forma tão amigável que eu quase podia catar as faícas no ar.

Vou levar ela pra casa dela, assim te pouparei do trabalho Rizzoli. – Ele me estendeu a mão e olhei pra Jane. Ela ostentava um sorriso de vitória nos lábios.

Não se preocupe Marlon. Ela vai pra MINHA casa, deixa que eu a levo. Vamos Maura. – Me estendeu a mão, e de prontidão segurei. Dei uma espiada por cima dos ombros e vi os olhos de puro ódio de Marlon, acredito que ele não está acostumado a perder.

Quando chegamos ao último degrau da escada de entrada, ele nos chamou, Jane virou nos calcanhares e o encarou.

— Os reportes logo vão chegar e Shark já foi pro hotel, você não pode ir embora agora.

— Tenho compromissos mais importantes do que a imprensa. Fique a vontade com eles Marlon.

Marlon deu um sorriso de tubarão e seus olhos brilharam e se fixaram em algo do outro lado a rua. Olhei. Era a van do noticiário do canal 7 chegando.

—Com licença— disse Marlon. Ajeitou a gravata, fez uma cara seria e foi na direção da van.


Jane apenas sorriu sem humor e balançou a cabeça negativamente enquanto Marlon quase corria ao encontro da Van de noticias.

— Me pergunto se todos de Vegas são aparecidos assim— Jane resmungou

— Jen, você já viu o quanto aquela cidade brilha?

***

Jane ficou alguns minutos explicando tudo nos mínimos detalhes aos policiais , o porquê do desvio da minha rota. Enquanto isso me ofereceram um café e um Donut. E fiz algo inacreditável, bebi o café sem reclamar e comi o donut. Sei que meu corpo gastará meses pra se livrar de todos os agrotóxicos e venenos daquele café... E do donut, mas valeu a pena. Debs veio falar comigo...

...

Entrei no carro antes de jogar Debs debaixo de algum caminhão e aguardei Jane. Finalmente estávamos indo para o apartamento dela. Obrigada Buda! Zeus! Deus! Qualquer um! Finalmente terei um banho quente e... E outras coisas quentes também.

Meu estomago já roncava novamente.

Dentro do refrigerador havia soda e um jantar que Ângela havia preparado para nós, uma refeição leve para dez ou doze pessoas.

— Sua mãe não perdeu o habito.

— Nenhum pouco. Mas infelizmente não poderemos comer essa comida deliciosa hoje. Estou sem microondas e irá demorar uma eternidade pra descongelar ao ambiente.

— Que pena. Sinto falta da comida da sua mãe. – Jane segurou minha cintura e colou nossos corpos.

— E ela sente falta de você Maura. Você não sabe o quanto ela se sentiu mal por não poder esta aqui. Mas o pai da Ruby precisa fazer alguns exames em New York, então... Infelizmente será apenas você e eu.

— Frank foi com ela? Não o vi no DP hoje.

— Frank é da entorpecentes agora. Está trabalhando disfarçado.

Enquanto formulava uma nova pergunta, Jane me beijou, mas não foi um simples beijo. Quando percebi, estava sendo imprensada na parede da cozinha. Sua língua quente pedindo passagem. Minhas mãos de imediato percorreram toda a extensão das suas costas, a puxando mais ao meu encontro. Então, ofegante ela parou o beijo.

— Eu te... eu te prometi o clichê, filme e jantar. Por causa da sua tornozeleira não posso te levar a um restaurante. Então vamos assistir a um filme em casa mesmo.

— Tudo bem. Vou tomar um banho.

— Estarei preparando o jantar para nós.

— Vai pedir pizza de novo?

— Você está passando tempo demais com a Ruby, não acha não?

— Só estou fazendo uma piada, amor.

— Não tenho culpa de não ter dotes culinários e… — Beijei sua boca novamente.

— Me aguarde. –disse antes de ir ao banho, com a intenção de deixar a porta semi aberta no caso dela querer me fazer companhia.

Ruby, aquela maluca veio a minha mente, e então o telefone de Jane tocou. Já corri, só poderia ser minha louquinha favorita.



—Ai Doc, to tão feliz! – Sorri com a animação daquela louca— Que bom falar com você!

— Oi Ruby. Ainda não faz 24 horas que sai daí. – entrei no banheiro, minhas conversas com Ruby jamais poderiam ser ouvidas, principalmente por Jane.

— Mas eu sei que você já está sentindo minha falta, sei que você me ama. – Realmente senti falta dessa louca que fala pelos cotovelos

— Amanhã estarei ai de novo Ruby. Calma

.
— Vocês já tranzaram doc? – Já comentei o quanto Ruby é direta?

— Ruby, eu to ficando louca! Toda vez que a Jane está perto de mim, tudo que eu quero é devora-la, pelo amor de Deus!

— Doc, calma. Relaxa. A Jane deve estar se sentindo da mesma maneira. Então tudo que você tem que fazer, é fazer algo que você se sente bem, ok?

— ok, Vou fazer isso. Torça por mim.

— Claro que sim. Vai lá tigresa. Arrrggrrrr — rugiu

***

Jane e eu estávamos deitadas no sofá comento pipoca

— Então Ursa gritava feito louca por causa de uma barata. E ameaçou pegar a Ruby.

— E Ruby não correu?

— Correu e se escondeu atrás de mim. Então falei que se a Ursa fizesse alguma coisa, eu abriria o esconderijo de baratas de Ruby na cama da Ursa. Depois disso ficamos amigas, nós três.

Jane se levantou limpando a blusa, e colocou a pipoca sobre a mesa de centro, deitou sobre mim e prendeu minhas mãos por cima da minha cabeça, sussurrando em meu ouvido de uma forma que arrepiou toda minha epiderme.

“Adoro meninas más”

De brincadeira a empurrei.

— Então assim vocês ficaram inseparáveis lá dentro?

— Na verdade demorou mais um pouco, no dia seguinte Ruby colocou pimenta malagueta no almoço da Ursa. Custei pra acalma-la

— Você adotou uma criança... Ou duas. — Ela sentou e pegou o controle remoto, abrindo numa tela estranha.

— Que isso?

— Não zoa, mas Ruby e Debs me convenceram a assinar esse negocio. Netflix, é até legal. Quer assistir qual filme?

— Thelma e Louise.

— Sério?

— Vamos fazer disso uma tradição.

— Tá ok então. Vamos assistir de novo.

Assim que o filme começou, comecei a beijar seu pescoço.

“Maur, o filme começou”, deixei meus beijos ainda mais molhados, intercalando com leves chupões e mordidas.

“Humrrum” Foi tudo que me limitei a responder

“Maur?” Jane fechou os olhos.

“Hum?”

“Deus” Sorri enquanto via todos os pelos dela se arrepiarem com meu toque. “Maur, a Thelma, o carro e a Louise estão fazendo as coisas, as coisas que... Coisas”

Então Jane me puxou para seu colo, de prontidão me encaixei ao seu corpo, minhas mãos se perdendo naqueles cachos selvagens. Sua mão pressionando minha bunda. E seus dentes puxando meus lábios... Enquanto a TV falava sozinha.

Sentei no colo de Jane e a beijei com todo o desejo que sentia queimar dentro de mim . Sem fôlego, rebolava no colo da morena que estava me levando a loucura, minhas unhas massageando seu couro cabeludo, provocando um gemido ofegante entre os beijos.
Eu estava respirando com dificuldade, me afastei um pouco e olhei diretamente nos olhos dela, o fogo que vi neles me assustou um pouco, uma surpresa boa que me deixou ainda mais entregue.

— Jane, vamos pra cama.

— E o filme?

— Levanta e me leva pra cama agora.

— Ok – Ela assentiu lentamente, levantou e pegou minha mão.

Eu estava sentindo fogo em lugares que eu nem lembrava mais como usava, queria de todas as formas ter Jane naquele momento. Quando ela desligou a TV e me conduziu pela mão até o quarto, ficamos em silêncio. E todas as coisas que eu sentia antes, toda aquela segurança se esvaiu um pouco, tudo se tornou extremamente assustador enquanto passávamos pela porta daquele quarto. No entanto, com Jane se voltando a cada dois passos pra se certificar que eu ainda queria aquilo, me acalmou um pouco.

Jane sentou na cama e se olhou pra mim, apenas para enfrentar uma pessoa igualmente nervosa. Alguém me trás um Jack Daniels por favor!

Me aproximei, ficando entre suas pernas e puxei sua blusa pra cima, expondo um top preto, sem nunca perder o contato visual. Ainda não havíamos trocado nenhuma palavra desde o sofá, e não sei se isso era mais reconfortante ou mais angustiante.

Eu não sabia se seria o suficiente para ela, se conseguiria satisfaze-la. Meu coração batia muito alto, e acho que se batesse um decibel mais alto, Jane poderia ouvi-lo através do silencio. Parei meus movimentos.

Acho que ela percebeu meu nervosismo, então me sentou em suas coxas, me fazendo ficar frente a frente com ela. Devagar desabotoou minha camisa, a deslizando devagar sobre meus ombros, depois deslizou as mãos no sentido contrario, até o meu pescoço, me puxando para um beijo terno. Senti ela sorrir entre nosso beijo, e me afastei um pouco para olhar em seus olhos. Suas mãos desceram por meus ombros, levando as alças do meu sutiã no caminho. Coloquei minhas mãos na presilha dele e o abri. Jane continuava olhando em meus olhos quando o joguei ao chão.

Suspirei quando senti suas mãos deslizarem por minhas costas. Mordi meu lábio inferior ao sentir beijos em meu pescoço, minha excitação disparou ao sentir o toque suave daqueles beijos molhados descendo até meus seios, aquela língua quente e depois suas mordidas leves. Puxei seus cabelos para um beijo sem pressa.

Ela me deitou na cama, puxou minha calça e gemeu ao espiar minha excitação transparecendo no fino material preto da calcinha. Meu desejo havia voltado com força total, retirei seu cinto e quase rasguei sua calça ao tira-la, jogando em algum canto qualquer do quarto.

Jane sentou entre meus joelhos, e deslizei minhas mãos sobre seus ombros, em seguida retirando seu top. Ela colou novos lábios novamente, e deixei minha língua explorar cada canto daquela boca que me levava tão facilmente ao desejo ardente. Ela deitou de costas e me puxou para cima de si, automaticamente comecei a fazer movimentos com meus quadris, e isso de alguma forma dava prazer a ela.

Jane quebrou nosso beijo e encostou sua testa na minha.

‘‘ Espere... Só um segundo’’ afastei um pouco nossos rosto e a olhei. Pude ver seus olhos fechados e ela estava respirando fundo.

“O que tem de errado?” perguntei, e franzi as sobrancelhas quando ela não respondeu. Segurei suas bochechas com uma mão e sussurrei “Jane, tá tudo bem. Eu também quero isso.”

Ela abriu os olhos e me sorriu timidamente “Tem certeza?”

Olhei em seus olhos, havia hesitação ali, ela estava com medo de estar me pressionando. E se ela não queria dar o próximo passo, eu daria.

Deslizei de seu corpo, ficando de joelho entre suas coxas.

“O que esta fazendo?!” Jane entrou em pânico quando comecei a retirar sua calcinha. Olhei maliciosamente para ela enquanto distribuía beijos por sua pélvis.

“Oh” Jane respirou antes de afundar os dedos em meus cabelos, me conduzindo a um lugar. Ela não me empurrava ou puxava, suas mãos em mim era apenas uma forma de manter nossa conexão.

Passei minha língua nos lugares que acreditei que ela pudesse sentir algum prazer, seus olhos estavam fechados, eu não sabia se estava fazendo certo. Então me afastei um pouco “
Esta tudo bem?” perguntei receosa.

Jane sorriu e mordeu o lábio inferior, me olhando de uma forma tão sensual que jamais pensei ver. Voltei ao que anteriormente estava fazendo, porém acho que encontrei algum lugar particularmente sensível, pois ela respirou mais forte e gemeu. Antes que pudesse me divertir mais, ela me puxou e me jogou na cama. Colocando seu corpo sobre o meu. Sua respiração estava mais pesada e mais rápida, e seu beijo foi tão ávido que me tirou o fôlego.

Lentamente ela retirou minha calcinha, massageando toda a área que descobria.

“Jane”

“O que você deseja Maura? Eu quero dar o que você quiser” disse enquanto tão suavemente esfregava sua mão em um lugar que me causava pequenos espasmos deliciosos.

Embalada por aquele movimento, soltei um gemido ofegante antes de responder “ Me faça sua, por favor.”

Jane suspirou e deslizou dois dedos para dentro de mim, e lentamente acariciou meu interior.

Por favor Jane” Olhei em seus olhos e acariciei seu rosto, deixando claro meu apelo.

Ela assentiu com a cabeça, e se encaixou melhor em mim, e empurrou seus dedos lentamente, indo cada vez mais fundo, observando enquanto meus olhos se fechavam.

Não consegui evitar o gemido agudo, fazendo Jane me olhar preocupada.

— Te machuquei?

— Não, é só que... – tentei achar uma forma ‘menos ruim’ de falar aquilo— É só que faz muito tempo que não faço isso.

— A última vez foi com Jack, né? – ela afirmou com uma voz que claramente tinha ciúmes.

— Você quer realmente falar sobre isso agora?

— Não. Esquece.

Então ela voltou com o movimento dos dedos, indo cada vez mais fundo. Sentia prazer e um pouco de dor ainda, mas era uma ardência suportável.

— Vai mais devagar, por favor. – Pedi ao perceber que ela aumentava o ritmo, assim como a própria respiração.

— Tô tendo a impressão de estar tirando sua virgindade. – ela sorriu

— E eu estou tendo a impressão de estar perdendo minha virgindade pela segunda vez.

— Primeira vez pela segunda vez? – Jane falou com uma voz maliciosa, e percebi o quanto ela estava gostando disso. Gostando de eu ter me guardado para ela, mesmo que inconsciente.

Então ela me beijou, um beijo terno, apenas me beijou, parando todos os outros movimentos. Passei meus dedos pelo cabelo preto, os perdendo ali, em meio aos fios ondulados enquanto ela descia devagar a boca pelo meu queixo, beijando e dando mordidas dengosas. Depois indo em direção ao meu pescoço, onde depositou alguns beijos antes de algumas mordidas não tão dengosas.

Senti meu corpo relaxar, e um gemido foi emitido sem o meu consentimento. Também senti meu corpo pegar fogo outra vez e então senti os dedos dela se movendo dentro de mim novamente. Mas agora eles se moviam com mais facilidade, e eu já não sentia mais dor, apenas prazer. E que prazer!! Aquele movimento lento era quase agonizante, me fazendo ser incapaz de gemer em conjunto com aquele vai e vem incessante.

Quando ela intensificou os movimentos dentro de mim, agarrei e unhei suas costas devagar com medo de machucar aquela pele tão macia. Estava cada vez mais gostoso, mais fundo, mais forte e realmente não me lembro de ter feito assim tão gostoso. Era mágico! Era único! Era fazer amor, não que eu nunca tivesse feito antes, mas dessa vez... dessa vez parecia melhor.

Sua respiração pesada batia em meu pescoço, e isso me excitava mais e eu sentia sua pele quente, seu peso sobre mim. “Maura” ela sussurrou em meu ouvido, abri os olhos apenas para fecha-los com um gemido intenso quando ela retirou quase tudo e bateu de novo dentro de mim. Seu ritmo era diferente do que eu estava acostumada e ela parecia fazer questão de querer acertar todos os pontos para me fazer gemer mais alto.

Movia meus quadris naturalmente enquanto puxava seu corpo em direção ao meu. Ela voltou a me beijar sem perder o ritmo, que mulher incrível! Nossos beijos de tão molhados e gulosos me excitavam cada vez mais, senti seu corpo começar a suar, o meu nem se fala, estávamos muito quentes... Em todos os sentidos da palavra. Eu já previa o que estava por vir.

Quando comecei a sentir aquele nó crescendo dentro de mim, aquela dor gostosa pulsando, aquela necessidade de alívio imediato... Agarrei com mais força a mulher sobre mim e senti algo que não sentia há muito tempo. E então eu percebi como sentia falta disso. Falta de ter o corpo dominado por uma força totalmente incontrolável. Gozei como jamais havia feito antes enquanto chamava pelo seu nome. Era tudo mágico.

Relaxei e senti o corpo de Jane pesar sobre o meu, ela ainda tinha a respiração pesada e fiquei na dúvida sobre o que eu faria em seguida. Realmente essa era a minha primeira vez... com uma mulher, apenas uma . Voltei a ficar insegura enquanto os espasmos ainda percorriam meu corpo.


— Jane, posso fazer o mesmo com você?

— Mais tarde. – Ela disse sentando em meu abdômen, os joelhos pela lateral do meu corpo e senti que ela pulsava, pulsava como eu estava pulsando há alguns minutos atrás.

Sem pensar muito, a puxei para mais um beijo, um beijo selvagem. Sugava sua língua com avidez e sentia ela se derretendo em meus braços. Senti uma necessidade de passar minhas mãos pelo seu corpo, acredito que isso seja instinto. Coloquei minhas duas mãos sobre sua bunda a puxando ao meu encontro. Sem perceber eu a fiz executar um vai e vem, muito gostoso por sinal. E esse simples vai e vem sobre meu abdômen se tornou algo mais feroz, senti que ela estava perdendo o controle, senti que eu estava perdendo o controle ao exigir com minhas mãos que ela fosse mais rápido, a controlar seu ritmo. Mas aqueles gemidos que ela emitia, aqueles gemidos me faziam querer isso, era muito bom! Realmente maravilhoso!!

Observava a mulher acima de mim, tão entregue, tão minha! Estava adorando a maneira como eu era capaz de dar prazer a ela. De faze-la sentir dessa forma

Então senti o corpo dela ficar rígido, enquanto seus movimentos ficaram mais fortes e rápidos. E depois relaxou em uma convulsão quando ela gemeu baixo e rouco meu nome. Foi uma das coisas mais lindas que eu já havia visto. Sua testa encostou-se à minha. E novamente ela soltou o peso do corpo sobre meu, se alinhando ali como se estivesse me abraçando. Abracei-a e ficamos assim por não sei quanto tempo, e o tempo não importava mais. Nada mais importa agora.

Ei— Ela me falou — Acho que essa não foi sua primeira vez. – disse desconfiada ao levantar a cabeça e me encarar.

— Você sabe que não.

— Você me entendeu. Quis dizer com uma mulher. – Ela estreitou os olhos, depois colocou os cotovelos ao lado do meu pescoço sem perder o contato do nosso olhar

— Não, não foi. Já estive com uma mulher antes, mas não estávamos sozinhas. – Ela me olhou surpresa e eu desviei os olhos, me senti envergonhada.

— Você já fez sexo a três doutora Maura Isles?

— Você quer realmente falar sobre isso agora?

— Não. Melhor não. – o silêncio se fez presente enquanto eu olhava nos olhos dela e via meus olhos refletidos ali. Foi tão mágico! A palavra mestra dessa noite é “mágico” a ponto de deixar muitos contos de fadas com inveja. Quem é príncipe encantado e branca de neve perto disso! Falar em branca de neve me fez lembrar da maçã, e por consequência fez meu estomago roncar. Droga!

— Jane, to com fome. Fome de comida de verdade, não aquilo que eles dão no presídio. – Por Deus! Eu comeria um prato cheio de batata frita com arroz e macarrão agora, isso mesmo! Pura farinha branca e nada nutritiva. Acho que eu comeria até um mc Donald.

— Vou pedir comida pra nós ok.

— Ok. Pode ser um mc Donald? – Jane me olhou assustada, olhos arregalados e boca aberta como se eu tivesse dado a ideia de colocar fogo no Papa.

— Quem é você e o que você fez com a minha amiga?

— Por favor, satisfaça essa vontade. Eu não posso beber nenhum dos meus vinhos saborosos, não posso dirigir meu carro, então por favor, faça isso por mim.

— Como dizer não a essa cara de gatos de botas?

— Gatos não usam botas Jane

— Achei que a Ruby tivesse te ensinado cultura Pop naquele lugar. Falado sobre assuntos gerais...

— Você não vai querer saber o que nós falávamos Jane, deixaria até o Glay com inveja.

— Só por você saber sobre o Glay já me assusta um pouco.

— Eram os livros preferidos da Ursa. – Jane levantou uma sobrancelha e me encarou.

— Você me disse que sabia a respeito porque minha mãe gostava... – Me olhou desconfiada — Vou lá buscar nosso lanche e você me espera aqui então.

— Pra onde mais eu iria? – Não pude deixar de sentir falta do corpo dela quando ela se sentou na cama. E naquele momento eu queria ligar pra Ruby e contar todos os detalhes...

— O que você vai querer? – me perguntou enquanto se levantava e vestia a calcinha e calça.

— Quero algo de frango, o mc Donald tem aqueles nomes esquisitos lá, então não vou saber nenhum. Mas trás um bem grande, o frango inteiro dentro dele se possível. Tudo que tiver Double você manda colocar. – Jane parou de vestir a calça e me olhava ainda mais assustada que antes.— E trás um caminhão pipa de coca por favor. Ah! E se tiver uma bacia, enche de batata e trás.

— Mais alguma coisa?

— Trás um sorvete também. Não aqueles de casquinha, um grande que vem em um potinho parecendo um copo que eu já vi o Frank tomando. De baunilha por favor.

— Não é muita coisa? Muita caloria?

— É mesmo né. Bastante calórico. Então a coca pode ser light por favor.

Jane ficou me encarando por alguns segundos.— Um subway seria mais sua cara por ser mais saudável. Não quero ser responsável por você ter um ataque de coronária entupida.

***

Jane demorou uma eternidade com meu Subway. O devorei em segundos. Deitamos na cama novamente e fizemos amor. Eu estava deitada em seus braços quando seu celular tocou, sinal de mensagem. Ela leu e resmungou um pouco.

— Ruby ligou pra Debs, ela quer falar com você.

— Ela ta ansiosa. E eu pedi que ela me ligasse em algumas horas.

— Fico muito feliz com sua amizade com ela. Vocês falam coisas que sei que é complicado falar comigo. Afinal algumas é sobre mim. Mas fico feliz que você tem alguém lá dentro.

Jane olhava o nada. Senti tentada a dizer que tudo ficaria bem. Que quando eu saísse dali tudo se resolveria.
Mas seria justo fazer essa promessa? Seria justo com Jane. Afinal Ruby disse que naquele aquário tudo é mais forte, maior do que realmente é, e ela está certa. Será que o amor manteria essa força fora das grades?

Mas Jane não está do lado de dentro dessas barras de ferro e mesmo assim está disposta a lutar por mim, por nós. Jane subiu em cima de mim, apoiando seu peso nos cotovelos ao lado da minha cabeça. Levei minhas mãos ao seu cabelo.

— Fica comigo Maura. Seja minha por favor. – eu não conseguiria ser de mais ninguém após provar como é ser sua Jane.

— Eu não sei Jane. – Senti meus olhos arderem.

— Eu espero... Espero você sair.

— Tudo pode mudar nesses meses. Talvez algo me faça ficar mais tempo. — Passei minha mão em seu cabelo, colocando uma mecha atrás da orelha enquanto ela me olhava, seus olhos marejados.

— Eu vou estar te esperando do lado de fora do portão, faça chuva, sol ou 20 graus negativos. Eu estarei lá. Mesmo que eu esteja usando uma bengalinha, estarei lá com meus cabelos brancos embaraçando ao vento.

— Boba.

— É sério, meu cabelo não pode ver vento que já embaraça.

— Boba. – Ela selou nossos lábios, beijos castos depositados com tanto carinho que senti uma lágrima solitária escorrer por meu rosto.

— Não estou brincando Maura. Falo sério. Eu quero ter um pouco de você. Um pouco que fui covarde por não ter ido atrás desde que te conheci. Me deixa ter isso.

— Jane... – A empurrei delicadamente, me sentando na cama, puxando os lençóis e cobrindo meu corpo.

— Maur, há anos atrás você mesma disse que copo d´água e felicidade não se nega a ninguém. Então me dê um pouco de esperança.

— E também disse que esperança é a pior arma Jane. A mais letal, e é a que fere mais fundo.

— E você acha que já não estou ferida o bastante sem você? Sabe meu medo de ser dependente de alguém? É isso que sou agora. Sou dependente de você Maura. Você não sabe como está doendo todas as noites querer ir a sua casa pra passar algumas horas com você e você não estar lá. – Lágrimas escorreram por seus olhos e ela limpou com o braço — Às vezes pego a cópia de chave que você me deu e entro na sua casa e fico lá deitada no sofá, fingindo que você está logo ali na cozinha preparando algo pra gente.

— Então você vai na minha casa assistir aos jogos na minha TV? – disse rindo, estava adorando ver ela constrangida. Então ela me olhou preocupada.

— Não. Não faça isso. Não mude de assunto Maura. Não fuja dessa conversa, eu não estou fugindo, estou aqui me abrindo pra você e exijo que você seja sincera comigo.

— E se quando eu sair daqui resolver não querer você desse jeito Jane?

— Meu coração ficará em pedaços, mas recolherei cada caquinho que eu conseguir juntar e jamais tocarei no assunto de novo. Essa é a arte de aceitar o fim, é recolher o que resta de nós e continuar sem aquela parte que ficou pra trás, que perdemos no meio do caminho.

— É arriscado demais.

— Nunca tive medo de arriscar. Você sabe que não fujo de uma boa briga.

— Nem das ruins você foge.

— Exato! Se eu não fujo das ruins vou fugir de uma que o prêmio seja você? Jamais.

Olhei para a janela enquanto uma confusão de sentimentos e medos martelavam minha cabeça. Sempre tive medo de arriscar e perdi muito por isso, acho que agora já chega.

— Não quero que o Shark me busque da próxima vez que eu sair. Quero que seja você.

— Será, eu prometo. – Me abraçou, me jogando na cama de novo, subindo por cima de mim e me roubou um selinho. – Por favor, fale com a Ruby, ela já está a mais de 40 minutos no telefone com a Debs apenas esperando pra falar com você.

— Garanto que não está sendo nenhum martírio pra ela. – Dei um tapa no braço de Jane.

— Ai! Isso doeu. – Disse ela esfregando o braço.

— É pra doer mesmo. Você pregou uma peça em mim Jane! Me fez escutar aquelas músicas pra adolescentes! — Jane gargalhava se sentando na cama— Falo sério Jane. Eu estava preocupada de ter que te acompanhar a um show de Lana Del Rey.

E ela levantou gargalhando indo em direção ao celular. – Aiai ! Você tinha que ver sua cara naquelas horas Maura! Valeu cada música. – Realmente odeio quando ela faz isso


Jessie J — Flashlight

Notas finais
Obrigada por ler, se possível comente o que precisa ser melhorado. Esse cap é mais light, e sem gancho, mas espero que tenha te agradado, pois fiquei contente em escreve-lo.