Mirrors

12 Enchanted


Notas iniciais
Mais um cap, estou sendo boazinha e não demorando para atualizar, me elogiem kkkkkk O cap é todo em flashback, então sem Ruby nesse :( O próximo também será em flashback e será o ultimo, após isso a relação vai desenvolver atrás das grades mesmo Bjs e boa leitura...

Lá estava eu novamente esta noite
Forçando o riso, fingindo sorrisos
Mesmo lugar, velho, cansado e solitário
Paredes de insinceridade
Olhares perdidos e vazio
Sumiram quando eu vi o seu rosto

Tudo que eu posso dizer é que foi encantador te conhecer



Passei quase toda a manhã assistindo a duas autopsias SEM CAFÉ DA MANHÃ! Encaro isso como uma forma de tortura! Infelizmente esse DP não possui lanchonete e eu não poderia sair pra comprar nada, vida infeliz, eu sei.

Entrei no elevador até o andar de homicídio imaginando que talvez lá tivesse algum café da manhã digno. Conseguia até imaginar o sabor gostoso de um café, nada poderia dar errado.

Saí do elevador e trombei com Shark.

— Maura, hei – ele disse em um tom de voz que imagino que fosse emocionado — Você trouxe rosquinhas?

— Não sabia que tinha um ritual para entrar aqui. - e ele ficou lá me olhando, esperando que eu ficasse caída por ele. Deu-me um sorriso galanteador que com certeza iria derreter uma legião de mulheres... Menos eu, desculpa camarada, to blindada, a morena que você levou pra sair ontem me blindou.

— Que pena que você não trouxe rosquinhas, o bicho tá pegando na sala de reuniões. Já analisou os relatórios?

— Das cinco ultimas vítimas sim e assisti mais duas autopsias, estou só aguardando os resultados dos exames que pedi. - E ele passou a mão no cabelo preto liso me dando mais um sorriso. É sério que esse palhaço que se acha o George Clooney tomou tequila com Jane?

— Já vi que você vai nos falir com tantos exames. - e me deu uma piscada.

— Se vocês não fossem tão mesquinhos com exames talvez a pilha de casos em abertos estivesse menor. – Tá! Não julga! Sei que fui ríspida com ele, mas comecei a imaginar ele jantando com Jane e isso me irritou um pouco, talvez muito. E até a respiração dele me irritava!

— Tem razão. Daqui a pouco alguém vai te chamar pra reunião. Tem café fresco ali.

O café poderia ser fresco, mas a terra onde foi plantado devia ser um berço de produtos tóxicos por anos, pois a coisa era tão impossível de engolir quanto algo pode ser, mesmo sendo líquido. Ainda assim, a vida é feita de muitos testes e só os mais fortes sobrevivem, então beberiquei uma xícara daquela coisa desastrosa sem reclamar enquanto aguardava paciente meu momento.

Após alguns minutos Jane entrou nervosa na sala em que eu aguardava

— O que conseguiu? — Perguntou ela.

— Possivelmente uma disenteria por causa do café.

— Sério Maur. Tá um caos lá dentro, esse povo não acha nem a própria bunda.

— Não consegui muita coisa.

— Mas será mais que o idiota do suspeito está nos dizendo lá dentro.

Como se o "suspeito" tivesse ouvido, uma porta se abriu e um rapaz saiu correndo por ela indo em direção ao elevador sendo seguido por um homem alto e extremamente músculo que andava como o dinossauro Rex, ou seria Tiranossauro? Nunca lembrei a ordem.

— Que porra é essa?!! – concordei porque Jane descreveu bem a cena. Depois soltou um “merda” e foi ajudar. Como eu estava curiosa fui atrás.

Cheguei ao corredor e vi a cópia do “Exterminador do futuro” em cima do rapaz tentando algema-lo. Não sei como o rapaz conseguiu sair debaixo daquele peso todo de Rex, mas ele fez e foi em direção a sua grandiosa fuga rumo às escadas. Porém para que ele chegasse a salvação dos degraus teria que passar por mim.

Então estiquei meu pé e ele caiu... Rolando, foi até divertido ver o quão longe ele rolou.

Jane o pegou e algemou enquanto o detetive Rex exterminador do futuro me olhava acusadoramente.

— Eu não fiz nada. – foi tudo que disse

— Esse é Marlon. Detetive chefe do caso. – O detetive Marlon apenas me olhou e deu as costas, acho que ele não foi com minha cara.

Enchanted — Taylor Sfiwt

Mais uma vítima foi feita e Jane e eu fomos chamadas para acompanhar a pericia no local. E então entrei no carro e sentei atrás.

Marlon, o detetive exterminador do futuro ou Rex (depende do ponto de vista) sentou no meio, devido ao seu grande tamanho eu fui empurrada à janela. Eu estava tão espremida na janela que teria que esperar a gente chegar para eu poder respirar.

O legista também entrou e não sei como ele coube do outro lado, mas com certeza ficou espremido também. Jane foi gentilmente convidada a sentar confortável no banco de carona, ficando ao lado do metido a top model Shark. Oh vontade de rasgar o pescoço dele no meio a cada sorrisinho bobo que ele dava para Jane e ELA RETRIBUIA!!

O lugar não era longe o suficiente para eu sofrer com a privação de oxigênio, especialmente porque o “Rex” Marlon se inclinava toda hora para frente e conversava com Jane e cada inclinada era uma respirada minha.

Nenhuma novidade sobre a vítima, o mesmo modo operands, tudo igual e com certeza a policia está afundando nesse caso. E fiquei surpresa com a quantidade de reportes, e só não entendi porque todas eram mulheres e TODAS gaguejavam perto do Shark, ou comiam ele com os olhos.

Na volta quase implorei de joelhos para voltar dirigindo usando a desculpa de poder conhecer o transito de Vegas. Marlon o "rex" é claro que não gostou da ideia e rangeu os dentes tão fortes que quase pude ver o esmalte descascando.

Mas como nem tudo é alegria em Vegas, o Marlon "rex" sentou no carona enquanto Jane e Shark conversavam alegremente no banco de trás sobre baseball. Acho, apenas acho que o legista gostava de sua respiração tranquila, então não quis arriscar ser espremido novamente por Rex na janela pegando carona com outro perito técnico

Dirigi tranquilamente enquanto motoristas raivosos buzinavam e me mostravam o dedo do meio, paisagem normal. Em meio a melodia das buzinas o top model Shark não parava de falar no banco de trás sobre como era bom e brilhante em várias coisas...

E como eu tinha que manter minhas duas mãos no volante, não poderia virar para trás e estragula-lo e por isso não me importei quando Marlon esbravejou um "cala a boca pavão"Shark era brilhante, bonito, elegante, alegre, bem informado e quase tudo o que um detetive deve ser, e eu não teria objeção nenhuma se Marlon o atirasse pela janela do carro.

Quando chegamos ao DP eu estava rangendo os dentes e agarrando ao volante tão forte que os nós dos meus dedos estavam brancos.Ao sair do carro Marlon me disse obrigada entre dentes... Ele falou a palavra com veneno suficiente para derrubar um elefante. E bateu a porta tão forte que o carro inteiro tremeu e eu estava um pouco relutante em sair do carro... porque Jane e Shark ainda estavam empolgados em uma conversa sobre rebatidas e bolas curvas no banco de trás.

Como eu não poderia ficar lá esperando por eles e se eu ficasse mais dois minutos ouvindo sobre como segurar um taco de basebol com os dedos e não com a palma da mão, eu pegaria um taco de basebol e quebraria aquele carro todo, sempre mirando muito bem na cabeça de Shark, e claro... Jamais esquecendo que o taco não pode ser apertado com as palmas, apenas com os dedos.

Sai do carro e me arrependi no segundo seguinte quase correndo e pulando pela janela pra dentro dele de novo. O sol estava realmente muito claro a ponto de eu piscar feito louca e lacrimejar e o calor fez minha blusa colar em minhas costas em apenas 10 segundos que fiquei naquele sol escaldante.

Mas mesmo assim fiquei lá parada esperando Jane sair do carro, e sentindo um certo medo das solas dos meu sapatos derreterem e eu ficar grudada naquela posição.

Vi Jane sair e sentir o mesmo desconforto que eu. ela veio para o meu lado e subimos as escadas depois que joguei as chaves do carro para Shark. Tenho uma pontaria muito boa, quase excelente, mas por algum motivo eu joguei a chave quase um metro longe dele, fazendo ele ter um contato maior com aquele asfalto tão caloroso ao se abaixar pra pegar.

— Que calor é esse?! — Jane resmungou enquanto subíamos as escadas.

— 26 graus, mas a sensação térmica está em 30 graus.

— A sensação térmica que estou tendo é de abraçar o sol. Acho que se eu quebrar um ovo em minha mão posso ver ele fritando.

Prometi subir ao andar dela mais tarde e ela disse que me esperaria para tomar o café lá com ela. Fiquei seriamente tentada a passar o dia sem aparecer por lá e correr o risco de ter que provar aquele café horrível mais uma vez. Entrei na sala de autópsia e senti meus lábios ficarem dormentes com o ar condicionado, mas consegui chegar a sala do legista sem uma hipotermia.

Quando entrei na sala dos detetives para chamar Jane, que nada mais era do que pequenas mesas com computadores com divisas, que separavam um detetive do outro. Lembrava-me aquelas salas de operadores de telemarketing. Enquanto divagava em meus pensamentos de gerúndios de telemarketing o Marlon rex veio em minha direção e eu vi perfeitamente o seu sorriso cheio de dentes e também vi ele me olhando ao bater seu enorme corpo em mim, derrubando o meu café ruim em minha linda blusa branca

—Você é idiota ou o que? — ele gritou comigo Não enxerga por onde anda não imbecil?!

— Ei Ei. - Jane veio para me socorrer— Com quem você acha que tá falando Marlon?! Imbecil aqui é você! Ela tava parada, foi VOCÊ que veio andando e colidiu com ela.

— Por que toda hora que vejo você está aqui? Ela é o que afinal? – disse apontando seu grande dedo pra mim

— Sou legista.

— Então por que não está lá embaixo? Onde os legistas ficam cheirando gente morta. Seu lugar é lá.

— Pedi uma opinião profissional da doutora Isles. Ela sempre me ajuda a resolver alguns casos.

— Como? Com o microscópio? Agora em Boston prende bandido com bisturi? E prende aonde, num saquinho de provas?

— Não. Ela me ajuda formando o perfil psicológico do suspeito. – disse com os dentes trincados

— Não sei como funciona em Boston, mas aqui em Vegas legistas abrem corpos e detetives prendem bandidos.

— Marlon, espera. - Shark tentou amenizar a tensão que havia tomado conta do ambiente.— Seria bom para o caso ter um olhar profissional especializado em for...

— Ela já fez o trabalho dela falando do que o cara morreu! AGORA É PRA DETETIVES QUE SABEM TRABALHAR! ! Ela é INÚTIL agora.

— Desculpa, vou me retirar. - meu rosto queimava, senti meus olhos molhados nunca me senti tão pequena assim.

— Vai não. - Jane segurou meu braço e me puxou, virando-se para Marlon — Quem você pensa que é para falar desse jeito Marlon?

— Sou o detetive daqui e exij. ..

— Você é a merda de um detetive que nem sabe fazer seu trabalho e mandou um alerta para todo o país pedindo ajuda. VOCÊ IMPLOROU PELA GENTE AQUI E AGORA FAZ ISSO? !! QUE MERDA É ESSA?!!

Nunca vi Jane tão nervosa em minha vida. Ela gritava a plenos pulmões chamando a atenção de todos a nossa volta. Marlon ficou assustado, abria e fechava a boca, porém não saía nenhum som, como um peixe fisgado tentando respirar.

— Doutora Isles veio aqui de bom grado ajudar porque A MERDA DO SEU LEGISTA NÃO SABE NEM DIFERENCIAR UM ASFIXIAMENTO DE UM ESTRANGULAMENTO E AGORA VOCÊ VEM CRESCER PRA CIMA DA MAURA!!!!! QUE PORRA!!!

A voz de Jane aumentava mais a cada palavra dita, e ela se colocou entre Marlon e eu, me defendendo daquele troglodita com um linguajar que não tinha o hábito de ouvir saindo da boca dela. Conseguia imaginar Jane pulando no pescoço grande de Marlon apenas para me defender.

Realmente estou ferrada com essa mulher.

— Olha aqui Jane Rizzoli - ele apontou o dedo para Jane e ela se aproximou mais, como se o desafiando — Não vou permitir que você entre no MEU departamento e fale assim comigo.

— E eu não vou permitir que você aumente a voz ou fale qualquer palavra que não seja um elogio para a Maura!

— Eu não tenho medo de você detetive Rizzoli

— Mas deveria... - Jane chegou assustadoramente perto do detetive Marlon, por um instante achei que ela fosse empurrar ou bater no detetive que ainda imitava um peixe. — E não sou detetive, sou sargento.— Então Jane se virou vindo em minha direção. — Vamos embora Maura. Deixe que eles se afundem aqui. Vamos voltar pra Boston.

Jane me puxou e paramos em frente ao elevador. Ela apertava freneticamente o botão como se aquele ato o fizesse vir mais rápido.

— Jane... Sargento Rizzoli. - Shark vinha correndo ao nosso encontro com seus cabelos voando ao vento. Se trocasse o pano de fundo por uma praia e o vestisse com uma sunga, garanto que apareceriam um monte de mulher fingindo afogamento. — Por favor. Não vão embora, tô te implorando.

— Eu não vou trabalhar com aquele imbecil! Quem ele pensa que é pra falar assim com a Maura?!

Shark estava com os ombros baixos, aquele caso parecia ter exaurido todas as suas forças.

— Jane, por favor, não vá. Você não sabe como foi difícil o nosso tenente trazer vocês duas pra cá. Korsak é não queria liberar vocês.

O homem parecia realmente desesperado. E assisti a Jane oscilar um pouco.

— Tudo bem. Não vou embora, mas também não trabalharei com o detetive Marlon.

Por alguns segundos achei que Shark fosse saltitar de alegria. Ele abriu um sorriso maior que o rosto com seus dentes perfeitos, mas logo se recuperou e apenas assentiu com a cabeça.

Fui ao banheiro para tirar a blusa quase rezando para não estar com uma queimadura de terceiro grau.Tirei minha blusa e comecei a me olhar no espelho. Não, sem queimaduras, estou bem. Mas não podia dizer o mesmo da minha linda blusa agora com uma nada linda mancha marrom de café e que eu teria que vestir de novo.

Acho que é mais seguro vestir esse café do que beber...

Esfreguei por mais de 15 minutos e a mancha não parecia querer cooperar. O papel rasgava e deixava vários pedacinhos molhados na camisa sem nem alterar a mancha. Que café incrível! Talvez tivesse algum corante de tecidos na composição dele... O que explicaria o gosto.

Ouvi Jane entrar no banheiro.

— Maura? Você tá bem? Aquele imbecil na.. - E cortou a frase no meio ao ver meu sutiã novo, ou talvez o que tava dentro dele. Pisquei umas três vezes e ela continua lá parada sem nem piscar, e como não tenho vocação para Santa resolvi provocar só um pouquinho, bem pouquinho, quase nada...

— Gostou do meu novo sutiã? - perguntei virando totalmente para ela e passando minha mão maliciosamente sobre meu sutiã.— Ela piscou e limpou a garganta.

— Sim, muito bonito. Você tá bem?

— Sim, estou. Já não posso dizer o mesmo da minha blusa.

— Não conseguiu tirar a mancha? — ela perguntou para meus seios

— Tô pensando seriamente em perguntar a marca desse café e pintar alguns quadros com ele, tenho certeza que as pinturas durariam séculos, pois ele adere muito bem ao tecido.

— Então... Hã... — Ela olhou para o espelho - Você quer ir pra casa?

— Quero almoçar. Vamos há algum restaurante? - notei ela me olhando pelo espelho.

— Eles precisam do meu grande cérebro aqui.

— Se seu corpo puder ir comigo e almoçar não tem problema.

— Pode levar o carro - ela falava com meus seios— eu posso... hã. .. - olhou para o papel toalha em frente a ela — Eu posso ir com o Shark depois.

— E almoçar com ele também? O jantar que vocês dividiram ontem não foi o bastante não? — Joguei o papel na lixeira e errei por 30 centímetros. Jane se abaixou pra pegar e jogar na lixeira.

— Maura, descobrimos o carro de um dos envolvidos na gang. Realmente não posso ir.

— O carro não vai sair do país e te devolvo pra cá em 40 minutos. - Ela olhava em meus olhos e pude ver a dúvida oscilando neles.

— Não sei.

— Deixo você dirigir e prometo não reclamar quando você xingar os outros motoristas.Vi ela sorrir e concordar com a cabeça. Deu uma última olhada no meu sutiã e virou saindo do banheiro prometendo me esperar na portaria.Vou comprar um sutiã desse e dar de presente pra ela já que ela pareceu gostar tanto.Antes que eu atravessa-se a porta, senti um desconforto em meu peito, uma sensação que algo ruim iria acontecer.

Shark

Notas finais
Esse cara ai da foto é um ator e já fez um detetive em uma série, e me inspirei nele para criar o Shark, de boa, se eu fosse a Jane não resistiria. Reviews são aceitos e o próximo cap acabaremos com um dos mistérios