Mirrors

16 Cool for the Summer


Notas iniciais
Hello! I´m back! Sei que não há desculpas para a demora, na verdade há porque Brasil só começa o ano após o carnaval né. Mas é o seguinte, o capitulo da "licença" de Maura ficou extremamente grande, então o dividi em três caps, esse primeiro não é tão Rizzles, mas os dois próximos serão 100% com direito a uma Jane romantica. Não fixarei na linha investigativa, ela sempre estará em segundo ou terceiro plano até o final(Pela visão da Maura seria extremamente pesado, melhor não arriscar) Aqui temos o retorno de dois personagens,e com a adição de mais um que é sempre citado, porém nunca havia dado o ar da graça. Gente, não esqueça que essa fic é feita pelos olhos da Maura...

Me diga o você quer
O que você gosta
Está tudo bem
Eu estou um pouco curiosa também
Me diga se isso é errado
Se é certo
Eu não me importo
Eu consigo guardar um segredo, e você?

Estou com minha mente no seu corpo
E seu corpo na minha mente
Quero provar dessa fruta
Só preciso dar uma mordida



— Aí doc! Tô tão feliz!

— Viu o passarinho verde Ruby?

— Não, ruivo. — Já mencionei que Ruby é louca?

— Como assim?

— Sonhei com a Mérida. Awn!!!

— O que é isso?

— Mérida doc. A valente. Que mundo você vive?

— É mais uma dessas cantoras teen com 50 ex namorados que eu não conheço?

Ruby colocou a mão no peito fazendo uma pose dramática. — Não acredito que você NUNCA assistiu o filme Valente com a ruivinha super corajosa que ajuda os irmãos!

— Você já olhou com o médico essa sua tara por ruivos? Primeiro o Pereba, agora essa valente aí.

— Pereba é o rato. Você quer dizer Ronald, o amigo do Harry. — me corrigiu com pose de menina séria— E o nome dela é Mérida. .. Awn! Valente é o nome do filme.

Então ela sentou ao meu lado e eu tinha certeza que a história não acabaria por aí. Acabei me rendendo e perguntando.

— E como foi o sonho Ruby?

— Awn! — ela gritou, menina louca - Mérida me protegia com seu arco e flecha e cuidava de mim prometendo me levar para seu reino onde o One Direction faria um show só pra mim. – entendi a alegria pelo sonho— É tão bom ser protegida né doc.

— Sim, Muito.


— E aí? Já está preparada para rever seu bad romance? – e voltamos ao antigo apelido...

— Ela é só minha amiga. Não tem nada demais.

— Sei. Você e a morena gostosa já tranzaram?

Felizmente eu não tinha nada na boca, porque poderia ter engasgado, mas por um momento

senti que havia algo atravessado na garganta, algo do tamanho de um peru de Natal. Quando

pude respirar de novo, consegui gaguejar.

— Por que pergunta?

— Curiosidade.

A televisão estava ligada e eu tentava adivinhar o que os atores diziam e por que uma plateia

invisível ria o tempo todo.

Ruby ainda me observava.

— E como você está se sentindo doc? – perguntou graças a Deus não insistindo na pergunta

— Ótimo. Se pudesse descobrir o que é tão engraçado nesse programa. – Ruby olhou a TV e depois me olhou séria

— Estou falando da Jane. Sobre ela.

— Minhas mãos estão suando um pouco, mas acho que sobreviverei quase dois dias sem você.

***

E ali estava eu em frente ao portão da liberdade. Ouvi o rugido de ferro antigo quando o abriram, mas para minha decepção, o carro de Jane não estava ali... Shark estava... O detetive modelo de Vegas com todo seu esplendor, e ele é mais bonito que eu conseguia lembrar.

Percebi que as duas guardas ao meu lado começaram a respirar mais rápido e seus rostos foram tingidos de vermelho quando Shark se aproximou.

— Obrigado garotas, agora eu tomo conta dela. – Shark piscou para as guardas, e quase pude ver elas desmaiando... Exageradas.

O acompanhei até o carro.

— Por que Jane não veio me buscar? Ela é responsável por mim.

— Rizzoli está na cena do crime, tivemos algumas vítimas essa manhã. Na verdade estamos indo pra lá agora, eu não deveria te levar lá, mas fui chamado. — Encarei o painel do carro— Desculpe, sei que não era eu que você queria ver ao sair daquele inferno.

— Tá tudo bem.- Não, não estava bem. Não estava nem um pouco bem, mas eu teria que me conformar com “a noite” que com certeza seria melhor do que aquela manhã.

— Você está sempre tão bonita, Maura – Shark falou olhando para mim com um

enorme sorriso elevado, sem perceber que estava quase enfiando o carro na traseira de um

caminhão de combustível. Notou a tempo, virou o volante com um dedo, passando pelo caminhão e entramos a oeste na I-595.

E dali a pouco eu estava educadamente abrindo caminho a cotoveladas em meio à multidão para conseguir me aproximar de Jane. O bairro Jamaica Plan de
certa forma, é um paraíso. Principalmente se você for uma barata. São filas de prédios que conseguem brilhar e desmoronar ao mesmo tempo. Placas em néon forte em cima de estruturas velhas, esquálidas, podres. Se você não for lá à noite, melhor não ir. Porque ver esses lugares a luz do dia é ver o fim da linha do nosso frágil contrato com a vida.

Toda cidade grande tem um bairro assim não é?

Ainda não havia avistado Jane, mas vi a oficial novata Deborah... E ela estava à paisana?

Confesso que ela chamava a atenção de todos mesmo sem o uniforme. Estava controlando a multidão, com o distintivo de policial preso na blusa tomara – que — caia. E ela era mais visível do que os quinhentos metros de fita amarela que já estava isolando a cena do crime e mais do que os três carros da policia parados em ângulo, com as luzes vermelhas e azuis piscando. O tomara-que- caia vermelho justo brilhava um pouco mais.

Ela virou-se e percorreu meu corpo com os olhos lentamente enquanto fiquei parada, pensando por que me olhava daquele jeito. Será que tinha esquecido como eu era? Terminou a inspeção com um largo sorriso. A idiota realmente me apreciava.

— Oi senhora Maura, por que veio?

— Por que fui obrigada? Cade Jane? – meu humor sumiu ao ver a “nova amiguinha de Jane”

Deborah me mostrou a casa onde supostamente Jane estava. Mas o cheiro tão familiar do meu trabalho me levou para outro lugar, mas precisamente para a varanda da casa onde alguns sacos grandes de linhagem estavam jogados... E dentro deles reconheci partes que já vi muito em meus anos como legista, esses sacos pareciam estar cheios de...

Um atarracado jovem de uniforme azul mandou-me dar um passo atrás e ficar com as mãos à vista.

Claro que ele achou que eu fosse uma curiosa apenas, afinal estava com roupas “mamãe sai da cadeia agora” e com uma caneleira incrivelmente horrível, ah claro! Além de estar sem maquiagem e unhas sem fazer direito há um mês... Tenho certeza que ele pensou mal das minhas unhas, foi constrangedor. Ele apontava sua arma para mim de forma bastante convincente. A cara dele só tinha uma sobrancelha negra, parecia não ter testa, por isso concluí que era boa idéia obedecer. Ele era do tipo de brutamontes burro capaz de atirar num inocente ou em mim.

Infelizmente, ao me afastar, permiti que fosse visto o pequeno monte de sacos de linhagem e de repente o oficial ficou muito ocupado em achar um lugar onde depositar seu café-da-manhã.

Fiquei parada e esperei-o terminar. Um desagradável habito, jogar fora assim comida mal digerida. Pouco higiênico. Mais uniformes entraram trotando no local e dali a pouco meu amigo simiesco estava dividindo a lata de lixo com vários colegas. O barulho era extremamente desagradável, sem falar no cheiro que vinha para meu lado. Mas, como sou educada, esperei eles terminarem, já que uma das coisas fascinantes sobre armas é que elas podem ser disparadas até por alguém que está vomitando.


Olhei ao redor e vi a triste cena de Marlon imitando o Rex vindo em minha direção, e juro... Juro mesmo, não estou inventando, ele realmente tinha um sorriso no rosto.

Estendi a mão para ele e retribui o sorriso. “Tudo bem Marlon?” perguntei.


— Melhor do que nunca – ele disse. E prendeu minha mão por um tempo. Olhei para baixo; as

juntas de seus dedos eram enormes, como se tivesse passado muito tempo praticando boxe com uma parede de concreto. – Vejo que você achou onde estavam o restante dos corpos Dra Maura. Ainda estávamos procurando.

— Força do hábito.

— Entendo. – finalmente soltou minha mão – Você não pode ficar aqui tão exposta, ainda mais com essa caneleira piscando e chamando a atenção. Vou te levar para o DP. Shark e Jane estão dando entrevistas agora, logo nos encontrará lá. Me acompanhe por favor.

E entrei no carro novamente. Espero que minhas 48 horas não sejam gastas assim, dentro de carros em movimento.

Marlon estava sendo social. Ele parecia gostava de mim agora.

E lá estava eu, ainda me recuperando do terrível choque daquele elogio de Shark, mais a olhada esquisita e inesperada de Deborah e agora vinha mais essa? Marlon gostava de mim? Será que os terroristas jogaram alguma coisa no reservatório de água de Boston? Será que eu estava exalando algum tipo de feromônio estranho? Será que todos os homens e as mulheres de Boston perceberam de repente como as pessoas não presas não querem nada e de repente fiquei atraente por exclusão?

Falando sério, que diabo está havendo? Claro que eu podia estar enganada. Fiquei pensando nisso, por que eles poderiam ter algum interesse em mim? Era mais provável que, que...

Ah sim, eu era a prisioneira, a mulher fora da lei... Deve ser o cheiro do “errado” me fazendo ficar mais atraente... O proibido.

Entrei no DP e todos me olhavam, alguns assustados, outros com ternura e alguns me olhavam de canto de olho, achando que eu não percebia o olhar. Korsak esmagou meus ossos com seu abraço de panda. E consegui entender como os animais de estimação da Felicia se sentem.

Tomei uma xicara de café e pelo gosto, parecia que foi feita no escritório de Vegas no ano passado, congelada e enviada para cá em um barril de iscas. Ainda assim fez meus olhos se abrirem e meu corpo relaxar um pouco. Desci para o laboratório.

Logo em seguida escutei passos e olhei para trás, era a oficial Deborah já vestida com sua roupa azul de oficial.

— Oh você está aqui? — Me perguntou. Nunca sei o que responder quando fazem perguntas tão idiotas assim, então apenas concordei com a cabeça. — Eu tenho notícias incríveis e tenho que.. Marques, já terminei o relatório... Delgado pelo amor de Deus o tenente está te chamando... Aqui, pegue o seu relatório senhora Maura.

Ela falou para mim e entregou uma pasta se virando tão rapidamente que tive que me inclinar para pegar derrubando um quarto do meu café ao fazer isso.

Então ela colocou seu quepe sobre a bancada e continuou

— Jane me pediu, a sua amiga sabe? — ela falou para o caso de eu ter esquecido quem Jane era.— A sua amiga me pediu... Delgado, você ainda tá aqui? O tenente sabe que... Ele já disse que - então ela me olhou e me viu segurando a pasta em uma mão e fazendo malabarismo com a outra para não derramar o restinho de café em mim, já que maior parte jazia tranquilo no chão.

— Oh senhora Maura! Desculpa, eu... Não que eu... Vou buscar toalha... Desculpa eu já...- E saiu apressada até o banheiro, nesses momentos Ursa me faz uma falta!

Então ela retornou com quase um rolo de tolhas de papel na mão se abaixando perto de mim e limpando o café.

— O que Jane pediu Deborah? — minha voz saiu mais nervosa do que eu pretendia.

— Ela pediu que eu... Olha o estado da sua blusa... Desculpa eu...

— DEBORAH! — não aguentei e surtei. Assisti ela me olhar com seus olhos azuis arregalados e suor começando a brotar em sua testa, isso sem falar na sua falta de cor — O QUE A JANE QUER?!

— Temos que voltar para Jamaica Plan - ela falou, e antes que eu pudesse perguntar por que tinha que ir, ou por que Jane poderia ordenar que fizéssemos aquilo e por que isso parecia ter deixado a oficial tão alegre, Deborah saltou de pé e correu para o banheiro com as toalhas de papel molhadas em sua mão.

— Falo sério — ela disse por cima do ombro - ninguém mais aqui sequer... - E se foi pela porta de divisa me deixando maravilhada com o fato de que, de alguma forma, eu conseguirei sobreviver dois dias neste lugar sem nunca saber o que estava acontecendo ao meu redor, ou mesmo sobre o que ela estava falando.

Então fui atrás

— Oh senhora Maura, você aqui? - Deborah disse quando entrei no banheiro e comecei a pensar que fiquei tempo demais com criminosas porque minha vontade agora era estrangular aquela ruivinha e isso não me parecia errado o bastante para ser um crime. — Já estamos indo sabe... Então Jane quer que... Nossa acabei com o papel!... E tenho certeza que será ótimo.

Há momentos na vida que temos que dar um basta e nos tornamos mulheres de verdade. Então respirei fundo e contei até 10 antes de afogar Deborah na privada.

— Deborah, respira e me explica devagar, cuidadosamente e claramente por que Jane quer que eu vá para a cena do crime de novo?

— Não falei? Mas eu achei que tivesse dito.

— O que eu entendi é que Jane quer que a gente vá pra um lugar que não posso ir e Delgado tem que ir a sala do tenente e que Jane queria que você acabasse com o papel de toalha porque é ótimo.

— É que parecia tão claro pra mim. Temos que ir, mas primeiro você tem que trocar de roupa.

Demi Lovato — Cool for the Summer



Após trocar de roupa e vestir uma que eu havia deixado no laboratório há dois meses... O que não pude deixar de notar que parecia maior em mim, bem mais larga. Fiquei aguardando na recepção do DP Jane aparecer, e para meu inteiro azar, ganhei outra xícara de café.

Jane entrou e olhou para mim, por alguns segundos suas rugas de preocupação e sua cara fechada se abriram para revelar um lindo sorriso... O sorriso mais lindo do mundo.

— Desculpa Maura, precisamos ir. Preciso de você lá de novo. — Me puxou pela mão e pediu para um oficial chamar Deborah.

Entramos no carro, e enquanto eu colocava o cinto, Jane me parou, segurou minha nuca e me puxou para um beijo... Dessa vez sem ninguém interromper. E que beijo gostoso! Senti tanto desejo na língua quente que invadia minha boca. Sua outra mão foi parar em minha cintura, me trazendo para mais perto. Sua língua percorria minha boca, seus dentes puxavam meus lábios, e aquelas chupadas que eu recebia... De repente o carro ficou extremamente quente, pior que o calor de Vegas. Eu já estava quase pulando o freio de mão quando ela parou nosso beijo com selinhos e me olhou.

— Passei o dia fantasiando fazer isso. — Se afastou e colocou o próprio cinto, me deixando de uma forma que fico constrangida de comentar.

Deborah entrou atrás e sentou no meio. Jane franziu o cenho e pisou no acelerador como se estivesse matando uma cobra venenosa. Acelerando, aproveitou uma brecha no trânsito, uma manobra que só um motorista sem carteira teria tentado.

Deborah estava estranhamente calada enquanto roia a unha. Devia ter um gosto bom, porque, quando acabou, passou à outra. Já estava na terceira unha quando resolvi cortar aquele silêncio,

— Você sabe quem lançou o alerta Jane? – gritei entre as buzinas ao nosso redor. Pensei em falar para Jane maneirar no acelerador, mas fiquei com medo de suas olhadas mortais.

— Não sei – ela respondeu, ligando a sirene.


Pisquei e elevei a voz acima do ruído.

— O despachante não lhe contou?

— Alguma vez você já ouviu um despachante gaguejar, Maura? – Neguei com a cabeça e observei Deborah morder outra unha, e fiquei preocupada que em breve não restasse mais nenhuma.

— Não, Jen, não ouvi. Esse fez isso?

— Fez mais que isso – Jane respondeu, e se concentrou na direção parecendo não saber que

causava uma escassez de unhas. Pensei em comentar que estávamos indo ao encontro de uma pessoa possivelmente morta e que ela não sairia de lá, mas deixei-a quieta. A alta velocidade sempre me lembra de minha mortalidade.

Em poucos minutos retornávamos ao ponto inicial sem causar perda de vidas. Saímos da via elevada e, após algumas rápidas curvas, estacionamos diante de uma casinha. A rua era ladeada por construções semelhantes: todas pequenas e geminadas, e cada uma com o próprio muro ou cerca de arame. Muitas eram pintadas com cores fortes e tinham quintal cimentado.

Dois carros-patrulhas ainda estavam estacionados diante da casa, com as luzes faiscando. E muitos curiosos ainda estavam lá parados. Dois policiais nos impediram de passar com o carro. Jane mostrou o distintivo. E ordenou “levante essa fita que preciso entrar” com uma autoridade tão cortante que quase saltei do carro para fazer o que ela mandava.


Quando saltamos do carro, vi um terceiro tira sentado em um dos carros, com a cabeça entre as mãos. Na varanda da casa, um quarto policial estava ao lado de Marlon. Dois pequenos degraus levavam à varanda onde eu estava anteriormente, e o policial se sentou no degrau de cima com as mãos entre as pernas. Parecia chorar e querer vomitar ao mesmo

Jane se dirigiu ao uniformizado mais próximo. Era um sujeito de meia-idade, cabelos

escuros e uma expressão que deixava claro seu desejo de também estar sentado no carro, a

cabeça enfiada entre as mãos.

— Shark está lá dentro? – O tira sacudiu a cabeça sem olhar para nós e soltou:


— Não entro mais lá, nem que tenha de perder a pensão. – E se virou, quase caminhando em

direção ao carro-patrulha, desenrolando a fita amarela como se ela pudesse protegê-lo do que

estava dentro da casa.

E entramos na casa, te garanto que após ver aquela cena eu queria estar sentada no carro, com a cabeça enfiada entre as mãos. A cena revelava uma crueldade que fazia

pensar se o universo era mesmo uma boa ideia.

— A mídia está em cima, e eu não queria que eles te vissem aqui Maur – Jane falou comigo — Mas como você pode ver, precisamos mesmo de você. Precisamos da sua visão profissional, e depois vou liberar essa cena e vamos fazer algo, só nós duas, como nos velhos tempos. – me sorriu - Mas antes temos que fazer alguma coisa aqui.

Realmente alguém tinha de fazer algo. Se ficássemos ali parados sem fazer nada, alguém acabaria se queixando de todos aqueles tiras vomitando diante da casa, o que seria muito

ruim para a imagem do departamento.

Fiz minhas anotações no Tablet extremamente colorido de Deborah, sério, carnaval do Brasil perderia para tanta cor e brilho daquele aparelho. Quem é Luis XIV perto de Deborah. Voltei para o carro e aguardei Jane liberar a cena e o carro do necrotério.

Jane entrou no carro e parecia muito nervosa. Tentei acalma-la passando minha mão em sua coxa.

— Odeio quando esses casos nunca parecem ir a lugar nenhum! – bateu com o lado da mão no volante – Mas vou pegar esses caras... Oh se vou.

— Vamos comer alguma coisa Jane – Ela rangia os dentes enquanto olhava para frente— Quem sabe um belo sanduíche. Ou uma salada de frutas... Para fazer sua taxa de açúcar voltar ao normal. Você se sentirá muito melhor.

Então ela me encarou, mas não foi um olhar que mostrasse uma promessa de almoço para

qualquer momento no futuro próximo.


— É por isso que eu quis ser policial – disse.


— Por causa da salada de frutas?


Jane me olhou por alguns segundos e então balançou a cabeça e sorriu.

— Você não faz ideia do quanto senti sua falta – suspirou e colocou a mão em meu joelho. – Quase cometi um crime pra estar lá com você, roubar um avião, sei lá.

— Eu teria adorado você roubar um avião, sempre quis conhecer a Amazônia. – Jane gargalhou e subiu um pouco mais a mão que estava no meu joelho.

Tirei minha mão de sua coxa e segurei seu queixo a aproximando de mim, ela deu uma olhada ao redor, além do carro para ver se tinha alguém próximo, mas a multidão já se dissipara e os carros de policia já tinham ido embora. Me olhou, passou a língua sensualmente entre os lábios e me beijou, fazendo as borboletas acordarem, e parece que elas tinham se reproduzido e multiplicado em milhões!

Sua boca tinha gosto de Trident de menta, amei aquele sabor, principalmente quando ela chupava minha língua e me puxava pela nuca. Era um pouco selvagem, delicioso. Sua mão, agora em minha coxa subiu um pouco mais, passeando pela lateral da minha coxa, me puxando com força. Coloquei meu braço em seu pescoço e a puxei para mim. Nossas respirações estavam aceleradas, senti que ela suava um pouco, e eu suava também
. Abri dois botões da sua blusa, sei que era arriscado devido ao lugar que estávamos, mas eu precisava fazer aquilo.

Meus beijos foram para seu pescoço, seu perfume se misturando ao meu enquanto ela puxava meus cabelos.

Quando tempo desde aqueles toques mais pessoais? Meus sonhos e imaginação tinha sido a melhor coisa nas noites em que estive demasiada solitária. Mas com Jane aqui, puxando firmemente minha coxa, a sensação muito real de Jane soprou todas as minhas fantasias para o presente. Voltei para seus lábios, agora ela me beijava mais gulosa.

Quando os lábios de Jane separou convidativo dos meus, eu estava desesperada por mais contato, tanto que quase caí em cima do cambio, mas completamente feliz. E com um gemido doloroso ao perceber onde estávamos, coloquei um beijo carinhoso no canto dos lábios que desejei por tanto tempo. Em seguida, um na bochecha e mais um carinhoso nos lábios. Jane sorriu e comentou.

— Queria muito ir pra casa mais cedo, mas infelizmente não podemos. Você me espera?

— Possivelmente não conseguirei dormir sozinha hoje.

— Dou minha palavra de honra que você não vai... Nem dormi e nem sozinha. – Deborah bateu no vidro da porta de carona, o celular brilhante na mão, sinalizando que tinha terminado sua longa ligação. Jane me deu mais um selinho e destrancou o carro.

— Demorou na ligação heim Debs. Ruby tá se virando bem lá sem a Maura? – Jane perguntou a Deborah através do retrovisor.

— Sim, e ficou feliz quando contei o que vocês estavam fazendo no carro aqui.



Notas finais
É isso aí, o próximo cap é a "noite" da Maura fora da penitenciária... hummmmm Tenho que confessar que amei esse gif aqui em cima. E postarei "Apenas um Sussurro" Logo logo