Mirrors

8 Bad Romance


Notas iniciais
Ui. Cap caliente heim. Segurem seus forninhos O começo desse cap é o prólogo que vocês leram lá no começo

“Você sabe que quero você
E Sabe que preciso de você
Eu quero seu mau, quero seu romance mau.
Eu quero seu amor, eu quero sua vingança
Você eu poderíamos escrever um romance ruim”

– Vem cá Maur! – Jane me chamou – Vem dançar Pearl Jam comigo!

– Jane, você está bêbada – afirmei o óbvio

– E você tá linda com esse sorrisinho irônico na cara. – corei com o comentário, tenho certeza! Minhas bochechas queimando me alertam disso. E nunca, nunca mais mesmo deixo Jane chegar perto de um Jack Daniel´s Honey na vida. Aprendi a lição.

Jane pegou a garrafa transparente do chão e deu uma golada generosa deixando um pouco do líquido escorrer pela sua boca. Como ela consegue beber assim sem nem fazer cara feia? Tenho que ter aulas sobre isso.

– Vem! Para de ser chata. Vem comemorar! Vamos curtir Vegas! Uhhuuu!!! – Levantava os braços animadamente, derramando um pouco da bebida no tapete branco lindo daquele quarto de hotel, me segurei pra não correr e pegar um detergente, se fosse minha casa teria corrido e matado Jane. – Vamos curtir essa noite iluminada Maur! Não tem tanta luz assim em Boston! Acho que da pra ver essas luzes da lua! –Pearl Jam terminou e uma música estranha começou a tocar no celular dela.

– UHHHUUUUU!!!! Taylor Swift! – Ela começou a fazer uma dança esquisita– Vamos curtir Maur!!

– Você vai curtir sua cama Jane. Depois de um bom banho demorado e um café bem forte, vamos.

Depositei minha taça de pinot sobre a mesa de vidro e fui em direção da morena alegre, que agora tocava uma guitarra imaginária, enquanto cantava o refrão da música: ‘Cause I knew you were trouble when you walked in. So shame on me now...” (porque eu sabia que você era problema quando você apareceu. Tanta vergonha de mim agora).
Realmente Jane, você bêbada é um problema, e se essa música não fosse tão irritante eu filmaria essa cena. Seria minha carta na manga quando a morena tentasse pregar alguma peça em mim. Como Jane tem essa musica no celular? Tenho certeza que isso é obra de uma nova oficial que ficou lá em Boston.

– Jane – Peguei em seu braço e agarrei a garrafa antes de um novo gole. E antes que eu pudesse fazer qualquer outro movimento fui agarrada por trás, como um tamanduá agarra um formigueiro... Me senti as formigas naquele momento. –Você tá me esmagando!

Ela gargalhou, possivelmente rindo da minha situação indefesa, ali, com os dois braços me apertando com toda a força que ela não sabia que tinha, ameaçando quebrar os coitados dos meus ossos frágeis. –
Jane...

– Isso é abraço Rizzoli – ela disse rindo – Se não estralar os ossos não é um abraço Rizzoli.

– Já estou toda estralada, pode soltar – Jane colou mais seu corpo ao meu e sussurrou no meu ouvido

– Só soltou se você dar uma bela golada nesse Jack Daniel’s aí na sua mão. – sou amiga de uma criança, só pode!

– Jane, uma bêbada já está bom demais. Não. – Senti Jane colocar o queixo em meu ombro, sua respiração batendo em minha orelha.

– Não estou bêbada. – sorri com o jeito emburrado que ela falou.

– Está sim minha amiga, e muito! Não deveria ter deixado você beber algo além de cerveja hoje. Me solta por favor. – falei ao tentar de novo me soltar inutilmente, apenas consegui virar meu rosto para ela, ela me olhava com um brilho diferente nos olhos, esse brilho está bem presente nos últimos dias.

– Maura, já falei! Não vou soltar enquanto você não der uma golada nisso aí.

– Isso é chantagem Srta. Detetive

– Agora é sargento. – Me disse orgulhosa, me fazendo sorrir e negar com a cabeça. O ego dessa mulher está cada dia maior, e piora com essas luzes de neon vinda da janela do quarto.

E pelo bem das minhas costelas esmagadas, acho melhor dar uma goladinha bem pequena nisso aqui. Olho para o litro meiado em minha mão. Sério?

Odeio Las Vegas!

O liquido desceu queimando tudo que encontrava pela frente. Sei que fiz uma careta horrível. Ela comemorou e ouvi um
“Isso! Agora uma golada maior ou não te solto”.


Bad Romance – Lady Gaga

– Então foi um bad romance (romance ruim)? – novamente a Ruby voltou no assunto enquanto estávamos curtindo nosso momento ao sol naquele minúsculo pátio.

– Não diria nessas palavras. – por algum motivo que não sei qual, a louca da minha colega de cela levantou e começou a cantar uma música que acredito que já ouvi.

– oh oh oh oh ooohh caught in a bad romance! Vamos lá doc. Vem comigo! – Ela balançava as mãos pra cima e mexia os quadris no ritmo de uma música que só ela escutava. – I want your love and I want your revange, you and me could write a bad romace, oh oh oh oh ooohh

– Você tá bem Ruby? – sem respostas, ela continuava “dançando e cantando” os cabelos caindo sensualmente no rosto. – Ruby, para! As pessoas estão olhando.

– E daí? – Ela sentou a minha frente em um pulo, me assustando. – Deixe as pessoas olharem, elas não tem nada a ver com minha vida... Nem com a sua. –completou sorrindo. Sorria sensualmente como tudo que ela faz... sensualmente

– Você é louca. — afirmei

– Você já me disse isso antes. — rebateu

– Parece que não fez efeito, porque você continua louca.

– Não deixarei de ser louca porque alguém falou que sou louca Doc. Posso até ser louca, mas sou feliz. E você? Aposto que seu bad romance é tipo louquinha de pedra igual eu.

– Um pouco. – foi inevitável não rir ao pensar em Jane, sim, ela é muito louca, Ruby perto dela é um ser normal. Voltei a atenção para as minhas unhas. Eu as lixava com uma lixa frágil, parecia de papelão, mas o importante era que não deixava minhas unhas desiguais. Meu kit de unha se resumia a uma lixa, uma base e algodão. Melhor que nada né.

– Vem, vamos dançar Doc. – levantou tentando me puxar para ficar em pé também. Pensando bem Ruby é mais louca.

– Eu não danço. – afirmei soltando minhas mãos das delas.

– Mas deveria, pois tem uma bunda linda.

Fui oficialmente promovida a tomate agora.

– Ai que fofo! – ela gritou colocando as duas mãos no próprio rosto e eu não entendi nada – Ai que coisa mais fofa mudeusu! Ela fica vermelha quando tá com vergonha olha. – e acreditem, ela apontou pra mim, chamando ainda mais a atenção das detentas ao nosso redor.

– Pára Ruby – abaixei o dedo apontado para mim – Está me constrangendo.

– Relaxa doc. Todo mundo tá achando que temos um caso mesmo, então tipo, nem ligam – Oi? Como é a história? Tenho namorada aqui e ninguém me avisa? Oi?

– Quem tá achando isso Ruby? – perguntei receosa.

– Relax Doc. Tô de boa com isso – ela sorria sentando ao meu lado de novo – Por que você acha que ninguém te cantou aqui ainda?

– Não parei para pensar nisso. Minha mente está sempre muito ocupada pensando em como fugir dos ratos e baratas desse lugar.

– Ou pensando no seu bad romance.

– Penso mais nos ratos e baratas.

– Doc, você pensa e suspira pelo seu bad romance O TEMPO TODO. Aceita que está apaixonada que dói menos.

– Tá, eu penso muito em Jane. — suspirei

– Finalmente! Porque você falta lamber as fotos do MP4. – soquei de leve o ombro dela, que caiu na grama fingindo dor. Uma guarda nos olhou de canto de olho e fiz uma promessa com os olhos de me comportar.

– Sabe que ainda não entendo como essa detetive novata tem essas fotos. Elas são pessoais demais.

– Você as vezes é tão inocente Doc. Sabia que isso é umas das coisas que faz as mulheres daqui desejarem você mais? Sua “inocência”. Apesar que pela sua cara eu sei que até ménage você já fez né Doc.

Engasguei com o ar e preferi mudar de assunto. – O que elas falam de mim Ruby?

– Olha a Doc safadinha mudando de assunto! Até parece que você não sabe o que causa nas mulheres aqui. Você é reservada, tem esse ar de imponência, sabe comer sem jogar comida mais na mesa que na boca, lê muito. E é gata. Apesar que sua morena... Nossa! As mulheres ficariam doidas aqui se vissem ela.

– Então não sei o que fariam se ouvissem a voz dela então. – senti um arrepio prazeroso ao me lembrar de uma cena em Vegas

– Como é a voz dela? – e a folgada da minha amiga de prisão deitou a cabeça em minhas pernas e me olhava ansiosa. Sorri com aquela cena.

– Você é bem folgada heim. – ela pegou minha mão a levando aos cabelos dela, num pedido silencioso por cafuné.

– Agora fala. Como é a voz dela doc? – repetiu e eu sorri.

– É profunda e ... Sexy

– Sussurrando no ouvido então pode fazer maravilhas né? – sorri, sempre sorria ao pensar em Jane. – Tem gente que fala no ouvido da gente que a gente tipo quer dar até entrar em coma, ne? – gargalhei

– Você é uma figura Ruby,

– Uma figura que aqui dentro é tipo sua namorada. Relaxa que sei que não rola nada da sua parte e você não é meu crush. Então fica na boa porque sou sua fake namorada de prisão, mas só de prisão. Sua bad romance vai nem sonhar isso não. – alguém traduz? Porque só entendi o final. Consertando... ACHO que entendi.

– Okay – me limitei ao responder, sei lá o que ela falou, não pretendo arriscar.

– E fica feliz porque sou uma gata! Você tá pegando bem heim Doc. Olha como sou gostosa. – ainda bem que não é convencida — oooohhoooooooo caugth in a bad romance

– Por favor, pare de cantar. Você não nasceu pra isso.



– Já bebi mais de cinco doses de whisky. Agora já pode me soltar Jane.

– Talvez

– Talvez nada! O combinado era eu dar um gole e você parar de tentar quebrar meus ossos nesse abraço. – me abraçou ainda mais forte

– Estou gostando de sentir seu cheirinho bom.

– Se quiser te empresto minha roupa. Meu cheiro está bem impregnado nela. — sorri

– Ai! Que tirada! Doeu! Mas prefiro sentir seu cheiro bom em você.

– Jane é sério. Estou alterada já. Não devo beber mais – meu corpo já esta pegando fogo

– Só mais um golinho Maura. Só mais um pouco

– Nem muito, nem pouco. Será nada. – Jane me empurrou contra a parede de uma forma não delicada, mas não a ponto de me machucar, foi apenas... Selvagem... Um selvagem que fez meu corpo reagir de uma forma que eu não esperava. Jamais imaginei que meu corpo pudesse me mandar claros sinais de desejo... por Jane.

– Tá com medo do que doutora? – ronronou em meu ouvido, fazendo meu pescoço e braço arrepiar de imediato. Tudo bem, calma Maura, é apenas seu corpo reagindo ao contato, nada demais. É apenas seu tato dando sinal que ainda não foi alterado pelo álcool.

– Jane. – Ela começou a dar leves beijos tímidos em meu pescoço, me deixando um pouco apreensiva pela quantidade de álcool por litro de sangue dela. Jane sóbria jamais faria isso.

– Heim Maura? Medo de que? – medo de gostar dos seus toques Jane. Uma mão dela foi parar em minhas costas, e a outra estava aos poucos indo em direção a minha nuca.

– Você está bêbada Jane. – ela deu um beijo molhado e quente em meu pescoço e gemi baixo, senti que ela gostou do que ouviu– Sei que isso não é você, é apenas sua libido falando em seu nome.

Outro beijo, dessa vez em meu rosto, vindo em direção a minha boca. –
Jane, escuta. Pára. – Ela procurava por minha boca. – Jane, você está bêbada e meu corpo está muito quente.

Coloquei minhas mãos em seu abdômen, afastando seu corpo um pouco do meu. Meus olhos ainda estavam fechados, meu corpo pulsava como jamais havia pulsado antes.
– Jane. Se a gente começar algo eu irei até o final, entende? Por isso é melhor parar enquanto ainda consigo.

– Tudo bem. – disse ao afastar seu corpo ainda mais do meu – A noite está só começando. Vamos dançar então.

Meus olhos permaneciam fechados, eu ainda estava encostada na parede, um pouco assustada pelo que QUASE aconteceu. –
Você vestiu mesmo o espírito de Vegas heim.

– Você quer dizer encarnou, né?

– Isso não faz sentido. Seria assentir que existe vida após a mort....

– Maura, vamos dançar. Momento Google depois. Passei por uma boate perto daqui, luzes pra todos os lados. – e que lugar de Vegas não tem luzes para todos os lados? - Da pra ir andando.

– Eu não iria deixar você dirigir nesse estado mesmo.

– Então você vai comigo?

– E você acha que eu deixaria você ir assim, sozinha? – bêbada e com os hormônios a flor da pele? Jamais!


Notas finais
A coisa vai esquentar demais na boate, mas vcs só lerão se eu ler review kkkkk Temos um acordo?