Mirrors
1 The Girl and The Boy.
Emily andava apressadamente pelos longos corredores da universidade. Segurava o celular com força após receber uma mensagem de Bryan, seu namorado há um mês, que dizia que era muito urgente. E deduziu que fosse verdade, afinal, ele sabia melhor do que ninguém que ela odiava faltar. Os corredores estavam completamente vazios por causa do horário de aula.
A universidade era grande. As salas eram arejadas em função das várias janelas, os portões eram protegidos por dois seguranças que Emily nunca conseguiu decorar o nome e havia um pátio em frente à universidade com mesas e cadeiras para descanso. Ela nunca ficava lá durante seus intervalos, preferia ficar no pátio dos fundos, que possuía verde por toda volta.
Um campo realmente belo para se apreciar com um lago não muito distante. A universidade não era simples, como seu avô gostava de dizer, incentivando seu pai a recusar sua ida até aqui.
Era bela, com um acervo incrível de livros, instrumentos musicais e, Emily tinha que admitir, garotos bonitos e que realmente tinham algo interessante para falar que não fosse lacrosse, apesar de ser o esporte que o diretor mais prioriza dentro da universidade. Bryan era o capitão do time, o que fez com que Emily fosse rapidamente conhecida por todos ali.
Não que ela gostasse da popularidade – aquilo a deixava exposta demais a fofocas e consequentemente, seu segredo ficava exposto também. Mas nada muito sério, ela esperava segurar a mentira até o fim de seus estudos. Assim que ela vê Bryan ao longe, suspira aliviada, se aproximando e o abraçando por trás. O mesmo se vira sorrindo lindamente.
— Você me deixou assustada... Está tudo bem? – Pergunta ainda preocupada e ele assentiu. Um vinco se forma em sua testa e ela observa a cesta que ele segurava. – Posso saber o que está acontecendo?
— Eu queria fazer uma surpresa para você! Poderíamos fazer um lanche pelo campus e depois, bem, você sabe. – Murmura encolhendo os ombros enquanto Emily o encarava mortalmente.
— Está de brincadeira? Você me assustou seu idiota. – Ela o empurra com força, arrancando uma risada alta do mesmo fazendo com que ela ficasse ainda mais brava. Bryan tentava dormir com Emily desde que se conheceram, o que a fazia desconfiar que aquele fosse o único motivo por ele querê-la. Afinal, ela era provavelmente a primeira garota mais “difícil” com quem ele teve que lidar.
— Não sei por que está tão brava... – Exclama ele a deixando perplexa.
— Eu faltei uma aula por sua causa. O jeito como você fala faz parecer que alguém esteja morrendo. – Grita ela fazendo ele revirar os olhos. Bryan sempre odiou o jeito certinho de Emily quando o assunto era a universidade e os estudos, querendo ou não, aquele era um dos motivos por ela não ter se deitado com ele ainda. Ou era só uma maneira dela de enrolá-lo. – Quer saber? Eu vou embora.
— Ei, espera aí. – Bryan a segura pelos braços e ela tenta se desvencilhar deles.
— É bom você me soltar. – Ameaça Emily sem desviar os olhos de seu namorado e ele nota o quanto ela realmente estava brava.
Ele ainda se perguntava como a mesma não se separava dele, mas acreditava que fosse pelo motivo da popularidade. Entretanto, ela nunca se importara com aquilo. Emily gostava mesmo de Bryan, menos quando ele agia de forma tão imatura como naquele momento. Os dois se encaravam travando uma batalha interna, e quando ele viu que a mesma jamais iria se rebaixar, soltou-a de forma cuidadosa.
Emily então se virou saindo dali às pressas sem olhar para o namorado que ainda gritava por ela pedindo desculpas. Ela sabia que se fosse para a sala agora, o professor a enviaria direto para a secretária do diretor e ele teria bons motivos para isso. Decidiu por fim ir para a casa da fraternidade, a qual faz parte desde que chegou aqui.
O lugar estava vazio e ela tomou um banho relaxante, colocando uma calça jeans velha e uma blusa branca simples. Passou a tarde assistindo filmes e deletando as mensagens que recebia de Bryan. Depois de ter faltado à aula, decidiu não treinar o resto do dia também. As garotas já chegaram perguntando o motivo de sua ausência e ela inventa não estar passando muito bem.
— Bryan passou o dia procurando por você. – Comenta uma delas. Emily sorri falsamente voltando a prestar atenção no filme. – Não entendo porque gosta tanto de filmes de ação.
— Não entendo porque vocês conseguem gostar de romances. – Retruca fazendo a outra dar uma risada. Emily sempre adorou filmes de ação. Talvez porque se identificasse com a vida que os personagens viviam. Adrenalina o tempo todo.
Quando o filme acaba, ela sai da sala deixando as garotas assistirem os filmes dos quais gostavam. Não havia mentindo quando disse que não conseguia entender como elas curtiam filmes de romance. Era algo tão óbvio. No final, a mocinha sempre ficava com o mocinho. Apesar de seus pais terem vivido quase que um conto de fadas, ela não acreditava nessas coisas. Talvez porque nunca tivesse vivido algo tão intenso e não tivesse tanta certeza se iria viver algo assim um dia. Ela pega seu celular lendo a única mensagem que havia recebido que não era de Bryan.
Chloe finalmente havia se desocupado com os trabalhos escolares e elas podiam se encontrar em algum barzinho para conversar. Ela era prima de primeiro grau de Emily e assim que a mesma decidiu estudar fora, Chloe procurou um curso na mesma cidade para que pudessem ir juntas. Ela coloca um vestido preto que era justo da cintura para cima e rodado da cintura para baixo.
Finaliza com uma maquiagem clara e pega as chaves de seu carro. Um Zenvo ST1 preto que ganhou de seu pai quando completou dezesseis anos. O carro era veloz e ela amava andar em alta velocidade, então não demora muito para a mesma chegar ao local de destino. Chloe já estava sentada em uma das cadeiras, bebericando um copo de água e observando o lado de fora do barzinho. Ela era muito parecida com a mãe, cabelos ruivos, olhos claros e um sorriso extremamente contagiante que aparece rapidamente em suas feições ao ver a prima se aproximar. As duas se envolvem em um abraço longo e confortante. Familiar. Sentiam falta de se encontrarem todo dia e jogar conversa fora.
— Nem acredito que finalmente teve tempo para sua prima. – Diz Emily sorrindo e Chloe revira os olhos.
— Não fale assim, parece até que eu sou uma péssima amiga. Mas e aí? Como vão as coisas? – Pergunta Chloe animada em finalmente poderem estar conversando sem hora para acabar.
— Artes cênicas é definitivamente a melhor escolha que eu já fiz. – Exclama ela em resposta. – Os professores parecem sentir prazer em compartilhar seus ensinamentos com os outros. São cem por cento divertidos e não se importam em falar por horas sobre teatro caso esteja interessada.
— Soube que está namorando Bryan. Uh! Garota sortuda. – Murmura Chloe arqueando a sobrancelha e rindo maliciosamente. – Como é namorar o garoto mais desejado da sua universidade?
— Um saco! – A resposta de Emily surpreende sua prima que já a encara curiosa, esperando explicações mais detalhadas. – Ele é controlador. E só está comigo ainda porque está louco para dormir comigo. Isso me irrita mesmo.
— Mas ainda assim está com ele...?
— Bryan pode tentar o quanto quiser, mas ele não consegue me controlar, o que o deixa intrigado. Fora que, não posso negar, ele beija bem. – Emily sorri maliciosamente arrancando uma risada de Chloe.
— Você gosta dele, admita. – Sussurra.
— Isso é algo que ele nunca vai saber. E você também não. – Chloe faz um biquinho, mas sabia que a prima não iria revelar seus sentimentos só por esse gesto fofo. Era impossível saber quando Emily realmente estava afim de alguém, afinal ela odiava romances, preferia mesmo viver algo mais carnal. Nunca entrou de cabeça em um relacionamento. – Ah! Que bela noite para sair...
— Está brincando, não é? – Agora foi à vez de Emily a encarar confusa. – Tudo que eu mais quero é uma bela noite de sono. Estudar história da arte é cansativo ás vezes.
— Por favor, não me diga que terei que ir sozinha? Você pode dormir depois... – Sugere bebericando o copo de água que estava ao seu lado.
— Sinto muito prima. Mas essa noite não tenho cabeça para te acompanhar. – Chloe suspira tristemente. Ela queria ir para a balada mais próxima e se divertir com sua prima, mas o cansaço falava mais alto.
— Achei que hoje seria a noite das garotas, mas tudo bem, vá descansar. – Emily entendia que a prima estava realmente cansada então se levanta a acompanhando até o carro. – Você não me escapa amanhã, viu?
— Até amanhã, Emily. – Diz Chloe lhe dando um beijo estalado e entrando em seu carro.
Lá estava ela sozinha mais uma vez, checando o celular esperando alguma novidade, mas havia apenas ligações de Bryan. Ele não a deixava em paz então não foi difícil tomar a decisão de terminar com ele no outro dia. Qualquer dia, na verdade, menos hoje. Hoje Emily queria se divertir, mesmo com a ausência de sua prima. Pensou em ir para os rachas da cidade. Ela amava as corridas, mas era sexta e quase ninguém corria nesse dia. A maioria estava curtindo a festa mais próxima e Emily decidiu por fim fazer o mesmo, voltando para a fraternidade e tomando um longo banho, colocando uma roupa de festa e passando uma maquiagem pesada no rosto, que realçava suas feições.
Ela se encara no espelho. A semelhança entre a mesma e sua mãe era incrível. Possuía cabelos pretos que iam até os seus seios como uma cascata negra, os lábios cheios, nariz arrebitado, sobrancelhas bem desenhadas e corpo com algumas curvas que obteve após fazer exercícios físicos pesados durante o treinamento com o avô. A única semelhança que tinha com o pai, era os olhos acinzentados.
Emily sentia falta de seus pais. Ethan e Sophie sempre a criaram dentro de uma bolha, e demorou um pouco para lhe apresentarem o mundo da máfia... Algo que aconteceria uma hora ou outra, afinal, era filha única, sendo consequentemente, herdeira de tudo o que eles conquistaram. Se não fosse o seu avô, Anthony, ainda seria a garotinha indefesa que não sabia ao menos manusear uma arma.
Ele dizia que Ethan e Sophie a criaram como uma princesinha mimada, mas ela era mais do que isso. Emily sempre seria mais do que isso. Ela tinha que ser criada como uma rainha, determinada e consciente de que haverá pessoas prontas para tomar a sua máfia. Sentia falta do jeito mandão de seu avô. Sentia falta de casa. Ela respira fundo, pegando sua pequena bolsa preta, guardando o celular após bloquear o número de Bryan e indo em direção a grande festa que acontecia todas as sextas na cidade.
Enquanto isso, Ian já estava ficando entediado de ter que ficar naquela maldita sala de reunião com aqueles malditos japoneses. Ele mal consegue se lembrar de qual é o assunto que está sendo tratado. Ian leva os assuntos de família muito, muito a sério, afinal, os assuntos de família são o seu trabalho. Só que hoje, especificamente hoje, ele não estava com saco para nada. Nem mesmo para discutir sobre armas com a máfia japonesa.
Sim, máfia. É disso que se trata o negócio da família.
A palavra "mafia" foi tirada do adjetivo siciliano "mafiusu". E referindo-se a um homem, mafiusu, ele é alguém ambíguo, arrogante, mas destemido, empreendedor e orgulhoso. E todos esses adjetivos se encaixam perfeitamente em Ian. Ele é isso e um pouco mais.
Ian foi criado para ser o chefe de uma das maiores organizações mafiosas do mundo, a Cosa Nostra. Seu avô, pai e até mesmo sua mãe, o criou para ser um dos melhores e isso envolveu muito treinamento. Treinamento esse que só começou quando ele tinha apenas 16 anos, pois sua mãe se recusou de deixar seu filho à deriva do mundo antes disso. Mas mesmo começando com 16 anos no mundo mafioso, Ian provou ser o que todos esperavam: o novo rei da máfia. Seu parentesco também o ajudou. Mãe, pai e avôs mafiosos. Todos de primeira classe. Temidos e admirados por muitos. E com ele não seria diferente.
Valentina e Vitor criaram o filho com todo amor que se pode dar a uma criança, e ao jeito deles foram os melhores pais do mundo para o pequeno Ian.
Porém, ao longo dos anos, ele se tornou um homem frio, meticuloso, argiloso e um ótimo estrategista e negociador. Nas palavras do avô, um perfeito mafioso. Nas palavras da mãe, o canalha da vez. E nas palavras do pai, o mafioso que todo pai gostaria de ter.
Por parte da mãe, Ian sempre teve total liberdade de ser quem desejasse ser. Ela sempre o apoiou. Se ele quisesse ser um simples carpinteiro e morar no sul da Flórida, sua mãe perguntaria qual bairro seria de seu agrado. Com seu pai não foi muito diferente, ele também sempre deixou claro para o filho o que é a Máfia e do que ela se trata, mas também deixou claro que um dia ela poderia ser sua. Só que Ian sabia exatamente o que aquelas palavras significavam: ela vai ser sua um dia. E é melhor se preparar.
E foi isso que ele fez. Escolheu a Máfia e ela o escolheu de volta.
Seu avô foi seu grande motivador para tomar essa decisão. Ian sempre passou suas férias do colégio em Palermo, uma província italiana da região de Sicília, na casa dos avós, Catarina e Augustos Baldocchi. A Cosa Nostra está no poder dos Baldocchi a muitos e muitos anos, e Augustos queria ter certeza que ela iria continuar por muitos e muitos mais e sempre que seu neto ia visitá-lo, ele tinha prazer em ensinar os ensinamentos da Máfia para ele do mesmo modo que ele ensinou para sua filha, Valentina, mãe de Ian. E quando ele atingiu a maioridade, conquistou de vez o seu espaço dentro da Cosa Nostra. A comandou ao lado dos pais e do avô até demonstrar que já era capaz o suficiente de comandá-la sozinho. Isso foi aos vinte anos. Agora, com vinte e quatro, ele demonstra uma capacidade e facilidade extraordinária.
— Ou você presta atenção nessa reunião ou você pensa na morte da bezerra. – sussurrou Lorenzo, o primo de primeiro grau e mais velho de Ian.
— A morte da bezerra está mais interessante primo. – sussurrou Ian de volta.
Lorenzo sacudiu a cabeça rindo do primo e voltou a prestar atenção no que o velho japonês estava dizendo. Ian tentou novamente se focar na reunião, mas não conseguiu. Sendo assim, ele se levantou e saiu, deixando todos confusos com sua atitude, mas ele não ligava, afinal, o chefe é ele. Não demorou muito para que seu primo saísse correndo atrás dele.
— O que diabos você pensa que está fazendo? Ian, estamos no meio de uma reunião. – exaltou Lorenzo.
— Eu não aguentava mais ficar dentro daquela sala, sinceramente, eu prefiro os chineses.
Lorenzo revirou os olhos claros para o primo.
— Eles são coreanos!
— Tanto faz. – Ian respondeu com desdém e continuou a descer os lances da escada com seu primo logo atrás.
— Sou o mais velho aqui, devia te obrigar a voltar lá e assistir até o fim. – Lorenzo disse.
— Você é o mais velho. – concordou Ian parando no último lance de escadas virando para o primo e dando um sorriso sarcástico. – Porém eu sou o chefe.
Dito isso, Ian encaixou os óculos escuros no rosto e seguiu para fora do prédio, deixando o primo rindo sozinho. Lorenzo já havia se acostumado com o jeito de Ian e sabia que não adiantava contestar com ele e sem opção, ele voltou para a sala de reunião onde os, agora coreanos, o aguardavam e continuou com a reunião como se nada tivesse acontecido. Já do outro lado da cidade, Ian observava a cidade da janela enquanto dirigia ridiculamente devagar pelas ruas de Chicago. Em dias comuns ele já teria ultrapassado todos os sinais vermelhos que conseguisse, mas hoje não é um dia comum e isso o irritava. É como se adrenalina de seu corpo tivesse se esvaziado. Como se hoje fosse um dia perfeito para não fazer absolutamente nada. Mas ele não quer isso. Ian quer fazer algo, nem que seja entrar em uma briga, ele iria fazer algo. Depois de passar horas dirigindo pela cidade, Ian para o carro na entrada de sua casa e entregou a chave para um de seus empregados para que ele o estacionasse. Depois adentrou na antiga casa de seus pais e foi direto para o quarto, tomando um demorado banho gelado.
Quando terminou, seu relógio de pulso marcava onze e meia da noite. E antes que ele conseguisse pensar em algum lugar para ir, seu celular toca e o nome de seu primo Lorenzo pisca na tela. Ian atendeu no terceiro toque.
— Tá afim de sair hoje ou ainda está de TPM? – brincou o primo.
— Esteja aqui em meia hora. – Ian disse e desligou o celular, o jogando em um canto qualquer e indo se vestir.
Colocou uma camiseta preta em gola V, calças da mesma cor e por cima, vestiu seu casaco do couro também preto. Ian é um jovem muito bonito e robusto, qualquer mulher daria tudo para ir pra cama com ele, e ele sabe disso. O deixando confiante e fazendo que ele tenha qualquer mulher que queria no fim da noite e a dispensando de qualquer jeito na manhã seguinte. De jeito nenhum Ian gostaria se envolver com uma mulher agora, na Máfia não tem lugares para romances ou coisa do tipo, com ele é apenas o desejo carnal e só. E além do mais porque ele escolheria se envolver com alguém se ele pode ter várias mulheres ao seu alcance sempre que desejasse? Não, romance não se encaixa na vida de Ian e se ele pudesse escolher nunca se encaixaria. Mas não é apenas o fato dele ser um dos homens mais cobiçados desse século que o faz não amar uma mulher. Quando se está dentro da Máfia, existe vários na verdade.
Sua falecida tia Alicia (mãe de Lorenzo e de sua outra prima, Geovana) foi um desses casos. Ela foi morta por um antigo inimigo da Cosa Nostra, Valentin. Ela foi brutalmente assassinada por conta de uma vingança ridícula. Isso aconteceu um ano antes dele nascer e seus pais não gostam de tocar no assunto, ficou sabendo dessa história através de seu avô, também chamado Lorenzo. Além da morte de sua tia que nunca conheceu, Ian presenciou a perda de várias pessoas ao seu redor e ele já perdeu a conta de quantos funerais já foi de pessoas que significam muito para outras. Todas essas mortes foram por vingança. E Ian não queria que isso acontecesse com ele. Ele não queria ter que perder alguém que ama por questões mafiosas, ele não suportaria. E se isso resultaria em uma vida cheia de malandragem e vadias, assim seria.
Não demorou muito para que Lorenzo chegasse à casa do primo. Ele passou pelos portões vigiados e parou o carro na entrada da casa e aguardou Ian impaciente. O mesmo apareceu cinco minutos depois ainda com a cara de tédio estampada no rosto.
— Vê se faça um favor a si mesmo e leve uma garota para casa esta noite. Essa sua falta de sexo está começando a te afetar. – Lorenzo disse assim que seu primo entrou no carro.
Ian riu.
— Isso é uma aposta? – perguntou ao primo.
— Tanto faz. – Lorenzo deu de ombros. – Você sempre fica com a mais gostosa de qualquer jeito.
Ian sorriu convencido e os dois partiram para a uma das festas mais bem frequentadas no subúrbio da cidade.
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